Maria Adelaide de França

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Maria Adelaide
Princesa de França
Duquesa de Louvois
Retrato por Jean-Marc Nattier, 1758.
 
Casa Bourbon
Nome completo
em francês: Marie Adélaïde de France
Nascimento 23 de março de 1732
Palácio de Versalhes, França
Morte 27 de fevereiro de 1800 (67 anos)
Trieste, Itália
Sepultamento Basílica de Saint-Denis, Saint-Denis, França
Pai Luís XV de França
Mãe Maria Leszczyńska
Assinatura Assinatura de Maria Adelaide
Brasão


Marie Adelaide da França (em francêsMarie Adélaïde de FrancePalácio de Versalhes23 de maio de 1732 - Trieste27 de fevereiro de 1800), foi uma princesa de França e duquesa de Louvois. Ela foi a filha de Luís XV de França e de Maria Leszczyńska.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Vida em Versalhes[editar | editar código-fonte]

Madame Adelaide foi criada no Palácio de Versalhes com suas irmãs mais velhas, Madame Luísa Isabel e Madame Henriqueta Ana, e junto com seu irmão Luís, Delfim da França.

Madame Maria Adelaide de França

Por Jean-Marc Nattier, 1750, Palácio de Versalhes

Suas irmãs mais jovens receberam a sua educação na Abadia de Fontevraud, porque segundo André Hercule de Fleury ministro chefe de Luís XV criá-las em Versalhes com tudo o que tinham direito foi demasiado muito caro.

Adelaide iria se juntar a suas irmãs mais novas em Fontevraud, mas ela foi autorizada a ficar com seu irmão e suas duas irmãs mais velhas em Versalhes após um apelo pessoal a seu pai. Ela foi colocada sob os cuidados de Marie Isabelle de Rohan, Duquesa de Tallard.

Por ser uma princesa de sangue Maria Adelaide recebeu demasiadas propostas de casamento como de Luís José, Príncipe de Condé e de Francisco Xavier da Saxónia, mas Luís XV considerou que não havia consortes potenciais como sendo de estatuto adequado disponível, sendo assim Maria Adelaide permaneceu solteira até morrer.

Maria Adelaide formou junto com suas irmãs, Vitória e Sofia um trio para que ficou conhecido na corte como "Les Mesdames", as três irmãs passavam o dia tricotando em seus quartos e preocupadas com as fofocas da corte.

Madame Adelaide, assim como seus irmãos, tentou, sem sucesso, impedir a ligação de seu pai com Madame de Pompadour, que começou em 1745.

Vida na corte[editar | editar código-fonte]

No início da década de 1750, quando a saúde de Madame de Pompadour estava se deteriorando, Adelaide, que era uma boa piloto, tornou-se a favorita e companheira próxima de seu pai por um tempo, durante o qual muitas vezes ela o acompanhou durante sua equitação e a divertiu com a conversa. Seu novo relacionamento próximo causou rumores de que eles tinham uma relação incestuosa. Um boato também afirmou que Adelaide era a verdadeira mãe de Louis de Narbonne nascido em 1755 por seu pai. Não há nada que indique que esses rumores eram verdade, e estreita relação de Adelaide para o pai dela era, em qualquer caso, uma forma temporária.

Adelaide foi descrita como inteligente. Ela foi a única das irmãs solteiras com ambição política, e ela tentou, sem sucesso, ganhar influência política através de seu pai, o rei, seu irmão, o Delfim e, eventualmente, através de seu sobrinho, Luís Augusto futuro Luís XVI.

Maria Adelaide de França como Diana

Por Jean-Marc Nattier, 1745, Palácio Pitti

Ela foi profundamente afetada pela morte de sua irmã Henriqueta Ana com a idade de vinte e quatro anos em 1752, e pela morte de seu irmão, o Luís, Fernando, em 1765.

Madame Adelaide desprezava a última amante do pai, Madame du Barry. Quando Maria Antonieta tornou-se Delfina em 1770, Madame Adelaide tentou ganhar o seu apoio contra du Barry, mas a imperatriz Maria Teresa se opôs a ela. Este foi um fator que levaria Adelaide se virar contra Maria Antoineta, ela foi a primeira pessoa a chamá-la de "a austríaca".

Com a morte do Delfim Luís Fernando em 1765 e, em seguida da Delfina Maria Josefa em 1767, Madame Adelaide ficou responsável em guardar documentos instrucionais do Delfim para o futuro rei. Estes documentos foram abertos em 12 de maio de 1774 em uma pequena reunião familiar, na presença de Luís XVI. Estes documentos apontavam três possíveis primeiros ministros: Maurepas, Aiguillon e Machault.

Em 1782 faleceu Madame Sofia em seguida em 1787 faleceu Luísa Maria.

Na aurora da Revolução, permaneceram vivos como filhos de Luís XV apenas Madame Adelaide e sua irmã Madame Vitória.

A Revolução Francesa[editar | editar código-fonte]

Madame Maria Adelaide

Por Adélaïde Labille-Guiard, 1787, Palácio de Versalhes

Após a invasão de Versalhes por um exército de mulheres famintas, em 6 de outubro de 1789, Vitória e Adelaide, agora as únicas filhas remanescentes de Luís XV, mudaram-se para o Castelo de Bellevue. Horrorizadas com as novas leis revolucionárias contra a Igreja, as irmãs partiram para a Itália, em 20 de fevereiro de 1791, embora tenham sido capturadas e detidas em Arnay-le-Duc por vários dias antes que tivessem permissão de partir.

Na Itália, assim que chegaram, fizeram uma visita à sobrinha Clotilde, rainha da Sardenha, irmã de Luís XVI, em Turim. Elas chegaram a Roma em 16 de abril de 1791.

Devido à influência crescente da França Revolucionária, as irmãs eram obrigadas a se mudar constantemente. Em 1756, elas foram para Nápoles, cuja rainha, Maria Carolina, era irmã de Maria Antonieta. Depois elas se mudaram para Corfu, em 1799, e, finalmente, para Trieste, onde Vitória morreu de câncer de mama. Adelaide morreu no ano seguinte, em Roma. Os restos mortais das duas princesas foram posteriormente devolvidos para a França por seu sobrinho, rei Luís XVIII, e sepultados na Abadia de Saint-Denis.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Les Princesses vagabondes : roman de Frédéric Lenormand, fondé sur l'exil de Mesdames en Italie entre 1791 et leur mort ; l'œuvre se base sur leur vie réelle mais est fictive
  • Mesdames de France : roman de Bruno Cortequisse
  • Chronique de la Révolution, éditions Larousse, 1989.

Nota[editar | editar código-fonte]