Marcus Pereira

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Marcus Pereira
Nascimento 4 de abril de 1930
São Paulo, SP
Morte 20 de fevereiro de 1981 (50 anos)
Nacionalidade brasileiro

Marcus Pereira (São Paulo, 4 de abril de 1930[1]20 de fevereiro de 1981[2][3][4]) foi um publicitário, pesquisador musical e posteriormente editor de discos de música brasileira e fundador da gravadora Discos Marcus Pereira.[5][6]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Advogado e publicitário, Marcus Pereira fundou sua própria agência em 1960 e depois passou a trabalhar com a edição de discos. Em seu livro, Lembranças do amanhã da MG Editores Associados, de 1980, Marcus Pereira retrata a publicidade nos anos 1970 e 1980. Nesse livro discute aspectos da criação de uma agência, a profissão do publicitário, a publicidade como negócio, além de inventariar aspectos técnicos e artísticos da atividade, discutir sua linguagem a partir de anúncios clássicos da época, e falar sobre marcas, rádio, televisão e brindes. Marcus Pereira também mostra os principais vencedores do prêmio “Publicidade!”, de O Estado de S. Paulo nos anos 1960. Na época, o autor mantinha coluna assinada nesse periódico e mensalmente escolhia o melhor anúncio e oferecia um prêmio simbólico. Entre os agraciados da época estavam a Cia. SKF de rolamentos – em campanha criada pela agência Itapetininga, que destacava que destacava garotos brincando com carrinhos de rolimãs, para exaltar a qualidade dos produtos da empresa. Outro, feito para a Ford pela JW Thompson, era uma fotomontagem com uma cabeça que balançava exageradamente, advertindo “não se deixe enganar” e use apenas os amortecedores originais da Ford. Além deles, o publicitário destacou a revolução das máquinas de escrever Olivetti naquele período. O livro termina com o resultado das eleições para a Associação dos Profissionais de Propaganda (APP), na época[7].

Um grupo de amigos e amantes de música brasileira frequentava o Bar Jogral em São Paulo. Entre eles estavam o publicitário Marcus Pereira e o dono do bar Luis Carlos Paraná. O Jogral era o grande ponto de encontro da boa música brasileira na cidade[8]. Em 1967, reunindo amizades e afetos para homenagear o compositor Paulo Vanzolini, lançavam o disco "Onze Sambas e uma Capoeira". O LP, que também marcava a estréia artística de Cristina Buarque, trazia a marca "Jogral". No ano seguinte gravavam um disco de choro, "Flauta, Cavaquinho e Violão". O pretexto era dar os discos como brinde de fim de ano da empresa de Marcus. Em 1973, a coleção de 4 discos "Música Popular do Nordeste" vale a Marcus o prêmio Estácio de Sá do MIS do Rio. Era o pretexto que faltava para abandonar sua rentável agência de publicidade e cuidar de uma nova empresa, a Discos Marcus Pereira.[9]

Em 13 de fevereiro de 1981, após voltar de uma viagem de férias[3], Marcus Pereira cometeu suicídio, atirando em sua própria cabeça e vindo a falecer uma semana depois, em 20 de fevereiro, após complicações do ocorrido.[2][3][4]

Referências

  1. «Hoje, 04 de abril, comemoramos 88 anos do nascimento de Marcus Pereira, que veio ao mundo...». Facebook (página oficial da gravadora Discos Marcus Pereira). 4 de abril de 2018. Consultado em 21 de junho de 2022 
  2. a b «O PESQUISADOR MARCUS PEREIRA». Recanto das Letras. Consultado em 21 de junho de 2022 
  3. a b c Londrina, Folha de (8 de março de 2019). «Uma história de independência e morte | Folha de Londrina». www.folhadelondrina.com.br. Consultado em 21 de junho de 2022 
  4. a b «Conheça Marcus Pereira, o homem que mapeou a música brasileira». Terra. Consultado em 21 de junho de 2022 
  5. MILLARCH, Aramis (1975). Marcus Pereira apersenta a música de Donga e o "Brasil Instrumental". [S.l.]: O Estado do Paraná. 29 páginas 
  6. Passos, Picolotto, André Guilherme (dezembro de 2016). «Discos Marcus Pereira: Uma história musical do Brasil». Consultado em 21 de junho de 2022 
  7. QUEIROZ, Adolpho. (2007). Inventário acadêmico e profissional da história da propaganda no Brasil. [S.l.]: Comunicação & Sociedade. pp. 89–90 
  8. MARINHO, Sonia Palhares (27 de Fevereiro de 2004). Noites feitas para cantar:. [S.l.]: Valor Econômico 
  9. NEVES, Paulo Eduardo (8 de outubro de 2002). «Discos Marcus Pereira, uma gravadora que foi uma alegoria do Brasil». Consultado em 8 de Fevereiro de 2010. Arquivado do original em 27 de agosto de 2010 
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