Mawaca (banda)
Mawaca | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Nascimento | 1995, Brasil |
| Origem | São Paulo, Brasil |
| Gravadora(s) | Ethos Music |
| Integrantes | CANTORAS: Angélica Leutwiller, Cris Miguel, Cristina Guiçá, Magda Pucci, Rita Braga, Sandra Oakh e Zuzu Leiva.
INSTRUMENTISTAS: Ana Eliza Colomar, Armando Tibério, Gabriel Levy, Ramiro Marques, Ricardo Zoyo e Valéria Zeidan. |
| Página oficial | www |
Mawaca é um grupo musical de São Paulo que pesquisa e recria, em arranjos próprios, a música das mais diversas culturas do mundo dirigido por Magda Pucci.
O grupo é formado por sete cantoras que interpretam canções em mais de vinte línguas, acompanhadas por um grupo instrumental acústico composto por sanfona, violoncelo, flauta, saxofones e contrabaixo, além de instrumentos de percussão, como congas, berimbau, tablas indianas, derbak, djembê, cajón, vibrafone e pandeiros diversos.
Foi criado por Kitty Pereira e Magda Pucci, nos primórdios dos anos 1990, como um grupo de estudos e experimentações. O grupo se estabeleceu profissionalmente em 1995, quando realizou seus primeiros shows oficiais no Teatro Hall[1] e no Teatro Paulista.[2]
O repertório do grupo é formado por músicas de diversas partes do globo: Japão, África, Mediterrâneo, Bálcãs, Índia, Oriente Médio, entre outras, com especial foco para a música indígena brasileira. São temas tradicionais que revelam as muitas sonoridades do mundo, buscando sempre estabelecer e revelar conexões com a música brasileira.
Com sete álbuns, três DVDs e dois livros, o grupo já se apresentou na Alemanha, Espanha, em Portugal, na Grécia, França, Bolívia e China, e em várias cidades e estados brasileiros.
Em 2003, foi selecionado para integrar a programação artística da feira internacional de música Womex.[3] Ganhou duas vezes o prêmio PPM[4] (Profissionais da Música): em 2016, na categoria de melhor Grupo de Cultura Popular e em 2019, na categoria de Melhor Grupo Vocal. Em 2012, levou o prêmio de melhor performance no World Leisure Expo, em Hangzhou, China.[5]
O grupo tem realizado intercâmbios com músicos de diferentes localidades do globo. Carlos Núñez (Galícia), We Like We[6] (Dinamarca), Uxía Senlle (Espanha), Né Ladeiras (Portugal), Sutari Band (Polónia), Yair Dalal (Israel) e Rinken Band (Japão) são alguns artistas que já estiveram em projetos com o Mawaca.
Integrantes
[editar | editar código]- Magda Pucci - cantora, arranjadora, pesquisadora e diretora musical (1992 até hoje)[7]
- Gabriel Levy - sanfona (1996 até hoje)
- Armando Tibério - tablas, berimbau, congas (1997 até hoje)
- Zuzu Leiva - cantora (1997 até hoje)
- Angélica Leutwiller - cantora (1998 até hoje)
- Cris Miguel - cantora (1998 até hoje)
- Cristina Guiçá - cantora (1998 até hoje)
- Ana Eliza Colomar - violoncelo e flauta (1998 até hoje)
- Ramiro Marques - saxofones (1998 até hoje)
- Valéria Zeidan - vibrafone, djembê e frame drums (1997 até hoje)
- Rita Braga - cantora (2009 até hoje)
- Ricardo Zoyo - contrabaixo (2015 até hoje)
Destaques na carreira
[editar | editar código]A estreia profissional do grupo Mawaca (ainda com K na grafia) se deu com o show Dos Cantos Pigmeus às Canções Escocesas, no Teatro Hall[1] e no Teatro Paulista,[2] em 1995. No ano seguinte, com a primeira formação: Kitty Pereira, Magda Pucci, Fabiana Lian, Marta Espírito Santo, Valéria Piccoli, Christiane Mariano, Rosana Araújo e Viviane Querino, o grupo apresentou o espetáculo cênico Sequenzas, sob direção cênica de Kleber Montanheiro, no Teatro Tuca-Arena,[8] e participou do Festival Internacional de Música Antiga e Tradição Oral em Curitiba.[9]
Primeiro álbum – Projeto com faixa multimídia
[editar | editar código]Em 1998, com nova formação, o grupo lançou seu primeiro álbum, CD-Plus Mawaca, no Instituto Cultural Itaú e na Livraria Ática, com apoio de Lei de Incentivo à Cultura do Estado de São Paulo.[10] Esse espetáculo teve direção cênica e figurinos de Kleber Montanheiro. O primeiro trabalho do Mawaca procura enfatizar, de modo panorâmico, a diversidade musical do mundo, e percorre da África ao mundo celta. O álbum inclui uma faixa multimídia, de conteúdo lúdico e educativo, feita por Maurício Nacif, com pesquisa musical de Magda Pucci e pesquisa iconográfica de Itamar Vidal, onde cada música é abordada em seu contexto cultural. No mesmo ano, Mawaca participou do Festival de World Music,[11] com curadoria de Jean Yves de Neufville, no teatro do Sesc Vila Mariana, ao lado de artistas da World Music, como o grupo inglês Baka Beyond, o iraniano Jamshied Sharifi, o senegalês Baaba Maal e o marroquino Hassam Hakmoun. Em 1999, o grupo abriu o show para a Rinken Band de Okinawa, a convite da Fundação Japão,[12] também no teatro do Sesc Vila Mariana.[13]
Segundo projeto – astrolabiotucupira.com.brasil
[editar | editar código]Em 2000, o grupo lançou seu segundo álbum, astrolabiotucupira.com.brasil, em espaços de São Paulo, como o teatro do Crowne Plaza,[14] Sesc Pompeia[15] e Centro Cultural São Paulo. Gravado no Estúdio Zabumba por André Magalhães, o segundo CD do Mawaca traz canções que representam o movimento migratório que constituiu a identidade cultural brasileira. Além de trazer um exemplo de música dos povos originários, a canção "Koi Txangaré", dos Paiter Suruí, o álbum foi concebido a partir da ideia do astrolábio, instrumento de navegação que trouxe para o Brasil os portugueses, árabes, japoneses, espanhóis, italianos e africanos escravizados. No repertório, canções representativas dessas culturas, como “Cangoma", “Maçadeiras”, "Sopros do Oriente", "Qyria Yefefyia", "Nihon Pizzi" e “Roxinha da Sanabria”. O álbum conta com a participação especial da cantora portuguesa Né Ladeiras, em “Alvíssaras” e “Reis”; do compositor e cantor maranhense Tião Carvalho, na faixa “Cacuriá"; do baixista Célio Barros, nas faixas "Vinheta Astrolábio" e "Cangoma" e do grupo de percussão Meninos do Morumbi nas músicas "Aguerê de Iansã", “Tambores de Mina” e “Maracatus” (coletados por Guerra-Peixe). O CD foi lançado pela Ethos Music no teatro do Sesc Pompeia.
Trilha Os Lusíadas - terceiro álbum
[editar | editar código]Em 2001, Magda Pucci foi convidada a compor a trilha do espetáculo Os Lusíadas, uma produção de Ruth Escobar que estreou na Estação das Artes, em São Paulo, com elenco de 53 atores e direção de Iacov Hillel. Magda musicou poemas de Luís de Camões adaptados pelo dramaturgo José Rubens Siqueira.[16][17]
A trilha sonora contou com a colaboração dos músicos do Mawaca, Cíntia Zanco, Ramiro Marques e Itamar Vidal (autores e arranjadores) e foi gravada com arranjos orquestrais, originando Os Lusíadas, terceiro CD do grupo, lançado em 2002 no Teatro Arthur Rubinstein e no Sesc Belenzinho com a participação da Orquestra Sinfonia Cultura regida pelo maestro João Mauricio Galindo.[18] O concerto foi gravado e exibido pela TV Cultura.
Logo na sequência, o grupo apresentou-se pela primeira vez no Theatro Municipal de São Paulo,[19] em evento organizado pela Casa de Portugal de São Paulo,[20][21] com a participação da cantora portuguesa Né Ladeiras e acompanhamento de orquestra de cordas, tendo os músicos Swami Jr. e Simone Sou como convidados. Em 2005, esse repertório foi apresentado novamente com a Orquestra Jovem de Guarulhos sob a regência de Emiliano Patarra.
Rock in Rio e CD Mawaca-Remix
[editar | editar código]Em 2001, Mawaca apresentou-se na Tenda Raízes, no Rock in Rio,[22][22][23][24][24] ao lado de grandes artistas da World Music como Régis Gizavo (Madagascar), Henri Dikongué (Camarões), Thierry Robin (França), Tyours Gnawas (Marrocos), Companyia Electrica Dharma (Espanha) e Värttinä (Finlândia). Na ocasião, foi lançado, pela MCD, seu CD de remixes,[25] produzido por Alex Antunes. O CD possui faixas produzidas por Mauricio Bussab, anvilFX (aka Paulo Beto), André Abujamra, Andrea Gram, entre outros. Houve uma segunda tiragem desse CD para a Caixa Mawaca 10 anos, dessa vez lançado pela Ethos Music e ampliado com mais três remixes: a canção "Tango dos Chavicos", pelo coletivo Visavis; a música de Hokkaido, "Soran Bushi", por Marcos Xuxa Levy e "Acometado", por Paulo Bira, baixista da banda.
Quarto projeto – Pra todo Canto
[editar | editar código]Em 2003, foi gravado o CD Pra Todo Canto, no Estúdio Zabumba, por André Magalhães. O trabalho foi lançado no Teatro Tuca-Arena, em São Paulo, em 2004.[26] Em 2005, foi a vez do DVD Pra Todo Canto, gravado ao vivo no teatro do Sesc Pompeia e lançado no ano seguinte no Sesc Vila Mariana.[27][28] O repertório apresenta exemplos de diferentes tradições musicais, com destaque para “As Sete Mulheres do Minho”, do compositor e poeta português Zeca Afonso; o tema indígena “Akoj té”, dos Ikolen-Gavião que, no arranjo, se encontra com a cantiga japonesa "Hotaru Koi"; e o canto sefardita “Tango dos Chavicos”, com participação de Thomas Howard no violão flamenco. Já em “Boro Horo”, o grupo reúne em uma só faixa “Hirigo”, um canto das mulheres indígenas Tupari , o horo búlgaro “Bre Petrunko” e a canção de runa finlandesa “Suuret Ja Soriat”. O CD foi lançado pela Azul Music, relançado pelo selo independente Ethos Music e se tornou o CD mais vendido do grupo. O espetáculo Pra Todo Canto teve cenografia de Kiko Junqueira e Silvana Marcondes e figurinos de Cecília Borelli. O grupo apresentou esse trabalho em diversos projetos e lugares do Brasil, como: unidades do Sesc - SP; projeto Café Filosófico, em Campinas, com curadoria de Arrigo Barnabé; Festival Vox Brasilis;[29] Centro Cultural Banco do Brasil, no Projeto Encantadeiras,[30] sob curadoria de Lu Araújo; Centro Cultural Justiça Federal, no Rio de Janeiro;[31] Teatro Adamastor em Guarulhos; projeto de concertos didáticos Horizontes Musicais do Projeto Guri Santa Marcelina,[32] na Sala São Paulo; projeto São Paulo de todos os povos, no Museu da Casa Brasileira.[33]
Incursões pelo mundo sonoro indígena e projeto Rupestres Sonoros
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O Mawaca tem incluído músicas indígenas em seu repertório desde o início da carreira. Magda Pucci, diretora do grupo e também antropóloga, tem especial interesse por essa temática, o que levou o grupo a conhecer e a participar de vários eventos e shows com a colaboração de artistas de diferentes povos indígenas. A primeira música indígena gravada foi “Koi Txangaré” do povo Paiter Suruí, no álbum astrolabiotucupira.com.brasil, em 2000. Dois anos depois, Mawaca fez o show de abertura do evento Amazônia.br no Sesc Pompeia,[34][35] e teve a oportunidade de apresentar pela primeira vez, ao lado de Tetê Espíndola e Marlui Miranda, alguns temas desse repertório. No CD Pra Todo Canto, consta “Akoj té”, um canto dos Ikolen-Gavião, que seria regravado no CD Rupestres Sonoros. Em 2004, os indígenas Wauja do Xingu foram a São Paulo participar do Fórum Mundial e se apresentaram junto ao Mawaca, com participações do músico curdo Şivan Perwer e de Carlinhos Antunes, no teatro do Sesc Vila Mariana.[36][37]
Como fruto do amadurecimento da pesquisa, veio o CD Rupestres Sonoros – O Canto dos Povos da Floresta, produzido por Marcos Xuxa Levy e Paulo Bira. O repertório apresenta parte da diversidade musical dos povos indígenas brasileiros, com recriações e arranjos contemporâneos para canções dos povos Paiter Suruí, Ikolen-Gavião, Pakaa Nova de Rondônia, Kayapó do Xingu e Huni Kuin do Acre. Além dos cantos tradicionais indígenas, Magda Pucci compôs três peças inspiradas em nomes de povos indígenas: “Asurini”, “Tupari” e “Waiko Koman”. O compositor francês Philippe Kadosch compôs o tema “Mawaca”, que abre o trabalho e conta com participação especial de Tetê Espíndola. Destaque também para a participação de Marlui Miranda na faixa "Matsa Kawa", do povo Huni Kuin. O CD foi lançado em show no Auditório Ibirapuera, em 2009.[38][39]
Em 2009, O CD Rupestres Sonoros ficou em quarto lugar no ranking do World Music Charts,[40] e ganhou uma crítica na revista inglesa Songlines[41] pelo crítico Jill Turner.[42] O CD recebeu também uma boa crítica do jornalista português Luis Rei, na coluna Crônicas da Terra.[43]
Em 2010, o grupo gravou o DVD Rupestres Sonoros ao vivo no Auditório Ibirapuera, com participações de Marcos Xuxa Levy e Carlinhos Antunes, cenografia de Silvana Marcondes, videocenário de Panais Bouki e figurinos de Jessica Vidal. No ano seguinte, o grupo relançou esse DVD na celebração de seus 15 anos em show no Sesc Pinheiros.[44]
Em 2011, o grupo viajou em turnê pela Amazônia[45], visitando os estados de Rondônia[46], Acre e Amazonas.[47][48][49][50] Durante essa visita a seis aldeias e capitais, o grupo realizou intercâmbios musicais com indígenas dos grupos Paiter Suruí; Ikolen Gavião; Karitiana; Huni-Kuin; Kambeba e da Comunidade Bayaroá (formada por povos do Rio Negro)[51] no Teatro Amazonas[52] .O registro desses encontros está presente no documentário Cantos da Floresta, de Eduardo Pimenta, que foi exibido na Womex de Thessalonica; na Mostra ZIM,[53] no Azerbaijão;[54] e no 42. Congresso do ICTM[55] – International Council of Traditional Music, em Xangai.[56]
O show Rupestres Sonoros foi apresentado em três viagens internacionais: no Popkomm em Berlim (2006), Alemanha, no Festival Du Chien Rouge (2013), em Cannet de Maures, França[57] e no Bicentenário de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.[58][59]
Em 2012, o grupo realizou o show Cantos da Floresta em prol dos Guarani Kaiowa, no Teatro Anhembi-Morumbi, com a participação de Ibã Salles do povo Huni Kuin e de integrantes da Comunidade Bayaroá de Manaus.[60] Nessa ocasião, foi realizada uma exposição de fotos da turnê pela Amazônia realizadas por Eduardo Vessoni e Eduardo Pimenta.
A parceria com Ibã Sales continuou, em 2013, em show e oficina no Museu Nacional dos Correios de Brasília,[61][62] e se desdobrou em oficinas e participação especial em show no Estúdio Mawaca.[63]
Em 2015, esse espetáculo foi escolhido para ilustrar a Mostra Variações do Corpo Selvagem: Eduardo Viveiros de Castro, no Sesc Ipiranga.[64]
Em 2018, as cantoras do Mawaca realizaram um show com Djuena Tikuna, cantora dos Solimões, no Estúdio Mawaca, na Semana de Saberes Indígenas.[65]
Em abril de 2019, uma formação reduzida do grupo se apresentou no evento Boteco da Diversidade, no Sesc Pompeia, onde importantes questões sobre o tema "Terra e Justiça Social" foram debatidas por lideranças como Ailton Krenak e Davi Kopenawa Yanomami.
Também em 2019, foi realizado o espetáculo Mekaron - A imagem da Alma com Mawaca em colaboração com o grupo Kayapó da aldeia Moykarakô, do Pará, no Sesc Pompeia, ambientado com fotos do indigenista Renato Soares.[66][67][68]
Projeto Inquilinos do Mundo
[editar | editar código]Após uma experiência musical com refugiados em São Paulo, Magda Pucci passou a trabalhar um repertório focado na memória de pessoas que precisam deixar seus lugares de origem. A convite do Sesc, foi realizado o show Visto Livre que mais tarde se tornaria o projeto Inquilinos do Mundo, (CD e DVD) gravado ao vivo, em 2012, no Estúdio NaCena e produzido por Pekka Lehti, baixista e produtor do grupo finlandês Värttinä, grande influência no início da carreira do Mawaca. Esse projeto apresenta melodias e ritmos dos povos nômades, refugiados, exilados e ciganos de todo o mundo. A filmagem e a edição foram realizadas por Olindo Estevam, da Paiol Filmes, com direção musical de Magda Pucci. Contou com a participação dos músicos Thomas Howard (violão flamenco), Leo Sideratos (bouzouki grego), Beto Angerosa (percussão), Sérgio Serrano (colheres) e Marcelo Pretto (voz) e foi produzido pela Ethos Music, com apoio colaborativo dos fãs pelo Catarse.
Inquilinos do Mundo foi lançado no Teatro do Sesc Pompeia,[69] com direção cênica de Daniela Nefussi e convidados especiais como Luciano Khatib, Roberto Angerosa, Sergio Serrano e Marcelo Pretto. Abriu o Festival de Música e Dança dos Bálcãs no Sesc Pompeia[70] e foi apresentado em locais como o Auditório Ibirapuera, onde contou com as participações especiais de Carlos Malta, Carlos Careqa e Christianne Neves;[71][72] Museu da Casa Brasileira;[73] Sesc Ipiranga; Festival de Inverno de Atibaia;[74][75] Sesc Sorocaba;[76][77] Sesc Santo André; Aniversário da cidade de São Paulo, no SESC Consolação;[78] Virada Cultural de São Paulo;[79] Virada Cultural no interior;[80] Sesc Interlagos;[81] Sesc Itaquera;[82] Teatro Polytheama (Jundiaí),[83] Festival de Itabira (MG);[84] Sesc Registro;[85] Teatro Adamastor em Guarulhos e outros espaços.
Ikebanas Musicais – repertório japonês
[editar | editar código]O interesse pelo repertório musical japonês (clássico e minyo) conecta o Mawaca à comunidade nipônica, em São Paulo, através das figuras de Tamie Kitahara, professora de koto e shamisen e de Jo Takahashi, ex-diretor da Fundação Japão, que muito incentivaram o grupo a se enveredar por esse universo cultural. Essa forte conexão propiciou intercâmbios com músicos e pesquisadores de música japonesa, no decorrer da carreira da banda.
Em 2008, por ocasião do Centenário da imigração japonesa ao Brasil, Mawaca se apresentou com a Orquestra Jazz Sinfônica (regência de João Maurício Galindo e arranjos de Cíntia Zanco), Tamie Kitahara e o grupo de taiko Wadaiko Sho, no Grande Auditório do Anhembi.[70][86] Como resultado dessa aproximação, o grupo criou o espetáculo Ikebanas Musicais, com imagens da artista visual Erica Mizutani e figurinos de Jéssica Vidal, gravado em DVD ao vivo no Sesc Pinheiros.[87][88] As participações especiais foram de Shen Ribeiro no Shakuhachi, Tamie Kitahara no koto e shamisen e da dupla Débora e Daniela Shimada nos taiko. Esse DVD foi lançado em 2012 no Auditório Ibirapuera,[89] com forte presença da comunidade japonesa.[37][90][91]
Ikebanas Musicais foi apresentado em diferentes eventos e espaços, como o Festival de Cultura Japonesa na Ilha Grande;[92] Brasil Japão + 100 anos de Integração no Teatro WTC;[93] Teatro Cenforpe de Mogi das Cruzes; Espaço Cultural da Fundação Japão,[94] entre outros.
Posteriormente, como resultado da imersão nessa cultura, Magda Pucci foi convidada a escrever um artigo sobre a inserção da música japonesa na educação musical brasileira para a revista da ABEM – Associação Brasileira de Educação Musical.[95]
Pelo Mundo com Mawaca – para crianças
[editar | editar código]A escritora Heloísa Prieto escreveu com Magda Pucci o livro-CD De Todos os Cantos do Mundo, lançado em 2005 pela Cia das Letrinhas. Baseado nesse livro, foi criado o espetáculo teatral multimídia Pelo Mundo com Mawaca, com direção cênica de Wanderley Piras, que conta as histórias das músicas utilizando recursos como bonecos, teatro de sombras e projeções.
Com músicas coletadas da França, Albânia, Tanzânia, Índia, Portugal, Israel e Brasil, Pelo Mundo com Mawaca estreou no Sesc Belenzinho, em 2013, e seguiu em temporadas e apresentações no Sesc Consolação;[96] Teatro Viradalata;[97] Itaú Cultural;[98] Festival Conte Outra Vez em Recife,[96] no Teatro Santa Izabel;[99] Caixa Cultural de Recife,[100] Brasília,[101] Fortaleza[102] e Curitiba e[103] Teatro Municipal de Botucatu.[104] Integrou a programação da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis e[105] também da Casa Natura Musical.[106][107] Foi apresentado no Sesc Ginástico do Rio de Janeiro; no XI Festival Paidea de Teatro, no Teatro Paulo Eiró e[108] no Sesc Santos, no projeto Escola no Teatro, numa parceria do Sesc com a Secretaria de Educação de Santos. O projeto conta com videocenário de Adriano Carvalho e figurinos de Yasmine Zaitune. O grupo também realiza oficinas para crianças utilizando esse repertório como fio condutor.[109]
Em 2015, foi lançado o livro infanto-juvenil Contos Musicais, ficção que entrelaça personagens reais que fazem parte da história do Mawaca com os enredos das canções. Foi escrito por Magda Pucci e Heloísa Prieto e publicado pela LeYa.[110]
Em 2018, o repertório de Pelo Mundo com Mawaca foi apresentado num concerto com a Orquestra de Cordas de Jundiaí, sob regência de Claudia Feres,[111][112] no Teatro Polytheama de Jundiaí - SP.
Volta às origens – As Muitas Vozes da Voz - Álbum Nama Pariret
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Em 2016, as cantoras do Mawaca Angélica Leutwiller, Magda Pucci, Cris Miguel, Zuzu Leiva e Rita Braga se somaram à percussionista Valéria Zeidan e criaram um espetáculo com vozes e percussões, relembrando os primórdios do grupo quando era exclusivamente vocal a capella. Com um repertório que costura diferentes musicalidades recolhidas nas tradições orais, é concebido o espetáculo Nama Pariret - As muitas Vozes da Voz[113] , apresentado em diversos teatros, dentre eles uma temporada no Centro da Terra[114]. É uma retomada da pesquisa sobre vozes femininas e que acaba por revelar histórias de mulheres de várias partes do mundo.[115]
O espetáculo teve estreia no Sesc Pompeia[116] e passou por vários espaços de São Paulo, como Casa de Francisca, Casa Jaya, Sesc Santo Amaro, Estúdio Mawaca, Teatro Itália,[117] e realizou uma temporada no Teatro Centro da Terra.[118] Esse show intimista foi também apresentado no Festival Circulasons, em Londrina, com curadoria de Janete El Haouli;[119] na 8. Mostra Leão do Norte[120] em Garanhuns (PE),[121] em 2017; na 9. Mostra Leão do Norte,[122] em Caruaru, com curadoria de Sonia Guimarães; na Casa dos Cordéis, em Guarulhos; no Sesc Campo Limpo e Sesc Santos. Foi também destaque no Festival Lótus, em Brasília, em 2018[123] e abriu o X Simpósio Internacional de Musicologia da EMAC/UFG em Pirenópolis - Goiás.[124][125]
Em 2022, após um período de pesquisa e apresentações dedicadas à experimentação desse repertório vocal, o Mawaca lançou o álbum Nama Pariret. O trabalho reúne cantos femininos de diferentes tradições culturais e foi gravado integralmente à capella, com seis integrantes do grupo responsáveis também pela execução das partes percussivas. A proposta do álbum foi explorar a voz como elemento central dos arranjos, reduzindo temporariamente o uso da instrumentação presente em produções anteriores do grupo.
Viagens internacionais
[editar | editar código]Bolívia
[editar | editar código]Mawaca esteve quatro vezes na Bolívia, levado pela produção de Walter Malta. A primeira aconteceu em 2007, como grupo convidado do Festival Internacional de Artes Cênicas de Santa Cruz de la Sierra,[126] com o show Pra todo Canto. No ano seguinte, foi convidado para participar do FITAZ - Festival Internacional de Teatro de La Paz.[127] Também em 2008, retornou para participar do Festival Patrimonial e Intercultural de Sucre. Em 2010, apresentou o show Rupestres Sonoros no Bicentenário da Gesta Libertária de Santa Cruz de la Sierra.[128]
China
[editar | editar código]Mawaca esteve três vezes na China. Em 2010, o grupo foi convidado a realizar uma temporada de 24 shows na America Square, durante a feira mundial Expo 2010 - Expo Xangai. Convidado especialmente pelo Comitê Chinês para integrar a programação geral do evento, em projeto de colaboração Brasil-China,[129] o grupo teve uma destacada atuação. A repercussão da performance em Xangai foi grande, e o grupo foi convidado a se apresentar em mais duas ocasiões na cidade histórica de Hangzhou: em 2011, no World Leisure Expo,[130] quando ganhou o prêmio de melhor performance do festival, e em 2013, no West Lake International Festival Hangzhou.[131] Em 2012,o grupo licencia o CD astrolabiotucupira.com.brasil, lançado na China pela gravadora A-Peer Synergy.
Portugal, Grécia e França
[editar | editar código]Em 2010, o grupo foi para Portugal para participar do VII Encontro de Culturas de Serpa, no Alentejo Central, que contou com a presença de artistas da Argentina, Cabo Verde, Cuba, Espanha, Moçambique, México e Sérvia, como Emir Kusturica & No Smoking Orchestra,[132] Pablo Milanés, Timbila Muzimba, entre outros.
Em 2012, o grupo foi convidado a realizar uma apresentação no 40. Congresso de Educação Musical da International Society of Music Education, em Thessaloniki, Grécia, dividindo o palco com o violonista Yamandu Costa e o músico pernambucano Antônio Nóbrega.[133] O evento foi organizado por Magali Kleber com apoio da Fundação Nacional de Artes - Funarte.[134]
Em 2013, o grupo viajou para a França e participou do Festival du Chien Rouge, na região da Provença, a convite da produtora Espírito Mundo, onde apresentou o show Rupestres Sonoros.[135]
Destaques na carreira
[editar | editar código]O Mawaca, pelo seu caráter multicultural, sempre esteve aberto a conexões e projetos envolvendo entrelaçamentos sonoros e artísticos em geral. Como consequência desse interesse, foram muitos os projetos pontuais dos quais participou.
Em 2004, dividiu o palco com as As Ceguinhas de Campina Grande, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio e de Brasília e no Recbeat, em Recife.[136]
Em 2006, apresentou-se com a cantora Ceumar, no projeto para crianças Lé com Cré, com curadoria de Teca de Alencar Brito, no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo.[137]
Participou, em 2011, da primeira edição da viagem cultural Navegar é Preciso, pelo Rio Negro, organizada pela Livraria da Vila. Uma formação menor do grupo realizou um show de abertura do evento e acompanhou os encontros literários com os escritores José Eduardo Agualusa, Laurentino Gomes, Ilan Brenman, Cristovão Tezza e Mary Del Priore.[138]
Em maio de 2011, realizou um show com repertório latino-americano, junto ao grupo Merkén, do Chile, no evento Conexão Latina no Memorial da América Latina, em São Paulo.[139][140]
Em 2017, o grupo participou do XVII Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros, em show comemorativo com a participação especial do violeiro João Arruda.[141]
Em 2018, Mawaca celebrou seus 23 anos em show no Auditório Ibirapuera. Além da ocasião comemorativa, o show foi realizado com o objetivo de arrecadar verba para um tratamento de saúde do percussionista da banda, Armando Tibério, hoje plenamente recuperado. Muitos amigos participaram como convidados do espetáculo: Renato Braz (canto), Miguel Briamonte (piano), Eduardo Contrera (violão), Edgar Bueno (tablas), Jorge Peña (percussão), Duo Ello (Carlos Stasi e Luiz Guello), Marcelo Pretto (voz), Silvanny Sivuca e Banda Alana (percussão), Luciano Khatib (cajón) e Roberto Angerosa (derbak).[142][143][144]
Em 2020, participou ativamente da Semana da Arte Contra a Censura, criada pelo Movimento Artigo Quinto, nas escadarias do Teatro Municipal,[145][146] e da gravação do videoclipe da música "Samba do Artigo Quinto", realizada em sua sede, o Estúdio Mawaca.
Em 2017, a convite do Festival Música Estranha,[147] as cantoras do Mawaca fizeram uma residência artística e um concerto na Praça das Artes de São Paulo com o quarteto dinamarquês We like We.[148]
Em março de 2019, o Mawaca apresentou o espetáculo Mekaron – Imagem da Alma no Sesc Pompeia[149]. O trabalho foi desenvolvido a partir de uma residência artística e de um intercâmbio com integrantes do povo Mebêngôkre-Kayapó da aldeia Moykarakô, no Pará.[150]
Durante a pandemia de COVID-19, o Mawaca desenvolveu uma série de atividades online, entre elas o projeto Mawaca Lab, composto por aulas e conteúdos educativos ministrados por integrantes do grupo e disponibilizados em seu canal no YouTube. Os vídeos foram produzidos por Adriano de Carvalho. No mesmo período, o grupo também produziu um videoclipe para a canção Bella Ciao, editado pela Nascente Filmes[151].
Em 2022, o Mawaca lançou o álbum Nama Pariret, dedicado a cantos femininos de diferentes tradições culturais. Gravado integralmente à cappella, o trabalho contou com as cantoras do grupo e na percussão. O álbum resultou de um processo de pesquisa e apresentações voltadas à experimentação desse repertório. Com esse show, à cappella o grupo percorreu diversas cidades [152]. Nesse mesmo ano, o grupo se apresentou no Páteo do Colégio dentro do projeto Centro em Concerto: Vozes de São Paulo[153], junto Grupo Indígena Multiétnico, formado por representantes de etnias do nordeste : os Fulni-ô de Pernambuco, Kariri-Xocó de Alagoas, Pankararé e Kaimbé da Bahia. O projeto teve a curadoria da cantora e musicóloga Anna Maria Kieffer[154].
Em 2023, o grupo Mawaca participou do Festival Assad[155] durante a 11ª edição do evento em São João da Boa Vista (SP). A apresentação aconteceu no Theatro Municipal da cidade e o grupo também realizou uma oficina musical no dia seguinte.
Em 2024, o Mawaca iniciou a gravação de novos singles e ampliou as atividades desenvolvidas no Estúdio Mawaca, espaço dedicado à produção musical, pesquisa e formação artística.
Colaboração com Philippe Kadosch
[editar | editar código]A parceria entre o Mawaca e Philippe Kadosh resultou em composições, gravações, espetáculos e produções audiovisuais desenvolvidos ao longo de mais de uma década, integrando diferentes projetos da trajetória do grupo. A colaboração entre o grupo e o compositor francês Philippe Kadosh teve início em 2009, a partir do projeto Voz Voix Voice[156] , desenvolvido por Kadosh e Tetê Espíndola com base em pesquisas sobre línguas extintas ou em processo de desaparecimento. As integrantes do Mawaca participaram do espetáculo de lançamento do álbum no Sesc Pompeia[157]. No mesmo período, Kadosh compôs a faixa Mawaca, com participação de Tetê Espíndola, incluída no álbum Rupestres Sonoros (2009). A obra foi construída a partir de fonemas inspirados em línguas ancestrais e marcou o início de uma colaboração artística continuada entre o compositor e o grupo.
Em 2016, Kadosh retomou o trabalho com o grupo, desenvolvendo arranjos especiais para o Mawaca em parceria com o músico Alexandre Mihanovich. O repertório foi apresentado na Casa de Francisca e no Sesc Santos. Desse período resultou a gravação da obra Le Crabe, com participação do cantor Marcelo Pretto, posteriormente acompanhada por um videoclipe.
Durante a pandemia de COVID-19, a colaboração prosseguiu por meio de produções realizadas à distância. Entre elas estão o videoclipe de Kaprolin[158], produzido a partir de gravações remotas das cantoras do grupo e Città Invisibili[159] (2021), composição de Philippe Kadosh com participação da cantora italiana Ljuba de Angelis inspirada na obra homônima de Italo Calvino. Para celebrar os 30 anos, a composição Kaprolin recebeu uma nova versão gravada no Estúdio Arsis e um novo videoclipe[160]
Celebração dos 30 anos
[editar | editar código]Em 2025, em comemoração aos 30 anos de carreira, participou do Festival Sons do Mundo[161], realizado no Sesc Bom Retiro, apresentando o espetáculo Canto dos Sonhos, com participações da cantora indígena Djuena Tikuna, da cantora venezuelana Fran Castellar e do músico moçambicano Otis Selimane.
Em outubro do mesmo ano, o grupo apresentou o espetáculo Rastos dos Cantos [162] no Sesc 24 de maio [163], com participações especiais de Marlui Miranda, Susie Mathias e Tamie Kitahara, artistas que integraram o grupo em diferentes momentos de sua trajetória. Esse encontro deu origem a uma série de registros audiovisuais produzidos pela Bari Filmes, com direção de Renato Libanoro.
Em dezembro, o Mawaca se apresentou no teatro do Sesc Franca, durante a programação que marcou o primeiro ano de atividades da unidade. Para encerrar as celebrações de seus 30 anos, o grupo participou do evento Natal da Paz [164] [165], realizado no Theatro Municipal de São Paulo a convite da Secretaria de Relações Internacionais de São Paulo [166].
Para complementar as celebrações de seus 30 anos de trajetória, o Mawaca lançou uma série de singles gravados no Estúdio Arsis. Entre os lançamentos estão Mercedita, Kaprolin, Duerme Negrito, Barlovento com a participação da cantora venezuelana Fran Castelar ; e o videoclipe Mò Lì Hua/Yemanjá, que aproxima a canção tradicional chinesa Mò Lì Hua de uma toada de babassuê para Yemanjá.
O grupo também produziu uma série de vídeos com participações especiais de Fabiana Lian, Marlui Miranda, Tamie Kitahara e Susie Mathias. Os registros audiovisuais foram realizados pela Bari Filmes, com direção de Renato Libanoro, e documentam encontros musicais promovidos durante as comemorações dos 30 anos do grupo, reunindo artistas que participaram de diferentes momentos de sua trajetória.[167]
Estúdio Mawaca - Sede do grupo e espaço cultural
[editar | editar código]Em 2015, o grupo ganhou sua própria sede que se transformou no espaço cultural Estúdio Mawaca[168]. O espaço vem recebendo artistas brasileiros e de várias partes do mundo para compartilhar expressões artísticas em diferentes formatos: shows, oficinas, cursos, mostras cinematográficas, residências artísticas e outras possibilidades. Já no ano seguinte, em 2016, o espaço foi contemplado pelo edital ProAC de São Paulo na categoria Território das Artes, quando pode oferecer uma programação diversificada e gratuita para professores da rede pública.
Já passaram pelo Estúdio Mawaca: Sutari Band[169] (Polônia), Esashi Ensemble[170] (Japão), We like We (Dinamarca), Goran Alacki[171] (Macedônia), Mariana Paunova[172] (Bulgária), Fanta Konaté[173] (Guiné Conacri), Lenna Bahule (Moçambique), Chalanes del Amor (México) e Chrysanthi Gkika (Grécia).[174], Cafurnas Fulni-ô, Grupo Kariri-Xocó, Marcelo Pretto (in memoriam), Valentina Levchenko (Ucrânia), Vozes Ancestrais (cantoras Fulni-ô), Forró das Minas, Susana Stivalli (Itália), Cris Miguel, Fogueira das Rosas, Cris Barulhins, Los Musiqueros (Argentina), Shen Ribeiro, Tarancón, Gumboot, Ari Colares, entre outros.
Uma das atividades fixas do espaço é a Cia. Coral Mawaca,[175] grupo vocal onde interessados podem aprender a cantar o repertório do grupo, realizando apresentações semestrais.
Discografia
[editar | editar código]Os CDs e DVDs do Mawaca foram produzidos de forma independente pelo selo Ethos Music.[176] Nos primeiros anos, o grupo fez parcerias com duas gravadoras de São Paulo, mas posteriormente optou pela produção totalmente independente. Todos os CDs e DVDs são distribuídos pela Tratore Music[177] e o grupo tem como editora a Rocking Gorillas.[178]
- CD Pra Todo Canto (2004)
- BOX 10 Anos (2005)
- DVD Pra Todo Canto (2006)
- LIVRO-CD De Todos os Cantos do Mundo (2008)[179]
- CD Rupestres Sonoros - O canto dos Povos da Floresta (2008)
- DVD Rupestres Sonoros (2010)
- DVD Ikebanas Musicais (2012)
- CD-DVD Inquilinos do Mundo (2013)
- LIVRO-CD Contos Musicais (2014)[180]
- CD Nama Pariret (2022) [181]
- Singles 30 anos (2025)
Coletâneas
[editar | editar código]- 1999 - Brazilian Lullaby - Ellipsis Arts[182]
- 1999 - World Music for Little Ears - Ellipsis Arts[183]
- 1999 - Em Defesa do Planeta[184][185] - Greenpeace
- 2002 - Another Brazil - MCD e Lua Discos
- 2003 - The Womeximizer 03 - Womex
- 2004-2005 - Coleção Caras - A Música do Mundo - Azul Music
- 2002 - Music from the EBU World Music Workshop[186] - EBU
- 2002 - Crianças do Mundo - Revista Recreio Especial[187] - Revista Abril
- 2002 - Another Brasil - MCD Music
- 2006 - PopKommpilation[188] - Música do Brasil
- 2006 - EtnoSur Diez años - Etnosur
- 2013 - New Sounds Songlines Magazine[189] - Songlines
Prêmios
[editar | editar código]- 2012 - Prêmio Melhor Performance - World Leisure Expo Hanghzou
- 2016 - Prêmio de Grupo de Cultura Popular - Prêmio Profissionais da Música
- 2019 - Prêmio de Melhor Grupo Vocal - Prêmio Profissionais da Música[190]
- 2019 - Moção de Louvor para Mawaca - Prêmio Profissionais da Música - Câmara Legislativa Distrito Federal[191]
- 2020/2021 - Prêmio de Melhor Grupo vocal - Prêmio Profissionais da Música [192]
- 2022 - Prêmio de Melhor Grupo vocal - Prêmio Profissionais da Música
Ver também
[editar | editar código]Referências
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Ligações externas
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- «Site oficial» Site oficial Mawaca