Maria Pereira Gomes

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Maria Pereira Gomes
Maria Pereira Gomes por volta de 1919.
10.ª Primeira-dama do Brasil
Período 15 de novembro de 1914
até 15 de novembro de 1918
Presidente Venceslau Brás
Antecessor Nair de Teffé
Sucessor Francisca Ribeiro
5.ª Segunda-dama do Brasil
Período 15 de novembro de 1910
até 15 de novembro de 1914
Vice-presidente Venceslau Brás
Antecessor Anita Peçanha
Sucessor Francisca Ribeiro
9.ª Primeira-dama de Minas Gerais
Período 3 de abril de 1909
até 7 de setembro de 1910
Governador Venceslau Brás
Antecessor Henriqueta Bueno Brandão
Sucessor Henriqueta Bueno Brandão
Primeira-dama de Belo Horizonte
Período 27 de outubro de 1898
até 31 de janeiro de 1899
Prefeito Venceslau Brás
Antecessor Judite Werneck
Sucessor Adalgisa Sales
Dados pessoais
Nascimento 19 de agosto de 1875
Itajubá, Minas Gerais
Morte 14 de agosto de 1925 (49 anos)
Itajubá, Minas Gerais
Nacionalidade Brasileira
Cônjuge Venceslau Brás (1892-1925)

Maria Carneiro Pereira Gomes (Itajubá, 19 de agosto de 1875Itajubá, 14 de agosto de 1925), nascida Maria Carneiro Santiago, foi a esposa de Venceslau Brás, 9.º Presidente do Brasil, e primeira-dama do país entre 1914 e 1918. Era chamada na imprensa de Madame Wenscelau Braz, conforme a grafia antiga.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maria Carneiro era filha do major João Carneiro Santiago Filho e de sua esposa Lucinda Guimarães Pereira Santiago. Seu irmão, o advogado Theodomiro Carneiro Santiago, foi um dos fundadores da atual Universidade Federal de Itajubá, em Minas Gerais.

Casou-se com Venceslau Brás em 12 de setembro de 1892, pouco depois de completar dezessete anos de idade. Eles tiveram sete filhos: José Brás, Odete, Francisco, João Brás, Mário, Maria Isabel e Maria de Lourdes. A família mantinha como residência um casarão em estilo eclético no centro de Itajubá, na atual Praça Wenceslau Brás, erguido entre 1911 e 1912. O casarão foi tombado pelo IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) em 2008.[1]

Primeira-dama[editar | editar código-fonte]

No domingo de 17 de outubro de 1915, Maria Pereira Gomes patrocinou uma grande festa na Quinta da Boa Vista, ao lado de uma comissão formada por senhoras da alta sociedade, com o objetivo de angariar fundos para ajudar os flagelados da seca do Norte. O evento filantrópico reuniu mais de 20 mil pessoas e contou com vendedoras "ricamente fantasiadas" em bancas de flores ornamentadas e uma multidão de mulheres servindo chá. Houve também jogos esportivos e fogos de artifício, além de uma "festa veneziana" nos lagos da Quinta.[2]

Numa publicação da Revista Careta de 1916, Maria Pereira Gomes foi fotografada visitando os flagelados na Ilha das Flores.[3]

No final do governo de seu marido, a Gripe espanhola de 1918 acometeu a cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, e Dona Maria envolveu-se, como presidente do comitê de mulheres da Cruz Vermelha do Brasil[4], no auxílio às vítimas da peste, provendo alimentos, medicamentos e assitência a moradores pobres enfermos.[5]

Final da vida[editar | editar código-fonte]

Em 1921, já não sendo mais a primeira-dama, ela fundou com a ajuda de seu irmão Theodomiro o Asilo Santa Isabel, em sua terra natal, destinado a atender e a educar meninas desvalidas. O asilo, que foi construído junto à Santa Casa de Misericórdia de Itajubá a partir de recursos de doações privadas de empresários, existiu por cerca de 20 anos.[6]

Dona Maria Carneiro Pereira Gomes faleceu aos quarenta e nove anos de idade, a cinco dias de seu 50.° aniversário, tendo sido a menos longeva entre as primeiras-damas brasileiras. Ironicamente, seu marido foi o presidente da República mais longevo, tendo falecido aos 98 anos de idade, em maio de 1966. Ele permaneceu viúvo e não se casou novamente.

Referências

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Nair de Teffé
Primeira-dama do Brasil
19141918
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Francisca de Abreu Ribeiro