Domitila de Castro
| Domitila de Castro | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Marquesa de Santos | |||||
Marquesa de Santos em torno dos 67 anos de idade, c. 1865 | |||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 27 de dezembro de 1797 São Paulo, São Paulo | ||||
| Morte | 3 de novembro de 1867 (69 anos) Solar da Marquesa, São Paulo, São Paulo, Brasil | ||||
| Sepultado em | Cemitério da Consolação, São Paulo, São Paulo | ||||
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| Cônjuge | Felício Pinto Coelho de Mendonça (1813–1824) Rafael Tobias de Aguiar (1833–1857) | ||||
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| Pai | João de Castro Canto e Melo | ||||
| Mãe | Escolástica Bonifácia de Toledo Ribas | ||||
| Título(s) | Viscondessa Marquesa | ||||
| Religião | Catolicismo | ||||
| Brasão | |||||
Domitila de Castro Canto e Melo[nota 1] (São Paulo, 27 de dezembro de 1797 — São Paulo, 3 de novembro de 1867), primeira e única viscondessa com grandeza e marquesa de Santos, foi uma nobre brasileira, célebre pela sua longa e influente relação amorosa com o imperador D. Pedro I.
Sua posição como favorita do imperador marcou profundamente o Primeiro Reinado, influenciando a corte, a política e a vida da família imperial, especialmente a relação de D. Pedro com a imperatriz Maria Leopoldina de Áustria. Após o fim do romance, Domitila retornou a São Paulo, onde se casou com o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, um dos políticos mais influentes da província, tornando-se uma poderosa matriarca, respeitada por suas atividades filantrópicas e sua forte personalidade. Sua figura histórica, complexa e controversa, foi objeto de intensa disputa memorialística, sendo retratada ao longo do tempo como uma vilã ambiciosa, uma heroína romântica e, mais recentemente, como uma mulher que desafiou as convenções sociais e exerceu notável agência sobre sua própria vida.[2]
Origens e Juventude
[editar | editar código]Família e nascimento
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Domitila nasceu em São Paulo, filha de João de Castro Canto e Melo, primeiro visconde de Castro, e de Escolástica Bonifácia de Toledo Ribas. Era neta do coronel Carlos José Ribas e descendia de importantes famílias da elite paulista, como os Toledo Piza, sendo tetraneta do patriarca Simão de Toledo Piza. Foi batizada em 7 de março de 1798 na antiga Igreja da Sé, em São Paulo, tendo como padrinho o alferes José Duarte e Câmara.[3] Tinha oito irmãos: João, José, Maria, Pedro, Maria Benedita, Ana Cândida, Fortunata, Francisco; e uma meia-irmã chamada Matilde Eufrosina.[4]
Primeiro casamento e violência doméstica
[editar | editar código]Em 13 de janeiro de 1813,[5] aos quinze anos, Domitila casou-se com o alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça (1790–1833), oficial do Corpo dos Dragões de Vila Rica (atual Ouro Preto). A historiografia, baseada em seu processo de divórcio, descreve Felício como um homem violento e jogador compulsivo, que submetia a esposa a agressões físicas constantes. Após o casamento, o casal mudou-se para Vila Rica, onde nasceram seus três primeiros filhos.[6]
Devido aos contínuos maus-tratos, Domitila retornou à casa dos pais em São Paulo em 1816. Embora o casal tenha tentado uma reconciliação em 1818, a violência de Felício se intensificou. O episódio mais grave ocorreu na manhã de 6 de março de 1819, quando Felício, movido por ciúmes e questões financeiras, atacou Domitila com duas facadas, uma na coxa e outra no abdômen, perto da fonte de Santa Luzia, em São Paulo.[7] Felício foi preso, e Domitila, após se recuperar, iniciou uma longa batalha judicial pela separação. O divórcio só foi oficialmente concedido em 21 de maio de 1824, quando ela já era a amante do imperador.[6] A documentação do processo revela que a acusação de adultério, usada por detratores para justificar a violência, era infundada. Na verdade, as testemunhas e provas indicaram que Felício tentara assassiná-la para se apossar das terras que herdaram em Minas Gerais.[8]
| Nome | Vida[9][10] | Notas |
|---|---|---|
| Francisca Pinto Coelho de Mendonça e Castro | 13 de novembro de 1813 – 16 de agosto de 1833 |
Casou-se com seu tio, Brigadeiro José de Castro do Canto e Melo, com quem teve uma filha, Escolástica. |
| Felício Pinto de Mendonça e Castro | 20 de novembro de 1816 – 15 de julho de 1879 |
Moço Fidalgo da Casa Imperial e Comendador da Ordem de Cristo. Teve sua educação em Paris custeada pelo governo imperial, mas não concluiu os estudos a contento. |
| João Pinto Coelho de Mendonça[11] | Abril de 1818 – 1819 | Morreu na infância. Sua saúde frágil foi atribuída a um parto prematuro, consequência de um espancamento sofrido por Domitila durante a gestação. |
A Relação com D. Pedro I
[editar | editar código]O início do romance e a ascensão na Corte
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Domitila conheceu D. Pedro em 29 de agosto de 1822, em São Paulo, poucos dias antes da Proclamação da Independência.[12] O relacionamento se consolidou rapidamente e, em 1823, o já Imperador do Brasil instalou Domitila em uma casa no Rio de Janeiro. A relação, que durou cerca de sete anos, foi a mais longa e notória de D. Pedro, embora ele mantivesse outros casos paralelos, inclusive com a irmã de Domitila, Maria Benedita.[13]
Em 1826, Domitila recebeu de presente do imperador a famosa "Casa Amarela", uma luxuosa mansão em estilo neoclássico próxima à residência oficial da família imperial, a Quinta da Boa Vista.[14] Sua ascensão foi meteórica. D. Pedro concedeu-lhe títulos, honrarias e uma posição de destaque na corte:[15]
- Dama Camarista da Imperatriz (04 de abril de 1825): Uma posição de honra no círculo íntimo da Imperatriz Leopoldina, o que foi visto como uma afronta direta a ela.
- Viscondessa de Santos (12 de outubro de 1825): Recebeu o título com as honras de grandeza do Império.[16]
- Marquesa de Santos (12 de outubro de 1826): Seu título foi elevado no ano seguinte.
- Ordem Real de Santa Isabel (04 de abril de 1827): Foi agraciada com a prestigiosa ordem honorífica portuguesa.
A escolha do título "de Santos" foi uma provocação direta aos irmãos Andrada, inimigos políticos do imperador e naturais de Santos. Em exílio na França, José Bonifácio escreveu, indignado:
"Quem sonharia que a michela (prostituta) Domitila seria viscondessa da pátria dos Andradas! Que insulto desmiolado!".
A família de Domitila também foi elevada à nobreza, recebendo títulos e posições na corte, o que consolidou o poder de seu clã.

Rivalidade com a Imperatriz Leopoldina
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A presença ostensiva de Domitila na corte causou profundo sofrimento e humilhação à Imperatriz Maria Leopoldina. A nomeação da amante como dama de companhia foi o ápice do escândalo, forçando a imperatriz a conviver oficialmente com a rival. A morte de Leopoldina, em dezembro de 1826, gerou uma crise política e acusações de que a angústia causada pelo caso amoroso e uma suposta agressão física de D. Pedro teriam precipitado sua morte. Embora a versão da agressão tenha se popularizado, relatos médicos da época apontam para uma infecção puerperal como causa mortis.[18] Em uma carta enviada à sua irmã, a futura Imperatriz do Brasil, Maria Luísa, Leopoldina desabafou sobre Domitila:[18]
O monstro sedutor é a causa de todas as desgraças.
. A morte da popular imperatriz abalou a imagem de D. Pedro I e intensificou a hostilidade pública contra a Marquesa.
A intimidade do poder: As cartas e os filhos
[editar | editar código]As mais de 180 cartas trocadas entre D. Pedro e Domitila, analisadas por biógrafos como Alberto Rangel e Paulo Rezzutti, revelam a profundidade e a complexidade da relação. Nelas, o imperador usava o apelido de "Demonão", enquanto se referia a Domitila como "Titília". A correspondência mescla juras de amor com assuntos de Estado, fofocas da corte e detalhes íntimos, incluindo desenhos eróticos e linguagem vulgar, demonstrando uma paixão avassaladora que influenciava o humor e as decisões do monarca.[19][15]
Dessa relação nasceram cinco filhos, dos quais apenas dois chegaram à idade adulta. D. Pedro legitimou sua prole com a Marquesa, concedendo títulos e status, algo incomum para filhos fora do casamento na época.[19][15]
| Nome | Retrato | Vida | Notas |
|---|---|---|---|
| Filho Sem Nome | 1823 | Natimorto.[nota 2] | |
| Isabel Maria de Alcântara Brasileira | 23 de maio de 1824 – 3 de novembro de 1898 |
Reconhecida oficialmente e agraciada com o título de Duquesa de Goiás em 1826, recebendo o tratamento de "Sua Alteza". Foi a primeira pessoa a receber um título ducal no Império do Brasil. Casou-se com Ernst Fischler von Treuberg, Conde de Treuberg, e viveu na Europa. | |
| Pedro de Alcântara Brasileiro | 7 de dezembro de 1825 – 13 de março de 1826 |
Morreu na infância. Havia planos de lhe conceder o título de "Duque de São Paulo". | |
| Maria Isabel de Alcântara Brasileira | 13 de agosto de 1827 – 25 de outubro de 1827 |
Morreu na infância. Há registros de que seria titulada "Duquesa do Ceará", mas a morte prematura impediu a oficialização. | |
| Maria Isabel de Alcântara Bourbon | 28 de fevereiro de 1830 – 5 de setembro de 1896 |
Nascida após o rompimento de D. Pedro com a Marquesa. Foi reconhecida no testamento do pai, mas não recebeu título de nobreza dele. Casou-se com Pedro Caldeira Brant, tornando-se Condessa de Iguaçu. |
O fim do romance e o exílio da Corte
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A relação de D. Pedro e Domitila terminou em 1829. Pressionado a contrair um novo matrimônio para garantir a sucessão e restaurar sua imagem na Europa, o imperador negociou o casamento com a princesa Amélia de Leuchtenberg. A família da noiva e as cortes europeias, horrorizadas com o escândalo da amante, impuseram como condição o afastamento definitivo de Domitila da corte.[21]
O Barão Wenzel de Mareschal, embaixador austríaco, relatou que D. Pedro se convencera de que a presença da Marquesa era "inoportuna" e que sua partida para São Paulo era essencial. D. Pedro comprou as propriedades dela no Rio, incluindo a Casa Amarela (que mais tarde abrigaria a jovem rainha Maria II de Portugal), e Domitila retornou à sua província natal, encerrando o capítulo mais intenso e controverso de sua vida.[19][15]
A Matriarca de São Paulo
[editar | editar código]Segundo casamento e aliança de poder
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De volta a São Paulo, Domitila não se retirou da vida pública. Em 1833, uniu-se a uma das figuras mais poderosas da província, o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (1794–1857). Rico tropeiro e fazendeiro de Sorocaba, Tobias de Aguiar era um líder do Partido Liberal (Império), conhecido como "Reizinho de São Paulo" por sua influência e fortuna.[22] O casamento, oficializado em Sorocaba em 1842, representou uma poderosa aliança entre o prestígio e a riqueza de Domitila e o poder político de Tobias. Juntos, formaram um dos clãs mais influentes de São Paulo.[19][15]
A Revolução Liberal de 1842
[editar | editar código]Em 1842, Tobias de Aguiar foi um dos principais líderes da Revolução Liberal, um levante contra o governo conservador do Império. Com a iminente derrota dos rebeldes para as tropas lideradas por Luís Alves de Lima e Silva, então Barão de Caxias, Tobias fugiu para o sul, mas foi capturado e preso na Fortaleza da Laje, no Rio de Janeiro. Demonstrando lealdade e coragem, a Marquesa viajou para a corte e solicitou ao jovem imperador D. Pedro II permissão para viver com o marido na prisão e cuidar de sua saúde, o que foi concedido.[23] Anistiado em 1844, o casal retornou a São Paulo, onde foi recebido com grandes festas.[19][15]
A união com Tobias de Aguiar durou 24 anos, até a morte dele em 1857, e foi o relacionamento mais longo da vida de Domitila. Tiveram seis filhos.[19][15]
| Nome | Vida | Notas |
|---|---|---|
| Rafael Tobias de Aguiar e Castro | 21 de maio de 1834 – 31 de outubro de 1891 |
Bacharel em Direito, casou-se com a prima Ana Cândida de Oliva Gomes. Sem descendência. |
| João Tobias de Aguiar e Castro | 17 de junho de 1835 – 28 de outubro de 1901 |
Casou-se com a prima Ana Barros de Aguiar, com quem teve descendência. |
| Gertrudes de Aguiar e Castro | Junho de 1837 – 20 de abril de 1841 |
Morreu na infância. |
| Antônio Francisco de Aguiar e Castro | 26 de junho de 1838 – 12 de julho de 1905 |
Casou-se com Placidina Adélia de Brito, com quem teve descendência. |
| Brasílico de Aguiar e Castro | 4 de agosto de 1840 – 22 de fevereiro de 1891 |
Casou-se com Júlia Augusta de Vasconcelos Tavares, com quem teve descendência. |
| Heitor de Aguiar e Castro | 1842 – 1846 |
Morreu na infância. |
Vida tardia, morte e legado
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O Solar da Marquesa e a vida em São Paulo
[editar | editar código]Em 1834, Domitila adquiriu um vasto casarão no centro de São Paulo, hoje conhecido como Solar da Marquesa de Santos. O imóvel, único remanescente urbano da época construído em taipa-de-pilão no centro histórico,[24] tornou-se um dos principais pontos de encontro da elite paulistana, palco de saraus e bailes. Após ficar viúva de Tobias de Aguiar, a Marquesa se tornou uma figura respeitada, dedicando-se a obras de caridade, auxiliando estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e amparando os necessitados.[25] O biógrafo Paulo Rezzutti destaca que, ao contrário do que a historiografia tradicional sugeria, Domitila nunca foi uma "pobre coitada", mas sim uma hábil administradora de sua fortuna e uma mulher consciente de seu poder, como demonstra uma carta a um genro: "Eu sendo mulher lembro-me do futuro".[25]
Morte e devoção popular
[editar | editar código]Domitila morreu de enterocolite em 3 de novembro de 1867, em seu solar. Foi sepultada no Cemitério da Consolação, em um jazigo construído com uma doação de 2 contos de réis feita por ela mesma para a capela do cemitério.[26] No mesmo local estão enterrados seu irmão, seu filho Felício e sua filha com D. Pedro, a Condessa de Iguaçu.[27]
Seu túmulo tornou-se um local de peregrinação e é constantemente adornado com flores frescas. Domitila transformou-se em uma espécie de "santa popular", invocada por prostitutas (por ter sido estigmatizada em vida) e por mulheres que buscam um bom casamento, inspiradas em sua capacidade de se reerguer e formar uma nova família de prestígio após o escândalo com o imperador.[28] O sanfoneiro Mario Zan, um de seus mais famosos devotos, cuidou do jazigo por anos e foi enterrado em frente ao dela.[29]

Análise historiográfica: A construção de uma imagem
[editar | editar código]A figura de Domitila de Castro é um caso exemplar de como a imagem de uma mulher pode ser construída e disputada pela historiografia. Ao longo de quase dois séculos, ela transitou entre os papéis de vilã, vítima e heroína, refletindo as mudanças sociais e ideológicas de cada época.[15]
- A vilã e a "michela": A primeira imagem de Domitila foi forjada por seus inimigos políticos, notadamente José Bonifácio de Andrada e Silva. Em suas correspondências e nos círculos de oposição, ela era retratada como uma prostituta ("michela"), uma alpinista social ambiciosa cuja influência nefasta sobre D. Pedro I ameaçava a moralidade e a estabilidade do Império. Essa visão negativa foi perpetuada por cronistas e historiadores do século XIX, que a culpavam pela decadência da imagem do imperador e pelo sofrimento da virtuosa Imperatriz Leopoldina.[25]
- A heroína romântica: No século XX, uma nova interpretação surgiu, em grande parte moldada pelo sucesso do romance A Marquesa de Santos (1925), de Paulo Setúbal. Nessa versão, Domitila é transformada em uma heroína romântica, protagonista de uma avassaladora história de amor com o imperador. Embora ainda sensual e transgressora, sua figura é humanizada e justificada pela força da paixão. Essa visão romantizada dominou o imaginário popular, sendo reforçada por inúmeras adaptações para o teatro, cinema e televisão.[30]
- A mulher à frente de seu tempo: A partir do final do século XX, com o avanço dos estudos de gênero e da Nova História, biógrafos como Alberto Rangel e, mais recentemente, Mary del Priore e Paulo Rezzutti, passaram a oferecer uma visão mais crítica e multifacetada. Baseando-se em novas fontes, como as cartas íntimas e o processo de divórcio, esses autores revelaram uma Domitila mais complexa. Rezzutti, em particular, argumenta que o foco exclusivo no caso amoroso obscureceu "90% de sua vida".[30] Ele a apresenta como uma mulher resiliente, que sobreviveu a um casamento violento, negociou sua posição na corte, administrou com inteligência uma grande fortuna e se restabeleceu em São Paulo como uma matriarca poderosa e respeitada. Essa perspectiva moderna não a absolve de suas ambiguidades, mas a reconhece como uma figura de notável agência, que soube manobrar com as ferramentas que tinha dentro de uma sociedade rigidamente patriarcal.[30]
Representações na cultura
[editar | editar código]A vida de Domitila inspirou uma vasta produção cultural, consolidando seu lugar no imaginário brasileiro.
Cinema
[editar | editar código]- Independência ou Morte (1972), interpretada por Glória Menezes.
Televisão
[editar | editar código]- Marquesa de Santos (1984), minissérie da Rede Manchete, com Maitê Proença no papel-título.
- O Quinto dos Infernos (2002), minissérie da Rede Globo, interpretada por Luana Piovani.
- Novo Mundo (2017), telenovela da Rede Globo, interpretada por Agatha Moreira.
Ópera e Música
[editar | editar código]- Domitila (2000), ópera de câmara de João Guilherme Ripper.
Bibliografia selecionada
[editar | editar código]- DEL PRIORE, Mary. A carne e o sangue: A Imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro I e Domitila, a Marquesa de Santos. Rio de Janeiro: Rocco, 2012.
- RANGEL, Alberto. Dom Pedro Primeiro e a marquesa de Santos. Tours: Arrault e Companhia, 1928.
- RANGEL, Alberto (notas); ARAÚJO, Emanuel (coord.). Cartas de D. Pedro I à marquesa de Santos. São Paulo: Editora Nova Fronteira, 1984.
- REZZUTTI, Paulo. Titília e o Demonão. Cartas inéditas de D. Pedro I à marquesa de Santos. São Paulo: Geração Editorial, 2011.
- REZZUTTI, Paulo. Domitila. A verdadeira história da marquesa de Santos. São Paulo: Geração Editorial, 2013. (Reeditado como "A história não contada" pela Leya em 2019 e 2023).
- SANTINI, Valesca Henzel. Uma doação para o futuro da alma: o testamento da Marquesa de Santos. Dissertação (Mestrado em História Social) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023. (disponível em PDF)
- ANVERSA, Julia Savaglia. Gênero e patrimônio: o Solar da Marquesa de Santos e a memória de Domitila de Castro (1935-1991). Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021. (disponível em PDF)
Notas e referências
Notas
- ↑ Há controvérsias sobre a escrita do seu nome, visto que até a própria escrevia seu nome de diversas formas; vindo a escrever e ser chamada de Dimitília, Demetília, Dometília e Domitila.[1]
- ↑ Há o boato, de que o menino teria sido entregue a um padre, conhecido da família, por Domitila, pois na época ela ainda estava casada com Felício e ainda o Império do Brasil estava em conflito devido à recente independência. Em uma entrevista o biógrafo Paulo Rezzutti diz ter recebido a informação de um diário pertencente a uma mulher chamada Teodora, em que ela relatava que seu bisavô seria o primeiro filho da Marquesa com o Imperador e conta sobre a família. Porém não se tem nada comprovado a respeito dessa informação.[20]
Referências
- ↑ Rezzutti, Paulo (2023). Domitila: A história não contada. [S.l.]: Leya. p. 46
- ↑ Bevilacqua, Rubia (30 de dezembro de 2015). «A pena e o pincel a serviço da (des)construção da imagem da Marquesa de Santos». Estudos Ibero-Americanos. 41 (2): 294-315. Consultado em 12 de março de 2024
- ↑ «Dimitília de Castro do Canto e Mello, nascida a 27 de dezembro de 1797. Registro de batismo. Igreja Matriz de N. Srª da Assunção (Sé), São Paulo, SP, Brasil, 7 de março de 1798.». FamilySearch. 7 de março de 1798
- ↑ Rezutti 2023, pp. 41-45.
- ↑ «Documento de casamento de Domitila e Felício (1813)»
- ↑ a b Rezutti 2023, p. 52.
- ↑ Rezutti, Paulo (2019). «Parte 1, "Um atentado a bica de Santa Luzia"». Domitila. [S.l.]: Leya
- ↑ Rezzutti, Paulo (9 de novembro de 2019). «Domitila de Castro, uma mulher muito além da Marquesa de Santos». Correio da Manhã. Consultado em 12 de março de 2024
- ↑ Rezutti 2023, pp. 54-56.
- ↑ Rezutti 2019, pp. 27-28.
- ↑ Rezzutti, Paulo Marcelo (27 de fevereiro de 2023). Domitila: A marquesa de Santos revelada por cartas e documentos inéditos. São Paulo, SP: Casa dos Mundos. p. 56
- ↑ Rezzutti, Paulo (2023). «Parte 1, "29 de agosto de 1822"». Domitila. São Paulo, SP: Leya
- ↑ Coelho, Penélope (25 de julho de 2020). «TRAIÇÃO E ABANDONO: 5 PECULIARIDADES SOBRE O RELACIONAMENTO DE DOM PEDRO I E DOMITILA DE CASTRO». Aventuras na História
- ↑ Redação. «A casa que a Marquesa de Santos ganhou de Dom Pedro I». Aventuras na História. Consultado em 10 de março de 2024
- ↑ a b c d e f g h RANGEL, Alberto. Dom Pedro Primeiro e a marquesa de Santos. Tours: Arrault e Companhia, 1928.
- ↑ «Domitila de Castro do Canto e Mello. Concessão do título de Viscondessa de Santos (1825).». FamilySearch. 13 de outubro de 1825
- ↑ REZZUTTI, Paulo. Domitila, a verdadeira história da marquesa de Santos. p. 105
- ↑ a b Macaulay, Neill (30 de dezembro de 1965). «A Morte da Imperatriz». Revista de História. 31 (64): 433-442. Consultado em 12 de março de 2024
- ↑ a b c d e f Rezzutti, Paulo (2019). Titília e o Demonão: A história não contada. [S.l.]: Leya
- ↑ Rezzutti, Paulo (16 de agosto de 2017). «Entrevista sobre o livro Domitila, a verdadeira história da Marquesa de Santos». Consultado em 25 de fevereiro de 2024
- ↑ DEL PRIORE, Mary (12 de março de 2020). «O AMOR À PRIMEIRA VISTA ENTRE DOM PEDRO I E AMÉLIA». UOL
- ↑ Rodrigues, Gisele (13 de novembro de 2018). «Rafael Tobias de Aguiar, o reizinho de São Paulo». Superinteressante. Consultado em 12 de março de 2024
- ↑ Nogueira, André (9 de maio de 2020). «LONGE DO CAOS DO IMPÉRIO E FOCADA NA CARIDADE: OS CURIOSOS DIAS FINAIS DA MARQUESA DE SANTOS». UOL
- ↑ Barreiros, Isabela. «Solar da Marquesa de Santos: no centro de São Paulo, o lar da amante de dom Pedro I». Aventuras na História. Consultado em 11 de março de 2024
- ↑ a b c Nogueira, André. «Longe do caos do Império e focada na caridade: os curiosos dias finais da Marquesa de Santos». Aventuras na História. Consultado em 11 de março de 2024
- ↑ CAMARGO, Luís Soares e MARTINS, José de Souza. História e arte no cemitério da Consolação. São Paulo: Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo, s.d. pp.1 e 3
- ↑ «Filha de d. Pedro foi sepultada no Cemitério da Consolação». Estadão. Consultado em 11 de março de 2024
- ↑ Entrevista sobre o livro Domitila, a verdadeira história da Marquesa de Santos, consultado em 11 de março de 2024
- ↑ Revista Já. Ano 8, nº 409, 5 de setembro de 2004
- ↑ a b c Rezzutti, Paulo (2013). Domitila. A verdadeira história da marquesa de Santos. [S.l.]: Geração Editorial
Ligações externas
[editar | editar código]- Nascidos em 1797
- Mortos em 1867
- Marquesas do Brasil
- Viscondessas do Brasil
- Pessoas sepultadas no Cemitério da Consolação
- Naturais da cidade de São Paulo
- Brasileiros de ascendência portuguesa
- Amantes da realeza portuguesa
- Damas de companhia do Brasil
- Brasileiros do século XIX
- Pessoas do Brasil Imperial
- Pedro I do Brasil
- Mulheres do século XVIII
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- Brasileiros do século XVIII
