Mariel Mariscot

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Mariel Mariscöt de Mattos (Niterói, junho de 1940 - Rio de Janeiro, 8 de outubro de 1981) foi um policial brasileiro. Atuou no Rio de Janeiro na década de 1960, e destacou-se por ser acusado de pertencer a diversos assassinatos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Ariel Mariscot de Matos e de sua esposa, Maria Araújo Mariscot de Matos,foi o mais famoso policial da década de 70. Ainda em tenra infância acompanhou a família quando esta foi residir em Salvador, na Bahia. Quando completou três anos de idade, o seu pai faleceu vítima de enfermidade incurável. Durante cinco anos, a sua mãe lutou para criar sozinha os dois filhos do casal, Roberto e Mariel. Em 1948, casou-se com o terceiro sargento do Exército Brasileiro, Wilson de Azevedo Brito, e a família reconstituída regressou à cidade do Rio de Janeiro, fixando-se no bairro de Bangu.

Mariel, sua mãe, seu padrasto e seu irmão moravam numa casa humilde, de pau-a-pique. Com o soldo de sargento, o padrasto de Mariel precisava contar com a renda da mãe de Mariel que costurava para fora. Os meninos ajudavam fazendo bainha nas saias. O tempo passava, E seu padrasto foi promovido a primeiro-sargento, e pôde proporcionar uma vida melhor à família. Mudaram-se para uma casa de alvenaria com todas as dependências. Nessa época, Mariel já era rapazinho. Estudava à noite, trabalhava e, pela manhã, treinava natação e water-polo à tarde, no Esporte Clube Bangu. Foi campeão carioca de natação e saltos ornamentais.

Aos dezessete anos alistou-se na Divisão Aeroterrestre como pára-quedista. Posteriormente ingressou por concurso publico como salva vidas no Corpo Marítimo de Salvamento. Foi o caminho aberto para concretizar um de seus sonhos. Mariel sonhava com o glamour do bairro de Copacabana. E mais, custasse o que custasse, Mariel queria ser rico.Como guarda vidas, ele passou a morar de aluguel em um pequeno apartamento em Copacabana.

Em 1963, ingressou por concurso público para a Polícia Civil, sendo designado para trabalhar num subposto de Bangu. Depois de tanto esforço para morar em Copacabana, acabou voltando a morar em Bangu. Nos dias de folga, apresentava-se para fazer serviço "extra" na delegacia de Copacabana. Foi nesta condição que começou a obter fama. Matou pela primeira vez quando deu um flagrante de assalto e o bandido resistiu à voz de prisão. Na ocasião, Mariel rendeu, com uma pistola calibre 45 em cada uma das mãos, um delegado de polícia que queria prendê-lo sob a acusação de homicídio, adquirindo a fama de "Ringo de Copacabana".

Desde então construiu uma trajetória de prisão de bandidos famosos e o assassinato de um motorista de táxi até ao momento em que o promotor Silveira Lobo lhe deu voz de prisão com a preventiva já decretada, sob a acusação de pertencer ao Esquadrão da Morte. No dia 19 de junho de 1973, o juiz Deocleciano d'Oliveira, da 10ª Vara Criminal da Guanabara acolhendo denúncia apresentada pelo promotor havia condenado Mariel a 16 anos e 10 meses de reclusão.[1] Na prisão planejou a sua fuga, sendo auxiliado, no exterior por sua mulher, a atriz Elza de Castro. Ambos se dirigiram de carro ao Sul do país.

Ainda na década de 60 já sendo famoso policial teve um caso com a travesti Rogéria.

Mariscot foi expulso da "Scuderie Le Cocq" na década de 1970. Esteve detido no Presídio da Ilha Grande.[2] Foi marido da atriz Elza de Castro e namorou ainda a atriz Darlene Glória e a modelo Rose di Primo.

Mariel foi morto em 1981, no centro do Rio de Janeiro, quando estacionava o carro para uma reunião com bicheiros.

Notas

  1. «Mariel Condenado». Correio da Manha. Rio de Janeiro. 20 de junho de 1973 
  2. Caldeirão do inferno in Revista de História da Biblioteca Nacional. Consultado em 20 Nov 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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