Mateus da Costa Meira

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Mateus da Costa Meira
Data de Nascimento 04 de abril de 1975 (42 anos)
Local de Nascimento Salvador, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Crime (s) Homicídios
Pena Inicialmente foi condenado a 120 anos e seis meses de prisão, mas foi reduzida a pena para 48 anos e nove meses de prisão.
Situação Preso

Mateus da Costa Meira (Salvador, 4 de abril de 1975), mais conhecido por "O Atirador do Cinema", ou "O Atirador do Shopping", é um assassino ex-estudante universitário que cursava o 6º ano de medicina da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. A alcunha vem do fato de ter disparado uma submetralhadora 9mm portátil contra pessoas da platéia de uma sala de cinema do shopping center Morumbi Shopping na cidade de São Paulo.

História[editar | editar código-fonte]

Segundo testemunhas oculares da ação, na noite de 3 de novembro de 1999, dentro da sala 5 do cinema do Morumbi Shopping, zona sul da capital paulista, Mateus começou a assistir ao filme na primeira fila. Ele teria então levantado de seu lugar, ido ao banheiro - onde tira a arma da bolsa e resolve testá-la atirando no espelho, aparentemente contra a própria imagem, com sua submetralhadora americana Cobray M-11 - e depois voltado a sala de projeção e ficado de frente para a plateia, junto à tela do cinema e sacando novamente a sua arma, ele atira para o alto. Quem está na primeira fila vê a tempo que se trata de tiros reais e se abaixa, enquanto os demais acreditavam que os tiros viessem da tela. A sala permanece escura. A fotógrafa Fabiana Lobão Freitas, 25 anos, morre na hora. O economista Júlio Maurício Zeimaitis, 29, chega ao hospital com vida, mas não resiste. A publicitária Hermé Luísa Jatobá Vadasz, 46, também não resiste aos ferimentos na cabeça. Os cinco feridos por balas ou estilhaços ficaram fora de perigo. Dessa tragédia resultaram três mortes, quatro pessoas feridas e mais quinze em pânico. Os tiros duraram cerca de três minutos. Tal tragédia rendeu a Mateus o apelido que carrega até hoje, ele tinha 24 anos na data do crime. O filme exibido no momento dos disparos era “Clube da Luta” (1999).

Julgamento e condenação[editar | editar código-fonte]

Preso em flagrante, acabou condenado a mais de 120 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Seus advogados alegaram que Mateus era semi-imputável, ou seja, possuía consciência parcial de seus atos. A sua defesa tentou mostrar que ele sofria de alucinações, ouvia vozes misteriosas, tinha crises de agressividade, além de um comportamento estranho e solitário. Depois de várias apelações judiciais, Mateus foi condenado aos formais trinta anos máximos previstos pela Justiça brasileira. Os advogados de defesa tentaram, em vão, alegar insanidade mental de seu cliente e argumentar que Mateus havia sido influenciado pelo jogo “Duke Nukem 3D”, no qual há uma cena de tiroteio dentro de um cinema.[1]

Em 2007, os magistrados reduziram a pena para 48 anos e 9 meses. Mateus ficou preso no Centro de Observação Criminológica (COC) do Complexo do Carandiru, em São Paulo, até o presídio ser desativado, em 2002. Foi transferido para a Penitenciária 2 de Tremembé (SP) e, depois, em 2009, para a Penitenciária Lemos Brito, em Salvador (BA), onde nasceu e mora parte da família.

Tentativa de homicídio[editar | editar código-fonte]

No dia 8 de maio de 2009, Mateus tentou matar seu colega de cela o espanhol Francisco Vidal Lopes, de 68 anos, com uma tesoura, na Penitenciária Lemos Brito na cidade de Salvador e foi autuado por tentativa de homicídio, aparentemente porque o homem ouvia a televisão em volume muito alto.[2] Em 2011, a Justiça da Bahia, por meio do júri popular, o absolveu da acusação de tentativa de homicídio contra o colega de prisão. Foi considerada a tese, defendida até pela promotora do caso, Armênia Cristina Santos, de que o ex-estudante era é inimputável por sofrer de doenças mentais atestadas por laudos médicos. Com tal decisão, Mateus foi encaminhado para o Hospital de Custódia e Tratamento (HCT) de Salvador, onde permanece até hoje.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]