Mariano José Pereira da Fonseca

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Mariano José Pereira da Fonseca
Nascimento 18 de maio de 1773
Rio de Janeiro
Morte 16 de setembro de 1848 (75 anos)
Rio de Janeiro
Cidadania Brasil
Ocupação político, escritor
Marquês de Maricá.

Mariano José Pereira da Fonseca, primeiro e único visconde com grandeza e marquês de Maricá (Rio de Janeiro, 18 de maio de 1773 — Rio de Janeiro, 16 de setembro de 1848), foi um escritor, filósofo e político brasileiro.[1] Filho do comerciante português Domingos Pereira da Fonseca e de Teresa Maria de Jesus, natural do Rio de Janeiro. Em 1800, casou-se com Maria Barbosa Rosa do Sacramento.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Estudou no Real Colégio de Mafra entre 1785 e 1788. Neste mesmo ano, ingressou na Universidade de Coimbra, formando-se bacharel em Filosofia na Faculdade Matemática. Também consta que formou-se em Direito por esta universidade, atuando como advogado no Rio de Janeiro.

Escritor respeitado, integrou a Sociedade Literária, criada no governo do vice-rei Luís de Vasconcelos e Sousa, em 1788. Participou de suas reuniões até 1790 quando o vice-rei foi substituído pelo conde de Resende e as reuniões cessaram, só retornando em 1794, período que as idéias políticas ganhavam terreno no Brasil, desde a morte de Tiradentes e com a difusão dos princípios das Revoluções Americanas e Francesa pelo mundo.

Denunciados como conspiradores, alguns membros da sociedade são implicados na Conspiração Carioca de 1794 e Mariano Fonseca está entre eles [2]. São levados à fortaleza da Conceição, passando dois anos e oito meses na prisão sem que se prove sua culpa.

Se quando jovem tinha idéias liberais, após a libertação passa a ser conservador e ascende na vida pública brasileira. Assume diversos cargos no serviço régio a partir de 1808, sendo nomeado Deputado da Real Junta de Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação e membro da Junta de Direção da Impressão Régia, acumulando ainda o cargo de Tesoureiro desta. Foi eleito, em 1821, como membro da Junta Provisional de Governo da Província do Rio de Janeiro, ocupando o cargo de Secretário. Declarada a Independência do Brasil, foi Ministro Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda (1823-1825), Conselheiro de Estado (1823-...) e Senador do Império do Brasil da primeira até a sétima legislatura (1826-1848). Como agradecimento por seu trabalho como um dos redatores da Constituição de 1824, foi agraciado por D. Pedro I com o título de Visconde de Maricá, em 1825, elevando-se à Marquês com grandeza de Maricá no ano seguinte.

Foi redator do jornal literário O Patriota e escreveu Máximas, Pensamentos e Reflexões, composta de quatro volumes, com um total de 3169 aforismos, publicada entre os anos de 1837 e 1841.

Frases e Pensamentos[editar | editar código-fonte]

"Sempre haverá mais ignorantes que sabedores, enquanto a ignorância for gratuita e a ciência dispendiosa" [3]

"Os moços, por falta de experiência, de nada suspeitam, os velhos, por muito experimentados, de tudo desconfiam" [3]

"Se as viagens simplesmente instruíssem os homens, os marinheiros seriam os mais instruídos" [3]

"Os velhos ruminam o pretérito, os moços antecipam e devoram o futuro" [3]

Referências

  1. «Biografia na página do IHGB». ihgb.org.br 
  2. Silva, Maria Beatriz Nizza Da (1 de junho de 2016). Cultura letrada e cultura oral no Rio de Janeiro dos vice-reis (em inglês). [S.l.]: SciELO - Editora UNESP 
  3. a b c d «Frases de Mariano José Pereira da Fonseca - Página 3 de 33». Poetris. Consultado em 13 de junho de 2020 

Precedido por
Sebastião Luís Tinoco da Silva
Ministro da Fazenda do Brasil
1823 — 1825
Sucedido por
Felisberto Caldeira Brant Pontes de Oliveira Horta
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