Mata da Rainha

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Portugal Mata da Rainha 
  Freguesia portuguesa extinta  
Símbolos
Brasão de armas de Mata da Rainha
Brasão de armas
Localização
Mata da Rainha está localizado em: Portugal Continental
Mata da Rainha
Localização de Mata da Rainha em Portugal Continental
Coordenadas 40° 6' 10" N 7° 18' 47" O
Concelho primitivo Fundão
Concelho (s) atual (is) Fundão
Freguesia (s) atual (is) Vale de Prazeres e Mata da Rainha
História
Extinção 2013
Características geográficas
Área total 18,33 km²
População total (2016[1]) 148 hab.
Densidade 8,1 hab./km²
Outras informações
Orago N. Sra. do Açor

Mata da Rainha é uma localidade portuguesa do concelho do Fundão, com 18,33 km² de área e 148 habitantes (2016). A sua densidade populacional é de 8,1 hab/km².

Dista cerca de cinco quilómetros da freguesia de Aldeia de Santa Margarida.

Localização no Concelho de Fundão

População[editar | editar código-fonte]

Nº de habitantes [2]
1981 1991 2001 2011 2016
323 331 214 149 148

Criada pelo Decreto-Lei n.º 733/76, com lugares desanexados da freguesia de Vale de Prazeres (Fonte: INE)

História[editar | editar código-fonte]

Mata da Rainha foi freguesia de 15 de Setembro de 1976, depois de ter sido desanexada da de Vale de Prazeres,[3] à qual pertenceu desde 1855, a 2013, quando foi novamente agregada a Vale de Prazeres, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Vale de Prazeres e Mata da Rainha com a sede em Vale de Prazeres.[4] Esta povoação esteve eclesiasticamente integrada na freguesia de Pedrógão de São Pedro, concelho de Penamacor. Até se desanexar do concelho, pertenceu ao concelho ou termo da Covilhã, no reinado de D. Fernando - "o Rei Formoso".[5]

D. João I confirmou este mandato, por uma carta régia de 1454. (Fonte: Torre do Tombo, do livro 1º da Comarca da Beira, na Casa da Coroa a folha dez, verso). No número destes lugares dados por D. Fernando a Penamacor, lá encontramos a Mata, Martianas ou Martinanes, Catrão, etc, povoações que ficam próximas da Mata da Rainha.

Lenda da Mata e da Torre[editar | editar código-fonte]

O nome da localidade, segundo a tradição,[6] dever-se-á a uma disputa entre dois príncipes pela formosa filha de um rei mouro. Com os dois príncipes perdidos de amores pela princesa, e tendo o rei os dois pretendentes em grande estima e sem saber qual haveria de escolher para genro, terá mandado um escavar uma mina e outro construir uma torre. Quem terminasse primeiro casaria com a princesa.

Contudo, deu-se o facto de ambos os príncipes terem concluído a sua tarefa ao mesmo tempo e em simultâneo terão chegado junto do rei para lho comunicar.

- Torre feita - disse um

- Água à porta - afirmou o outro em simultâneo.

Ao que o rei respondeu:

- Filha do rei morta.

Face a isto, a jovem princesa terá sido metida num cortiço e serrada ao meio. Segundo a história, ao ouvir a sentença do pai, terá a bela dito:

"Na Torre fui creada

Na Mata me matarão;

Pois a minha formosura

Foi a minha perdição"

Património[editar | editar código-fonte]

  • Fonte romana
  • Cruzeiros
  • Sepulturas antropomórficas
  • Antigas minhas da Mata da Rainha
  • Lugar do Cabeço do Padre

Referências

  1. «População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano)». Informação no separador "Q601_Centro". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 1 de Março de 2014. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2013 
  2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  3. «Decreto Lei nº 733/76» (PDF). Diário da República. Consultado em 12 de Fevereiro de 2014 
  4. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias). Acedido a 11 de agosto de 2013.
  5. «Paróquia de Pedrógão de São Pedro». Arquivo Distrital de Castelo Branco. Consultado em 12 de Fevereiro de 2014 
  6. vide Alves, A. Alfredo, Algumas tradições populares recolhidas em Aldeia de Santa Margarida, concelho de Idanha-a-Nova Arquivado em 29 de outubro de 2007, no Wayback Machine., Revista Lusitana, Volume III, páginas 74 a 79, Livraria Portuense, 1895
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