Matteo Tonietti

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Matteo Tonietti
Nascimento 2 de março de 1882
Nice
Morte 1960
Rio Grande
Nacionalidade Itália italiano
Ocupação Escultor
Escola/tradição Clássica acadêmica

Matteo Tonietti é um escultor italiano emigrado para o sul do Brasil. Em Rio Grande, fazia esculturas, relevos, pinturas, desenhos e atuava também como fotógrafo. Trabalhava com diversos materiais: mármore, granito, bronze, gesso e argila.

Quando aportou em Rio Grande, aos nove anos de idade, teve que lutar para vencer as dificuldades financeiras e trabalhou como sapateiro com o Sr. Rocco Rolante. Durante o trabalho se concentrava e desenhava o retrato do patrão, como também o de todos que ali chegavam. Começou, assim, a ter aulas com Ricardo Giovaninni, importante fotógrafo que atuava na época na região.

Em 22 de janeiro de 1910, casou-se com Margarida Boccaccino, então com 20 anos.[1]

Obras[editar | editar código-fonte]

Em 1930, percorreu o estado com a exposição Santa Ceia de Cristo,

Em 1948, com a ajuda de Érico Gobbi, esculpiu vários momumentos na praça Xavier Ferreira: o Monumento à Mãe e os meninos de calça-curta, boné e suspensório que enfeitam o lago na frente do prédio da Alfândega e Estátua da Liberdade, inaugurada em 15 de dezembro de 1889.

Na Praça Tamandaré, destaca-se a estátua de Napoleão.[2]

Ainda na cidade de Rio Grande, há outras obras desse artista: General Artigas (na Praça Montevidéu), o Monumento do 1º Tiro de Guerra (instalada em 19 de fevereiro de 1937 na Praça União Constante) e O militar (na praça da Caridade).

Oferecido pela colônia italiana em 15 de novembro de 1941, o Busto de Garibaldi, na cidade vizinha de São José do Norte, também é de sua autoria, assim como outras obras localizadas no cemitério católico de Rio Grande, como Pensador, Desolação e Aceitação, entre outras.[3]

Em sua homenagem, foi criada - em 2 de setembro de 1985 - a Pinacoteca Municipal Matteo Tonietti, ligada a Prefeitura Municipal do Rio Grande.

A Biblioteca Rio-Grandense possui um molde em gesso de um busto de Marcílio Dias, nunca transformado em mármore, pois considerou-se que um busto era pouco para tão importante herói brasileiro.[4]

Referências

  1. (em inglês). Familysearch.org https://www.familysearch.org/search/recordDetails/show?uri=https://api.familysearch.org/records/pal:/MM9.1.r/MY5W-6CW/p4  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  2. «Cemitérios do Rio Grande do Sul». Books.google.com.br. p. 162 
  3. «Blog com imagens das esculturas». Companhiaarte.blogspot.com 
  4. «Bom Dia Comunidade». Bomdiacomunidade.com.br