Mareas Vivas

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Mareas vivas
Mareas vivas
Informação geral
Formato Série
Duração 60 min
Criador(es) Antón Reixa
País de origem Galiza
Idioma original galego
Produção
Diretor(es) Antón Reixa (1998-1999) e Emilio Mac Gregor (2000-2002)
Produtor(es) Voz Audiovisual
Elenco Luís Tosar, Isabel Blanco, Luís Zahera, Camila Bossa, Miguel de Lira, Ana Santos
Tema de abertura Mareas vivas interpretada por Mercedes Peón
Exibição
Emissora de televisão original Galícia (Espanha) TVG
Transmissão original 11 de janeiro de 1998
2002
N.º de episódios 152

Mareas vivas foi uma série da TVG criada por Antón Reixa e produzida por Voz Audiovisual e Zopilote que se emitiu entre os anos 1998 e 2002. Foi o maior éxito da TVG e os personagens das primeiras temporadas tornaram-se muito populares entre a população galega. O seriado fez historia por empregar uma língua popular, dialetalmente própria do galego da Costa da Morte. Gravou-se principalmente em Laxe, que na serie adotou o nome fictício de Portozás.

Argumento e tramas[editar | editar código-fonte]

Mareas Vivas reflete a realidade duma vila marinheira galega situada na Costa da Morte.

O protagonismo nas primeiras temporadas recai principalmente nas personagens de Andrés (Luís Tosar) e Maria (Isabel Blanco), mas trata-se duma série coral, com um elenco amplo. Mostra disto é que a série continuou em emissão apesar desses dois atores terem abandonado a série.

Embora muitas das amenas histórias que se nos contam nesta série são dum claro e marcado caráter costumista (temas de naufrágios marinheiros, disputas pelas propriedades das terras, lendas religiosas ou históricas, enfrentamentos com os habitantes da vila do lado...), algumas das tramas mais importantes e que mantiveram em desassossego durante semanas os espectadores de Mareas vivas foram temas muito menos alegres.

Emprazamentos e lugares[editar | editar código-fonte]

Embora a maioria das cenas de Mareas Vivas foram rodadas em Laxe (Portozás na serie), outras muitas localidades galegas foram também protagonistas das gravações de muitos dos momentos chave da série, como a rodagem do resgate de Íria no porto da Corunha, ou muitos outros momentos em Corme (Cormelhe na serie). Os vizinhos de Cabana também puderam ser testemunhas da gravação de Mareas Vivas.

A série também transladou a rodagem, de forma excepcional, à ilha de Tenerife, mais concretamente à sua capital Santa Cruz de Tenerife para rodar os capítulos em que Currás vai trabalhar às Canárias.

Intérpretes e personagens[editar | editar código-fonte]

Estes são todos e cada um dos protagonistas principais da serie ao longo dos seus 5 anos de vida:

Canso da sua vida na Corunha, Andrés decide aproveitar a oportunidade que se lhe apresenta ao ser escolhido para ocupar uma vaga como juiz numa pequena vila marinheira chamada Portozás, o que lhe acaba supondo a ruptura coa moça, Mónica. Acaba casando com Maria, mas tudo começa a complicar-se quando vão para Bruxelas e acabam por se divorciar.
Depois de o marido desaparecer no mar dois anos atrás, Maria teve que se encargar ela só da sua filha Íria. As duas vivem numa casinha nos arredores da vila. Chega a casar com Andrés e mesmo vai com ele quando este vai trabalhar para Bruxelas. Contudo, acaba por voltar e divorciar-se dele, casando tempo depois com Viriato. Ao principio da série era caixeira do supermercado Único; mais tarde converteu-se em trabalhadora da Câmara Municipal.
Tempo atrás trabalhara nas plataformas e por isso todo o mundo lhe chama Petróleo. Agora é o dono do bar da confraria de pescadores. Gosta mesmo de contar as muitas histórias que viveu na sua época de marinheiro mas os amigos nunca acreditam nele. Tem um barco de pesca chamado O Caçador, em que trabalha com Mangüi. É o novo alcalde de Portozás depois de que Célia se vaia da vila. Logo de ter uma história com Berta, conheceu a Belinda, a sua namorada definitiva.
Chegou a Portozás fugindo duma máfia que a obrigava a trabalhar numa barra americana. Depois de solucionar a situação acaba por casar com Petróleo, com quem tem uma filha chamada Carminha. É da República Dominicana.
É a médica de Portozás e a melhor amiga de Maria ao começo da série. Ela é de Vigo e espera que lhe deem ali o posto fixa que tanto anseia. Ao final fica em Portozás, mas quando Jurjo se vai, ela vai com el.
É a alcaldesa de Portozás. São típicos os enfrentamentos entre ela e Couto, pois a presidenta da Câmara não quer que o empresário se faça com todo o controlo da vila. Mas parece que a sua inimizade também vem por cousas que aconteceram no passado, quando mantiveram uma relação. Tem uma sobrinha chamada Ana. Quando se vai de Portozás é substituída no cargo por Petróleo.
É o cacique da vila. É armador e construtor e quase sempre consegue o que quer. Os seus maiores propósitos são zangar a Célia -embora no fundo continuem namorados e acabem por estar juntos- e tentar ficar com o varadoiro de Pontazás. É viúvo e tem dois filhos: Ladislau e Paula.
É o filho de Ramom Couto. Estudou Direito em Santiago de Compostela e agora exerce como advogado em Portozás. É hipocondríaco e um fanático dos ovni e dos mistérios do além. Amigo inseparável de Currás, falece acidentalmente eletrocutado na banheira da casa.
É a filha pequena de Ramom Couto e a irmã de Ladislau. Sempre leva a contra ao pai porque pensa que a sua forma de fazer negócios, estafando e aproveitando-se da gente, não está nada bem. Trabalha na rádio local e, posteriormente, na televisão da vila. Sai um tempo com Ismael, o irmão de Taracido, com quem mesmo vai à África uma temporada. Finalmente acaba saindo com Mangüi, o seu melhor amigo.
Currás é um percebeiro furtivo da zona. Sempre diz que os seus percebes "são como punhos". Dá-se mal com Taracido pois este sempre está a chatear e muitas das vezes denunciam-se mutuamente. Do que mais medo tem no mundo é dos esquimós. Namorado de Pitusa, acaba por morrer afogado ao salvar a vida a Taracido. Evaristo tem um primo chamado Vítor que é igual a ele.
Mangüi é o melhor amigo de Petróleo. Trabalha como marinheiro até que monta a sua própria oficina de motos. No passado tivera problemas com as drogas mas logrou deixar essa época atrás e agora trabalha com Petróleo n'O Caçador. Teve uma relação com Áurea, professora no instituto da vila e depois saiu com Paula.
É a sobrinha de Célia. Trabalha na rádio com Paula e Chano. É uma pessoa um pouco atolada e muitas vezes acaba por se meter, ela e os amigos, em problemas.
É o primo de Mangüi. Trabalha na rádio com Paula e Ana. Consegue um trabalho como jornalista em Santiago de Compostela e acaba indo lá viver.
O pároco da vila, dom Amâncio, é um cura muito moderno sempre disposto a ajudar aos demais. O seu melhor amigo é Florêncio. Logo de ter um acidente de carro com Petróleo e ficar numa cadeira de rodas, decide mudar de ares e ir a Vigo para se encarregar duma paróquia da zona.
Dom Florêncio é o primeiro mestre de Íria e Fito. É um homem de mediana idade muito inteligente e culto. Mantém com Amâncio uma constante rivalidade, por ver quem é o melhor jogando ao xadrez ou o melhor pescador de truitas, embora no fundo sejam muito bons amigos. É substituído por Jurjo quando é ascendido a diretor da escola Neira Castro.
É o novo mestre dos rapazes. O primeiro não aturava a ideia de ser substituto numa vila como Portozás, mas com o tempo acaba sendo um mais entre a gente. Ao final acaba indo viver a Moçambique, acompanhado por Berta, para concluir a sua tese de doutoramento.
É o melhor amigo de Íria. É o típico estudante com más qualificações e muito popular entre os colegas. Sai com Laura e na última etapa da série quase não aparece por estar na Corunha, começando os seus estudos universitários.
É a filha de Maria e Suso. O seu melhor amigo é Fito.
É a moça de Fito e amiga de Íria. Ao terminar o instituto, e após não lograr a qualificação que precisava para estudar o curso que queria apesar se ser boa estudante, acaba trabalhando como camareira no Petróleo para ganhar algum dinheiro.
Dani converte-se no filho adoptivo de Andrés logo da repentina morte do seu pai. É um pouco mais velho que Fito e Íria, mas dá-se bem com eles durante o pouco tempo que está na série.
Helena chega desde Barcelona logo da morte do seu pai para se encarregar do varadoiro que lhe deixara em herança. Depois de muitos problemas com os bancos e de tentar por todos os meios que a situação económica do varadoiro de Pontazás melhorase, Helena decide com tristeza desfazer-se dele e voltar para Barcelona. Foi moça do segundo juiz de Portozás, Carlos.
É o substituto de Andrés quando este vai para Bruxelas. É um juiz novato e com pouca mão dura. Após diferentes problemas no trabalho acaba de baixa por depressão e vai viver para os cantis numa caravana que acaba por partilhar com a namorada, Rosa (antes saíra com Helena, e ao chegar a Portozás tinha umha outra moça, Cristina). O seu melhor amigo é Anselmo.
Rosa é uma marinheira com muita experiência. Acaba vivendo nos cantis com Carlos e sendo elegida como Patroa Maior da confraria de pescadores.
É a nova juíza e substituta de Carlos. Dá-se muito bem com Pitusa e mesmo acabam vivendo juntas.
  • Ana Santos: Maria Jesus Seoane "Pitusa" (1998-2002)
É a secretária do julgado. É muito séria e disciplinada no seu trabalho. Esteve prestes a casar com Anselmo, embora estivesse apaixonada por Currás, com quem acabou vivendo a até a morte dele.
Igual qu Currás, Taracido é um percebeiro furtivo. Qualquer motivo é bom para chatear Currás, quer seja por problemas com os percebes ou pelas propriedades das terras. Está casado com Concha.
É a mulher de Francisco Taracido. Embora o abandone por outro, ele vai a buscá-la e acabam vivendo juntos de novo.
Melgacho é um velho e sábio marinheiro. Toda quanta história há é conhecida por Melgacho. Toda a gente pensa que é muito bom conselheiro, mas o único que fai é falar do que mais lhe agrada no mundo: o mar.
É o homem de Maria, desaparecido há anos num naufrágio e dado oficialmente por morto.
É um temido advogado que leva o caso de Maroto. Planea e coordena o sequestro de Íria.
É um veterano trabalhador do varadoiro de Pontazás.
É um marinheiro que anteriormente trabalhara no varadoiro de Pontazás. Teve problemas com o jogo.
É o médico que substitui Berta. O seu melhor amigo é Carlos, com quem partilha a paixão pelas aves. Estava apaixonado pela Pitusa, com quem esteve prestes a casar.
É caixeira do supermercado. Caracteriza-se por ser muito metida e estar sempre pendente da vida dos demais. Nas últimas etapas da série converte-se em mulher do tempo do canal de televisão local de Portozás e mantém uma relação com o guardia civil Manolo.
É um sofisticado advogado que engana Maria para quitar o dinheiro à gente. Ao final arrepende-se de todo o mal feito e argalha um plano para trair o seu chefe Odilo e recuperar o dinheiro de todos. Casa com Maria, trabalha com Couto e acaba sendo muito querido por todos os habitantes de Portozás.
É o locutor de Rádio Portozás e, mais tarde, também faz parte da equipa da televisão local superado o pánico escénico inicial.
É o novo cura de Portozás após o abandono de dom Amancio.
Conheceu Viriato na cadeia e as maravilhas que este lhe contou sobre Portozás foram as que fizeram que decidisse ir viver à vila. Acaba topando um trabalho como encargado da limpeza.
É um membro da Guardia Civil algo parado e moço de Loli.
É amigo e companheiro de muitas das trasnadas de Fito e de Íria, com a que acaba namorando.
É médio-irmão de Francisco Taracido.
É a antiga companheira sentimental de Andrés.
É a companheira sentimental de Carlos quando chega a Portozás.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]