Marco Vécio Bolano

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Marco Vétio Bolano foi um político e militar do Império Romano, leal partidário do imperador Vitélio.

História[editar | editar código-fonte]

Desconhecem-se as origens da carreira política de Bolano, embora seja conhecido que serviu na província romana da Ásia sob as ordens do general Cneu Domício Córbulo, que fora enviado para Oriente pelo imperador Nero com o objetivo de fazer que os Partos se retirassem aos seus territórios, cujas fronteiras cruzaram violando o acordo de paz entre ambas as potências. Em 66 foi designado cônsul.

Em 69 d.C., o breve imperador Vitélio enviou-o para substituir o fugido Marco Trebélio Máximo no governo da província romana da Britânia. Esta nomeação tornou-se efetiva no meio da guerra civil em que terminara a morte de Nero, conhecida habitualmente sob o nome do Ano dos quatro imperadores. Por causa da fuga do predecessor de Bolano, Trebélio Máximo, ocorreu um amotinamento dirigido pelo comandante da Legio XX Valeria Victrix, Marco Róscio Célio. Após a sua chegada à ilha, uma das primeiras ações de Bolano como governador foi enviar a Legio XIV Gemina, que permanecera fiel a Vitélio após a derrota do seu oponente, Otão.

Bolano teve de fazer face a uma segunda insurreição de Venúcio, líder dos Brigantes, poderoso povo britano. Cartimândua, a ex-mulher de Venúcio e rainha dos brigantes, permanecera fiel como monarca cliente do Império Romano durante vinte anos, e posicionara-se do lado dos romanos durante a primeira insurreição do seu ex-marido. Nesta ocasião porém, Bolano apenas foi capaz de enviar tropas auxiliares. Com estes míseros reforços, Cartimândua não pôde fazer face a Venúcio e viu-se obrigada a deixar o seu reino nas mãos dos insurretos.

No fim de 69, a situação em Roma mudara notavelmente. Vitélio fora vencido e executado pelo general dos exércitos de Leste, Vespasiano, e o seu aliado, o governador de Síria, Caio Licínio Muciano. Apesar da sua condição de partidário do finado Vitélio, Vespasiano decidiu não desestabilizar essa parte do Império e limitou-se a substituir Róscio Coélio pelo novo e prometedor comandante Cneu Júlio Agrícola (70). A Legio XIV foi trazida de volta ao continente onde foi estacionada na instável zona do Reno. Bolano, pela sua vez, permaneceu no governo da ilha até 71.

O poeta Estácio cita-o a respeito das suas construções de defesas em território hostil e das suas vitórias sobre os caudilhos britanos, o qual sugestiona que, antes do seu relevo, reconquistou vários territórios perdidos durante a revolta. Foi substituído pelo familiar do imperador Quinto Petílio Cerial, que lavrara fama de militar ao pôr fim à revolta dos auxiliares batávios liderados por Caio Júlio Civil.

Referências[editar | editar código-fonte]

Referências

Precedido por:
Marco Trebélio Máximo
Governador da Província Romana da Britânia
69 - 71
Sucedido por:
Quinto Petílio Cerial