Martinho Prado Júnior (Mogi Guaçu)

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Martinho Prado Júnior
  Distrito do Brasil  
Estado  São Paulo
Município Mogi Guaçu
Criado em 23 de dezembro de 1981 (36 anos)
População (2010)
 - Total 3 818

Martinho Prado Júnior é um distrito pertencente à cidade paulista de Mogi Guaçu[1][2]. Surgiu como núcleo de colonização, próximo ao município de Conchal. Faz fronteira com o Bairro de Pádua Sales, em Conchal, e fica a 20 km da área urbana de Mogi Guaçu.

História[editar | editar código-fonte]

O que se sabe é que Martinho da Silva Prado (1811—1891) desbravou muita mata virgem para dar origem a Fazenda Santa Veridiana, e que em 1866, foi a primeira a oeste de Mogi-Guaçu a dedicar-se ao cultivo de café. As terras da fazenda hoje é o distrito que leva seu nome. Além de cafeicultor, foi um dos fundadores da Companhia Paulista em 1871, da Cia. Mogiana em 1872 e da estrada de Ferro Ituana também em 1872. Seu Martinho, como era conhecido, teve a ajuda dos filhos Antonio da Silva Prado, também conhecido como Conselheiro Prado (1840—1929) e Martinho da Silva Prado Júnior (1843—1906). Juntos, os irmãos se tornaram por algum tempo um dos maiores produtores de café do mundo. Martinico Prado, como era conhecido, foi um importante produtor de café no Estado de São Paulo. Além de fazendeiro, ele foi também deputado estadual, ministro, senador e prefeito da Capital Paulista.

Em 1869, Martinico Prado precisou atuar em duas frentes como político republicano e proprietários de terra e se mudou para uma das fazendas de seu pai na região de Araras e Mogi Mirim para auxiliar na administração. O bom desempenho agrícola de suas propriedades foi importante para o desenvolvimento da região. Entretanto, no início do século XX a área onde se localiza o Distrito de Martinho Prado Júnior ainda era pouco povoada e abrigava uma grande área de mata nativa.

Em 1900, o Governo do Estado de São Paulo adquiriu uma área, desmembrando parte da Fazenda Santa Veridiana que hoje é conhecida como Estação Experimental (atualmente Campininha) que abriga uma estação ecológica. A atividade principal consiste na pesquisa e cultivo de pinos e outras espécies de árvores nativas. Na década de 50 e 60 existia apenas um caminho (servidão) que servia de acesso para outras cidades como Leme, Conchal, Araras e outras adjacentes.

Com o passar dos anos, os fazendeiros e sitiantes foram adquirindo pequenas moradias e aos poucos o local se tornou um pequeno vilarejo. Com a lei municipal nº 648, de 4 de setembro de 1969, o local que antes era denominado núcleo colonial de Martinho Prado se restringia a área rural. Foi demarcado e passou a fazer parte do perímetro urbano. Mas apenas em 23 de dezembro de 1981, a partir da lei estadual nº 3198, que foi criado o Distrito de Martinho Prado Júnior e anexado ao município de Mogi-Guaçu.

O Distrito fica localizado a 20 km de Mogi Guaçu e a citricultura é a principal atividade da região seguida da agropecuária.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

O distrito era atendido pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP)[3], que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[4], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[5] para suas operações de telefonia fixa.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico 
  2. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  3. «Área de atuação da Telesp em São Paulo». Página Oficial da Telesp (arquivada) 
  4. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  5. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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