Mary Jackson

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Mary Winston Jackson
Nascimento 9 de abril de 1921
Hampton, Virgínia
Morte 11 de fevereiro de 2005 (83 anos)
Hampton, Virgínia
Estados Unidos
Nacionalidade norte-americano
Alma mater Hampton University
Instituições NACA, Langley Research Center
Campo(s) Matemática, engenharia aeroespacial

Mary Winston Jackson (Hampton, 9 de abril de 1921Hampton, 11 de fevereiro de 2005) foi uma matemática e primeira engenheira aeroespacial do National Advisory Committee for Aeronautics (NACA), que se tornou a atual NASA.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Nascida em 9 de abril de 1921, pais Frank Winston e Ella Scott Winston, em Hampton, Virgínia, Mary tinha notas altas na escola e no ensino médio. Obteve o bacharelado em Matemática e em Física pela Universidade Hampton, em 1942.[1][2] Foi líder das bandeirantes por vinte anos[3] e era conhecida na comunidade negra por ter ajudado as crianças a construir uma miniatura de um túnel de vento.[2][4]

Mary foi casada e teve dois filhos. Faleceu em 11 de fevereiro de 2005.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Depois de se graduar na Universidade Hampton, Mary ensinou em Maryland. Ela então foi para o National Advisory Committee for Aeronautics (NACA), em 1951.[2][5][4] Começou sua carreira como matemática no Langley Research Center, ainda em Hampton. Em 1953, ela foi para o Compressibility Research Division.[6] Depois de 5 anos na NASA e de vários cursos de extensão, Mary foi para um programa especial de treinamento e foi promovida a engenheira aeroespacial.[4] Trabalhou com análise de dados em experimentos com túnel de vento e de aeronaves experimentais no Departamento Teórico de Aerodinâmica, na Divisão de Aerodinâmica Subsônica-Transônica, em Langley.[2][3] Seu objetivo era de entender como o ar fluía, incluindo empuxo e arrasto.[2] Muitos anos depois, ela foi designada para trabalhar como engenheira de voo na NASA.[7]

Mary trabalhou para ajudar mulheres e outros grupos minoritários a avançar em suas carreiras, incluindo aconselhamento sobre como estudar para mudar seus títulos de "matemáticas" para "engenheiras", para aumentar suas chances de promoção, como ela mesma fez.[7] Depois de 34 anos na NASA, Mary alcançou o nível mais alto como engenheira sem ter que se tornar supervisora. Ela decidiu receber menos e mudar de posição para se tornar administradora no campo de Oportunidades Iguais. Depois de trabalhar no quartel-general da NASA, ela voltou a Langley onde trabalhou por mudanças e para destacar mulheres e outros grupos minoritários em suas áreas de atuação. Ela administrou o Federal Women’s Program no escritório do Programa de Oportunidades Iguais e no Programa de Ações Afirmativas.[7] Mary trabalhou na NASA até sua aposentadoria, em 1985.[1][8]

Legado[editar | editar código-fonte]

Mary está sendo interpretada no filme Hidden Figures, que será lançado em 2017, sobre as três cientistas negras da NASA que calcularam as trajetórias de voo do Projeto Mercury e do Apollo 11, nos anos 1960. O filme é baseado no livro de Margot Lee Shetterly que documentou as carreiras e as contribuições de Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson. Mary é interpretada pela cantora e artista visual Janelle Monáe.[9]

Referências

  1. a b «Mary Winston Jackson». Daily Press. 13 de fevereiro de 2015. Consultado em 16 de agosto de 2016 
  2. a b c d e Warren, Wini (1999). Black Women Scientists in the United States. Bloomington, Indiana, USA: Indiana University Press. 126 páginas. ISBN 9780253336033 
  3. a b «Mary Jackson». Introductions Necessary. 27 de abril de 2016. Consultado em 16 de agosto de 2016 
  4. a b c Lewis, Shawn D. (agosto de 1977). «The Professional Woman: Her Fields Have Widened». Johnson Publishing Company. Ebony. 32 (10). ISSN 0012-9011 
  5. «Mary Winston Jackson». Human Computers at NASA. Consultado em 16 de agosto de 2016 
  6. Mary W. Jackson (pdf), National Aeronautics and Space Administration, outubro de 1979, consultado em 16 de agosto de 2016 
  7. a b c Champine, Gloria R. «Mary Jackson» (PDF). NASA. Consultado em 16 de agosto de 2016 
  8. «Conheça as cientistas negras por trás de "Estrelas Além do Tempo" | EXAME.com - Negócios, economia, tecnologia e carreira». exame.abril.com.br. Consultado em 15 de janeiro de 2017 
  9. Buckley, Cara (20 de maio de 2016). «Uncovering a Tale of Rocket Science, Race and the '60s». The New York Times. ISSN 0362-4331. Consultado em 16 de agosto de 2016