Maria Teresa da Áustria-Este

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Maria Teresa
Rainha Consorte da Baviera
Reinado 5 de novembro de 1913
a 7 de novembro de 1918
Predecessora Maria da Prússia
Sucessora Monarquia abolida
 
Marido Luís III da Baviera
Descendência Rodolfo, Príncipe Herdeiro da Baviera
Adelgunda da Baviera
Maria Luísa Teresa da Baviera
Carlos da Baviera
Francisco da Baviera
Matilde da Baviera
Luís Leonardo da Baviera
Hildegarda da Baviera
Noburga da Baviera
Gertrude da Baviera
Helmtrud da Baviera
Dietlinda da Baviera
Gundelinda da Baviera
Casa Habsburgo (por nascimento)
Wittelsbach (por casamento)
Nascimento 2 de julho de 1849
  Brünn, Morávia
Morte 3 de fevereiro de 1919 (69 anos)
  Castelo de Wildenwart, Chiemgau, Baviera
Enterro Catedral de Munique
Pai Fernando Carlos de Áustria-Este
Mãe Isabel Francisca de Áustria-Toscana

Maria Teresa Henriqueta Doroteia de Áustria-Este (em alemão: Marie Therese Henriette Dorothea von Österreich-Este) (Brünn, 2 de julho de 1849 - Castelo de Wildenwart, 3 de fevereiro de 1919), foi princesa de Módena e Régio e arquiduquesa da Áustria por nascimento e rainha da Baviera por seu casamento com Luís III.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Família[editar | editar código-fonte]

Maria Teresa foi a única filha do arquiduque Fernando Carlos de Áustria-Este e da arquiduquesa Isabel Francisca de Áustria-Toscana. Seus avós paternos foram o duque Francisco IV de Módena e a princesa Maria Beatriz Vitória de Saboia, enquanto seus avós maternos foram o arquiduque José João de Áustria-Toscana e a princesa Maria Dorotea de Württemberg.

Seu pai faleceu quando ela tinha apenas cinco meses de vida e, pouco antes de completar cinco anos de idade, sua mãe casou-se em segundas núpcias com o arquiduque Carlos Fernando de Áustria-Teschen, com quem teve outros seis filhos.

Casamento e filhos[editar | editar código-fonte]

Em junho de 1867, Viena cobriu-se de luto para os funerais da arquiduquesa Matilde de Áustria-Teschen, prima e grande amiga de Maria Teresa[1], que havia morrido de forma trágica[2], aos dezoito anos de idade, no dia 6 daquele mês. Foi durante os ofícios fúnebres que a arquiduquesa conheceu o futuro Luís III da Baviera. Os príncipes se apaixonaram e Luís pediu autorização ao imperador da Áustria-Hungria para desposar Maria Teresa. Inicialmente, Francisco José I foi contrário ao matrimônio, pois pretendia casar a prima com o grão-duque Fernando IV da Toscana, membro do ramo italiano da Casa de Habsburgo e viúvo desde 1859. A possibilidade de Luís vir a herdar o trono da Baviera fez com que o imperador consentisse na união[3].

Maria Teresa e Luís casaram-se na Augustinerkirche de Viena, em 20 de fevereiro de 1869. O casal teve 13 filhos:

Rainha da Baviera[editar | editar código-fonte]

Maria Teresa tornou-se rainha da Baviera em 1913, sendo a primeira consorte católica do país desde sua elevação a reino, em 1806.

Em 1914, organizou uma grande festa para o jubileu real da Baviera e apareceu com Luís III para anunciar a guerra. Durante a Primeira Guerra Mundial, mostrou-se uma grande patriota e também apoiou a monarquia dos Habsburgo. Incentivou as mulheres bávaras a dar assistência aos soldados, fornecendo-lhes roupas e alimentos.

Pretendente jacobita[editar | editar código-fonte]

Tornou-se herdeira de Francisco V de Módena, como pretendente jacobita aos tronos de Inglaterra e Escócia, devido ao fato do duque não ter tido filhos. Como tal, foi aclamada pelos jacobitas como Maria IV de Inglaterra e III de Escócia, após a morte de Francisco V, em 1875[4].

Seu filho mais velho, Rodolfo, sucedeu-a como pretendente jacobita em 1919, como Roberto I de Inglaterra e IV de Escócia.

Exílio e morte[editar | editar código-fonte]

Após a Primeira Guerra Mundial eclodiu a Revolução Espartaquista, que derrubou a monarquia no território alemão e obrigou Luís III e sua família a saírem de Munique. Fugiram para a Áustria no início de 1919, passando também por Liechtenstein e Suíça, de onde voltaram à Baviera. Maria Teresa morreu pouco depois no Castelo de Wildenwart, em Chiemgau, aos 69 anos de idade.

Seus restos foram trasladados em 1921 para a Cripta Real da Catedral de Munique, juntamente com os de Luís III.

Referências

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