Margarida Marante

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Maria Margarida Marante Rodrigues Anjos (Freixo de Espada à Cinta, 29 de Junho de 1959 - Alcantarilha, 5 de Outubro de 2012) foi uma jornalista portuguesa.

Percurso[editar | editar código-fonte]

Em 1976 entra para o semanário 'Tempo'. No ano seguinte colabora na revista ' Opção'. Em 1978, por concurso público, ingressa na informação da recém-criada RTP 2. No ano seguinte muda-se para a RTP 1. De 1983 a 1985 realiza uma especialização em Jornalismo nos Estados Unidos da América[1] . Na RTP apresentou vários programas de grandes entrevistas, tendo efectuado também reportagem e recebido um prémio por um trabalho sobre maus-tratos infantis.

Em 1989 é convidada para dirigir a revista 'Elle'. Em 1991 entra para a TSF e torna-se colaboradora do semanário 'Expresso'.

Em 1990 é, com Maria Antónia Palla e Maria Elisa Domingues, despedida da RTP pelo então director-geral José Eduardo Moniz [2] . O motivo alegado é o facto de acumularem o trabalho na TV pública com cargos nas recém-fundadas revistas femininas (ela como directora da edição portuguesa da Elle desde 1989, Maria Elisa na mesma posição na edição portuguesa da Marie Claire e Palla chefiando a redacção da Máxima). As três jornalistas levam o caso em tribunal e ganham. Mas, ao contrário de Maria Elisa, que exige a reintegração, Margarida, que entretanto voltara à advocacia (no mesmo ano em que foi despedida da RTP também saiu da Elle) decide não o fazer.

Em 1992 faz parte da equipa fundadora do novo canal de televisão SIC. Apresenta aí os programas de actualidade política 'Sete à Sexta' e 'Contra-Corrente', assim como Crossfire (este com Miguel Sousa Tavares, com o qual já apresentara, na RTP, A Hora da Verdade). A partir de 1996 lança um programa de hora e meia de reportagem e debate sobre temas sociais, 'Esta Semana', que se mantém até 2001, e é líder de audiências, premiado com um Globo de Ouro em 1999). Em 2000/2001 apresenta ainda um programa de debate político com José Sócrates, Paulo Portas e Proença de Carvalho. Sai da SIC em outubro de 2001, em solidariedade com Emídio Rangel, então seu marido e director do canal desde a sua fundação, que entrara em conflito com a administração e saíra em setembro [3] .

Regressa à TSF em 2003, efectuando também entrevistas para a Notícias Magazine, revista de domingo do Diário de Notícias e do Jornal de Notícias. Entre 2006 e 2009 publica no semanário Sol uma entrevista/perfil de um protagonista da actualidade política.

Entre 2009 e 2010, é directora de Comunicação da AMI – Assistência Médica Internacional. A partir de 2010 trabalha no livro-reportagem Portugueses na América, um projecto da FLAD (Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento). O livro foi lançado a 6 de dezembro de 2012 [4] .

Foi militante do PSD, tendo-se filiado em 1974, com Francisco Pinto Balsemão como proponente, mas afasta-se a partir de 1980, com a morte de Francisco Sá Carneiro [5] .

Foi casada com o empresário Henrique Granadeiro, de quem teve um filho e duas filhas, Henrique, Catarina e Joana, e de quem se divorciou, e com o também jornalista Emídio Rangel[6] .

Morreu a 5 de Outubro de 2012, vítima de ataque cardíaco.[7]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]