Marco Lucchesi

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Marco Lucchesi Academia Brasileira de Letras
Marco Lucchesi, 2014
Nascimento 9 de dezembro de 1963 (53 anos)
Rio de Janeiro (RJ)
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Escritor
Magnum opus Clio

Marco Lucchesi (Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1963) é um poeta, escritor, romancista, ensaísta e tradutor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras (desde 2011) [1][2] e também da Accademia Lucchese delle Scienze, Lettere e Arti. Filho de Elena Dati e Egidio Lucchesi, é o primeiro brasileiro de uma família italiana.

Graduado em história pela Universidade Federal Fluminense (UFF), é mestre e doutor em ciência da literatura, pela UFRJ, e realizou seu pós-doutorado em filosofia da renascença na Universidade de Colônia, na Alemanha.

É professor titular de Literatura Comparada da UFRJ, pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e foi professor visitante de diversas universidades da Europa, da Ásia e América Latina.

É colunista do jornal O Globo e colaborador de diversos outros órgãos de imprensa no Brasil e no exterior. Foi editor da revista Poesia Sempre, atualmente é diretor da Revista Brasileira da ABL.

Destacou-se na área de pesquisa e editoração da Biblioteca Nacional, foi responsável pela edição de catálogos, obras raras e fac-símiles. Foi curador de exposições da Biblioteca Nacional, como as que celebraram os cem anos da morte de dois escritores brasileiros: Machado de Assis, cem anos de uma cartografia inacabada (2008), e Uma poética do espaço brasileiro, sobre Euclides da Cunha (2009). Em 2010, foi o responsável pela grande exposição Biblioteca Nacional 200 anos: uma defesa do infinito.

Graças ao seu amplo conhecimento de mais de 20 idiomas, ocidentais e extra-ocidentais [3], destacam-se suas traduções das obras de Rûmî, Khliebnikov, Rilke e Vico.

Recebeu diversos prêmios, dentre os quais destacam-se o Prêmio Alceu Amoroso Lima, pelo conjunto da obra poética (2008), o prêmio Marin Sorescu, na Romênia, e o Prêmio do Ministero dei Beni Culturali da Itália.[4]. Obteve por três vezes o Prêmio Jabuti.

Em 3 de março de 2011, foi eleito para Academia Brasileira de Letras e passou a ocupar a cadeira de número 15, fundada por Olavo Bilac e cujo patrono é Gonçalves Dias.[5][6]

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

Publicou, dentre outras obras:

  • Teatro alquímico (Prêmio Eduardo Frieiro),
  • Sphera (menção honrosa do Prêmio Jabuti),
  • A memória de Ulisses (Prêmio João Fagundes de Meneses),
  • Meridiano celeste & bestiário ( Prêmio Alphonsus de Guimaraens),
  • Ficções de um gabinete ocidental (Premio Ars Latina de Ensaio e Prêmio Origenes Lessa),
  • O dom do Crime (finalista do prêmio São Paulo e Prêmio Machado de Assis da UBE)
  • Nove cartas sobre a divina comédia
  • A sombra do amado (Prêmio Jabuti)
  • A Ciência Nova (Prêmio União Latina, Prêmio Prometeo d'Argento),
  • Poemas à Noite (Prêmio Paulo Ronai)
  • Saudades do Paraíso
  • O sorriso do caos.
  • Bizâncio (finalista do Prêmio Jabuti)
  • A Ilha do dia anterior (finalista do Prêmio Jabuti),
  • Baudolino (finalista do Prêmio Jabuti).
  • O bibliotecário do imperador
  • A flauta e a lua (Poemas de Rûmî) (2016)

Clio (2014) -- Segundo lugar do Prêmio Jabuti 2015.

Organizou ainda a Jerusalém libertada, de Tasso, e Leopardi - poesia e prosa.

Traduziu, entre outros, A ilha do dia anterior, de Umberto Eco, Ciência nova, de Giambattista Vico, Poemas à noite, de Rilke e Georg Trakl, Eu e a Rússa, de Khliébnikov, O combate, de Patrick Süskind, Esboço do juízo final, de Foscolo, A trégua, de Primo Levi.

Referências

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Precedido por
Fernando Bastos de Ávila
Lorbeerkranz.png ABL - sétimo acadêmico da cadeira 15
2011 — atualidade
Sucedido por


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