Massacre de Columbine

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Massacre de Columbine
Estudantes são evacuados da Columbine High School
Local Columbine,  Colorado,  Estados Unidos
Coordenadas 39° 36′ N 105° 04′ W
Data 20 de Abril de 1999
11:16 – 12:08 (horário local) (UTC -6)
Tipo de ataque Massacre escolar, assassinato em massa, massacre, ataque suicida, ataque com bombas improvisadas.
Arma(s)
  • Intratec TEC-DC9,
  • Hi-Point,
  • Savage 67H,
  • Stevens 311D
  • 99 explosivos
  • Quatro facas
Mortes 15 (incluindo os 2 assassinos)
Feridos 25
Responsável(is) Eric Harris e Dylan Klebold
Força(s) de defesa William David Sanders

Aaron Hancy

O Massacre de Columbine, foi um massacre escolar que ocorreu em 20 de Abril de 1999, na Columbine High School, em Columbine,[1][2] em uma área não incorporada de Jefferson County, no estado Americano de Colorado. Além dos disparos, o complexo e altamente planejado ataque envolveu o uso de bombas para dificultar os bombeiros, tanques de propano convertidos em bombas colocadas no refeitório, 99 dispositivos explosivos, e carros-bomba. Os autores, os estudantes seniores Eric Harris e Dylan Klebold, mataram 12 alunos e um professor. Além disso, feriram outras 21 pessoas, e três outras ficaram feridas enquanto tentavam escapar da escola. A dupla cometeu suicídio.[3][4]

Apesar dos motivos para o ataque continuam incertos, os diários pessoais dos autores documentam que eles desejavam um ataque similar ao de Atentado de Oklahoma City, e outros incidentes violentos que ocorreram nos Estados Unidos na década de 90. O ataque foi dito no USA Today como um "ataque suicida [que foi] planejado originalmente como uma grande - e mal implementada - explosão terrorista." O massacre foi relatado como o "mais sangrento tiroteio em uma escola de ensino médio na história dos Estados Unidos."[5][6]

O massacre provocou debate sobre leis de controle de armas, "panelinhas" do ensino médio, subculturas e bullying. Resultou em um aumento na segurança de escolas americanas com políticas de tolerância zero,[7][8] e um pânico moral sobre a cultura gótica, a cultura de armas, párias sociais, o uso de anti-depressivos em jovens, o uso da internet por adolescentes,[9] e a violência em videogames.[10][11]

20 de Abril de 1999: O Massacre

Antes do massacre

Eric Harris (esquerda) e Dylan Kleboldd (direita), foram os responsáveis pelo Massacre de Columbine.

Na manha de terça-feira, em 20 de Abril de 1999, Harris e Klebold colocaram uma pequena quantidade de bombas em um campo, há cerca de três milhas do sul da Columbine High School, e há duas milhas do sul do corpo de bombeiros.[12] Acionadas para explodir às 11:14, a colocação dos explosivos tinha como objetivo ser uma distração ao corpo de bombeiros, e ao pessoal responsável pela emergência da escola; a bomba causou um um pequeno incêndio, que foi rapidamente apagada pelos bombeiros.

Às 11:10,[13] Harris e Klebold chegaram separadamente na Columbine High School. Harris estacionou seu veículo no estacionamento para alunos junior, na entrada sul, enquanto Klebold estacionou seu veículo no estacionamento para aluno seniores, na entrada oeste. A lanchonete da escola, o alvo da dupla, estava situada entre ambos os estacionamentos.[14]

Após estacionarem seus carros, ambos se encontraram próximo ao carro de Harris, e se armaram com duas bombas de propano, antes de entrarem na lanchonete, minutos antes do inicio do horário da lanche. Os jovens colocaram bolsas de lona com explosivos — programados para explodir a aproximadamente 11:17[15] — dentro da lanchonete antes de voltarem aos seus veículos separados, na espera da explosão, com o intuito de disparar contra os estudantes que tentassem fugir do edifício. Se as bombas estivessem explodido com força máxima, eles poderiam ter matado ou ferido severamente todos os 488 estudantes da lanchonete, e possivelmente poderiam ter feito o teto entrar em colapso, derrubando parte da biblioteca na lanchonete.[16]

O xerife de Jefferson County, Neil Gardner, estava designado como o oficial responsável pela vigia da escola em tempo integral. Neil costumava comer o lanche no mesmo horário que os estudantes, mas neste dia, ele optou por comer seu lanche em seu carro de patrulha, no noroeste da escola, onde monitorava alguns dos alunos no Smokers' Pit, em Clement Park.[17] Os funcionários de segurança da escola Columbine, não avistaram as bombas serem colocadas na lanchonete, uma vez que um dos funcionários responsável pelo monitoramento das câmeras, estava justamente substituindo as fitas de vídeo, que gravavam o ambiente. As malas que continham as bombas, estavam visíveis na fita de vídeo de segurança que estavam sendo gravadas, mas não foram identificadas como itens suspeitos. Nenhuma das testemunhas se lembra de ver as bombas serem colocadas na lanchonete.[18]

Tão logo, ambos os jovens voltaram-se aos seus veículos; Harris encontrara Brooks Brown, um colega de classe que outrora tivera uma série de desententimentos. Brown ficou surpreso por ver Harris, que havia percebido que estava ausente de uma importante prova no dia. Harris pareceu desconcertado em relação ao fato lembrado por Brown, comentando, "Isso não importa mais", e concluindo: "Brooks, agora gosto de você. Dê o fora daqui. Vá para casa." Brown, sentindo-se apreensivo, foi embora.[19] Minutos depois, alunos com destino a Columbine para o lanche, observaram Brooks Brown indo embora da escola. Enquanto isso, Harris e Klebold se armaram em seus veículos, e esperaram a explosão das bombas.

11:19: Os primeiros disparos

Quando a explosão das bombas da lanchonete falhou, Harris e Klebold andaram em direção a escola. Ambos armados, subiram em direção a entrada oeste, a esquerda dos campos de esporte do edifício, enquanto a biblioteca estava localizada acima. Deste ponto de vantagem, a entrada para a lanchonete estava localizada abaixo de uma escadaria, próxima ao estacionamento dos alunos seniores.

Feridos e mortos no começo do incidente
  • 1. Rachel Scott, 17 anos. Morta com tiros na cabeça, tronco e pernas, na entrada oeste da escola.
  • 2. Richard Castaldo, 17 anos. Baleado no braço, peito, costas e abdome, na entrada oeste da escola.
  • 3. Daniel Rohrbough, 15 anos. Fatalmente atingido por tiros no abdome e perna, na escadaria oeste. Foi também posteriormente atingido no peito na mesma escadaria.
  • 4. Sean Graves, 15 anos. Baleado nas costas, pés e no abdome na escadaria oeste.
  • 5. Lance Kirklin, 16 anos. Ficou em estado crítico por tiros na perna, pescoço e queixo na escadaria oeste.
  • 6. Michael Johnson, 15 anos. Baleado no rosto, braço e perna na escadaria oeste.
  • 7. Mark Taylor, 16 anos. Baleado no peito, braços e perna na escadaria oeste.
  • 8. Anne-Marie Hochhalter, 17 anos. Baleada no peito, braço, abdome, costas, e na perna esquerda perto da entrada da lanchonete.
  • 9. Brian Anderson, 17 anos. Atingido perto da entrada oeste por estilhaços de vidro.
  • 10. Patti Nielson, 35 anos. Atingida no ombro perto da entrada oeste por estilhaços de vidro.
  • 11. Stephanie Munson, 17 anos. Baleada no tornozelo em direção no corredor norte.
  • 12. William David Sanders, 47 anos. Morto por hemorragia após receber um tiro no pescoço e nas costas dentro do corredor sul.

Às 11:19, a estudante de 17 anos, Rachel Scott, estava comendo seu lanche com seu amigo, Richard Castaldo; se encontravam sentados próximos da entrada oeste da escola. Richard Castaldo avistara um dos estudantes jogar uma bomba em formato de tubo, que não havia explodido com tanta força, não machucando-o tanto. Neste momento, uma testemunha ouviu Harris dizer "Vai! Vai!". Os dois atiradores tiraram suas armas de seus sobretudos, e começaram a disparar a esmo contra Castaldo e Scott.[20] Scott foi atingida quatro vezes, tendo sido morta instantaneamente. Richard Castaldo recebeu oito tiros, no peito, braço, e abdômen, deixando-o paralisado abaixo do peito, caindo inconsciente.[15] É incerto quem atirou primeiro; todavia, Harris deu os disparos responsáveis para matar Scott, e Castaldo disse que Scott foi atingida antes dele.

Após acertarem as duas primeiras vítimas, Harris retirou seu sobretudo, e se armou com sua carabina de 9 mm, na entrada Oeste, em direção a três alunos: Daniel Rohrbough (15 anos), Sean Graves (15 anos), e Lance Kirklin (16 anos). Os três amigos estavam subindo as escadas, quando subitamente se depararam com os dois atiradores. Kirklin posteriormente relatou ver Klebold e Harris no topo da escada, antes da dupla efetuar os disparos. Todos os três foram atingidos e feridos.[21] Dentro da escola, alguns dos alunos achavam que os barulhos se tratavam de algum tipo de trote de alunos seniores (muito comum em escolas norte-americanas). Mas dentro da lanchonete, Dave Sanders, um professor de informática e negócios, bem como treinador, percebeu que não se tratava de um trote, mas sim de um ataque deliberado contra a escola.[22]

Harris e Klebold retornaram e começaram a atirar em direção a cinco alunos sentados na grama, em direção adjacente ao oposto da entrada oeste da escola.[23] O aluno Michael Johnson (15 anos) foi atingido no rosto, pernas e braços, mas correu e conseguiu escapar; já o estudante Mark Taylor (16 anos) foi atingido no peito, braços e perna, caindo no chão, onde fingiu estar morto. Os outros três escaparam sem serem atingidos.[18]

Klebold deu passos em direção a lanchonete. Ele então encontrou Kirklin que já havia sido atingido, e deitado no chão, pedia por ajuda. Klebold disse "Claro. Eu irei ajudar você", atingindo Kirklin no rosto, deixando-o em estado crítico. Daniel Rohrbough e Sean Graves, haviam descido as escadas, chamando a atenção dos estudantes; Graves rastejou até a entrada da porta na entrada oeste, e ali se manteve. Klebold atirou em Rohrbough, que já havia sido atingido fatalmente por Harris, em uma distância próxima, no peito do estudante. Passando por cima de Sean Graves, e entrando na lanchonete. Oficiais especulam que Klebold possa ter entrado na lanchonete, com o intuito de verificar as bombas de propano. Harris começou a dar passos, e atirar a esmo contra os alunos que estavam sentados na entrada da lanchonete, atingindo severamente e parcialmente paralisando a estudante de 17 anos, Anne-Marie Hochhalter,[24] enquanto ela tentava fugir. Klebold saiu da lanchonete, e voltou para as escadas, se juntando novamente a Harris.[18]

Ambos começaram novamente a disparar contra estudantes do campo de futebol, mas não atingiram ninguém. Caminharam até e entrada oeste, jogando bombas de tubo, das quais poucas explodiram.[15] Enquanto isso, dentro da escola, a professora de artes, Patti Nielson, percebeu a comoção, e andou em direção à entrada oeste, com o aluno Brian Anderson, de 17 anos. Ela então tentou sair para fora para pedir para os alunos "Pararem com isso",[25] achando que Klebold e Harris estavam filmando um vídeo, ou fazendo algum trote com algum aluno. Quando Anderson abriu as portas duplas, Harris e Klebold fizeram disparos, destruindo uma janela, e o atingindo com os pedaços de vidro, e atingindo a professora com os fragmentos em seu ombro. Nielson levantou, e correu de volta para o hall da biblioteca, alertando os estudantes dentro do edifício do perigo, e dizendo para que se escondessem abaixo das mesas e ficassem em silêncio. Nielson telefonou ao 9-1-1 (linha de emergência americana), e se escondeu na parte administrativa da biblioteca. Brian Anderson ficou para trás, preso entre as portas exteriores e interiores.

11:22: Reação da polícia

Às 11:22, o zelador Neil Gardner, a força de segurança designada, em seu rádio, pediu por ajuda no estacionamento de alunos seniores. A única via pavimentada, se encontrava em direção leste e sul da Pierce Street, onde, às 11:23, ele ouviu no seu rádio que uma mulher foi atingida, deduzindo que tivesse sido atingida por um carro. Enquanto saia de seu veículo de patrulha no estacionamento senior às 11:24, ele ouviu outra ligação no rádio da escola, "Neil, há um atirador na escola".[17] Harris, que se encontrava na entrada oeste, imediatamente sacou seu rifle e atirou contra Gardner, que estava há 60 metros de distância.[17] Gardner respondeu com tiros, utilizando sua pistola de serviço.[26] No entanto, não estava usando seus óculos, e estava com dificuldades para atingir os atiradores.[27]

Destarte, cinco minutos após os disparos começarem, e dois minutos após a primeira ligação do rádio, Gardner trocava disparos com um dos alunos. Já haviam dois mortos, e dez feridos. Harris disparou dez tiros, enquanto Gardner disparou quatro, antes de Harris entrar de volta no edifício. Ninguém foi atingido. Gardner informou em seu rádio de patrulha: "Há tiros no edifício. Eu preciso de alguém comigo no estacionamento sul."[17]

Esta breve troca de tiros, acabou por distraindo Harris e Klebold do ferido Brian Anderson. Anderson fugiu para a biblioteca, e se escondeu em uma sala aberta. De volta para a escola, a dupla se direcionou até a o hall norte principal, jogando mais bombas de tubo, e atirando em todos que eles encontrassem. Conseguiram atingir Stephanie Munson no tornozelo, embora esta conseguisse caminhar até para fora da escola. A dupla atirou contra as janelas da entrada leste da escola. Após caminharem pelo hall diversas vezes e prosseguirem atirando nos estudantes que viam, Harris e Klebold se dirigiram para a entrada oeste, e foram até o Hall da biblioteca.

O policial Paul Smoker, um motociclista de patrulha do escritório de xerifes de Jefferson County, estava resolvendo um problema de trânsito/multa, quando uma ligação sobre uma "mulher caída" surgiu em seu rádio às 11:23, sendo essa ligação se referindo a então morta Rachel Scott. Tomando a rota mais breve, este conduziu sua moto até o gramado entre o campo de futebol, se dirigiu até a entrada oeste. Quando este viu o policial Scott Taborsky seguindo-o em um carro de patrulha, Paul abandonou sua moto devido a maior segurança proporcionada pelo carro. Os dois policiais começaram a resgatar os dois estudantes feridos que estavam perto do campo de futebol quando foi iniciado outro tiroteio às 11:26, entre Harris, que estava na entrada oeste, e Gardner, que ainda se encontrava no estacionamento. Paul Smoker retornou com tiros, disparando três balas, fazendo Harris se esconder. Novamente, ninguém foi atingido.[18]

Dentro da escola, o professor Dave Sanders conseguiu evacuar com sucesso os alunos que estavam na lanchonete - apesar de que alguns se dirigiram para as escadarias que dariam acesso ao segundo andar da escola. Essas escadas ficavam localizadas entre o corredor da biblioteca, e o corredor sul. Neste momento, Harris e Klebold estavam dentro do corredor principal. Sanders e outro aluno, estavam em um corredor abaixo, tentando avisar o máximo possível de alunos na escola. Sanders e o aluno, viraram, e optaram por tomar uma direção oposta, quando subitamente se depararam com Harris e Klebold. Os atiradores dispararam contra ambos, atingindo em cheio Sanders no peito, mas não conseguindo atirar no aluno. Este mesmo aluno correu para um laboratório, e pediu para que todos se escondessem. Harris e Klebold voltaram para o corredor norte.[28]

Sanders rastejou até o laboratório, enquanto um outro professor, Richard Long, o ajudou a levar para o local. Os estudantes colocaram na janela um aviso: "1 bleeding to death" ("Um sangrando até a morte"), com o objetivo de alertar a policia e médicos da localização de Sanders. O aluno Aaron Hancey e a professora Teresa Miller, fizeram curativos improvisados com camisas, como forma de tentar diminuir a perda de sangue de Sanders, enquanto obtinham ajuda pelo telefone com o pai de Aaron. Com o uso deste telefone, Miller e diversos outros estudantes mantinham contato com a polícia fora da escola. Todos nessa sala, foram evacuados em segurança.

11:29 – 11:36: O massacre na biblioteca

Conforme o tiroteio se desenrolava, Patti Nielson falou ao telefone com os serviços de emergência, contando a sua história, e sugerindo aos estudantes para se esconderem por debaixo das mesas.[15] De acordo com as transcrições, sua chamada foi recebida pela operadora do 9-1-1 às 11:25:05. O tempo entre a chamada a ser respondida e a entrada dos atiradores na biblioteca foi quatro minutos e 10 segundos. Antes de entrarem, os atiradores jogaram duas bombas na lanchonete, com ambas tendo explodido com sucesso. Posteriormente, jogaram outra bomba no corredor que leva para a a biblioteca; na explosão, esta danificou vários armários. Às 11:29, Harris e Klebold finalmente entram na biblioteca, onde havia um total de 52 alunos, dois professores, e dois bibliotecários. Todos se escondiam no local.[15]

Harris vociferou "Levantem-se!", em um tom de voz tão alto que pôde ser ouvido durante a chamada de Patti Nielson, às 11:29:18.[29] Os estudantes e os demais que se escondiam nas salas externas da biblioteca, posteriormente disseram que ouviram um dos atiradores pronunciar: "Todos os jocks, levantem-se! Nós vamos pegar os caras com bonés brancos!" (usar um um boné de baseball branco, era uma tradição entre os membros do esporte, tipicamente sendo os jocks; o termo "jocks" utilizado pelo atirador, no inglês, é uma espécie de gíria para os esteriótipos de atleta[30]).[15] Como ninguém havia se levantado, Harris disse, "Ótimo, eu começarei a atirar de qualquer jeito!". Ele disparou sua escopeta duas vezes em uma mesa, sem saber que havia ali o aluno Evan Todd, que se escondia atrás. Todd foi atingido pelos estilhaços de madeira da mesa, mas não ficou seriamente ferido.

Os atiradores andaram para o lado oposto da biblioteca, em uma sessão de computadores. Nesse momento, Todd se escondeu atrás de uma contadora administrativa. Kyle Velasquez (de 16 anos), estava sentado a linha norte dos computadores; a policia afirma que ele Kyle não estava escondido atrás da mesa quando Klebold e Harris entraram na biblioteca, mas só depois correu para a mesa dos computadores. Klebold atirou e matou Kyle, acertando o jovem na cabeça e nas costas. Klebold e Harris pegaram suas munições no sul - ou abaixo - da linha dos computadores, e carregaram suas armas. Eles andaram de volta para as janelas em direção à escadaria externa. Percebendo que a força policial fazia a retirada dos estudantes, Harris disse: "Vamos lá matar alguns policiais". Ele e Klebold começaram a atirar em direção a polícia, que também respondeu com tiros; ninguém se feriu.[18][31]

Após disparar pela janela em direção aos estudantes e a policia, Klebold disparou sua escopeta em direção a uma mesa, machucando três estudantes: Patrick Ireland, Daniel Steepleton, e Makai Hall.[15] Klebold tirou seu sobretudo. Enquanto disparou contra os três, Harris pegou sua escopeta, e andou em direção à linha dos computadores. Ele atingiu o aluno Steven Curnow (14 anos), com um disparo em seu pescoço que o levou à morte. No mesmo instante, Harris disparou contra a aluna Kacey Ruegsegger na mão, braço e pescoço. Quando ela começou a arfar em dor, Harris disse para esta "parar de reclamar".

Feridos e mortos na biblioteca
  • 13. Evan Todd, 15 anos. Sofreu pequenas feridas por um estilhaços de uma mesa de madeira do qual se escondia.
  • 14. Kyle Velasquez, 16 anos. Morto devido os ferimentos dos tiros na cabeça e nas costas.
  • 15. Patrick Ireland, 17 anos. Baleado no braço, perna, cabeça e pé.
  • 16. Daniel Steepleton, 17 anos. Baleado na coxa.
  • 17. Makai Hall, 18 anos. Baleado no joelho.
  • 18. Steven Curnow, 14 anos. Morto por um tiro no pescoço.
  • 19. Kacey Ruegsegger, 17 anos. Baleada na mão, braço e ombro.
  • 20. Cassie Bernall, 17 anos. Morta por um tiro de escopeta na cabeça.
  • 21. Isaiah Shoels, 18 anos. Morto por um tiro no peito.
  • 22. Matthew Kechter, 16 anos. Morto por um tiro no peito.
  • 23. Lisa Kreutz, 18 anos. Baleada no ombro, mão, braços e coxa.
  • 24. Valeen Schnurr, 18 anos. Ferida por tiros no peito, braços abdome.
  • 25. Mark Kintgen, 17 anos. Baleado na cabeça e no pescoço.
  • 26. Lauren Townsend, 18 anos. Morta com múltiplos tiros na cabeça, corpo e na parte inferior do corpo.
  • 27. Nicole Nowlen, 16 anos. Baleada no abdome.
  • 28. John Tomlin, 16 anos. Morto por múltiplos tiros no pescoço e cabeça.
  • 29. Kelly Fleming, 16 anos. Morta por tiros nas costas.
  • 30. Jeanna Park, 18 anos. Baleada nos joelhos, ombro e pés.
  • 31. Daniel Mauser, 15 anos. Morto por um único tiro no rosto.
  • 32. Jennifer Doyle, 17 anos. Baleada na mão, perna e ombro.
  • 33. Austin Eubanks, 17 anos. Baleado na mão e joelho
  • 34. Corey DePooter, 17 anos. Morto por tiros no corpo e pescoço.

Harris andou sobre a mesa abaixo da linha dos computadores, e ao se ajoelhar, disse "Peek-a-boo" (equivalente, no português, a "Achou!"), para a estudante Cassie Bernall (17 anos), dando um único tiro em sua cabeça, e a matando instantaneamente.[32] Como Harris estava segurando a arma com uma única mão neste momento, machucou e quebrou seu nariz com o recuo da arma. Relatórios iniciais sugeriram que Harris perguntou para Bernall "Você acredita em Deus?", onde ela respondeu "sim" antes de ser assassinada. No entanto, três testemunhas que assistiram a morte de Bernall, incluindo Emily Wyant, que se escondia na mesa abaixo dela, confirmou que ela não disse nenhuma palavra para Harris após sua provocação inicial, não obstante, ambas estavam orando antes da morte de Bernall.[33]

Após matar Bernall, Harris andou em direção a uma mesa, onde a estudante Bree Pasquale estava. Harris perguntou para Pasquale se ela desejava morrer, com esta implorando pela sua vida. Uma testemunha relatou que Harris parecia desorientado — possivelmente devido o grande sangramento de seu nariz. Enquanto Harris ameaçava Pasquale, Klebold percebeu que Ireland estava tentando ajudar Hall, que havia tido feridas em seu joelhos. Enquanto Ireland tentava ajudar Hall, seu rosto estava à mostra por trás da mesa; Klebold disparou contra ele uma segunda vez, o acertando na cabeça e na perna.[15] Isso deixou Ireland inconsciente, mas conseguiu sobreviver.

Klebold andou em direção à outra seção de mesas, onde encontrou Isaiah Shoels (18 anos), Matthew Kechter (16 anos), e Craig Scott (16 anos), o irmão mais novo de Rachel Scott, se escondendo em uma mesa. Todos os três eram atletas populares. Klebold puxou Shoels da mesa. Ele chamou Harris, gritando, "REB! Há um neguinho escondido aqui! ("REB" era o pseudônimo online de Harris)". Harris deixou Pasquale, e se juntou a ele. De acordo com uma testemunha, Klebold e Harris provocaram Shoels por alguns poucos segundos, fazendo vários comentários depreciativos de natureza racista.[15] Harris o jogou no chão, e atirou contra o peito de Shoels em uma distância próxima, o matando instantaneamente. Klebold fez a mesma coisa com Kechter, disparando e matando este. Harris então pronunciou. "Quem é o próximo que está pronto para morrer?'. Enquanto isso, Scott deitou sobre o sangue de seus amigos, fingindo estar morto.[15] Harris então jogou uma bomba de dióxido de carbono em uma mesa onde estavam Hall, Steepleton, e o então inconsciente Ireland. Quando esta foi jogada em direção a Hall, o aluno rapidamente a atirou de volta.

Harris andou em direção às estantes entre a direção oeste e central da biblioteca. Ele pulou em uma, e atirou em uma direção desconhecida. Klebold andou em direção a área principal, passando por uma série de estantes na área leste. Harris andou da estante de livros que estava, para a área central para falar com Klebold. O último disparou em um display localizado próximo a uma porta, e então se virou e atirou em direção à mesa mais próxima, acertando e ferindo Mark Kintgen (17 anos) na cabeça e no ombro. Ele se virou em direção à primeira mesa localizada na sua direita, e acertou Lisa Kreutz (de 18 anos) e Valeen Schnurr (também de 18 anos) com um único disparo. Klebold então se moveu em direção a uma mesma mesa, e disparou com a sua TEC-9, matando Lauren Townsend (que tinha 18 anos).

Harris se aproximou de outra mesa, onde havia duas garotas escondidas. O atirador olhou para elas com o olhar de soslaio e desdém, dizendo "patético".[34] Harris então se moveu para outra mesa, onde disparou duas vezes, ferindo Nicole Nowlen e John Tomlin (ambos de 16 anos). Enquanto Tomlin tentava fugir da mesa após o disparo, Klebold deu um chute no aluno. Harris zombou da tentativa de Tomlin em escapar, antes do jovem disparar nele repetidamente, o matando. Harris então andou de volta para o outro lado onde Lauren Townsend se encontrava morta. Atrás da mesa, uma garota de 16 anos, chamada Kelly Fleming, estava, assim como Bree Pasquale, situadas próximo da mesa ao invés de atrás dela, devido a falta de espaço. Harris disparou contra Fleming com sua escopeta, a acertando nas costas, e matando instantaneamente. Efetuou ainda mais disparos atrás da mesa onde estava Fleming, acertando Townsend e Kreutz novamente, e machucando Jenna Park (de 18 anos). Uma autópsia posteriormente revelou que Townsend já estava morta pelos disparos anteriores.

Os atiradores andaram em direção ao centro da biblioteca, onde continuavam a carregar suas armas em uma mesa. Harris viu um aluno se escondendo próximo e perguntou para que esse se identificasse. Era John Savage, um conhecido de Klebold, com quem tinha ido para a biblioteca para uma prova de história outrora. Savage disse seu nome, acreditando que eles estavam apenas atrás dos jocks (já que ele mesmo não era um), em uma tentativa de negociar com os atiradores para que não o matassem.; ele então perguntou para Klebold o que eles estavam fazendo, com Klebold respondendo: "Ah, apenas matando pessoas". Savage perguntou se eles iriam o matar. Possivelmente devido a um alarme que tocou, Klebold disse "O quê?", e Savage perguntou novamente se iriam o matar. Klebold hesitou, e disse para ele ir embora. Savage então escapou imediatamente pela entrada principal da biblioteca.

Após Savage ter saido, Harris então se virou rapidamente, e disparou em direção norte, onde estava Daniel Mauser (15 anos). Quando Mauser tentou se defender, jogando uma cadeira contra Harris, o atirador disparou mais uma vez contra Mauser no rosto em uma distância próxima, matando-o rapidamente. Ambos os atiradores se moveram ao sul, e dispararam aleatoriamente contra outra mesa, ferindo as alunas de 17 anos, Jennifer Doyle, e Austin Eubanks, e atingindo fatalmente Corey DePooter (de 17 anos). DePooter foi o último a morrer no massacre, às 11:35, e foi posteriormente mencionado por manter os amigos em calma durante a situação.[18][35]

Não haviam mais mortes ou feridos após as 11:35. Eles mataram 10 pessoas na biblioteca, e feriram outras 12. Dos 56 reféms, 34 estavam absolutamente sem defesas. Investigadores concluíram que os atiradores possuíam munição suficiente para matar todos que estavam no local.[18]

Um diagrama do FBI da biblioteca da Columbine High School, apresentando a localização das fatalidades.

Neste ponto, várias testemunhas disseram que ouviram Harris e Klebold comentar que não conseguiam sentir a adrenalina nas vítimas. Klebold foi apontado por dizer "Talvez nós devêssemos começar a esfaquear pessoas, porque isso seria mais divertido." (Ambos os jovens estavam equipados com facas). Eles então foram andaram em direção ao contador da biblioteca. Harris jogou um cocktail molotov em direção ao sudoeste dos limites da biblioteca, mas este não explodiu. Harris foi para o lado oeste do contador e Klebold se juntou a ele no oeste; ambos se juntaram a onde Todd se escondeu após ter se ferido. Harris e Klebold zombaram de Todd, que estava usando um boné branco dos atletas. Quando Klebold perguntou para Todd a razão para que ele não o devesse matar, Todd disse: "Eu não quero problemas". Klebold disse, "Você [Todd], costumava me chamar de boiola. Quem é boiola agora?!" Os atiradores continuaram a provocar Todd, e decidiam se não o matavam, mas eles então decidiram o deixar.

O nariz de Harris estava sagrando muito, o que pode ter feito com que eles decidissem sair da biblioteca. Enquanto saiam, Klebold disparou contra uma das salas da biblioteca, atingindo uma pequena televisão. Antes de saírem, Klebold bateu uma cadeira em um terminal de computadores, e em diversos livros do contador da biblioteca, muito próximo de onde Patti Nielson se encontrava.

Ambos saíram do local às 11:36, encerrando a situação dos reféms. Cautelosamente, com medo do retorno dos atiradores, os 34 reféns, e outros 10 feridos, começaram a sair da biblioteca pela porta norte, que levava para a calçada adjacente da entrada Oeste. Patrick Ireland, inconsiente, e Lisa Kreutz, incapaz de se movimentar, continuaram no edifício.[36] Patti Nielson, se juntou a Brian Anderson e outros três membros da biblioteca em uma das salas do local, do qual Klebold anteriormente havia feito disparos. Eles então se trancaram e continuaram lá até o resgate, a aproximadamente 15:30.

Nos próximos 32 minutos, Harris e Klebold percorreram o edifício, disparando e soltando bombas, mas não ferindo ninguém. Eles cometeram suicídio às 12:08, dois minutos depois da primeira equipe da SWAT entrar no local, mas isso não foi reconhecido por cerca de três horas.

Suicídio dos perpetradores, 12:08

Após sairem da biblioteca, Harris e Klebold entraram em um laboratório, onde jogaram uma pequena bomba no local vazio. Isso causou um pequeno incêndio, que foi apagado por um professor que se escondia na sala adjacente. A dupla então correu pelo corredor sul, onde dispararam em uma sala de ciências vazia. Aproximadamente às 11:44, Harris e Klebold foram pegos pela câmera de segurança da escola, enquanto novamente entravam na lanchonete.[15] As gravações mostram Harris se ajoelhando no local, e disparando um único tiro contra uma das bombas de propano que anteriormente este e Klebold haviam instalado na biblioteca. Klebold jogou um cocktail molotov em uma das bombas de propano. Enquanto os dois saiam da lanchonete, o Molotov explodiu, parcialmente detonando uma das bombas de propano às 11:46.[37] Dois minutos depois, aproximadamente um galão de combustível inflamado, causou um fogo que foi apagado pelos sprinklers.[38]

Eric Harris (esquerda) e Dylan Klebold (direita), identificados pela câmera de segurança da escola; 11 minutos antes do suicídio da dupla.

Após saírem da lanchonete, a dupla retornou para os corredores norte e sul da escola, atirando à toa. Harris e Klebold percorreram também pelo sul do escritório principal antes de se voltarem para o corredor norte. Em vários momentos, a dupla olhou pelas janelas das salas de aula, fazendo contato visual com os alunos escondidos nelas, mas nem Harris ou Klebold tentaram entrar nessas salas. Eles então carregaram suas armas próximo de uma sala onde Dave Sanders estava. Após saírem do escritório principal, Harris e Klebold andaram em direção a um banheiro, onde eles provocaram os alunos que se escondiam, fazendo comentários como: "Nós sabemos que vocês estão aí" e "Nós vamos matar todos que encontrarmos aqui". Também não entraram nos banheiros. Às 11:55, ambos voltaram para a lanchonete, onde eles rapidamente entraram na cozinha da escola. Os atiradores voltaram-se para a escadaria em rumo ao corredor sul, às 11:58.

Ao 12:02, Harris e Klebold entraram novamente na biblioteca, que estava vazia de sobreviventes, exceto por Patrick Ireland (que prosseguia inconsciente), e a ferida Lisa Kreutz. Ao entrarem, dispararam contra a força policial, mas não atingiram ninguém.

Mais ou menos 12:08, Patti Nielson, que estava fechada dentro de uma sala com um aluno e outros membros da escola, ouviu Harris e Klebold subitamente gritarem em uníssono: "Um! Dois! Três!". Essas palavras foram seguidas por um disparo.[39] Ambos cometeram suicídio: Harris disparou contra seu céu da boca com sua escopeta; Klebold atirou em si mesmo no templo esquerdo de sua cabeça com uma TEC-9.

Patrick Ireland ganhou e perdeu a consicência em vários momentos após ter sido atingido por Klebold. Este rastejou até as janelas da biblioteca, às 14:38, e ao conseguir chegar até uma, caiu nos braços de dois membros da SWAT que o resgatavam do lado de fora. Os agentes foram criticados por deixar Ireland cair de uma altura de sete pés ao chão, enquanto não providenciavam qualquer tipo de forma de fazer com que o aluno caísse em segurança. A Lisa Kreutz, que recebeu tiros no ombro, braços, mão e coxa, ainda sim continuava na biblioteca. Em uma posterior entrevista, ela lembra de ouvir comentários como, "Você aí na biblioteca", entre o tempo que Eric Harris e Dylan Klebod cometeram suicídio. Kreutz estava caída na biblioteca, tentando manter o controle até a chegada da força policial. Ele tentava se movimentar, mas sentia tontura.[15] A aluna foi evacuada às 15:22, juntamente com a Sra. Nielson, Brian Anderson, e outras três pessoas que se escondiam em uma sala da biblioteca.

O fim da crise

A situação da entrada oeste da escola após os disparos.

Ao meio-dia, as equipes da SWAT, estavam estacionadas fora da escola, e ambulâncias começaram a levar os feridos aos hospitais. Enquanto isso, as famílias dos alunos e dos membros da escola, foram pedidos para ficarem na Leawood Elementary School na espera de informações.[15]

Um pedido de munição adicional para os policiais em caso de tiroteios, veio a tona ao 12:20. Os assassinos cessaram os disparos minutos antes. Autoridades relataram bombas de tubo pela 13:00, e duas equipes da SWAT entraram na escola às 13:09, andando de sala em sala, encontrando os alunos escondidos e os docentes da escola. Todos os alunos, professores, e empregados da escola, foram evacuados, questionados, e receberam assistência médica em pequenas áreas antes de se encontrarem com seus familiares na Leawood Elementary. Às 15:00, Dave Sanders, que havia recebido disparos, morreu pela intensa perda de sangue, antes que os oficiais da SWAT entrassem para oferecer assistência médica. No decorrer da troca de tiros, os alunos que se escondiam na sala com ele, faziam todo tipo de esforço para manter o aluno vivo. Dois alunos administraram primeiros socorros com o objetivo de reduzir a perda de sangue, através do uso de camisas. Usando um telefone, o professor e diversos outros alunos, ficaram em contato com a policia fora da escola.[40]

Os oficiais encontraram os corpos na biblioteca às 15:30.

Às 16:00, o xerife fez uma estimativa de 25 professores e alunos mortos. A estimativa continha mais do que o real, mas é comparável com o número total de alunos. O xerife disse que os policiais estavam buscando o corpo dos atiradores. Às 16:30, a escola foi declarada segura. Às 17:30, oficiais adicionais foram chamados, já que mais explosivos foram encontrados em um estacionamento no telhado. A partir da 18:15, policiais encontraram uma bomba no carro de Klebold. Destarte, o xerife decidiu marcar a escola inteira como cena do crime; treze dos mortos, incluindo os estudantes, continuavam dentro da escola. Às 22:45, a bomba colocada no carro explodiu, enquanto um oficial tentava desativar. O carro ficou danificado, mas ninguém se feriu.[16]

O total de mortes foi de doze alunos, e um professor; vinte e quatro alunos ficaram feridos devido o tiroteio. Outros três foram feridos indiretamente, enquanto tentavam escapar da escola. Harris e Klebold cometeram suicídio quarenta e cinco minutos depois de iniciarem o massacre.

Total de mortos e feridos

Nome Idade Razão/ferimento Estado
Parte interna e externa da escola
Rachel Scott 17 Morta com tiros na cabeça, tronco e pernas. Morta
Richard Castaldo 17 Baleado no braço, peito, costas e abdome. Sobreviveu
Daniel Rohrbough 15 Fatalmente atingido por tiros no abdome, perna e peito. Morta
Sean Graves 15 Baleado nas costas, pés e no abdome. Sobreviveu
Lance Kirklin 16 Ficou em estado crítico por tiros na perna, pescoço e queixo Sobreviveu
Michael Johnson 15 Baleado no rosto, braço e perna. Sobreviveu
Mark Taylor 16 Baleado no peito, braços e perna Sobreviveu
Anne-Marie Hochhalter 17 Baleada no peito, braço, abdome, costas e perna esquerda. Sobreviveu
Nicholas Foss 18 Sofreu ferimentos leves, como a os tiros de raspão na cabeça. Sobreviveu
Brian Anderson 16 Atingido perto por estilhaços de vidro. Sobreviveu
Patti Nielson 35 Atingido perto por estilhaços de vidro. Sobreviveu
Stephanie Munson 16 Baleada no tornozelo. Sobreviveu
David Sanders 47 Morto por hemorragia após receber um tiro no pescoço e nas costas. Morreu
Vítimas na biblioteca
Evan Todd 15 Sofreu pequenas feridas por um estilhaços de uma mesa de madeira. Sobreviveu
Kyle Velasquez 16 Morto devido os ferimentos dos tiros na cabeça e nas costas Morto
Patrick Ireland 17 Baleado no braço, perna, cabeça e pé. Sobreviveu
Daniel Steepleton 17 Baleado na coxa. Sobreviveu
Makai Hall 18 Baleado no joelho. Sobreviveu
Steven Curnov 14 Morto por um tiro no pescoço. Morto
Kacey Ruegsegger 17 Baleada na mão, braço e ombro. Sobreviveu
Cassie Bernall 17 Morta por um tiro na cabeça. Morta
Isaiah Shoels 18 Morto por um tiro no peito. Morto
Matthew Kechter 16 Morto por um tiro no peito. Morto
Lisa Kreutz 18 Baleada no ombro, mão, braços e coxa. Sobreviveu
Valeen Schnurr 18 Ferida por tiros no peito, braços abdome. Sobreviveu
Mark Kintgen 17 Baleado na cabeça e no pescoço. Sobreviveu
Lauren Townsend 18 Morta com múltiplos tiros na cabeça, corpo e na parte inferior do corpo. Morta
Nicole Nowlen 16 Baleada no abdome. Sobreviveu
John Tomlin 16 Morto por múltiplos tiros no pescoço e cabeça. Morto
Kelly Fleming 16 Morta por tiros nas costas. Morta
Jeanna Park 18 Baleada nos joelhos, ombro e pés. Sobreviveu
Daniel Mauser 15 Morto por um único tiro no rosto. Morto
Jennifer Doyle 17 Baleada na mão, perna e ombro. Sobreviveu
Austin Eubanks 17 Baleado na mão e joelho Sobreviveu
Corey DePooter 17 Morto por tiros no corpo e pescoço. Morto
Eric Harris 18 Suicídio Morto
Dylan Klebold 17 Suicídio Morto

Motivações

Após o incidente, foram feitas especulações acerca da motivação dos atiradores, ou se o tiroteio poderia ser evitado. Diferentemente de muitos massacres escolares anteriores, ambos atiradores se mataram, fazendo o massacre ser particularmente difícil de ser avaliado.

Em uma investigação de como Harris e Klebold adquiriram as armas, a polícia tomou conhecimento de que parte das armas foi adquirida com a ajuda de um amigo da dupla, Mark Manes. Ele e Philip Duran que ajudaram a dupla na questão do armamento;[41] ambos foram processados por terem ajudado Harris e Klebold com o armamento.[42] Ambos foram acusados por fornecer um revolver e uma escopeta para um menor. Manes e Duran foram, respectivamente, sentenciados a um total de seis anos e quatro anos e meio de prisão.[43]

Bullying

O fator de bullying e violência escolar, tem aumentado desde que o Massacre de Columbine ocorreu. Ambos os atiradores eram classificados como crianças superdotadas, bem como alegaram serem vítimas de bullying por quatro anos. Um ano depois do incidente, uma analise pelos oficiais do Serviço Secreto dos Estados Unidos (US Secret Service), que um dos atiradores afirmou ser uma espécie de tormento, comprovou que teve uma significância maior que dois terços nos ataques.[44] Uma teoria similar foi levantada por Brooks Brown, em seu livro sobre o massacre; ele assinalou que os professores eram levianos quando se deparavam com algum tipo de bullying.[19]

Histórias anteriores que precederam os ataques, levantou a hipótese de que os administradores e professores de Columbine tinham determinado nível de tolerância pelos então atletas, permitindo, por conseguinte, uma atmosfera de intimidação e ressentimento. Críticos disseram que isso possa ter sido um fator muito contribuinte para a violência extrema dos perpetradores.[45] Supostamente, comentários homofóbicos eram direcionados a Klebold e Harris.[46]

Um autor levantou com ênfase se a teoria de "vingança por bullying" era uma motivação pelas ações de Harris e Klebold. David Cullen, autor do livro de 2009, Columbine, dissera que apesar de ter conhecimento da abrangência do bullying nas escolas de ensino médio, incluindo Columbine, acredita que ambos os atiradores não eram vítimas de bullying. Cullen acredita que especialmente Harris, era muito mais um perpetrador do que uma vítima de bullying.[47]

Depressão e problemas psicológicos

Em Julho de 1999, o FBI organizou uma conferência acerca de tiroteio em Leesburg, Virginia. Os convidados eram psicólogos, psiquiatras, e representantes dos mais recentes tiroteios escolares, o que inclui os contingentes de Columbine. A então procuradora dos Estados Unidos, Janet Reno, marcou presença na conferência. O FBI então publicou um relatório maior acerca dos tiroteios em escolas, embora tal relatório não conclua a questão sobre qualquer um dos casos - individualmente falando.[48]

No aniversário de cinco anos de Columbine, um investigador-chefe do FBI e diversos outros psiquiatras, publicaram suas conclusões em um artigo de notícias.[49] Eles então chegaram a conclusão de que Harris era um psicopata clínico, enquanto Klebold fosse depressivo. Foi cogitado que Harris foi o grande regente do massacre, demonstrando um grande complexo de superioridade ao nível do complexo de messias, bem como um desejo de mostrar sua superioridade ao mundo.

O ataque levou mais de um ano para total planejamento, aquisição das armas e obtenção dos explosivos. O diário de Harris, em particular, demonstra uma preparação metódica por um longo período de tempo, o que inclui vários experimentos com detonação de bombas.[50][51]

Tratando-se dos demais problemas comportamentais, Harris tomava um ISRS, o antidepressivo Fluvoxamina;[52] os relatórios da toxicologia confirmaram que Harris tinha a substância em sua corrente sanguínea no período do tiroteio.[53] No entanto, não foram encontradas quaisquer substâncias no sistema de Klebold.

Video games

Harris e Klebold eram fãs de jogos eletrônicos como Doom, Wolfenstein 3D e Duke Nukem 3D. Harris já chegou até mesmo a desenvolver seus próprios mapas para o jogo Doom, que foram altamente distribuídos pela internet; a modificação mais conhecida feita por Harris, UAC Labs, inclui dois mapas para o jogo.[54] O site doomworld.com fez uma lista que colocava a modificação entre uma das "10 mais infames" para o jogo.[55] Rumores acreditavam que o design dos mapas tinha semelhança com a Columbine High School, mas não parecem verossímeis.[56]

Harris gastou um bom tempo criando outra grande modificação, chamada de Tier, considerando-a como a grande "obra de sua vida".[57] O mod foi enviado para um computador da escola, e para um servidor da AOL pouco antes do ataques, mas a modificação parece ter sido perdida. Um pesquisador possui quase certeza de que a modificação Tier era uma espécie de maquete da Columbine High School.

Parentes de uma das vítimas, levantou várias ações contra as fabricantes de video games, mas sem sucesso. Harris e Klebold eram fãs do filme Natural Born Killers, e usavam o acrônimo NBK como código em nick de seus jogos, vídeos caseiros e em seus diários.[58]

Outros fatores explorados

Clima social

Durante e depois das primeiras investigações, a discussão sobre panenilhas foi bastante discutida dentro das escolas de ensino médio. Uma das percepções formadas foram que Klebold e Harris eram isolados de seus colegas de sala, demonstrando sentimentos de impotência, insegurança e depressão, bem como uma grande necessidade de atenção. Esse conceito foi bastante questinado, já que Harris e Klebold tinham um círculo restrito de amigos, sobretudo contatos informais com outras pessoas maiores.[59]

Subcultura gótica

Nas semanas seguintes do tiroteio em Columbine, os relatos da midia sobre Harris e Klebold retrataram ambos como parte de um culto gótico. Uma suspeita crescente da subcultura gótica manifestada posteriormente.[60] Inicialmente, Harris e Klebold foram supostamente descritos como membros da "The Trenchcoat Mafia", um clube informal da Columbine High School. Posteriormente, caracterizações e considerações são consideradas incorretas.[61]

Música

Uma acusação para os tiroteios na escola, foi direcionada a um número de bandas de metal ou 'dark music', como KMFDM e Rammstein.[62] Grande parte das acusações, foram direcionadas a Marlyn Manson, e sua banda de mesmo nome.[63][64] Após ser ligado por notícias e manchetes sensacionalistas tais como "Assassinos são Adoradores do Maníaco Manson" e "O Maníaco Adorador de Demônios Disse para as Crianças Matar",[65][66] muitos acreditam que, de fato, a música e imagem de Manson eram a única motivação de Harris e Klebold,[67] embora relatores posteriores mostram que os atiradores não eram fãs de Manson.[61][68]

Logo após o incidente, a banda cancelou a turnê restante na America do Norte do Rock Is Dead Tour, em respeito às vítimas, simultaneamente que mantendo a opinião de que a música, filmes, livros ou videogames, não eram as razões para o fato. Manson declarou:[69][70][71][72]

Em 28 de Maio de 1999, Manson explicou sua réplica contra as acusações feitas contra este e sua banda em um artigo de opinião da revista Rolling Stone, chamado de "Columbine: Whose Fault Is it"Columbine: Whose Fault Is It?. Ele criticou a histeria que se seguiu e, por conseguinte, o pânico moral, criticando a mídia pela repercussão irresponsável; ele criticou o hábito americano de utilizar os outros como bode expiatório como pretexto para escapar da responsabilidade.[73][74][75] A persistência de Columbine e da América na cultura de armas, culpa, e "celebridade da morte", foi posteriormente explorada no álbum Holy Wood da banda que Manson integra.

Em 2002, Manson marcou presença no documentário de Michael Moore, Bowling for Columbine; sua aparição no documentário foi filmada durante a primeira turnê da banda em Denver desde o incidente. Quando Moore perguntou para Manson o que ele tinha a dizer para os estudantes de Columbine, Manson respondeu: "Eu não diria nenhuma palavra para eles. Eu iria ouvir o que eles teriam para me dizer, e isso foi o que ninguém fez."[76]

Sascha Konietzko do KMFDM disse - como resposta às acusações - que sua música denunciava a "guerra, opressão, fascismo, e violência contra os outros."[62]

Impacto nas políticas escolares

Relatório do Serviço Secreto sobre tiroteios em escolas

Um estudo do Serviço Secreto dos Estados Unidos, concluiu que as escolas estavam sendo bastante negligentes em relação aos sistemas físicos de segurança, uma vez que deveriam estar mais atentos aos comportamentos dos estudantes. O Serviço Secreto assinalou que políticas de tolerância zero e os detectores de metal são "provavelmente úteis". Os pesquisadores focaram em questões acerca da necessidade das equipes da SWAT - enquanto a maioria dos ataques acabaram antes mesmo da polícia chegar -, a criação de perfis dos alunos que mostravam sinais de perigo para a escola, a expulsão de um aluno infrator para uma detenção específica para menores, a compra de softwares para a escola que ajudem na segurança, detectores de metais, e policiais nas escolas, uma vez que os atiradores não precisam realizar demasiado esforço para a ocultação de suas armas em um ambiente escolar.[77]

Em Maio de 2002, o Serviço Secreto publicou um relatório que examinou 37 tiroteios em escolas dos Estados Unidos. Eles encontraram os seguintes fatos:

  • Incidentes de violência orientada na escola foram atos raramente súbitos ou impulsivos.
  • Antes da maioria dos incidentes, a maioria das pessoas sabiam a respeito das ideias e/ou planos de ataque dos perpetradores
  • A maioria dos atacantes não ameaçavam suas vítimas diretamente, sendo apenas antes do ataque final.
  • Não existe um perfil útil ou preciso acerca dos estudantes que se engajaram em uma violência escolar.
  • A maioria dos perpetradores demonstravam algum comportamento antes do incidente que causou preocupação em outras pessoas.
  • A maioria dos perpetradores tinham dificuldades em lidar com perdas de parentes próximos ou falhas pessoais. Adicionalmente, a maioria deles considerou a hipótese de suicídio.
  • A maioria dos perpetradores se sentiam intimidados, perseguidos, ou feridos por outros - antes de realizarem os ataques.
  • Grande parte dos perpetradores tinham acesso à armas e/ou já haviam feito o uso de uma antes de um ataque.
  • Em muitos casos, outros alunos antes estavam envolvidos de alguma forma.
  • Apesar da ação policial, a maioria dos tiroteios cessaram de outra forma, isto é, antes mesmo a intervenção policial.[78]

Segurança escolar

Após o Massacre de Columbine, as escolas dos Estados Unidos tomaram novas medidas de segurança, como a confiscação de mochilas de alunos e uniforme escolares, além da adição de detectores de metal, e guardas de segurança. Algumas escolas implantaram locais com teclados numérico de segurança em algumas portas, como forma de aumentar a segurança pública do ambiente aludido. Diversas escolas ao redor do país, requisitavam dos alunos o uso de cartões de segurança com identificação pessoal, para que o aluno pudesse entrar nas devidas escolas.[79] Simultaneamente, os departamentos policiais mudaram suas táticas para agir de acordo com situações parecidas como as de Columbine, após a crítica da baixa eficiência das equipes da SWAT durante o tiroteio.[80]

Políticas anti-bullying

Em resposta às preocupações sobre o Massacre de Columbine após os tiroteios, algumas escolas renovaram as já existentes políticas anti-bullying, adotando um política de tolerância zero tratando-se do comportamento agressivo ou posse de armas por parte dos alunos.[81] Por outro lado, diversos experts de ciências sociais, acreditam que as políticas de tolerância zero adotadas pelas escolas, foram muito agressivas que acabaram trazendo outros problemas.[82]

Ver também

Referências

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