Maria Teresa de Saboia

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Maria Teresa de Saboia (1803–1879).
Maria Teresa
Princesa de Saboia
Condessa de Artésia
Retrato por François-Hubert Drouais, 1775
Nascimento 31 de janeiro de 1756
  Palácio Real de Turim, Turim, Sardenha
Morte 2 de junho de 1805 (49 anos)
  Graz, Império Austríaco
Sepultado em Mausoléu Imperial, Graz, Áustria
Marido Carlos, Conde de Artésia
Descendência Luís Antônio, Duque de Angolema
Sofia de Artésia
Carlos Fernando, Duque de Berry
Maria Teresa de Artésia
Casa Saboia (por nascimento)
Bourbon (por casamento)
Pai Vítor Amadeu III da Sardenha
Mãe Maria Antônia da Espanha
Religião Catolicismo

Maria Teresa de Saboia (Turim, 31 de janeiro de 1756Graz, 2 de junho de 1805), foi uma princesa da Casa de Saboia e esposa de Carlos, Conde de Artésia, futuro Carlos X da França, o mais jovem neto de Luís XV da França.[1][2][3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida a 31 de janeiro de 1756 no Palácio Real de Turim, Maria Teresa era filha de Vítor Amadeu III de Saboia, rei da Sardenha, e sua esposa Maria Antônia da Espanha.[4]

Casamento[editar | editar código-fonte]

Condessa de Artésia
Joseph Ducreux, 1775, Palácio de Versalhes

Casou-se com o Conde de Artésia, neto do rei Luís XV da França e irmão mais novo de Luís XVI da França.

Maria Teresa era descrita como diminuta, um tanto mal-formada, desajeitada e de nariz comprido e não era considerada bonita, mas sua tez era geralmente admirada; como pessoa, ela era considerada como "não distinguida em nenhum sentido", mas, no entanto, de bom coração.[5] O Conde Mercy, embaixador austríaco na corte francesa, relatou que ela era taciturna e interessada em absolutamente nada.[6] O irmão de Maria Antonieta, o Sacro-Imperador José II, durante sua visita à França em 1777, relatou que Maria Teresa "era a única na família real a dar à luz filhos, mas em todos os outros aspectos é uma completa idiota."[7]

Cerca de um ano após a chegada de Maria Teresa a Versalhes, ela engravidou de seu primeiro filho, Luís Antônio, Duque de Angolema - ele foi o primeiro filho da nova geração real -, o que foi um acontecimento importante, pois havia a preocupação de a sucessão porque tanto rei Luís XVI quanto o seu irmão Conde de Provença, não tinha filhos, e o nascimento teria sido estressante para Maria Antonieta, na época ansiosa pela consumação de seu casamento.[7]

Antes da reunião dos Estados Gerais, todos os membros da família real francesa foram ridicularizados publicamente por versos difamatórios, nos quais diziam que Maria Teresa teria dado à luz um filho ilegítimo.[8]

Revolução Francesa[editar | editar código-fonte]

Maria Teresa por Joseph Boze, 1785

Maria Teresa deixou a França com o marido após a Tomada da Bastilha a 14 de julho de 1789, que marcou o início da Revolução Francesa, e se refugiou em sua terra natal de Saboia. Ela partiu uma semana depois seu marido com um séquito de trinta pessoas; a declaração oficial do casal de que eles deveriam retornar na primavera foi questionada.[5]

Quando o marido deixou Saboia em 1791, Maria Teresa nunca mais viu o marido. O Conde de Artésia recusou-se a dar-lhe permissão para ficar com ele ou visitá-lo, até mesmo recusando-a a comparecer ao casamento de seu filho, o Duque de Angolema, com Maria Teresa de França.[9] Logo após a partida de seu marido, seus dois filhos também deixaram Saboia para servir no exército francês emigrado. Maria Teresa foi descrita como desolada e profundamente entristecida depois que seu marido e seus filhos a deixarem e, supostamente, cogitou se tornar freira; Ela foi persuadida a não entrar em um convento por sua cunhada Clotilde, que apelou para seu senso de dever para com seus filhos.[10]

Em abril de 1796, quando Saboia foi derrotado pela França de Napoleão Bonaparte durante as campanhas italianas das Guerras Revolucionárias Francesas, Maria Teresa e sua irmã Maria Josefina deixaram Turim para Novara, em paralelo com a partida do marido de Maria Josefina para Verona.[11] Enquanto sua irmã seguia para a Áustria, Maria Teresa aceitou o convite de seu pai para retornar a Turim após a paz entre França e Saboia em maio.[11]

Em dezembro de 1798, quando Piemonte foi anexado pela França, Maria Teresa partiu com sua dama de companhia de Graz na Áustria, onde foi autorizada a permanecer e onde morreu a 2 de junho de 1805 .[11]

Descendência[editar | editar código-fonte]

De seu matrimônio com Carlos, Conde de Artésia (futuro Carlos X da França), tiveram 4 filhos, dos quais apenas 2 chegaram à vida adulta.

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Taylor, William Cooke (1830). History of France & Normandy, from the accession of Clovis, to the battle of Waterloo (em inglês). Londres: Whittaker, Treacher & Company. p. 398 
  2. Anthony, Louisa (1852). Footsteps to history, being an epitome of the histories of England and France, from the fifth to the nineteenth century (em inglês). Londres: Whittaker & Company. p. 161 
  3. The Java Annual Directory and Almanac for .... (em inglês). Batávia: A.H.Hubbard. 1816. p. 96 
  4. « 144 – MARIE-THERESE DE SAVOIE (1756-1805) » archive, princesse-savoie.fr
  5. a b Hardy, B. C. (Blanche Christabel), The Princesse de Lamballe; a biography, 1908, Projeto Gutenberg
  6. Fraser, Antonia, Marie Antoinette, The Journey, Anchor Books, (American edition, 2002): in Part One: Madame Antoine, p. 100
  7. a b Joan Haslip (1991). Marie Antoinette. Stockholm: Norstedts Förlag AB. ISBN 91-1-893802-7
  8. Fraser, Antonia,Marie Antoinette: The Journey ORION, London 2002, ISBN 978-0-7538-1305-8
  9. Nagel, Susan. " Marie-Therese, Child of Terror: The Fate of Marie Antoinette's Daughter ". NY: Bloomsbury, 2008. ISBN 1-59691-057-7
  10. A sister of Louis XVI, Marie-Clotilde of France, Queen of Sardinia (1759-1802), 1911
  11. a b c Reiset, Emile-Paul de, Joséphine de Savoie, comtesse de Provence, 1753-1810, Paris 1913
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