Maria Ana Vitória da Baviera

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Maria Ana Vitória
Delfina de França
Retrato póstumo por François de Troy, 1690
Marido Luís, Grande Delfim de França
Descendência Luís, Duque da Borgonha
Filipe V da Espanha
Carlos, Duque de Berry
Casa Wittelsbach (por nascimento)
Bourbon (por casamento)
Nome completo Maria Ana Cristina Vitória
Nascimento 28 de novembro de 1660
  Munique, Baviera
Morte 20 de abril de 1690 (29 anos)
  Palácio de Versalhes, Versalhes, França
Enterro Basílica de Saint-Denis,
Saint-Denis, França
Pai Fernando Maria, Eleitor da Baviera
Mãe Henriqueta Adelaide de Saboia
Religião Catolicismo
Brasão

Maria Anna Vitória da Baviera (Munique, 28 de novembro de 1660Versalhes, 20 de abril de 1690) foi Delfina de França por casamento com Luís, Grande Delfim de França, filho e herdeiro de Luís XIV. Ela era conhecida como "Delfina Maria Ana Vitória" ou "a Grande Delfina". A delfina era considerada uma figura "patética" na corte da França, isolada e desvalorizada devido à percepção de que ela era monótona, pouco atraente e doentia.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maria Ana era a filha mais velha de Fernando Maria, Eleitor da Baviera e sua esposa a princesa Henriqueta Adelaide de Saboia. Seus avós maternos eram Vítor Amadeu I, Duque de Saboia e Cristina Maria da França, a segunda filha de Henrique IV de França e Maria de Médici, portanto seu marido, o delfim, era seu primo em segundo grau.

Nascida em Munique, capital do Eleitorado da Baviera, Maria Ana foi prometida ao delfim de França em 1668, aos oito anos de idade, e foi cuidadosamente educada para cumprir esse papel. Além de sua língua nativa, o alemão, ela foi ensinada a falar francês, italiano e latim. Dizia-se que ela ansiava pelo destino de se tornar delfina de França. Maria Ana era muito próxima de sua mãe, que morreu em 1676. Seus irmãos incluíam Violante da Baviera, futura esposa de Fernando de Médici, bem como o futuro Eleitor da Baviera, Maximiliano II Emanuel.

Delfina[editar | editar código-fonte]

MIGNARD, Pierre. A família do Grande Delfim. 1687. Óleo sobre tela, 115.4 x 160.4 cm. Na Royal Collection.

Antes de seu casamento com o delfim, houve uma cerimônia por procuração em Munique a 28 de janeiro de 1680 - o casal se encontraria pela primeira vez em 7 de março de 1680 em Châlons-sur-Marne. Ela foi a primeira delfina de França desde que Maria da Escócia, casou-se com Francisco II de França em 1558.

Após o casamento, Maria Ana assumiu o posto de Fille de France (Filha da França); isso significava que ela tinha direito ao estilo de "Sua Alteza Real" e à forma de tratamento Madame la Dauphine.

Quando chegou à França, Maria Ana causou uma boa impressão com seu bom francês. Quando ela entrou em Estrasburgo, foi abordada em alemão, mas interrompeu a saudação dizendo: "Senhores, eu falo francês!" A impressão de sua aparência, no entanto, não era tão boa, e ela foi chamada de "terrivelmente feia". Outros disseram que, embora ela não fosse bonita, ela tinha um charme pessoal.

Assim que se casou com o delfim, Maria Ana tornou-se a segunda mulher mais importante na corte depois de sua sogra, a rainha Maria Teresa. Quando a rainha morreu em julho de 1683, Maria Ana ascendeu como a mulher mais proeminente da corte e recebeu os apartamentos da falecida rainha. O rei esperava que ela desempenhasse as funções de primeira-dama na corte, mas sua saúde debilitada dificultava o desempenho de suas funções. O rei era completamente antipático com a situação dela e a acusou falsamente de hipocondria.

Seu marido tinha amantes e ela vivia uma vida isolada em seus apartamentos, onde falava com as amigas em alemão, um idioma que seu marido não conseguia entender. Ela era muito próxima de uma colega alemã na corte, Isabel Carlota do Palatinado, a esposa do irmão mais novo do rei, Filipe I. Dizia-se que ela estava deprimida por ter que morar em uma corte onde a beleza era muito valorizada, não sendo bonita. Ela morreu em 1690. Uma autópsia revelou uma infinidade de distúrbios internos que justificaram completamente suas queixas de doenças crônicas e graves.

Maria Ana foi enterrada na Basílica Real de Saint Denis.

Descendência[editar | editar código-fonte]

De seu casamento com Luís, Grande Delfim de França teve os seguintes filhos:

  1. Luís, Duque da Borgonha (16 de Agosto de 1682 - 18 de Fevereiro de 1712), casado com a princesa Maria Adelaide de Saboia; com descendência.
  2. Filipe V da Espanha (19 de Dezembro de 1683 - 9 de Julho de 1746), casado primeiro com a princesa Maria Luísa de Saboia; com descendência. Casado depois com Isabel Farnésio; com descendência.
  3. Carlos, Duque de Berry (31 de Julho de 1686 - 5 de Maio de 1714), casado com Maria Luísa de Orleães; sem descendência legitima.

Títulos e estilos[editar | editar código-fonte]

  • 28 de novembro de 1660 – 7 de março de 1680: "Sua Alteza Sereníssima, Duquesa Maria Ana Vitória da Baviera"
  • 7 de março de 1680 – 20 de abril de 1690: "Sua Alteza Real, a Delfina de França"

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Referências

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