Mauro Carlesse

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Mauro Carlesse
Carlesse em dezembro de 2019
11.° Governador do Tocantins
Período 27 de março de 2018
a atualidade
Vice-governador Wanderlei Barbosa
Antecessor Marcelo Miranda
Deputado Estadual do Tocantins
Período 1 de fevereiro de 2015
a 24 de junho de 2018
Presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins
Período 1 de fevereiro de 2017
a 24 de junho de 2018
Dados pessoais
Nome completo Mauro Carlesse
Nascimento 25 de junho de 1960 (60 anos)
Terra Boa, Paraná
Prêmio(s) Medalha do Pacificador[1]
Partido PV (2011–2013)
PTB (2013–2016)
PHS (2016–2019)
DEM (2019–2021)
PSL (2021–presente)
Profissão empresário
agropecuarista

Mauro Carlesse (Terra Boa, 25 de junho de 1960) é um político, empresário e agropecuarista brasileiro, filiado ao Partido Social Liberal (PSL).[2] Foi candidato à prefeitura de Gurupi nas eleições de 2012, elegeu-se deputado estadual nas eleições de 2014 e, em 2018, foi eleito governador do Estado do Tocantins.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Mauro Carlesse nasceu no município de Terra Boa, no Paraná, mas passou boa parte de sua vida no estado do Tocantins, onde trabalhou como empresário, agropecuarista e iniciou sua vida política.[3]

Em 2011 e já na presidência do Sindicato Rural de Gurupi, Carlesse iniciou sua trajetória política ao filiar-se ao Partido Verde (PV).[3] No ano seguinte, foi candidato ao cargo para prefeito do município mas, mesmo angariando 16.713 votos (42,78% dos votos válidos), perdeu a eleição para Laurez Moreira, do Partido Socialista Brasileiro (PSB).[4]

Em 2013, Mauro Carlesse mudou sua filiação para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e, em 2014, candidatou-se a deputado estadual, conseguindo eleger-se para a 8ª legislatura na Assembleia Legislativa do Tocantins, eleito com 12.187 votos.[3][5]

Em 8 de julho de 2016, então filiado ao Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Carlesse foi eleito presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2017/2019. Já nas eleições de 2018, após o partido ao qual era filiado não atingir a cláusula de barreira, Mauro Carlesse filiou-se ao Democratas (DEM) para poder assumir a vice-presidência nacional do partido.[6]

Governador do Tocantins[editar | editar código-fonte]

Carlesse recebe o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Em 2018, com a cassação do governador do Tocantins, Marcelo Miranda (MDB), e de sua vice-governadora, Cláudia Lelis (PV), pelo Tribunal Superior Eleitoral, Carlesse assumiu o comando do executivo estadual interinamente até a realização de novas eleições estaduais.[7]

Seu mandato foi brevemente interrompido, entre os dias 6 de abril e 19 de abril, com o pedido de medida cautelar acolhido pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que ordenou a recondução de Marcelo Miranda e Cláudia Lélis aos seus respectivos cargos.[8][9]

Em 24 de junho de 2018, Mauro Carlesse foi eleito governador do Tocantins, tendo como vice Wanderlei Barbosa (PHS).[10] Na eleição suplementar, a chapa venceu no segundo turno o senador Vicentinho Alves, do Partido da República (PR).[11] Já nas eleições estaduais de 2018, foi reeleito, desta vez para um mandato completo de 4 anos, como o governador mais votado da história do estado, alçando mais de 400 mil votos.[12]

Desempenho em eleições[editar | editar código-fonte]

Ano Eleição Candidato a Partido Coligação Suplentes/Vice Votos % Resultado
2012 Municipais de Gurupi Prefeito PV A diferença e o Trabalho

(PR, PPS,PRTB,PMN,PV,PSD,PTdoB)

Goiaciara Cruz

(PR)

16.713 42,78% Não eleito

2º lugar

2014 Estaduais no Tocantins Deputado Estadual PTB Tocantins Olhando pra Frente

(DEM,PP,PSDB,SD,PPS,PR,PTB,PEN)

12.187 1,61% Eleito
2018 Suplementar no Tocantins Governador PHS Governo de Atitude

(PHS,PP,PRB,PPS,PTC,PMN)

Wanderlei Barbosa

(PHS)

368.553 75,14% Eleito

2º turno

2018 Estaduais no Tocantins Governo de atitude

(PHS,SD,PP,DEM,PTC,PRB,AVANTE,PATRI,PROS)

404.484 57,39% Eleito

1º turno

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Prisão e condenação[editar | editar código-fonte]

Em 2015, Mauro Carlesse, então deputado estadual, ficou preso no departamento de assessoria militar da Assembleia Legislativa, em Palmas no Tocantins. A prisão foi decretada por causa de um processo de execução de pagamento de pensão alimentícia contra o parlamentar, que corre na comarca de Barueri. Como o estado não tem uma cadeia especial, o juiz que expediu a ordem de prisão, em São Paulo, e o Tribunal de Justiça do Tocantins decidiram pela detenção do deputado no prédio da Assembleia Legislativa.[13]

Já em abril de 2018, após vinte anos de processo, Mauro Carlesse foi condenado a pagar aluguéis e teve seus recursos bloqueados pelo valor de mais de R$300.000 das contas e dos bens de três empresas. A ação tratava-se de um despejo de imóvel no estado de São Paulo por falta de pagamento cumulada com cobrança movida pelo credor de Carlesse, Ephrain Guilherme Neitzke.[14]

Cassação[editar | editar código-fonte]

O Ministério Público Eleitoral pediu a cassação do governador e de seu vice em dois processos. No primeiro pedido, Carlesse foi acusado de, durante a irregularidades durante a eleição suplementar, comprar apoio político, se utilizar de bens públicos em campanha eleitoral, usar de forma promocional serviços de caráter social e fazer pagamentos irregulares de despesas. Já no segundo pedido foi baseado em um documento que extinguiu, no primeiro dia do iniciou do seu segundo governo, 15 mil cargos, o que, segundo o MPE, é um indício de que foram criados para fins eleitorais. [15] O pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins rejeitou, em 2019, as duas denúncias, afirmando que havia uma ausência de provas e que as ações do governador não configuravam crime. [16]

Interferência na liberdade de imprensa[editar | editar código-fonte]

Em março de 2019 Mauro Carlesse aprovou um decreto que interfere na liberdade de imprensa. Com o decreto, passou a ser necessário que o delegado-geral da polícia civil do Tocantins aprove o que deve ou não ser divulgado aos meios de comunicação. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou uma nota:

Servidores Fantasmas[editar | editar código-fonte]

Mauro Carlesse foi alvo de busca e apreensão emitido pelo Superior Tribunal de Justiça no âmbito da Operação Assombro. O governador é suspeito de desviar recursos na contratação de ao menos cinco funcionários fantasmas para obter apoio nas duas eleições em que se candidatou em 2018, o que pode configurar peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. [18] No mesmo caso está sendo investigada a deputada estadual Valderez Castelo Branco (PP). Mauro Carlesse refutou tentativas de ligação de sua gestão aos fatos citados e Valderez Castelo Branco afirmou que está tranquila e colaborando com a Justiça.[19]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Marcelo Miranda
Governador do Tocantins
2018 — atualidade
Sucedido por
-
Precedido por
Marcelo Miranda
Governador do Tocantins
2018 — 2018
Sucedido por
Marcelo Miranda