Mary Terezinha

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Mary Terezinha Cabral Brum (Tupanciretã, Rio Grande do Sul, Brasil, 30 de março de 1948) é uma cantora e acordeonista gaúcha.

Muito conhecida no Rio Grande do Sul, Mary costumava tocar canções de Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, e por isso foi apelidada inicialmente de "Teixeirinha de Saias" e também era conhecida como a “menina da gaita".

Em 1961, aos 13 anos, conheceu Teixeirinha, com quem teria uma relação amorosa e uma carreira por 22 anos. Teve dois filhos com Teixeirinha, o Alexandre e a Liane.

Com ele gravou diversos LPs e participou de vários filmes. Em todos eles foi protagonista, ao lado do Teixeirinha. Algumas trilhas sonoras eram interpretadas pelos dois, entre as quais: "Ela Tornou-se Freira", "Casalzinho Violento", "O Afilhado", entre outras.

Gravou a milonga: "Gauchinha Fronteirista" e o arrasta-pé: "Sou Levada", ambas de autoria do casal.

Em 1978, gravou o LP: "Mary Terezinha", lançado pela gravadora Continental. No mesmo ano, começou a se afastar de Teixeirinha, o que ocorreu de forma definitiva em janeiro de 1984, deixando um bilhete fatal: "Não me farei mais presente ao seu lado". Ao ler o bilhete, o cantor sofreu um infarto que, felizmente, não o matou. No dia 22 de dezembro de 1984, casou-se com o mentalista Ivan Trilha, na cidade de São Borja, estado do Rio Grande do Sul. Seu casamento com Ivan Trilha durou menos de 5 anos e terminou em 19 de junho de 1989.

Em 1992, fora dos holofotes da mídia, lançou o livro "A Gaita Nua", sua autobiografia, no qual conta em detalhes os anos que passou ao lado de Teixeirinha. Em 1997, Mary Terezinha converteu-se à Igreja do Evangelho Quadrangular. A partir de então, passou a cantar músicas relacionadas com o novo credo, especializando-se no gênero gospel.

Como missionária cristã evangélica, a “menina da gaita” continuou percorrendo o Rio Grande do Sul e o Brasil, agora levando mensagens de . No início dos anos 2000, gravou dois CDs: “Mari Terezinha” e “A serviço do Rei”, ambos com músicas de sua autoria cantadas ao som do eterno companheiro acordeom. Passou a escrever seu nome sem a letra Y no final, Mari Terezinha. Seus discos louvam Deus e Cristo, em linguagem simples e com ritmos já consagrados, tais como o xote e a vaneira. No primeiro CD, Mary dedica uma faixa ao testemunho de sua conversão. Durante alguns minutos, ela conta como foram os difíceis anos depois da separação de Teixeirinha e de que forma ela converteu-se à doutrina evangélica.

Em 2005, em entrevista à TV, Mary Terezinha falou dos anos em que conviveu ao lado de Teixeirinha. Foi no especial “Teixeirinha, o Gaúcho Coração do Rio Grande”, produzido pela RBS TV, em memória dos 20 anos da morte do cantor. Ela falou dos momentos difíceis e felizes ao lado do “rei do disco”. Em entrevista ao jornal Zero Hora, 2006, ela revelou: “Não interessa o passado. Sou outra. Sou uma nova criatura. Não quero falar”.

Discografia[editar | editar código-fonte]

discografia incompleta
  • 1961 - Gauchinha Fronteirista
  • 1962 - Não chores querido / Deixa meu amor
  • 1962 - Dedilhando minha sanfona / Ele disse que tem
  • 1962 - Sinos de Natal / Acordei chorando
  • 1969 - O Melhor do Desafio - Teixeirinha & Mary Terezinha
  • 1978 - Mary Terezinha
  • 1987 - Quilômetro 1
  • 1982 - Dez desafios inéditos - Teixeirinha & Mary Terezinha
  • 1981 - Amiga
  • 1985 - Grande Mary Terezinha
  • 1989 - A Rainha
  • 2000 - Mari Terezinha
  • 2005 - Serva de Deus
  • 2008 - Quando eu abro esta sanfona
  • 2010 - Minha Jornada

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]