Ir para o conteúdo

Maria João Seixas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Maria João Seixas
Nome completoMaria João Caldas Seixas
Nascimento
31 de maio de 1945 (80 anos)

NacionalidadePortugal Portuguesa
CônjugeFernando Lopes
OcupaçãoJornalista, tradutora e autora
PrémiosOrdem Militar de Cristo
Género literárioRomance, conto

Maria João Caldas Seixas ComC (Lourenço Marques, Moçambique, 31 de maio de 1945) é uma jornalista, tradutora e autora portuguesa.

Biografia

[editar | editar código]

Infância e juventude

[editar | editar código]

Da antiga província ultramarina de Moçambique, Maria João Seixas licenciou-se em Filosofia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1969[1].

Percurso no jornalismo e apresentação de televisão

[editar | editar código]

Profissionalizando-se como jornalista, veio a destacar-se sobretudo como autora de entrevistas e de conversas, nomeadamente na televisão[2].

Precisamente nesse domínio, assinala-se, ao longo dos anos 1990, a apresentação, na RTP, dos programas Quem fala assim (1993), Sempre aos Domingos (1995) e Olhos nos Olhos (1998) — nos três mantinha conversas sobre vários temas, muito em torno do conhecimento e da cultura.

Em 2006 surgia como protagonista de Ela por Ela uma séria de 13 programas de conversa com Agustina Bessa-Luís, transmitidos ao domingo à noite na RTP1, da autoria do realizador Fernando Lopes (seu marido)[3]. O programa consistia num diálogo (um "combate verbal", segundo o autor) à volta de provérbios e aforismos na língua portuguesa[3].

Na imprensa, assinalam-se as suas entrevistas mensais no jornal Público, no período de 1999 a 2006 — Conversas com vista para....[4][2]

Durante cinco anos também fez parte do painel de Um certo olhar (2005-2010), programa de rádio, da Antena 2[1].

Em 2016 voltaria às entrevistas na televisão com Afinidades, programa transmitido na RTP2[1][2].

Para o grande público, Maria João Seixas ficou particularmente conhecida como membro do júri do popular concurso A Visita da Cornélia (1977), apresentado por Raul Solnado[1].

Refira-se ainda que, apesar de a jornalista e apresentadora sofrer de um problema de alguma gaguez, tal não a impediria de fazer carreira na televisão, onde se impôs pelo seu profissionalismo e confiança na sua capacidade de comunicar[1].

Outras atividades no seu curriculum incluem a colaboração com Fernando Lopes, enquanto co-argumentista dos filmes O Delfim (2002) e Lissabon, Wuppertal (1998)[1].

Também concebeu as cinco edições dos Clássicos para a Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com a Há4[1].

Percurso na área da gestão cultural

[editar | editar código]

Além do jornalismo, Maria João Seixas desempenhou várias outras funções, relacionadas, nomedamente, com a governação e gestão de organismos na área da cultura, bem como funções de direção na televisão pública.

Entre essas responsabilidades, foi, nomeadamente, diretora da Cinemateca Portuguesa, nomeada pelo governo de José Sócrates, função em que se manteve desde janeiro entre 2010 (sucedendo a João Bénard da Costa) até dezembro de 2013[2].

De 1995 e 1997 fora assessora do primeiro-ministro António Guterres para os Assuntos Culturais[2].

Antes, em finais da década de 1970, princípios da década de 1980, foi encarregue da direção do Departamento de Produção de Filmes da Secretaria de Estado da Emigração, entre 1978 e 1980[1], seguindo-se a direção do Departamento de Venda de Programas da RTP, entre 1980 e 1986. A seguir seria igualmente vice-presidente do European Film Distribution Office, de 1989 a 1997[1].

No período subsequente ao 25 de abril de 1974, havia sido secretária do Ministro da Educação e Investigação Científica do V Governo Provisório, cargo que desempenhado pelo capitão de Abril Vítor Alves, em 1975, bem como da primeira-ministra do V Governo Constitucional, Maria de Lourdes Pintasilgo, em 1979[1].

A proximidade de Maria João Seixas ao Partido Socialista levou-a igualmente a ser mandatária das candidaturas de Mário Soares e de Jorge Sampaio à Presidência da República, e de Manuel Maria Carrilho à Câmara Municipal de Lisboa[1].

Condecorações

[editar | editar código]

Condecorada com a comenda da Ordem Militar de Cristo, da Presidência da República Portuguesa, a 4 de outubro de 2004.[5]

Condecorada com a Ordem das Artes e das Letras, do Ministério da Cultura de França (em data desconhecida).[6]

Família, casamento e descendência

[editar | editar código]

Com Fernando Lopes, foi mãe do arquiteto Diogo Seixas Lopes.

Referências

  1. a b c d e f g h i j k Infopédia. «Maria João Seixas - Infopédia». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 14 de agosto de 2025 
  2. a b c d e Público
  3. a b «O 1º round do combate entre Agustina e Maria João Seixas». PÚBLICO. 27 de outubro de 2006. Consultado em 14 de agosto de 2025 
  4. «Maria João Seixas | Wook». www.wook.pt. Consultado em 14 de agosto de 2025 
  5. http://www.ordens.presidencia.pt/
  6. Lusa, Agência. «Souto de Moura recebe "mais alta distinção" do Ministério da Cultura de França». ECO. Consultado em 30 de janeiro de 2024 

Ligações externas

[editar | editar código]