Marina Ripa di Meana

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Marina Ripa di Meana
Marina Ripa di Meana em 2003
Nome completo Marina Ripa di Meana
Nascimento 21 de outubro de 1941
Reggio Calabria. Itália
Morte 4 de janeiro de 2018 (76 anos)
Roma. Itália
Cônjuge Carlo Ripa di Meana
Ocupação Escritora, Diretora, Estilista

Marina Ripa di Meana, nascida Maria Elide Punturieri e anteriormente conhecida como Marina Lante della Rovere (Reggio Calabria, 21 de outubro de 1941Roma, 4 de janeiro de 2018) é uma escritora, atriz, diretora, estilista, ativista e personalidade televisiva italiana.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ripa di Meana nasceu e foi criada na cidade de Reggio Calabria, no sul da Itália.[1] Ao completar seus estudos, abriu um atelier de alta costura na Piazza di Spagna, em Roma, em parceria com sua amiga Paola Ruffo di Calabria.[2] A loja foi frequentada por diversas mulheres influentes da alta sociedade, e a partir disso se tornou envolvida com figuras políticas, diplomáticas, artísticas e midiáticas.[3]

A partir da década de 1970, começou a aparecer na televisão como comentarista e membro em debates sobre política, meio ambiente e defesa dos animais. Em 1979, fez uma aparição em um filme, Assassinio sul Tevere, dirigido por Bruno Corbucci, após o qual recusou continuar atuando, pois disse não gostar de ser comandada. No entanto, dirigiu um longa-metragem, Cattive ragazze, estrelado por Eva Grimaldi, em 1992[4] The film attracted some controversy as it had received public funds, allegedly through personal friendships.[5] O filme atraiu alguma controvérsia, pois recebeu fundos públicos, alegadamente através de amizades pessoais. Em 2009, Ripa di Meana participou de um reality show, The Farm, e interpretou a si mesma em um episódio da série de televisão I Cesaroni.[2]

Ripa di Meana escreveu 14 livros sobre sua vida, dos quais ficou mais conhecida pelas duas primeiras autobiografias, I miei primi quarant'anni (1984) e La più bella del reame (1988), que se tornaram bestsellers e derivaram dois filmes de sucesso de mesmo nome, ambos estrelados por Carol Alt.[6] Seus últimos livros também foram autobiografias: Invecchierò Ma Con Calma (2012) e Colazione al Grand Hotel (2016).[7] Em 1990, ela lançou a revista mensal Elite, publicada pela Newton Compton Editori, e foi sua editora por dois anos.[8]

Ela também era conhecida por sua posição sobre a crueldade com os animais e ambientalismo.[9] Desde 1990, ela participou de várias campanhas contra o assassinato de focas, o uso de peles na moda, touradas na Espanha e experiências nucleares francesas no atol de Moruroa.[10][7] Em 1995, ela se tornou embaixadora da IFAW (International Fund for Animal Welfare) na Itália.[8] Ela posou nua para uma campanha anti-peles da IFAW, mostrando pêlos púbicos com a legenda "O único pêlo que não tenho vergonha de usar".[5] Em 2008, ela participou de uma campanha contra o fechamento do Hospital San Giacomo, em Roma.[8]

Após lutar 16 anos contra um câncer, morreu em sua casa, em Roma, no dia 5 de janeiro de 2018, aos 76 anos de idade.[11][12]

Referências

  1. «Marina Ripa di Meana dies (3) - English». ANSA.it (em inglês). 5 de janeiro de 2018. Consultado em 5 de janeiro de 2018 
  2. a b «E' morta Marina Ripa di Meana: una vita oltre le convenzioni». Repubblica.it (em italiano). 5 de janeiro de 2018. Consultado em 5 de janeiro de 2018 
  3. «Colazione al Grand Hotel - Marina Ripa di Meana | Libri Mondadori». Libri Mondadori (em italiano). Consultado em 5 de janeiro de 2018 
  4. Marina Ripa di Meana (28 de Agosto de 1992). «Marina: "Le Cattive ragazze non sono la Corazzata Potiomkin"». Corriere della Sera (em Italian). Consultado em 5 de agosto de 2015 
  5. a b AGI - Agenzia Giornalistica. «Morta Marina Ripa di Meana, donna di cento vite» (em italiano). Agi. Consultado em 5 de janeiro de 2018 
  6. Marco Giusti. Dizionario dei film italiani stracult. [S.l.]: Sperling & Kupfer, 1999 
  7. a b «Invecchierò ma con calma - Marina Ripa di Meana | Libri Mondadori». Libri Mondadori (em italiano). Consultado em 5 de janeiro de 2018 
  8. a b c «R.I.P. Marina Ripa di Meana personaggio televisivo, stilista e scrittrice». GLOBUS Magazine (em italiano). 5 de janeiro de 2018. Consultado em 5 de janeiro de 2018 
  9. Sala, Alessandro. «Addio Marina Ripa di Meana Da 16 anni combatteva il tumore». Corriere della Sera (em italiano). Consultado em 5 de janeiro de 2018 
  10. «Morta Marina Ripa di Meana, aveva 76 anni. La figlia: 'Sarà un grande esempio per me' - Cronaca». ANSA.it (em italiano). 5 de janeiro de 2018. Consultado em 5 de janeiro de 2018 
  11. «Morta Marina Ripa di Meana, donna di cento vite». agi. 5 de janeiro de 2018. Consultado em 6 de janeiro de 2018 
  12. «È morta Marina Ripa di Meana: una vita oltre le convenzioni». la Repubblica. 5 de janeiro de 2018. Consultado em 5 de janeiro de 2018