Mauro Carlesse

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Mauro Carlesse
Carlesse em dezembro de 2019
11.° Governador do Tocantins
Período 27 de março de 2018 a atualidade
Antecessor Marcelo Miranda
Deputado Estadual do Tocantins
Período 1 de fevereiro de 2015 a 24 de junho de 2018
Presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins
Período 1 de fevereiro de 2017 a 24 de junho de 2018
Dados pessoais
Nome completo Mauro Carlesse
Nascimento 25 de junho de 1960 (59 anos)
Terra Boa, Paraná
Partido PV (2011–2013)
PTB (2013–2016)
PHS (2016–2019)
DEM (2019–presente)
Profissão empresário
agropecuarista

Mauro Carlesse (Terra Boa, 25 de junho de 1960) é um político, empresário e agropecuarista brasileiro filiado ao Democratas (DEM). Foi candidato à prefeitura de Gurupi nas eleições de 2012, elegeu-se deputado estadual nas eleições de 2014 e, é o atual governador do estado do Tocantins.

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Mauro Carlesse nasceu no município de Terra Boa, no Paraná, mas passou boa parte de sua vida no estado do Tocantins onde trabalhou como empresário, agropecuarista e iniciou sua vida política.[1]

Em 2011 e já na presidência do Sindicato Rural de Gurupi, Carlesse iniciou sua trajetória política ao filiar-se ao Partido Verde (PV).[1] No ano seguinte, foi candidato ao cargo para prefeito do município mas, mesmo angariando 16.713 votos (42,78% dos votos válidos), perdeu a eleição para Laurez Moreira do Partido Socialista Brasileiro (PSB).[2]

Em 2013, Mauro Carlesse mudou sua filiação para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e, em 2014, candidatou-se a deputado estadual, conseguindo eleger-se para a 8ª legislatura na Assembleia Legislativa do Tocantins, eleito com 12.187 votos.[1][3]

Em 8 de julho de 2016, então filiado ao Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Carlesse foi eleito presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2017/2019. Já nas eleições de 2018, após o partido ao qual era filiado não atingir a cláusula de barreira, Mauro Carlesse filiou-se ao Democratas (DEM) para poder assumir a vice-presidência nacional do partido.[4]

Carlesse recebe o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Em 2018, com a cassação do atual governador do estado, Marcelo Miranda, Carlesse assumiu o comando do executivo estadual interinamente até a realização de novas eleições estaduais.[5] Seu mandato foi brevemente interrompido, entre os dias 6 de abril e 19 de abril, com o pedido de medida cautelar acolhido pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que ordenou a recondução de Marcelo Miranda e Cláudia Lélis aos seus respectivos cargos de governador e vice-governadora do Tocantins.[6][7]

Em 24 de junho de 2018, Mauro Carlesse foi eleito governador do Tocantins, tendo como vice Wanderlei Barbosa (PHS).[8] Na eleição suplementar, a chapa venceu no segundo turno o senador Vicentinho Alves, do Partido da República (PR).[9] Já nas eleições estaduais de 2018, foi reeleito, desta vez para um mandato completo de 4 anos, como governador do estado do Tocantins.[10]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Prisão e condenação[editar | editar código-fonte]

Em 2015, Mauro Carlesse, então deputado estadual, ficou preso no departamento de assessoria militar da Assembleia Legislativa, em Palmas no Tocantins. A prisão foi decretada por causa de um processo de execução de pagamento de pensão alimentícia contra o parlamentar, que corre na comarca de Barueri. Como o estado não tem uma cadeia especial, o juiz que expediu a ordem de prisão, em São Paulo, e o Tribunal de Justiça do Tocantins decidiram pela detenção do deputado no prédio da Assembleia Legislativa.[11]

Já em abril de 2018, após vinte anos de processo, Mauro Carlesse foi condenado a pagar aluguéis e teve seus recursos bloqueados pelo valor de mais de R$300.000 das contas e dos bens de três empresas. A ação tratava-se de um despejo de imóvel no estado de São Paulo por falta de pagamento cumulada com cobrança movida pelo credor de Carlesse, Ephrain Guilherme Neitzke.[12]

Interferência na liberdade de imprensa[editar | editar código-fonte]

Em março de 2019 Mauro Carlesse aprovou um decreto que interfere na liberdade de imprensa. Com o decreto, passou a ser necessário que o delegado-geral da polícia civil do Tocantins aprove o que deve ou não ser divulgado aos meios de comunicação. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou uma nota:

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Marcelo Miranda
Governador do Tocantins
2018 — atualidade
Sucedido por
-
Precedido por
Marcelo Miranda
Governador do Tocantins
2018 — 2018
Sucedido por
Marcelo Miranda