Maria Bárbara de Bragança, Rainha de Espanha

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Maria Bárbara
Infanta de Portugal
Retrato por Louis-Michel van Loo, c. 1746
Rainha Consorte da Espanha
Reinado 9 de julho de 1746
a 27 de agosto de 1758
Predecessora Isabel Farnésio
Sucessora Maria Amália da Saxônia
 
Marido Fernando VI da Espanha
Casa Bragança (por nascimento)
Bourbon (por casamento)
Nome completo
Maria Madalena Bárbara Xavier Leonor Teresa Antónia Josefa
Nascimento 4 de dezembro de 1711
  Lisboa, Portugal
Morte 27 de agosto de 1758 (46 anos)
  Palácio Real de Aranjuez, Aranjuez, Espanha
Enterro Convento das Salésias Reais, Madrid, Espanha
Pai João V de Portugal
Mãe Maria Ana da Áustria
Brasão


Maria Madalena Bárbara Xavier Leonor Teresa Antónia Josefa (Lisboa, 4 de dezembro de 1711Aranjuez, 27 de agosto de 1758) foi a esposa do rei Fernando VI e Rainha Consorte da Espanha de 1746 até sua morte. Era filha do rei João V de Portugal e sua esposa a arquiduquesa Maria Ana da Áustria. Esta personagem era conhecida como "a gorda" e apresentava deficiências físicas que podiam ser observadas com relativa facilidade.

Como era normal na época contraiu, juntamente com o irmão, José, Príncipe do Brasil, um matrimónio político. No caso foi combinado um matrimónio duplo com filhos de Filipe V de Espanha, destinado a melhorar as relações entre as duas coroas ibéricas após a Guerra da Sucessão Espanhola. O duplo casamento do príncipe herdeiro português e da princesa com os congéneres espanhóis passou para a história como a "Troca das Princesas". Por se ter realizado no Rio Caia, na fronteira entre os dois reinos, é também conhecido como a Jornada do Caia.

Infância e educação[editar | editar código-fonte]

D. Bárbara nasceu como herdeira presuntiva ao trono português, denominada Princesa do Brasil. Seu status de herdeira presuntiva foi suplantado após a rainha deu à luz um filho, Pedro, Príncipe do Brasil, dois anos depois. Pedro morreu aos dois anos de idade, contudo o infanta José, futuro José I de Portugal, nascido antes da morte de Pedro, impediu Bárbara de subir ao trono.

Como filha de um dos monarcas mais ricos da época, a princesa recebeu uma excelente educação. Filha de pai português e mãe austríaca, falava francês, alemão, e italiano fluentemente, e aprenderia mais tarde na vida, ao ir viver para Madrid, também o castelhano.

A jovem princesa era uma mulher culta, e grande amante das Belas-artes. Agradava-lhe ― tal como ao pai ― a música. Quando tinha oito anos de idade, seu pai contratou o grande cravista Domenico Scarlatti como Mestre, com a obrigação adicional de, para além de dirigir a Capela Real, ensinar música à jovem princesa. Scarlatti permaneceria em Lisboa de 1719 a 1729, Bárbara desenvolveu ainda uma afeição pelo seu mestre de música, que a seguiria mais tarde na vida a Madrid.

Noivado[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

D. Maria Bárbara em 1725, por Domenico Duprà, Museu do Prado.

A 10 de Janeiro de 1723, tinha Maria Bárbara acabado de perfazer doze anos de idade, a jovem princesa foi prometida em casamento ao ainda mais jovem Infante Fernando, filho de Filipe V de Espanha.

Os pais do jovem casal, os dois grandes monarcas ibéricos da primeira metade do século XVIII ― João V reinou de 1707 a 1750, Filipe V de 1700 a 1746 ― queriam com esta união melhorar as relações entre os dois reinos, depois de terem estado em guerra de 1704 a 1715, durante a Guerra da Sucessão Espanhola. Durante esse conflito, um exército português chegara a conquistar Madrid em 1706, para depois sofrer a derrota na Batalha de Almansa em 1707.

Depois da guerra, as relações entre as duas coroas tinham sido pouco estáveis. No Artigo XV do tratado de paz, firmado em 1715, o monarca espanhol tinha assumido uma dívida de seiscentas mil patacas ao rei português, a ser paga em três prestações idênticas de duzentas mil patacas cada.[1] No entanto, em 1717, justamente quando Portugal travava a Batalha de Matapão no Mediterrâneo contra o Império Otomano, a Espanha iniciou uma guerra desastrada contra a Áustria, a França, a Grã-Bretanha, e os Países Baixos, numa tentativa de reclamar o que tinha perdido no Tratado de Utrecht. Assim, o pagamento da dívida a Portugal não tinha sido cumprido. Novamente as relações entre os dois reinos pioraram. Apenas em 1719, quando o hábil diplomata Luís da Cunha, que tinha estado presente no tratado de paz de 1715, foi nomeado embaixador a Madrid, tinham as relações entre as duas coroas ibéricas melhorado um pouco. Com este consórcio entre Bárbara e o príncipe espanhol esperava-se agora que essas relações melhorassem mais ainda.

Cerimónias de noivado[editar | editar código-fonte]

João V, retratado por Jean Ranc por ocasião da Troca das Princesas.

O promessa de casamento foi assim declarada a 10 de janeiro de 1723 no Paço da Ribeira, em Lisboa. As capitulações foram lidas pelo Secretário de Estado Diogo de Mendonça Corte Real na presença dos monarcas portugueses, da embaixada espanhola, e da alta nobreza do reino. Esta incluía o Marquês de Alegrete, que em 1708 como Conde de Vilar Maior (título usado em vida do pai) tinha sido o embaixador a Viena responsável pelo contrato de casamento dos pais de Bárbara;[2] o Marquês de Angeja, antigo Vice-rei do Brasil (1713-1718), o Marquês de Cascais, o Marquês de Nisa, e o Marquês de Valença. Estava ainda presente o alto clero do reino.

Essa noite houve grandes festividades no Terreiro do Paço; para além de bailes, houve também fogos de artifício à beira-rio, enquanto as naus da Armada Real e naves mercantes no Tejo, assim como as ruas da cidade, se encontravam festivamente iluminadas. No dia seguinte houve então uma cerimónia, celebrada pelo Patriarca de Lisboa, Tomás de Almeida, com toda a Corte, embaixadores estrangeiros, etc. em atendimento. Depois disso houve ainda nos dias seguintes audiências públicas ao patriarca, novamente com participação da embaixada espanhola, cumprimentos às majestades e a Bárbara dos vários órgãos da Coroa ― tal como o Conselho Ultramarino e o Desembargo do Paço ―, e no dia 13 uma cerimónia extraordinária da Academia Real da História Portuguesa no Paço, com discursos de, entre outros, o Conde da Ericeira.

Note-se que nesta altura, em 1723, o Infante Fernando era o segundo na linha de sucessão ao trono de Espanha. No entanto, o ano seguinte foi conturbado em Espanha. Primeiro Filipe V abdicou, para dar lugar ao filho mais velho, Luís I de Espanha. Mas este morreu após oito meses de reinado, com apenas dezassete anos. Assim, no final de 1724 Filipe V voltou ao trono. Mas com a morte do irmão mais velho o noivo de Bárbara era agora príncipe herdeiro, ou Príncipe das Astúrias. A princesa portuguesa poderia assim vir a ser rainha de Espanha.

No entanto, como a princesa apenas tinha doze anos de idade em 1723, e o futuro Príncipe das Astúrias apenas nove, vários anos passaram antes que o casamento se realizasse. E quando isso aconteceu, foi já numa troca de princesas entre os dois reinos.

A Troca das Princesas[editar | editar código-fonte]

Coche da Mesa (séc. XVIII) no Museu Nacional dos Coches. Este veículo foi utilizado durante a troca das princesas

Para evitar novas controvérsias e fortalecer ainda mais a aliança que se pretendia, a diplomacia espanhola propôs então um duplo matrimónio: para além do casamento entre o príncipe herdeiro espanhol e Maria Bárbara, o príncipe herdeiro português poderia casar com a regressada Mariana Vitória. João V aceitou a proposta, e dois anos mais tarde, tendo os príncipes e infantas chegado a idade um pouco mais crescida, firmaram-se então os acordos pré-nupciais: o Príncipe do Brasil e Mariana Vitória a 27 de dezembro de 1727, e o Príncipe das Astúrias e Maria Bárbara a 11 de janeiro de 1728.[3]

Por fim, após demorada preparação, a Troca das Princesas realizou-se a 19 de Janeiro de 1729. A troca foi feita no Rio Caia, que faz fronteira entre Elvas no Alentejo, em Portugal, e Badajoz na Extremadura, em Espanha. A cerimónia fez-se literalmente a meio do rio, numa grande ponte-palácio de madeira ricamente decorada construida para a ocasião, com vários pavilhões em ambas as margens também. Praticamente toda a Corte participou, tendo todas as vilas e lugares entre Lisboa e Elvas sido enfeitadas com arte efémera, tal como arcos triunfais, jardins artificiais, fontes, etc., para receber os imensos cortejos na ida e na volta da fronteira. As preparações para a troca das princesas foram de tal modo detalhadas que já em Janeiro de 1727 a Coroa colocava encomendas de berlindas em Paris,[4] e pedia contribuições extraordinárias dos quatro cantos do império para financiar todo o esplendor desejado ― incluindo da Capitania de Minas Gerais no Brasil.[5]

De notar que todo este panorama de arte efémera se voltou a registar meio século mais tarde, aquando do novo consórcio duplo entre Portugal e a Espanha em 1785, com os casamentos do então apenas João e da irmã, Maria Ana Vitória, e foi descrito recentemente em pormenor.[6]

Princesa das Astúrias[editar | editar código-fonte]

A família real espanhola, por volta de 1743. À esquerda, de pé, o príncipe herdeiro, o futuro Fernando VI de Espanha, e sentada, de azul, a sua mulher, D. Bárbara de Bragança.
D. Maria Bárbara logo após o casamento, como Princesa das Astúrias, por Jean Ranc, c. 1729.

Depois de casada, Bárbara e o Príncipe das Astúrias passariam ainda dezassete anos como príncipes herdeiros, antes de subir ao trono em 1746. Durante esse período, e com o piorar da saúde de Filipe V, Bárbara e o marido tiveram que enfrentar a animosidade da rainha e madrasta do príncipe, Isabel Farnésio, que queria manter o enteado longe da corte. Em 1733 foram aprovadas regras de conduta do príncipe herdeiro que eram, no dizer de um historiador, uma "especie de arresto domiciliario":[7]

"don Fernando y doña Bárbara podrían ser visitados cada uno por sólo cuatro personas, cuyo nombre y cargo se indicaba. No podrían recibir a otros embajadores que los de Francia y Portugal. Los príncipes no debían comer en público ni salir de paseo ni ir a ningún templo o convento. [...] Se suprimió también la asistencia del príncipe al Consejo de Gobierno y todo despacho con él, y en especial cualquier trato con [o "primeiro-ministro"] Patiño y los ministros, y, en suma, toda visita suya a sus padres."

Pouco depois deu-se ainda o chamado Incidente das Embaixadas em 1735, e apesar da troca das princesas as relações entre Portugal e a Espanha deterioraram-se ao ponto do monarca português enviar uma forte esquadra ao Rio da Prata, e de passar a existir de facto um estado de guerra entre as duas coroas, apenas solucionado em 1737 (ver João V).[8]

Ainda assim, durante todo este período, e durante todo o posterior reinado, a princesa teve o conforto da companhia de Domenico Scarlatti, o seu velho mestre de música em Lisboa, que seguiu com a sua aluna para Espanha, onde permaneceria o resto da vida. Aqui, o cravista napolitano compôs mais de quinhentas sonatas, muitas delas dedicadas a Bárbara, que passava grande parte do seu tempo a tocar composições do seu antigo professor.

A campanha do Rio da Prata[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Campanha do Rio da Prata (1736)
D. Bárbara de Bragança c. 1746. A Troca das Princesas esse ano não foi capaz de evitar o conflicto sobre o Rio da Prata alguns anos mais tarde.

Desde o início do reinado de D. João V, o principal ponto de discórdia entre Portugal e a Espanha não estava situado na fronteira ibérica, mas sim no distante Rio da Prata: era a Colónia do Sacramento. Sempre desde que os portugueses tinham fundado esta cidade em frente a Buenos Aires em 1680, os espanhóis desta cidade tinham querido remover os portugueses da região.

A 22 de Novembro de 1723, os portugueses iniciaram a fundação de uma base em Montevidéu, que possui o melhor porto profundo no Rio da Prata. Esta tentativa logo causou novos problemas. Uma das questões era a própria legalidade da fundação: o Tratado de Utrecht estipulara sobre ”o Territorio e Colonia do Sacramento, ſita na margem ſeptentrional do Rio da Prata” que o monarca espanhol faria uma “desistência nos termos mais fortes”, ”para que o dito Territorio e Colonia fiquem comprehendidos nos Dominios da Coroa de Portugal”, mas nada dizia sobre novas fundações na região.[9] Na interpretação dos espanhóis de Buenos Aires, isto significava que os portugueses apenas tinham direito à Colónia do Sacramento, e que a fundação de Montevidéu era ilegal. A reacção foi imediata: a 22 de Janeiro de 1724, os espanhóis de Buenos Aires ocuparam o lugar de Montevidéu, que havia sido abandonado pelos portugueses ao tomarem conhecimento que poderosas forças hispânicas estavam a caminho.

Os verdadeiros problemas viriam na década seguinte, quando os portugueses intensificaram a colonização do Rio Grande do Sul em 1733. Forças de Buenos Aires vieram então em 1734 pôr cerco à Colónia do Sacramento, que apenas se salvou graças a reforços enviados do Rio de Janeiro. Montevidéu continuava ocupada pelos espanhóis, que para lá fariam passar um exército considerável. As relações entre Portugal e a Espanha deterioraram rapidamente, e logo em Fevereiro de 1735 deu-se o "incidente das embaixadas": a guarda espanhola entrou na embaixada portuguesa em Madrid e aprisionou dezanove empregados da embaixada ― a que D. João V logo ripostou com a prisão de dezanove funcionários da embaixada espanhola em Lisboa. Cortaram-se as relações diplomáticas, e em Lisboa preparou-se a guerra.

Rei Filipe V, c. 1739. Foi durante seu reinado que desencadeou-se o conflicto sobre o Rio da Prata.

D. João V decidiu então enviar uma forte esquadra ao Rio da Prata para fazer valer os interesses de Portugal na região. Em 1736, largaram assim ao todo seis naus de guerra, com 390 peças no total, para a América do Sul. Encontrariam no Mar da Prata uma esquadra espanhola de cinco pequenas naus e três fragatas, com 332 peças no total ― uma força manifestamente inferior. Alguns combates foram travados, em que nenhum dos lados perdeu naves; mas os espanhóis não conseguiram impedir que a esquadra portuguesa, ao comando de Luís de Abreu Prego, rompesse o bloqueio naval da Colónia do Sacramento (por duas fragatas espanholas que logo se refugiaram em Barragán, perto de Buenos Aires) e iniciasse um bloqueio a Montevidéu, fixando assim o exército espanhol em terra. Durante um ano, de Agosto de 1736 a Agosto de 1737, a esquadra portuguesa bloqueou o exército espanhol em Montevidéu, sem que a esquadra espanhola no Mar da Prata tentasse fazer alguma tentativa de desafiar os portugueses, até que chegou uma nau de guerra do Rio de Janeiro com notícias de que em Paris se tinha assinado um armistício em Maio de 1737.[10] Assim foi sitiada por mar Montevidéu, sem que durante um ano a esquadra espanhola na zona tivesse ousado desafiar a portuguesa. Por ironia, a única nave perdida durante toda esta campanha foi uma fragata espanhola de 36 peças, por encalhe.

Enquanto tudo isto se passava, D. João V tinha invocado a aliança com a Grã-Bretanha logo em 1735, quando depois do incidente das embaixadas se adivinhava uma possível guerra com Espanha. Como resultado da aliança anglo-lusa, chegou a Lisboa no verão de 1736 uma poderosíssima armada de vinte e seis naus de guerra ― equivalente practicamente a toda a Armada Real espanhola ― às ordens do próprio Admiral of the Fleet Sir John Norris. A maior parte desta armada permaneceu em Lisboa até o verão seguinte, após o armistício de Paris.[11]

Assim se explica porque pôde D. João V enviar a esquadra ao Rio da Prata sem ter que se preocupar com a defesa das àguas da metrópole, e assim se explica porque Espanha rapidamente assinou um armistício com Portugal. E assim se explica, talvez, porque Portugal a partir da segunda metade do reinado de D. João V começou a sofrer uma certa dependência da Grã-Bretanha, que apenas se tornaria mais manifesta com o passar das décadas.

Rainha da Espanha[editar | editar código-fonte]

Dona Bárbara, Rainha da Espanha, retratada por um artista desconhecido.

Em Julho de 1746, com a morte do sogro Filipe V, Fernando ascendeu ao trono e Maria Bárbara tornou- -se rainha de Espanha. Tinha então trinta e quatro anos, e seu marido trinta e dois. Nos seus últimos dez anos de vida, a rainha tornou-se bastante obesa.

Maria Bárbara e Fernando VI tinham-se rapidamente apaixonado verdadeiramente um pelo outro. Foi um casamento feliz, que no entanto não gerou filhos.

A rainha portuguesa ocupou um importante papel na corte espanhola, especialmente como mediadora entre o rei de Portugal e o marido: justamente entre 1746 e 1750 negociou-se o Tratado de Madrid. Fiel ao seu gosto por música, protegeu o famoso cantor italiano Farinelli, ou Carlo Broschi, e continuou a convivência com Scarlatti, tendo a própria rainha chegado a compor sonatas para uma grande orquestra.

Morte e depressão do marido[editar | editar código-fonte]

Bárbara promoveu também a construção do Convento das Salésias Reais de Madrid. Antes de sua construção em 1757, a rainha mudou-se para o Palácio Real de Aranjuez, onde faleceu de asma em Agosto de 1758. A sua morte provocou profunda tristeza, o que levou ao agravamento do estado de saúde mental do rei, até atingir o estado de loucura. Viveu recluso no Palácio de Villaviciosa até falecer em 1759, exactamente um ano após a morte da D. Bárbara.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Realeza Portuguesa
Dinastia de Bragança
Descendência
Royal Crown of Portugal.svg
Brasão de armas do reino de Portugal (1485).svg
Os antepassados de Maria Bárbara de Bragança em três gerações
Maria Bárbara de Bragança Pai:

João V de Portugal

Avô paterno:

Pedro II de Portugal

Bisavô paterno:

João IV de Portugal

Bisavó paterna:

Luísa de Gusmão

Avó paterna:

Maria Sofia de Neuburgo

Bisavô paterno:

Filipe Guilherme, Eleitor Palatino

Bisavó paterna:

Isabel Amália de Hesse-Darmstadt

Mãe:

Maria Ana da Áustria

Avô materno:

Leopoldo I, Sacro Imperador Romano-Germânico

Bisavô materno:

Fernando III, Sacro Imperador Romano-Germânico

Bisavó materna:

Maria Ana da Espanha

Avó materna:

Leonor Madalena de Neuburgo

Bisavô materno:

Filipe Guilherme, Eleitor Palatino

Bisavó materna:

Isabel Amália de Hesse-Darmstadt

Títulos, estilos, honras e armas[editar | editar código-fonte]

Títulos e estilos[editar | editar código-fonte]

  • 4 de dezembro de 171120 de janeiro de 1729: Sua Alteza Real, a Infanta de Portugal
  • 4 de dezembro de 1711 19 de outubro de 1712: Sua Alteza Real, a Duquesa de Bragança e Princesa do Brasil
  • 20 de janeiro de 17299 de julho de 1746: Sua Alteza Real, a Princesa das Astúrias
  • 9 de julho de 174627 de agosto de 1758: Sua Majestade, a Rainha da Espanha

Referências

  1. Tratado de Pax..., 1715, pp. 10-11.
  2. BESSONE, Silvana: The National Coach Museum - Lisbon, pp. 69-70
  3. ARAÚJO, Jeaneth Xavier de: "Celebrar os Grandes: os casamentos monárquicos portugueses e a mobilização de recursos na capitania de Minas Gerais", p. 8.
  4. BESSONE, Silvana: The National Coach Museum - Lisbon, p. 74, 91.
  5. ARAÚJO, Jeaneth Xavier de: "Celebrar os Grandes: os casamentos monárquicos portugueses e a mobilização de recursos na capitania de Minas Gerais."
  6. FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime B.: “Formas de arte efémera no duplo consórcio Bragança-Bourbon em 1785.”
  7. VOLTES, Pedro: La vida y la época de Fernando VI, pp. 39-45, 68.
  8. SATURNINO MONTEIRO, Armando da Silva: Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa, Vol. VII, pp. 141-145.
  9. Tratado de Pax..., 1715, Art.o VI, pp. 6-7.
  10. SATURNINO MONTEIRO, Armando da Silva: Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa, Vol. VII, pp. 141-145.
  11. Ibidem.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ARAÚJO, Jeaneth Xavier de: "Celebrar os Grandes: os casamentos monárquicos portugueses e a mobilização de recursos na capitania de Minas Gerais." Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH. São Paulo, julho 2011, pp. 1-22.
  • BESSONE, Silvana: The National Coach Museum - Lisbon. Instituto Português de Museus, 1993.
  • FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime B.: “Formas de arte efémera no duplo consórcio Bragança-Bourbon em 1785.” Revista da Faculdade de Letras Ciências e Técnicas do Património. Porto, 2004 I Série vol. III, pp. 95-108.
  • NOEL, Charles C. Noel: Barbara Succeeds Elizabeth: The Feminisation and Domestication of Politics in the Spanish Monarchy, 1701–1759. In CAMPBELL, Clarissa: Queenship in Europe 1660–1815: The Role of the Consort. Cambridge University Press, 2004, pp. 155–185. ISBN 0-521-81422-7
  • SATURNINO MONTEIRO, Armando da Silva: Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa, Vol. VII. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1996.
  • Tratado de Pax entre o muito alto e muito poderoso principe Joaõ o V, Pella graça de Deus Rey de Portugal, e o muito alto e muito poderoso principe Felipe V. Pella Graça de Deus Rey Catholico de Heʃpanha. Feito em Utrecht, a 6. de Fevereiro de 1715. Biblioteca Nacional de Portugal, S.C. 10614//1 P. Disponível em: [[1]]
  • VOLTES, Pedro: La vida y la época de Fernando VI. Barcelona: Planeta, 1998. ISBN 84-08-02617-8.

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