Mariana Mortágua

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Mariana Mortágua
Mariana Rodrigues Mortágua
Mariana Mortágua
Vida
Nascimento 24 de junho de 1986 (30 anos)
Alvito, Alvito,  Portugal
Dados pessoais
Partido Bloco de Esquerda
Profissão Política

Mariana Rodrigues Mortágua (Alvito, Alvito, 24 de Junho de 1986) é uma economista e deputada portuguesa do partido político português Bloco de Esquerda.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha de Camilo Mortágua, histórico activista antisalazarista, revolucionário, membro fundador e operacional da LUAR, é irmã gémea da também dirigente e deputada do Bloco de Esquerda Joana Mortágua e prima afastada da socialista Maria João Rodrigues.[2]

É licenciada e mestre em Economia, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, frequentando o doutoramento em Economia[1] na School of Oriental and African Studies (SOAS) da Universidade de Londres.[3]

Estreou-se como deputada na Assembleia da República aos 27 anos, em 2013, por necessidade de substituição de Ana Drago no círculo eleitoral de Lisboa, onde foi eleita. A sua nomeação em Setembro de 2013 para os lugares cimeiros da lista de candidatos a deputados por parte da Comissão Política do BE, foi contestada por um grupo de militantes, que criticaram o "critério tecnocrata" que orientou a sua escolha, nomeadamente o facto de ter conhecimentos de economia. Perante isto, o BE confirmou que Mariana Mortágua foi considerada como o elemento que “melhor serviria os interesses do partido na Assembleia da República, em virtude dos seus conhecimentos na área da Economia”, algo que se vinha “a fazer sentir desde a saída de Francisco Louçã”.[4]

Ganhou posteriormente particular visibilidade na política portuguesa, após o seu desempenho no inquérito parlamentar a Zeinal Bava[5] e a Ricardo Salgado, no âmbito da ruína do banco BES.[6]

Foi reeleita deputada nas Eleições Legislativas de 2015, que deram ao Bloco de Esquerda a sua maior votação de sempre.[7] Integra a Comissão de Economia e Obras Públicas, a Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública e a Comissão Eventual para Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal.[1]

Em setembro de 2016, afirmou "Do ponto de vista prático, a primeira coisa que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro". “Não podemos ter vergonha de ter uma política social deste género.[8]

Causas[editar | editar código-fonte]

Mortágua interessa-se por diversas causas humanitárias, destacando-se os direitos das mulheres e os direitos LGBT.[9] Despertou para a causa do feminismo na sua juventude, quando fez parte da Associação Jovem para a Justiça e Paz (AJP), liderada pela feminista Teresa Cunha. É assídua a sua presença em marchas de orgulho LGBT, acompanhada da comitiva do BE. Acerca deste tema, Mariana disse em entrevista à Capazes que «nos dias de hoje as marchas viram “o sistema capitalista apropriar-se das questões LGBT e hoje as gay parades já não são marchas políticas, são marchas publicitárias”, ao contrário do início quando eram uma "causa contra o capitalismo".»[10][11]

Obras publicadas[1][editar | editar código-fonte]

  • 2012- The Portuguese debt crisis: deconstructing myths in The Political Economy of Public Debt and Austerity in the EU (com Francisco Louçã)
  • 2012 A Dividadura - Portugal na Crise do Euro
  • 2012- Isto é um assalto
  • 2013- Temos de Pagar a Dívida? (com Miguel Cardina, N. Serra e José Soeiro)
  • 2013- Não acredite em tudo o que pensa. (com Francisco Louçã)
  • 2014- A Europa à Beira do Abismo (com Tony Phillips, Roberto Lavagna, Christina Laskaridis, Anzhela Knyazeva, Diana Knyazeva e Joseph Stiglitz)
  • 2015- Privataria: Quem ganha e quem perde com as privatizações em Portugal (com Jorge Costa)

Referências