Maria João Seixas

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Maria João Seixas
Nascimento 31 de maio de 1945 (73 anos)
Moçambique
Nacionalidade Portugal Portuguesa
Cônjuge Fernando Lopes
Ocupação Jornalista, tradutora e autora
Prémios Ordem Militar de Cristo
Género literário Romance, conto

Maria João Caldas Seixas ComC (Moçambique, 31 de maio de 1945) é uma jornalista, tradutora e autora portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Licenciada em Filosofia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1969.

Jornalista profissional, dirigiu o Departamento de Produção de Filmes da Secretaria de Estado da Emigração, entre 1978 e 1980, e o Departamento de Venda de Programas da RTP, entre 1980 e 1986, acumulando essas funções com as de vice-presidente do European Film Distribution Office, de 1989 a 1997.

Foi provavelmente o facto de integrar o júri do concurso televisivo A Visita da Cornélia (1977), apresentado por Raul Solnado, que a tornou conhecida do grande público. Anos depois viria a apresentar os programas Quem fala assim (1993), Sempre aos Domingos (1995) e Olhos nos Olhos (1998) — nos três mantinha conversas sobre vários temas, muito em torno da cultura e do conhecimento, tornando-se uma das entrevistadoras mais reconhecidas da época.[1] Subsequentemente, fez parte do painel de Um certo olhar (2008-2010), da Antena 2.

Além do jornalismo, foi secretária do Ministro da Educação e Investigação Científica do V Governo Provisório, Vítor Alves; e da primeira-ministra do V Governo Constitucional, Maria de Lourdes Pintasilgo. Entre 1995 e 1997, foi assessora do primeiro-ministro António Guterres para os Assuntos Culturais. Foi mandatária das candidaturas de Mário Soares e Jorge Sampaio à Presidência da República, e de Manuel Maria Carrilho à Câmara Municipal de Lisboa.

Publicou mensalmente Conversas com vista para..., no jornal Público, e concebeu as cinco edições dos Clássicos para a Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com a Há4. Colaborou com o seu marido e realizador Fernando Lopes, enquanto co-argumentista dos filmes O Delfim (2002) e Lissabon, Wuppertal (1998).

Sucedeu a João Bénard da Costa como diretora da Cinemateca Portuguesa, cargo que desempenhou desde janeiro de 2010 até dezembro de 2013.

Condecorações[editar | editar código-fonte]

Comendadora da Ordem Militar de Cristo, a 4 de outubro de 2004.[2]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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