Medicamento ético

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Medicamento ético é aquele medicamento prescrito por médicos que, legalmente, não pode ser anunciado na mídia de massa, ficando a propaganda restrita apenas às publicações especializadas, ainda assim, direcionada aos médicos através de propagandistas de laboratórios farmacêuticos. Muitas pessoas, ate mesmo profissionais da saúde, utilizam erroneamente o termo "ético", para se referir a medicamentos referência.

Quando a questão é medicamentos, o termo "ético" também é um "jargão" de balcão de farmácia e representa a classe de medicamentos que não paga bonificação (sendo portanto medicamentos da linha ética). Existem medicamentos éticos que podem ser anunciados em propagandas, por exemplo o Doril, o Dorflex, o Anador e muitos outros que não apresentam na embalagem a tarja vermelha (medicamentos de tarja vermelha, se a legislação brasileira fosse obedecida, só poderia ser vendidos nas farmácias mediante apresentação de receita). Os medicamentos que não apresentam a tarja vermelha fazem parte de uma outra classe de medicamentos chamada linha OTC (medicamento de venda livre, medicamento isentos de prescrição (MIP's) (ou over-the-counter (sobre o balcão) em inglês, sob a sigla OTC). Portanto, um medicamento ético pode ou não ser indicado pelo médico (no caso do Dorflex), e o consumidor pode comprar o remédio por conta própria (perigosa cultura da automedicação).

Aprofundando a questão do termo "ético" como "jargão" de farmácia: medicamento da linha ética são produzidos por laboratórios que não pagam bonificação (geralmente os multinacionais) e dependem exclusivamente da indicação médica ou de propagandas na mídia (o Vitasay, o Centrum, o Sadol, o Biotônico e muitos outros). Em oposição a linha ética existe nas farmácias os medicamentos da linha similar. Em qualquer farmácia brasileira existe uma divisão quase homogênea entre os medicamentos disponibilizados nas prateleiras: cerca de 30% são da linha ética (medicamentos de marca ou referência e que são indicados pelos médicos); 30 % são da linha de genéricos (também receitados pelos médicos) e cerca de 40% são da linha se similares. O que diferencia os medicamentos éticos dos similares é a bonificação (B.O): os laboratórios (a maioria de capital nacional) que fabricam esses medicamentos optam por oferecer maiores vantagens às farmácias na hora da venda de seus produtos (maior prazo para o pagamento e descontos) para poder concorrer com os grandes laboratórios (que fazem propaganda na mídia e nos consultórios). Assim, o medicamento bonificado é oposto ao remédio da linha ética (justamente porque não é ético oferecer vantagens para favorecer a venda de medicamentos).

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