Maria Fernanda (atriz)

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Maria Fernanda
Maria Fernanda, 2015.
Nome completo Maria Fernanda Meirelles Correia Dias
Outros nomes Maria Fernanda
Nascimento 27 de outubro de 1928 (89 anos)
Rio de Janeiro  Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileira
Ocupação atriz
Cônjuge Luiz Gallon (1956-1963)
Oscar Araripe (1963-1968)
Outros prêmios
  • 1963 - Molière - melhor atriz por Uma Bonde Chamado Desejo
IMDb: (inglês)

Maria Fernanda Meirelles Correia Dias (Rio de Janeiro, 27 de outubro de 1928) é uma atriz brasileira, filha da poetisa Cecília Meireles e do pintor Fernando Correia Dias. Na televisão, destacou-se em telenovelas como Gabriela (1975), Pai Herói (1979) e Dona Beija (1986).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maria Fernanda durante gravações da telenovela O Grito, 1975.

Maria Fernanda Meirelles Correia Dias nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1928, filha da poetisa Cecília Meireles e do artista plástico português Fernando Correia Dias, estudou teatro na Escola de Arte Dramática Old Vic, em Bristol, Inglaterra. Estreia como atriz, em 1948, no Teatro do Estudante do Brasil (TEB), de Paschoal Carlos Magno, interpretando Ofélia, em "Hamlet", de William Shakespeare, com direção de Hoffmann Harnisch, adotando o nome de Maria Fernanda.

Com seu timbre de voz forte e peculiar, participa, em 1954, de três montagens da Companhia Dramática Nacional: As Casadas Solteiras, de Martins Pena, direção de José Maria Monteiro, Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues, direção de Bibi Ferreira e Cidade Assassinada, de Antonio Callado. Entre 1962 e 1963, atua em umas montagens diferentes de Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, uma com direção de Augusto Boal, em São Paulo, e a outra dirigida por Flávio Rangel, na temporada carioca, pela qual recebe os prêmios Molière, Saci e Governador do Estado de melhor atriz de 1963.

Neste mesmo ano, vai para Paris e faz um curso com o ator e mímico Jean Louis Barrault. Ao voltar para o Brasil, em 1965, protagoniza Santa Joana, de Bernard Shaw, dirigida por Flávio Rangel. Em 1970, recebe o Prêmio Molière por seu trabalho na montagem carioca de O Balcão, de Jean Genet, dirigida por Eros Martim. Volta a trabalhar com esse diretor em 1971, em Senhorita Júlia, de August Strindberg, Jardim das Delícias, de Fernando Arrabal.

Em temporada paulista, no Teatro Oficina, atua em As Três Irmãs, de Anton Tchecov, com direção de José Celso Martinez Corrêa, em 1972. E, em 1979, faz parte do elenco da estreia do texto de Leilah Assumpção, Vejo Um Vulto na Janela, Me Acudam Que Sou Donzela, dirigido por Emílio Di Biasi.

Na televisão, destacou-se em novelas como Gabriela, Pai Herói e Dona Beija. No cinema, estreou em 1946, no filme Sempre Resta Uma Esperança, seguido de uma adaptação do romance Terra Violenta, de Jorge Amado, para a Atlântida. Ao todo foram 18 filmes, com destaque para Luz Apagada (1953) e Carlota Joaquina - Princesa do Brasil (1995), de Carla Camurati, onde interpreta D. Maria I.

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

Foi casada com o diretor Luiz Gallon (1956-1963), um filho: Luiz Heitor Fernando Meireles Gallon; e com o pintor e escritor Oscar Araripe (1963-1968).

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel
1953 Grande Teatro Tupi Salomé (1953/1956)
1959 TV de Vanguarda Blanche Dubois
1963 A Morta sem Espelho Neide
1973 João da Silva Marta
1975 Gabriela Dona Sinhazinha Guedes Mendonça
O Grito Mafalda
1977 Nina Mariana Torres Galba
1979 Pai Herói Gilda Baldaracci (Dona Gilda)
1980 Dulcinéa Vai à Guerra Mariana
1981 Caso Verdade
1982 Nem Rebeldes, Nem Fiéis Olívia
O Tronco do Ipê Alina
1983 Moinhos de Vento Loreta
1986 Dona Beija Cecília
Mania de Querer Léa
1988 Olho por Olho Henriqueta Del Rio

Cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel Notas
1946 Sempre Resta uma Esperança
1948 Terra Violenta Irene
1949 A Mulher de Longe Filme Inacabado
1953 Luz Apagada Glória
1954 O Americano
1955 Senhora Aurélia Camargo
1956 The Amazon Trader Ex-esposa
1958 Nobreza Gaúcha
Tumulto de Paixões
1972 Cuna de Valientes
Hijazo de mi vidaza
1974 Ovelha Negra, Uma Despedida de Solteiro Tia Fernanda [1]
Pistoleros bajo el sol
1976 Amor casi... libre
1977 Virilidad a la española Artista de Cabaret
1978 Fim de Festa Márcia [2]
1979 Joana Angélica Joana Angélica
1980 Al filo de los machetes
J.S. Brown, o Último Herói Sandra Carbucci
1985 Chico Rei Nenzica
1995 Carlota Joaquina, Princesa do Brazil Rainha D. Maria I
2004 O Quinze Mãe Inácia

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

  • 1963 - Prêmio Molière de melhor atriz por Uma Bonde Chamado Desejo
  • 1963 - Prêmio Governador do Estado de melhor atriz por Uma Bonde Chamado Desejo
  • 1963 - Prêmio Saci de melhor atriz por Uma Bonde Chamado Desejo
  • 1970 - Prêmio Molière de melhor atriz por O Balcão

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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