Marco Campos

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Marco Campos
Período em atividade 1992–1995
Nacionalidade brasileiro
Data de Nascimento 24 de fevereiro de 1976
Curitiba, PR
Data da Morte 15 de outubro de 1996 (20 anos)
Paris, França
Fórmula 3000 de
Ano de estréia 1995
Número do carro 27
Antigas equipes 1 (Draco Engineering)
Corridas 8
Vitórias 0
Pódios 0
Poles 0
Voltas mais rápidas 0
Primeira corrida Reino Unido GP da Inglaterra, 1995
Última corrida França GP da França, 1995
Outras competições
1995
1994
Fórmula 3000
Fórmula Opel
Títulos
1994 Fórmula Opel

Marco Antônio Ferreira Campos (Curitiba, 24 de fevereiro de 1976Paris, 15 de outubro de 1995) foi um piloto de automobilismo brasileiro que disputou a Fórmula 3000, em 1995, com a equipe Draco Engineering. Era irmão de Júlio Campos, atualmente piloto na Stock Car Brasil, e de Jeruska Roberta de Campos.

Carreira[editar | editar código-fonte]

No kart, Marco Campos venceu diversos campeonatos, desde os municipais até o Panamericano, em 1992 e 1993. Em 1994, aos 17 anos, mudou-se para a Europa, onde competiria na Fórmula Opel. Sem experiência, ele assinou com a Draco Engineering, favorita ao título da temporada, porém com um adversário de peso, o holandês Tom Coronel, da Van Amersfoort Racing. Marco, no entanto, surpreendeu e conquistou o título em sua estreia nos monopostos, ficando com apenas 8,5 pontos de vantagem em relação a Coronel. Empolgado, o chefe Adriano Morini disse que, até entregar um carro ao paranaense, Rubens Barrichello havia sido o melhor piloto que havia conhecido.

Promovido à Fórmula 3000 juntamente com a Draco Engineering, Marco estava praticamente sem dinheiro para correr em outras categorias e a Cepap, seu principal patrocinador, aceitaria patrociná-lo com a condição de que ele competisse na categoria de acesso. Pilotando um Lola-Cosworth, ele chegou a largar na quinta posição no GP da Inglaterra, porém não chegou a completar a primeira volta - ele ficou parado no grid e rodou ema das curvas de Silverstone. Na etapa de Barcelona, um acidente com o experiente holandês Jan Lammers estragou suas chances de um bom resultado. Em Enna-Pergusa, o paranaense obteve seus primeiros pontos na F-3000 ao chegar na quarta posição.

Morte[editar | editar código-fonte]

Em dúvida se permaneceria na categoria em 1996 (o patrocínio era pequeno e a Draco era a única equipe que poderia contar com seus serviços), Marco chegou a Magny-Cours, local da última etapa do campeonato, bastante atordoado. Largando em 20º lugar, fez uma boa largada e chegou a estar em décimo, quando, já no encerramento da corrida, encontrou o estreante italiano Thomas Biagi, que pilotava um Reynard-Ford da Auto Sport Racing. Próximo ao grampo Adelaide, o Lola-Cosworth do brasileiro subiu na roda traseira esquerda de Biagi, dcola acerta violentamente a mureta de proteção,[1] quase atingindo alguns fiscais. Em seguida, para na caixa de brita, com o piloto inerte dentro do cockpit.

Levado ao Hospital Lariboisiére de Paris com traumatismo craniano, edemas cerebrais e lesões no pescoço, Marco chegou ao local em coma. Com o estado de saúde piorando, os médicos tentaram apelar para que o neurologista Dominique Grimaud, que cuidou do austríaco Karl Wendlinger depois do acidente que sofrera nos treinos para o GP de Mônaco de Fórmula 1 no ano anterior, fizesse algo para melhorar a situação, sem êxito. Horas depois, o golpe definitivo: o cérebro não registrava nenhuma atividade, e os outros órgãos parariam de funcionar. Na madrugada do dia 17, o hospital oficializou a morte de Marco, aos 19 anos. Foi o único acidente fatal da história da Fórmula 3000 em 20 temporadas realizadas.

Abalado com a morte, Adriano Morini pensou em encerrar as atividades da Draco, entretanto, o pai de Marco Campos indicou a contratação de Ricardo Zonta para correr em 1996.

Referências

  1. «Brazilian driver dies after collision». The Independent. 18 de outubro de 1995. Consultado em 27 de abril de 2013 
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