Maria Clara

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Maria Clara
Informação geral
Nome completo Maria da Conceição Ferreira
Nascimento 5 de outubro de 1923
Local de nascimento Lisboa
 Portugal
Data de morte 1 de setembro de 2009 (85 anos)
Local de morte Porto
Género(s) Fado
Período em atividade (1943-)
Outras ocupações Atriz

Maria Clara, nome artístico de Maria da Conceição Ferreira (Lisboa, Lapa, 5 de Outubro de 1923Porto, 1 de Setembro de 2009) foi uma cantora portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maria da Conceição Ferreira[1][2] nasceu em 5 de Outubro de 1923 em Lisboa, filha de Guilherme Ferreira e de sua mulher Sorgue Caetano.

Começou como amadora no Grupo Dramático e Escolar "Os Combatentes", em Lisboa, onde praticava ténis de mesa. Estreou-se profissionalmente na opereta A Costureirinha da Sé, estreada em 1943 no Porto, da autoria de Arnaldo Leite e Heitor Campos Monteiro, com nomes como António Silva, Josefina Silva, Costinha e António Vilar que também se estreou na mesma produção.[1][2]

A peça foi um sucesso e a editora Valentim de Carvalho convidou-a para gravar.[1][2]

Só depois veio a rádio embora tenha sido recusada pela Emissora Nacional.[1][2] Apenas em 1945 conseguiu convencer o júri da estação com "A Molerinha". Em 1946 recebeu o primeiro prémio do Concurso de Cantadeiras e o primeiro prémio do Concurso de Artistas Ligeiros da Rádio.

Maria Clara representou Portugal num Festival Internacional de Rádio, em Marrocos, em 1953.[1][2]

Após o seu casamento com Júlio Machado de Sousa Vaz, neto materno do ex-Presidente da República Bernardino Machado, filho do 1.° Barão de Joane, falecido em 1999, foi viver para a cidade do Porto, no entanto deslocando-se a Lisboa, sempre que o trabalho o exigia e, fora do trabalho, continuava a passar aí grandes temporadas.

Maria Clara foi eleita "Rainha da Rádio" pelos leitores da revista Flama na década de 1960. Participou em espectáculos do Serão para Trabalhadores. Fez também digressões ao Brasil.[1][2]

Alguns dos seus maiores sucessos são "Figueira da Foz", "Zé Aperta O Laço" e "Hás-de Voltar". Também trabalhou no Teatro de Revista e ficou com o seu nome ligado às Marchas populares de Lisboa, com destaque para a "Marcha do centenário" de 1940.[1][2]

No cinema participou nos filmes A Revolução de Maio (1937), Três Espelhos (1947) e nos filmes televisivos A Tia Engrácia (1987) e A Relíquia (1988).[3]

Maria Clara morreu, com 85 anos, no dia 1 de Setembro de 2009 no Porto.[1][2]

Era mãe do médico e sexólogo Júlio Machado Vaz.

Referências

  1. a b c d e f g h Agência Lusa (3 de setembro de 2009). «Óbito: Cantora Maria Clara morreu no Porto aos 85 anos». Correio do Minho. www.correiodominho.pt. Consultado em 21 de setembro de 2009. Cópia arquivada em 1 de agosto de 2012 
  2. a b c d e f g h Agência Lusa (3 de setembro de 2009). «Cantora Maria Clara morreu no Porto aos 85 anos». Diário de Notícias. www.dn.pt. Consultado em 1 de abril de 2016 
  3. Maria Clara (em inglês) no Internet Movie Database. Consultado em 2016-04-01

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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