Maria José de Queiroz

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Maria José de Queiroz
Maria José de Queiroz 2012
Nascimento Maria José de Queiroz
29 de maio de 1934
Belo Horizonte,  Minas Gerais
Nacionalidade Brasil Brasileira
Alma mater UFMG e Academia Mineira de Letras (40a. Cadeira).
Ocupação professora, escritora
Principais trabalhos Joaquina, filha do Tiradentes, que inspirou a novela "Liberdade, liberdade", da Rede Globo, em 2016.

Os males da ausência ou A literatura do exílio, A literatura e o gozo impuro da comida

Prémios Prêmio Silvio Romero, de Ensaio, da Academia Brasileira de Letras, 1963;

Prêmio Othon Lynch Bezerra de Mello, de Ensaio, da Academia Mineira de Letras, 1963;
Prêmio Pandiá Calógeras, de Erudição, da Secretaria do Estado de Minas Gerais, 1963;
Prêmio Luísa Cláudio de Souza, de Romance, PEN Clube do Brasil, 1979;
Prêmio Jabuti, de Ensaio, Câmara Brasileira do Livro, 1999;
Troféu Eunice e Dulce Fernandes, Educação e Cultura - 2014, Academia Mineira de Letras.

Género literário Contos, romances, novelas, literatura infantojuvenil, ensaios, poesias.
Página oficial
http://mariajosedequeiroz.blogspot.com.br

Maria José de Queiroz (Belo Horizonte, 29 de maio de 1934) é uma escritora brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Aos 26 anos, tornou-se a mais jovem catedrática do país e, por concurso, sucedeu o professor Eduardo Frieiro na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, onde lecionou Literatura Hispano-Americana. Doutorou-se em Letras Neolatinas pela mesma instituição.[1]

Como convidada, tem uma longa carreira em importantes universidades na Europa e nos Estados Unidos: Sorbonne, Lille, Bordeaux, Aix-en-Provence, Bonn, Colônia, Indiana, Harvard e Berkeley.

Em 1953 começou a colaborar em jornais de Minas Gerais e escreve para mais de uma dúzia de periódicos, inclusive o francês Le Monde. Em 1961, publicou o primeiro de seus onze ensaios sobre literatura e, em 1973 estreou como ficcionista. É Membro da Academia Mineira de Letras (Cadeira 40, Patrono: Visconde de Caeté (1766-1838)).

Obra[1][editar | editar código-fonte]

Ensaio[editar | editar código-fonte]

  • A poesia de Juana de Ibarbourou. Belo Horizonte: Imprensa da UFMG, 1961. 226p. (Prêmio Silvio Romero, de Ensaio, da Academia Brasileira de Letras, 1963).
  • Indianismo ao indigenismo nas letras hispano-americanas. Belo Horizonte: Imprensa da UFMG, 1962. 240p. (Prêmio Othon Lynch Bezerra de Mello, de Ensaio, da Academia Mineira de Letras, 1963; Prêmio Pandiá Calógeras, de Erudição, da Secretaria do Estado de Minas Gerais, 1963).
  • Cesar Vallejo: ser e existência. Coimbra: Atlântida, 1971. 210p.
  • Presença da literatura hispano-americana. Belo Horizonte: Imprensa da UFMG, 1971. 254p.
  • A literatura encarcerada. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981. 164p.
  • A comida e a cozinha: iniciação à arte de comer. Rio de Janeiro: Forense, 1988. 298p.
  • A literatura alucinada: do êxtase das drogas à vertigem da loucura. Rio de Janeiro: Atheneu Cultura, 1990. 166p.
  • A América: a nossa e as outras. 500 anos de ficção e realidade (1492-1992). Rio de Janeiro: Agir, 1992. 164p.
  • A literatura e o gozo impuro da comida. Rio de Janeiro: Topbooks, 1994. 390p.
  • Refrações no tempo: tempo histórico, tempo literário. Rio de Janeiro: Topbooks, 1996. 212p.
  • A América sem nome. Rio de Janeiro: Agir, 1997. 194p.
  • Os males da ausência ou A literatura do exílio. Rio de Janeiro: Topbooks, 1998. 714p. (Prêmio Jabuti, de Ensaio, Câmara Brasileira do Livro, 1999).
  • Em nome da pobreza. Rio de Janeiro: Topbooks, 2006. 269p.

Conto[editar | editar código-fonte]

  • Como me contaram... fábulas historiais. Belo Horizonte: Imprensa / Publicações, 1973.
  • Amor cruel, amor vingador. Rio de Janeiro: Record, 1996.

Literatura infanto-juvenil[editar | editar código-fonte]

  • Operação Strangelov: a ecologia e o domínio do mundo. Belo Horizonte: Vigília, 1987.
  • O chapéu encantado. Belo Horizonte: Lê, 1992.

Memória[editar | editar código-fonte]

  • O livro de minha mãe. Rio de Janeiro: Topbooks, 2014. 240p.

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Exercício de levitação. Coimbra: Atlântida, 1971.
  • Exercício de gravitação. Coimbra: Atlântida, 1972.
  • Exercício de fiandeira. Coimbra: Coimbra, 1974.
  • Resgate do real, amor e morte. Coimbra: Coimbra, 1978.
  • Para que serve um arco-íris? Belo Horizonte: Imprensa da UFMG, 1982.
  • Desde longe. Rio de Janeiro: Gramma, 2016. 104p.

Romance[editar | editar código-fonte]

  • Ano novo, vida nova. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. (Prêmio Luísa Cláudio de Souza, de Romance, PEN Clube do Brasil, 1979).
  • Invenção a duas vozes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.
  • Homem de sete partidas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980.
  • Joaquina, filha do Tiradentes. São Paulo: Círculo do Livro, [s.d.].
  • Homem de sete partidas. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Record. 1999.
  • Joaquina, filha do Tiradentes. São Paulo: Marco Zero, 1987. (Inspiração para a novela da Rede Globo de Televisão "Liberdade, Liberdade", que estreou dia 11 de abril de 2016).
  • Joaquina, filha do Tiradentes. Rio de Janeiro: Topbooks, 1999. (Versão Integral com posfácio da autora).
  • Sobre os rios que vão. Rio de Janeiro: Atheneu Cultura, 1990.
  • Vladslav Ostrov: príncipe do Juruena. Rio de Janeiro: Record, 1999.

Referências

  1. a b Nota biográfica in Grupo Editorial Record. Consultado em 7 abr 2012.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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