Martín Palermo

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Martín Palermo
Martín Palermo
Palermo em 2008
Informações pessoais
Nome completo Martín Palermo
Data de nasc. 7 de novembro de 1972 (50 anos)
Local de nasc. La Plata, Argentina
Nacionalidade argentino
italiano
Altura 1,87 m
canhoto
Apelido Loco
Titán
El optimista del gol
Informações profissionais
Clube atual Aldosivi
Posição ex-centroavante
Função treinador
Clubes de juventude
Estudiantes
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1992–1997
1997–2001
2001–2003
2003
2004
2004–2011
Estudiantes
Boca Juniors
Villarreal
Betis
Alavés
Boca Juniors
jogos (golos)
Seleção nacional
1999–2010 Argentina
Times/clubes que treinou
2012–2013
2014–2015
2016–2018
2019
2020–2021
2021–
Godoy Cruz
Arsenal de Sarandí
Unión Española
Pachuca
Curicó Unido
Aldosivi
Última atualização: 23 de outubro de 2021

Martín Palermo (La Plata, 7 de novembro de 1973) é um treinador e ex-futebolista argentino que atuava como centroavante. Atualmente comanda a equipe do Aldosivi.

Apelidado de El Loco, ele atuou no futebol argentino pelo Estudiantes, bem como no futebol espanhol pelo Villarreal, Betis e Alavés. Mas foi com o Boca Juniors que ele mais se identificou: é o maior artilheiro da história da equipe.[1] Ao todo, o atacante marcou 237 gols com a camisa do time argentino, superando o recorde que pertencia a Roberto Cherro.[2] Tal marca foi alcançada no dia 12 de abril de 2010, com os dois gols que fez na goleada de 4 a 0 do Boca sobre o Arsenal de Sarandí, no estádio La Bombonera; Palermo chegou a 220 gols com a camisa do clube, superando assim a marca de 218 gols que Cherro mantinha desde 1938.[3]

Integrante da Seleção Argentina desde 1999, teve poucas oportunidades com a equipe principal. Em sua passagem pelo time nacional, Palermo ficou destacado por perder três pênaltis no mesmo jogo, contra a Colômbia, na Copa América de 1999.[4] Todavia, Palermo integrou a equipe nacional da Copa do Mundo FIFA de 2010, marcando seu primeiro gol em Mundiais na vitória sobre a Grécia, ainda na fase de grupos da competição.[5]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início nos Estudiantes[editar | editar código-fonte]

Palermo em 1997, atuando pelo Estudiantes

Palermo estreou na Primeira Divisão Argentina aos 19 anos, em 5 de julho de 1992, no empate sem gols entre San Lorenzo e Estudiantes. Ele demorou até afirmar-se na equipe titular; tanto que seu primeiro gol em sua carreira profissional saiu em 22 de maio de 1993, aos 20 minutos do jogo em que o Estudiantes venceu por 3 a 0 o clube San Martín de Tucumán.

A equipe tucumana voltaria a cruzar-se em seu caminho pouco tempo depois. Com o Estudiantes recém ascendido, em 1995, Palermo não figurava nos planos do diretor técnico Miguel Ángel Russo e aceitou ser cedido por empréstimo ao San Martín de Tucumán para jogar na Primera B Nacional (Segunda Divisão). Por uma diferença econômica entre os clubes, frustrou a tentativa do passe e Palermo manteve-se no Estudiantes.

Após esse episódio, a comissão técnica apresentou uma renúncia múltipla e o novo técnico seria Daniel Córdoba. Palermo teve sua oportunidade e não a desaproveitou. Em menos de um ano, se converteu em figurar como o goleador da equipe, com atuações destacadas e gols frente aos grandes clubes do futebol argentino.

Em sua passagem pelo Estudiantes, Palermo disputou 90 partidas na Primeira Divisão, marcando 34 gols.

Boca Juniors[editar | editar código-fonte]

Na metade de 1997, o Boca Juniors se interessou por seu passe. Foi assim que Palermo chegou ao clube juntamente com os irmãos Barros Schelotto, os gêmeos Guillermo e Gustavo.[6] Eles haviam sido pedidos insistentemente por Diego Maradona, que jogava suas últimas partidas antes de se aposentar do futebol profissional em outubro desse ano.

Palermo se fixou prontamente com uma posição na equipe titular; apesar disso, suas atuações não foram convincentes. Participou do Apertura de 1997 e fez valer a sua "potência goleadora" e contribuiu ao vice-campeonato conseguido pelo Boca.

Em 1998, com a chegada de Carlos Bianchi, a direção técnica dos Xeneizes, formou uma efetiva dupla com Guillermo Barros Schelotto que contribuiu decisivamente para a conquista do Torneio Apertura. Nesse campeonato, Palermo se consagrou como goleador com 20 gols, recorde em torneios curtos. Em 1999, o Boca repetiu o título no Clausura.

No meio da disputa do Torneio Apertura desse mesmo ano, o Boca visitou o Colón de Santa Fe e Palermo sofreu uma ruptura de ligamentos cruzados do joelho direito. Seu gol naquela partida, que marcou a lesão, foi o de número 100 na Primera División. A recuperação demorou mais de seis meses e sua volta se produziu em um importante momento por volta das quartas de final da Copa Libertadores da América de 2000. O rival do Boca era o River Plate e Palermo, que ainda não se havia recuperado a sua melhor forma física, marcou o último gol na vitória por 3 a 0, em jogo disputado na Bombonera.[7]

Sua participação na Copa Libertadores que o Boca venceu em 2000 foi escassa, mas sua presença foi decisiva para a conquista da Copa Intercontinental desse mesmo ano. No dia 28 de novembro, contra o Real Madrid, Palermo marcou dois gols nos primeiros minutos da partida, garantindo a vitória do Boca por 2 a 1 e conquistando o prêmio de melhor jogador da final.[8][9] Após a volta do Japão, Palermo contribuiu com outro gol para a consagração do Boca como ganhador do Torneio Apertura.

A experiência na Europa[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2001, o centroavante foi contratado pelo espanhol Villarreal. Palermo alternou boas e más atuações atuando pelo Submarino Amarelo; seguiu marcando com regularidade, mas não brilhou tanto como no Boca. O atacante chegou a sofrer uma grave lesão após quebrar a sua perna em um muro quando estava comemorando um gol com os torcedores, o que resultou em outra demorada recuperação.[10] Finalmente, após ficar fora dos planos do treinador Benito Floro, foi contratado pelo Betis em agosto de 2003.[11] No clube da cidade de Sevilha, jogou pouco (11 partidas) e marcou apenas dois gols.

Retorno ao Boca[editar | editar código-fonte]

Palermo em 2008 no estádio Camp Nou, disputando o Troféu Joan Gamper contra o Barcelona

Em julho de 2004, Palermo retornou à Argentina e assinou em definitivo com o Boca Juniors. O atacante foi titular na reestreia pelo clube, no dia 15 de agosto, contra o Lanús, mas acabou sendo expulso no empate em 0 a 0. Ainda assim, permaneceu como titular da equipe e logo voltou a marcar gols. A equipe fracassou no Apertura, mas acabou conquistando a Copa Sul-Americana.

Palermo não teve um bom desempenho no primeiro semestre de 2005, o que resultou na perda da titularidade com o técnico Jorge Chino Benítez. No entanto, com a chegada de Alfio Basile, El Loco voltou a ser titular. Mesmo acima da casa dos 30 anos, além de não estar com o físico 100%, o centroavante seguiu marcando gols e tornou-se um dos principais goleadores da história do clube. A equipe fez uma grande campanha na Copa Sul-Americana, superando o Pumas na final e faturando o bicampeonato da competição. Após o empate por 1 a 1 no jogo de ida da final, Palermo marcou no jogo da volta, um novo empate em 1 a 1, o que levou a partida para a decisão nos pênaltis. Palermo desperdiçou a sua penalidade, mas o goleiro Roberto Abbondanzieri converteu a quinta cobrança e assegurou o título do Boca.[12]

Voltou a ser campeão da Copa Libertadores da América pelo Boca no ano de 2007, marcando um gol na vitória sobre o Grêmio por 3 a 0 no jogo de ida da decisão.[13][14]

No dia 24 de agosto de 2008, em uma partida contra o Lanús pelo Torneio Apertura 2008, Martín Palermo voltou a romper os ligamentos internos e cruzados do joelho direito (o mesmo que havia lesionado em 1999) em uma jogada desafortunada.

No dia 30 de abril de 2009, em partida válida pela Copa Libertadores contra o Deportivo Táchira, Palermo marcou dois gols e chegou a marca de 200 tentos com a camisa do Boca Juniors. Já no dia 4 de outubro, em partida contra o Vélez Sarsfield, o centroavante fez um gol de cabeça a 38,9 metros do gol, entrando assim para o Guinness Book (Livro dos Recordes).[15][16]

No dia 12 de abril de 2010, Palermo marcou dois tentos na vitória de 4 a 0 sobre o Arsenal e se tornou o maior artilheiro da história do Boca Juniors, deixando para trás o então recordista Roberto Cherro (1906–1965), que por sua vez, fez 218 gols entre as temporadas de 1926 e 1938.[17] Em dezembro marcou o gol de número 300 da sua carreira, no empate em 1 a 1 com o Gimnasia La Plata, na última partida da temporada.[18]

No dia 22 de março de 2011, anunciou que se aposentaria em junho.[19] No total, Palermo marcou 237 gols com a camisa do clube xeneize em nove temporadas no clube.

Seleção Nacional[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Palermo estreou pela Seleção Argentina durante a Copa América de 1999. Ele marcou três gols em sete partidas. Apesar disso, ele possui um recorde negativo e está no Guinness Book (Livro dos Recordes) por perder três pênaltis em uma mesma partida, num jogo contra a Colômbia.[20]

Copa do Mundo de 2010[editar | editar código-fonte]

Depois de quase 10 anos de ausência na Seleção Argentina, ele voltou a ser convocado por Diego Maradona no dia 1 de setembro de 2009, para disputar os jogos contra Paraguai, Peru e Uruguai pelas eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2010. Em 30 de setembro ele atuou num amistoso contra Gana, onde marcou dois gols e ajudou na preparação da Argentina para os jogos contra o Peru e Uruguai. No dia 10 de outubro, contra o Peru, fez um gol aos 46 minutos do segundo tempo e manteve a Argentina viva na briga pela vaga na Copa do Mundo FIFA de 2010, sendo reverenciado pelos jornais locais como "Palermo: o Santo!"[21][22]

Esteve na lista de convocados por Maradona para o torneio realizado na África do Sul, sendo reserva devido à grande concorrência no ataque.[23][24] Preterido pelos centroavantes Gonzalo Higuaín e Diego Milito, Palermo só atuou no jogo contra a Grécia, no dia 22 de junho, na vitória da Argentina por 2 a 0.[25][26] Após marcar o segundo gol da partida, o atacante afirmou que aquele era o gol mais importante da sua carreira.[5]

Gols pela Seleção Argentina[editar | editar código-fonte]

Data Local Resultado Adversário Gols Competição
1. 1 de julho de 1999 Luque, Paraguai 3–1 Flag of Ecuador.svg Equador 2 Copa América de 1999
2. 7 de julho de 1999 Luque, Paraguai 2–0 Flag of Uruguay.svg Uruguai 1 Copa América de 1999
3. 30 de setembro de 2009 Córdova, Argentina 2–0 Flag of Ghana.svg Gana 2 Amistoso
4. 10 de outubro de 2009 Buenos Aires, Argentina 2–1 Flag of Peru.svg Peru 1 Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2010
5. 10 de fevereiro de 2010 Mar del Plata, Argentina 2–1 Flag of Jamaica.svg Jamaica 1 Amistoso
6. 5 de maio de 2010 Cutral Có, Argentina 4–0 Haiti Haiti 1 Amistoso
7. 22 de junho de 2010 Polokwane, África do Sul 2–0 Grécia Grécia 1 Copa do Mundo FIFA de 2010

Carreira como treinador[editar | editar código-fonte]

Godoy Cruz[editar | editar código-fonte]

Iniciou a carreira de treinador em 2012, sendo anunciado pelo Godoy Cruz no dia 24 de novembro.[27][28]

Arsenal de Sarandí[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2014 foi anunciado pelo Arsenal de Sarandí. Palermo chegou com a missão de substituir Gustavo Alfaro, técnico mais vitorioso da história do Arse.[29]

Pachuca[editar | editar código-fonte]

Após ter comandado o Unión Española, do Chile, entre 2016 e 2018, em janeiro de 2019 Palermo foi anunciado pelo Pachuca, do México.[30]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Estudiantes
Boca Juniors

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2019, durante uma entrevista, o ator argentino Rodrigo de la Serna, da série La Casa de Papel, citou a possível conexão entre o nome de seu personagem (Martín Berrote / Palermo) e o ex-atacante do Boca Juniors.[32]

Referências

  1. «Maior artilheiro da história do Boca, Palermo se aposenta em junho». GloboEsporte.com. 6 de maio de 2011. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  2. «Palermo ganha gol da Bombonera e brinca: 'Não sei onde o colocarei'». GloboEsporte.com. 13 de junho de 2011. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  3. «Palermo faz dois gols e se torna o maior artilheiro da história do Boca Juniors». GloboEsporte.com. 12 de abril de 2010. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  4. «Palermo repete façanha e perde três pênaltis». Goal.com. 23 de setembro de 2009. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  5. a b «"Foi o gol mais importante da minha carreira", diz Palermo». UOL. 23 de junho de 2010. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  6. «Palermo - Biografias - Copa do Mundo 2010». UOL. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  7. Leandro Stein (24 de novembro de 2018). «O Superclássico da Libertadores de 2000: O duelo que consagrou Riquelme e Palermo como lendas». Trivela. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  8. «Há 10 anos, o Boca Juniors reconquistava o Mundo ao vencer o Real Madrid». Blog Futebol Argentino. 28 de novembro de 2010. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  9. Leandro Stein (28 de novembro de 2020). «Há 20 anos, sob o brilho de Palermo e Riquelme, Boca Juniors se impunha sobre o Real Madrid para triunfar em Tóquio». Trivela. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  10. «Apenas sete times da primeira divisão ainda jogam a Copa do Rei na Espanha». UOL. 29 de novembro de 2001. Consultado em 15 de maio de 2022 
  11. «Palermo firmó con el Betis de España» (em espanhol). Clarín. 21 de agosto de 2003. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  12. «Nos pênaltis, Boca Juniors é bicampeão da Copa Sul-Americana». UOL. 19 de dezembro de 2005. Consultado em 15 de maio de 2022 
  13. «Libertadores: Boca bate o Grêmio por 3 a 0 e põe uma mão na taça». O Globo. 13 de junho de 2007. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  14. «Boca faz 3 a 0, e Grêmio precisa de placar inédito para ser tri». UOL. 13 de junho de 2007. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  15. Ramon Andrade (5 de outubro de 2009). «Veja o gol de cabeça de Palermo. Do meio de campo.». Jornal do Commercio. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  16. Caio Brandão (12 de abril de 2015). «Martín Palermo e seus diversos gols históricos». Futebol Portenho. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  17. «Martín Palermo se torna o maior artilheiro da história do Boca Juniors». Virgula. 12 de abril de 2010. Consultado em 15 de maio de 2022 
  18. «300 vezes Palermo». Blog Futebol Argentino. 13 de dezembro de 2010. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  19. «Palermo anuncia sua aposentadoria». Extra. 22 de março de 2011. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  20. «Palermo lembra pênaltis perdidos em 99 e torce por título da Argentina». Gazeta Esportiva. 26 de junho de 2015. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  21. «De forma dramática, Argentina vence lanterna Peru nos acréscimos». UOL. 10 de outubro de 2009. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  22. «Maradona diz que gol da Argentina foi obra do Santo Palermo». Diário Gaúcho. 11 de outubro de 2009. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  23. «Lista de convocados da seleção da Argentina». Terra. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  24. Lucas Noronha (27 de maio de 2021). «Relembre quem são e por onde andam os convocados por Maradona na Copa de 2010». Futebol na Veia. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  25. «Messi acorda no fim, mistão dá conta do recado, e Argentina pega o México». GloboEsporte.com. 22 de junho de 2010. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  26. «Argentina vence a Grécia e está classificada às oitavas». Imirante.com. 22 de junho de 2010. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  27. «Palermo é anunciado oficialmente como novo técnico do Godoy Cruz». GloboEsporte.com. 24 de novembro de 2012. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  28. Leandro Stein (25 de novembro de 2012). «Palermo chega a acordo para treinar o Godoy Cruz em 2013». Trivela. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  29. «Palermo, ex-Boca, é novo técnico do Arsenal de Sarandí». Terra. 15 de abril de 2014. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  30. Lucas Meireles (21 de janeiro de 2019). «Maior artilheiro da história do Boca Juniors é anunciado como novo técnico do Pachuca». Torcedores.com. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  31. Matheus Camargo (1 de abril de 2020). «4 jogadores que receberam a Chuteira de Ouro das Américas». Torcedores.com. Consultado em 23 de outubro de 2021 
  32. «El motivo por el que Palermo se llama así en "La casa de papel"» (em espanhol). ABC. 30 de julho de 2019. Consultado em 15 de maio de 2022. Cópia arquivada em 13 de maio de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Marcelo Salas
Futebolista Sul-Americano do Ano
1998
Sucedido por
Javier Saviola