Medicina evolutiva

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Medicina evolutiva ou medicina Darwiniana é um campo de aplicação da teoria da evolução que busca entender a saúde e a doença na modernidade. As pesquisas e práticas médicas habitualmente concentram-se nos mecanismos moleculares e fisiológicos subjacentes às doenças e mais recentemente em evidências clínicas obtidas em estudos clínicos, enquanto a medicina evolutiva busca compreender a moldagem desses mecanismos e a intrínseca vulnerabilidade a doenças que os seres humanos possuem. A abordagem evolutiva da medicina tem impulsionado avanços importantes na compreensão do câncer,[1] de doenças autoimunes[2] e da anatomia geral do corpo humano.[3] A integração da medicina evolutiva nas universidades tem sido um lento processo, devido às limitações curriculares que as instituições apresentam.[4]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Charles Darwin

Charles Darwin não envolveu a medicina em seu trabalho evolutivo. No entanto, inúmeros biólogos apreciam a teoria dos germes e suas implicações para a compreensão dos agentes patogênicos, bem como a necessidade de um organismo de defender-se contra eles. A medicina, por sua vez, ignorou a evolução e, em vez disso, concentrou-se em causas mecânicas.

O biólogo evolucionista foi primeiro cientista a aplicar a teoria evolutiva no contexto da saúde, em função da senescência,[6] isto é, o processo natural de envelhecimento ligada às células e aos processos envolvidos. Na década de 1950, o psicólogo John Bowlby abordou o desenvolvimento infantil desordenado a partir de uma perspectiva evolucionista. O etologista Nikolaas Tinbergen foi responsável pelo desenvolvimento teórico em relação à etologia dos mecanismos evolutivos e suas relações com outros fatores. Os livros "Evolutionary Biology and the Treatment of Signs and Symptoms of Infectious Disease" (1980), de Paul Ewald, e "The Dawn of Darwinian Medicine" (1991), de William Nesse, contribuíram para a relação médica-evolucionista moderna.[7][8][9][10][11]

O etologista Randolph M. Nesse foi responsável pelo desenvolvimento teórico em relação à etologia dos mecanismos evolutivos e suas relações com outros fatores. O biólogo evolucionista resumiu a importância da evolução para a medicina:

Adaptações humanas[editar | editar código-fonte]

Restrições[editar | editar código-fonte]

AS adaptações só podem ocorrer se forem evolutivas. Adaptações que limitam a saúde não são, portanto, possíveis de ocorrência.

  • O DNA não pode ser totalmente impedido de sofrer mudança ou replicação. Como exemplo, o câncer, que ocorre por mutações somáticas, não foi completamente eliminado da seleção natural
  • Os seres humanos não podem biossintetizar a vitamina C. Portanto, correm o risco de adquirir escorbuto, doença causada pela ingestão dietética insuficiente da vitamina C
  • Os neurônios que trabalham com o sistema óptico, evoluíram para dentro de células com camadas pigmentadas. Criou-se, portanto, uma restrição na evolução do sistema óptico, de modo que o nervo óptico é obrigado a sair da retina pelo disco óptico. Por sua vez, cria-se um ponto cego dentro da região ocular. Portanto, o risco de glaucoma, doença que aumenta a pressão do olho, está vulnerável a um possível aumento. Em seguida, a danificação do nervo óptico causa danos à visão[13]

Trocas e conflitos de substâncias[editar | editar código-fonte]

A bactéria Mycobacterium tuberculosis pode evoluir para subverter a ação do sistema imunológico

Competição genética[editar | editar código-fonte]

Acometimentos evolutivos[editar | editar código-fonte]

Durante a evolução humana, os seres evoluíram para viver como caçadores e coletores em tribos.[20][21] Os tempos passaram e esta mudança de comportamento ligado à modernidade, trouxe suscetibilidade aos humanos, dando origem a uma série de doenças caracterizadas como "doenças da civilização". O homem evoluiu para desfrutar dos recursos disponíveis no meio-ambiente.

Mudanças na dieta[editar | editar código-fonte]

Em contraste com a dieta dos homens primordiais, a dieta ocidental moderna contém grandes quantidades de gordura, sal, carboidratos, açúcares refinados e farinhas. Consequentemente, causam sérios problemas de saúde, tais como:[23][24][25]

Expectativa de vida[editar | editar código-fonte]

Expectativa de vida com base nos anos de 2003 a 2007

O envelhecimento atual está associado ao surgimento de aterosclerose, doenças cardiovasculares, câncer, artrite, catarata, osteoporose, diabetes tipo 2, hipertensão e doença de Alzheimer. A incidência das doenças, como supracitado, aumenta de acordo com o envelhecimento das pessoas e, com a idade, aumenta-se o risco de câncer.[26] Cerca de 150.000 pessoas morrem diariamente, em todo o mundo, vítimas de doenças relacionadas à idade. Nos países industrializados, a ocorrência de doenças referentes à idade sobe em cerca de 90%.[26]

Prática de exercícios físicos[editar | editar código-fonte]

O homem contemporâneo pratica menos exercícios físicos do que os seus ancestrais. A prática de exercício físico atualmente está relacionada após o surgimento de doenças. Essa situação leva ao corpo a ter mudanças no seu metabolismo, ocasionando estresse, inflamações e doenças crônicas.[27][28][29][30][31][32]

Higiene[editar | editar código-fonte]

O homem contemporâneo, devido a tratamentos médicos e saneamento básico melhorados, estão amplamente livres de parasitas e de doenças ligadas ao intestino. Embora a higiene seja importante para a vivência humana, problemas relacionados ao sistema imunológico começam a aparecer, mesmo que haja uma busca para manter a saúde com qualidade. Crê-se que, a ausência de exposição a microorganismos que evoluíram no sistema imunológico, trouxeram problemas ao ser humano.

A exposição está ligada ao papel crucial que os organismos apresentam na proteção contra doenças modernas, como inflamações generalizadas e o Alzheimer.[34]

Evolução dos estágios vitais[editar | editar código-fonte]

Inicial[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

Psicologia evolutiva[editar | editar código-fonte]

As hipóteses de adaptação humana quanto à etiologia de transtornos psicológicos são, na maioria das vezes, baseadas em analogias com perspectivas evolutivas sobre disfunções de cunho médico e fisiológico.[71][72]

Causas possíveis de anormalidades psicológicas em função da evolução humana

Baseado em Buss (2011),[73] Gaulin & McBurney (2004),[74] Workman e Reader (2004)[75]

Causa possível Disfunção fisiológica Disfunção psicológica
Adaptação de defesa
  • Febre
  • vômito
Depressão ou ansiedade
(respostas funcionais ao estresse)
Adaptação de subproduto Gás intestinal
(subproduto da digestão de fibras)
Fetiches sexuais
(possível subproduto de adaptações da libido, imprimindo o desejo sexual em objetos e situações incomuns)
Adaptações de múltiplos efeitos
  • Gene homozigótico de resistência à malária
  • anemia falciforme
Aumento da criatividade, surgimento do transtorno bipolar e predisposição para esquizofrenia
(adaptações com efeitos positivos e negativos em função do desenvolvimento humano)
Adaptação de deformação Alergias
(respostas ao sistema imunológico)
Autismo
(possível mau funcionamento da teoria da mente)
Adaptação morfológica de frequência
  • Sexo masculino e feminino
  • diferença de tipologia sanguínea
Traços e desordem de personalidade
(possível desenvolvimento de estratégias comportamentais em sociedade)
Adaptação de incompatibilidade ambiental Surgimento de diabetes tipo 2 Interação frequente com estranhos, predispondo maior incidência de depressão e de ansiedade
Adaptação de curvatura Diferenças de altura Personalidade introvertida ou extrovertida

É possível, portanto, associar outros surgimentos de doenças e acometimentos por saúde humana com um fator psicológico.

Leitura[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

  • Williams, George; Nesse, Randolph M. (1996). Why We Get Sick: the new science of Darwinian medicine. New York: Vintage Books. ISBN 0-679-74674-9 
  • Stearns SC, Koella JK (2008). Evolution in health and disease 2nd ed. Oxford [Oxfordshire]: Oxford University Press. ISBN 0-19-920745-3 
  • McKenna, James J.; Trevathan, Wenda; Smith, Euclid O. (2008). Evolutionary medicine and health: new perspectives 2nd ed. Oxford [Oxfordshire]: Oxford University Press. ISBN 0-19-530706-2 
  • O'Higgins, Paul; Sarah Elton (2008). Medicine and Evolution: Current Applications, Future Prospects (Society for the Study of Human Biology Symposium Series (Sshb). Boca Raton: CRC. ISBN 1-4200-5134-2 
  • Ewald, P. W. (1996). Evolution of Infectious Disease. Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-511139-7 
  • Moalem, S.; Prince, J. (2007). Survival of the Sickest]]. New York: HarperLuxe. ISBN 978-0-06-088965-4 

Artigos on-line[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Merlo, LMF; et al. (2006). «Cancer as an evolutionary and ecological process». Nature Reviews Cancer. 6 (12): 924–35. PMID 17109012. doi:10.1038/nrc2013 
  2. Elliott, DE; JV Weinstock (2012). «Helminth-host immunological interactions: prevention and control of immune-mediated diseases». Annals of the New York Academy of Sciences. 1247: 83–96. PMID 22239614. doi:10.1111/j.1749-6632.2011.06292.x 
  3. Shubin, Neil (2008). Your inner fish : a journey into the 3.5-billion-year history of the human body 1st ed. New York: Pantheon Books. ISBN 9780375424472 
  4. Nesse, RM; et al. (2009). «Making evolutionary biology a basic science for medicine». PNAS. peleProceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. 107. Suppl 1 (suppl_1): 1800–7. PMC 2868284Acessível livremente. PMID 19918069. doi:10.1073/pnas.0906224106 
  5. Weiner H (1 de julho de 1998). «Notes on an evolutionary medicine». Psychosom Med. 60 (4): 510–20. PMID 9710299 
  6. a b Williams GC (1957). «Pleiotropy, Natural Selection, and the Evolution of Senescence» (PDF). Society for the Study of Evolution. Evolution. 11 (4): 398–411. JSTOR 2406060. doi:10.2307/2406060. Consultado em 23 de outubro de 2017. Arquivado do original (PDF) em 19 de setembro de 2006  abstract
  7. Tinbergen N (1963). «On Aims and Methods in Ethology» (PDF). Zeitschrift für Tierpsychologie. 20 (4): 410–433. doi:10.1111/j.1439-0310.1963.tb01161.x [ligação inativa]
  8. Tinbergen N (1963). «On Aims and Methods in Ethology» (PDF). Zeitschrift für Tierpsychologie. 20 (4): 410–433. doi:10.1111/j.1439-0310.1963.tb01161.x [ligação inativa]
  9. Tinbergen N (1963). «On Aims and Methods in Ethology» (PDF). Zeitschrift für Tierpsychologie. 20 (4): 410–433. doi:10.1111/j.1439-0310.1963.tb01161.x [ligação inativa]
  10. Williams GC, Nesse RM (março de 1991). «The dawn of Darwinian medicine». Q Rev Biol. 66 (1): 1–22. PMID 2052670. doi:10.1086/417048 
  11. a b Williams, George; Nesse, Randolph M. (1996). Why We Get Sick: the new science of Darwinian medicine. New York: Vintage Books. ISBN 0-679-74674-9 
  12. Nesse RM (dezembro de 2008). «Evolution: medicine's most basic science». Lancet. 372 (Suppl 1): S21–7. doi:10.1016/S0140-6736(08)61877-2 
  13. a b Stearns SC (2005). «Issues in evolutionary medicine». Am. J. Hum. Biol. 17 (2): 131–40. PMID 15736177. doi:10.1002/ajhb.20105 
  14. Sagan, Dorion; Skoyles, John R. (2002). Up from dragons: the evolution of human intelligence. New York: McGraw-Hill. pp. 240–1. ISBN 0-07-137825-1 
  15. Aiello LC, Wheeler P (1995). «The Expensive-Tissue Hypothesis: The Brain and the Digestive System in Human and Primate Evolution». Current Anthropology. 36 (2): 199–221. doi:10.1086/204350 
  16. Lieberman P (2007). «The Evolution of Human Speech: Its Anatomical and Neural Bases» (PDF). Current Anthropology. 48 (1): 39–66. doi:10.1086/509092 
  17. Howard RS, Lively CM (novembro de 2004). «Good vs complementary genes for parasite resistance and the evolution of mate choice». BMC Evol Biol. 4 (1): 48. PMC 543473Acessível livremente. PMID 15555062. doi:10.1186/1471-2148-4-48 
  18. Haig D (dezembro de 1993). «Genetic conflicts in human pregnancy». Q Rev Biol. 68 (4): 495–532. PMID 8115596. doi:10.1086/418300 
  19. Schuiling GA (setembro de 2000). «Pre-eclampsia: a parent-offspring conflict». J Psychosom Obstet Gynaecol. 21 (3): 179–82. PMID 11076340. doi:10.3109/01674820009075626 
  20. Eaton, S. Boyd; Konner, M; Shostak, M (abril de 1988). «Stone agers in the fast lane: chronic degenerative diseases in evolutionary perspective». American Journal of Medicine. 84 (4): 739–749. PMID 3135745. doi:10.1016/0002-9343(88)90113-1. Consultado em 18 de junho de 2010 
  21. William, Knowler; Peter Bennett; Richard Hamman; Max Miller (1978). «Diabetes incidence and prevalence in Pima Indians: a 19-fold greater incidence than in Rochester, Minnesota». American Journal of Epidemiology. 108 (6): 497–505. PMID 736028. Consultado em 18 de junho de 2010 
  22. Williams, G. C. (1991). The dawn of darwinian medicine.Europe PubMed Central, 66(1), 1-22. doi:10.1086/417048
  23. Eaton SB, Strassman BI, Nesse RM, Neel JV, Ewald PW, Williams GC, Weder AB, Eaton SB 3rd, Lindeberg S, Konner MJ, Mysterud I, Cordain L (2002). «Evolutionary health promotion» (PDF). Prev Med. 34 (2): 109–18. PMID 11817903. doi:10.1006/pmed.2001.0876. Consultado em 23 de outubro de 2017. Arquivado do original (PDF) em 17 de dezembro de 2008 
  24. Eaton SB (2006). «The ancestral human diet: what was it and should it be a paradigm for contemporary nutrition?». Proc Nutr Soc. 65 (1): 1–6. PMID 16441938. doi:10.1079/PNS2005471 
  25. Milton K (2003). «Micronutrient intakes of non-human primates: are humans different?» (PDF). Comparative Biochemistry and Physiology A. 136 (1): 47–59. PMID 14527629. doi:10.1016/S1095-6433(03)00084-9 
  26. a b Aubrey D.N.J, de Grey (2007). «Life Span Extension Research and Public Debate: Societal Considerations» (PDF). Studies in Ethics, Law, and Technology. 1 (1, Article 5). doi:10.2202/1941-6008.1011. Consultado em 7 de agosto de 2011. Arquivado do original (PDF) em 13 de outubro de 2016 
  27. Abuissa H; O’Keefe JH; Cordain, L (2005). «Realigning our 21st century diet and lifestyle with our hunter-gatherer genetic identity» (PDF). Directions Psych. 25: SR1–SR10. Consultado em 23 de outubro de 2017. Arquivado do original (PDF) em 17 de dezembro de 2008 
  28. Eaton, S. Boyd; Cordain, Loren; Sebastian, Anthony (2007). «The Ancestral Biomedical Environment» (PDF). In: Aird, William C. Endothelial Biomedicine. [S.l.]: Cambridge University Press. pp. 129–34. ISBN 0-521-85376-1 
  29. Eaton SB, Eaton SB (setembro de 2003). «An evolutionary perspective on human physical activity: implications for health». Comp Biochem Physiol a Mol Integr Physiol. 136 (1): 153–9. PMID 14527637. doi:10.1016/S1095-6433(03)00208-3 
  30. Cordain, L., Gotshall, R.W. and Eaton, S.B. (julho de 1998). «Physical activity, energy expenditure and fitness: an evolutionary perspective» (PDF). Int J Sports Med. 19 (5): 328–35. PMID 9721056. doi:10.1055/s-2007-971926. Consultado em 23 de outubro de 2017. Arquivado do original (PDF) em 17 de dezembro de 2008 
  31. Cordain, L.; Gotshall, R.W.; Eaton, S.B. (1997). «Evolutionary aspects of exercise» (PDF). World Rev Nutr Diet. World Review of Nutrition and Dietetics (Vol. 81 + 82). 81: 49–60. ISBN 3-8055-6452-X. PMID 9287503. doi:10.1159/000059601. Consultado em 5 de maio de 2019. Arquivado do original (PDF) em 17 de dezembro de 2008 
  32. Charansonney, O. L.; Després, J. P. (2010). «Disease prevention—should we target obesity or sedentary lifestyle?». Nature Reviews Cardiology. 7 (8): 468–472. PMID 20498671. doi:10.1038/nrcardio.2010.68 
  33. http://www.microbemagazine.org/index.php Arquivado em 17 de outubro de 2013, no Wayback Machine.? option=com_content&view=article&id=4700:a-darwinian-view-of-the-hygiene-or-old-friends- hypothesis&catid=950&Itemid=1301
  34. Fox, Molly; Leslie A. Knapp; Paul W. Andrews; Corey L. Fincher (11 de agosto de 2013). «Hygiene and the world distribution of Alzheimer's disease». Evolution, Medicine, and Public Health. 2013 (1): 173–186. doi:10.1093/emph/eot015 
  35. Kuzawa CW (1998). «Adipose tissue in human infancy and childhood: an evolutionary perspective». Am. J. Phys. Anthropol. Suppl. 27: 177–209. PMID 9881526. doi:10.1002/(SICI)1096-8644(1998)107:27+<177::AID-AJPA7>3.0.CO;2-B 
  36. a b Straub RH, Besedovsky HO (dezembro de 2003). «Integrated evolutionary, immunological, and neuroendocrine framework for the pathogenesis of chronic disabling inflammatory diseases». FASEB J. 17 (15): 2176–83. PMID 14656978. doi:10.1096/fj.03-0433hyp 
  37. a b Straub, R. H., del Rey, A., Besedovsky, H. O. (2007) "Emerging concepts for the pathogenesis of chronic disabling inflammatory diseases: neuroendocrine-immune interactions and evolutionary biology" In: Ader, R. (2007) "Psychoneuroimmunology", Volume 1, Academic Press, San Diego, pp.217-232
  38. a b Straub RH, Besedovsky HO, Del Rey A (2007). «[Why are there analogous disease mechanisms in chronic inflammatory diseases?]». Wien. Klin. Wochenschr. (em German). 119 (15–16): 444–54. PMID 17721763. doi:10.1007/s00508-007-0834-z 
  39. Wick G, Berger P, Jansen-Dürr P, Grubeck-Loebenstein B (2003). «A Darwinian-evolutionary concept of age-related diseases». Exp. Gerontol. 38 (1–2): 13–25. PMID 12543257. doi:10.1016/S0531-5565(02)00161-4 
  40. Bogin, B. (1997) "Evolutionary hypotheses for human childhood". Yearbook of Physical Anthropology. 104: 63-89 abstract[ligação inativa]
  41. Gluckman PD, Hanson MA (2006). «Evolution, development and timing of puberty». Trends Endocrinol. Metab. 17 (1): 7–12. PMID 16311040. doi:10.1016/j.tem.2005.11.006 
  42. Kuhle BX (agosto de 2007). «An evolutionary perspective on the origin and ontogeny of menopause». Maturitas. 57 (4): 329–37. PMID 17544235. doi:10.1016/j.maturitas.2007.04.004 
  43. Profet M (setembro de 1993). «Menstruation as a defense against pathogens transported by sperm». Q Rev Biol. 68 (3): 335–86. PMID 8210311. doi:10.1086/418170 
  44. Strassmann BI (junho de 1996). «The evolution of endometrial cycles and menstruation». Q Rev Biol. 71 (2): 181–220. PMID 8693059. doi:10.1086/419369 
  45. Finn CA (1998). «Menstruation: A nonadaptive consequence of uterine evolution». The Quarterly Review of Biology. 73 (2): 163–173. PMID 9618925. doi:10.1086/420183 
  46. Flaxman SM, Sherman PW (junho de 2000). «Morning sickness: a mechanism for protecting mother and embryo». Q Rev Biol. 75 (2): 113–48. PMID 10858967. doi:10.1086/393377 
  47. Flaxman SM, Sherman PW (julho de 2008). «Morning sickness: adaptive cause or nonadaptive consequence of embryo viability?». Am. Nat. 172 (1): 54–62. PMID 18500939. doi:10.1086/588081 
  48. Wick G, Perschinka H, Millonig G (dezembro de 2001). «Atherosclerosis as an autoimmune disease: an update». Trends Immunol. 22 (12): 665–9. PMID 11738996. doi:10.1016/S1471-4906(01)02089-0 
  49. Rotter JI, Diamond JM (1987). «What maintains the frequencies of human genetic diseases?». Nature. 329 (6137): 289–90. PMID 3114647. doi:10.1038/329289a0 
  50. Kaifu, Y.; Kasai, K.; Townsend, G. C.; Richards, L. C. (2003). «Tooth wear and the ?design? Of the human dentition: A perspective from evolutionary medicine». American Journal of Physical Anthropology. 122: 47–61. PMID 14666533. doi:10.1002/ajpa.10329 
  51. NEEL JV (dezembro de 1962). «Diabetes Mellitus: A "Thrifty" Genotype Rendered Detrimental by "Progress"?». American Journal of Human Genetics. 14 (4): 353–62. PMC 1932342Acessível livremente. PMID 13937884 
  52. Neel JV, Weder AB, Julius S (1998). «Type II diabetes, essential hypertension, and obesity as "syndromes of impaired genetic homeostasis": the "thrifty genotype" hypothesis enters the 21st century». Perspect. Biol. Med. 42 (1): 44–74. PMID 9894356. doi:10.1353/pbm.1998.0060 
  53. Williams, George; Nesse, Randolph M. (1996). «Evolution and healing». Why We Get Sick: the new science of Darwinian medicine. New York: Vintage Books. pp. 37–8. ISBN 0-679-74674-9 
  54. Wick G, Jansen-Dürr P, Berger P, Blasko I, Grubeck-Loebenstein B (fevereiro de 2000). «Diseases of aging». Vaccine. 18 (16): 1567–83. PMID 10689131. doi:10.1016/S0264-410X(99)00489-2 
  55. Kluger MJ, Ringler DH, Anver MR (abril de 1975). «Fever and survival». Science. 188 (4184): 166–8. PMID 1114347. doi:10.1126/science.1114347 
  56. Kluger MJ, Rothenburg BA (janeiro de 1979). «Fever and reduced iron: their interaction as a host defense response to bacterial infection». Science. 203 (4378): 374–6. PMID 760197. doi:10.1126/science.760197 
  57. Ames BN, Cathcart R, Schwiers E, Hochstein P (novembro de 1981). «Uric acid provides an antioxidant defense in humans against oxidant- and radical-caused aging and cancer: a hypothesis». Proc. Natl. Acad. Sci. USA. 78 (11): 6858–62. PMC 349151Acessível livremente. PMID 6947260. doi:10.1073/pnas.78.11.6858 
  58. Naugler C (2008). «Hemochromatosis: a Neolithic adaptation to cereal grain diets». Med. Hypotheses. 70 (3): 691–2. PMID 17689879. doi:10.1016/j.mehy.2007.06.020 
  59. Moalem S, Percy ME, Kruck TP, Gelbart RR (setembro de 2002). «Epidemic pathogenic selection: an explanation for hereditary hemochromatosis?». Med. Hypotheses. 59 (3): 325–9. PMID 12208162. doi:10.1016/S0306-9877(02)00179-2 
  60. Wander K, Shell-Duncan B, McDade TW (outubro de 2008). «Evaluation of iron deficiency as a nutritional adaptation to infectious disease: An evolutionary medicine perspective». Am. J. Hum. Biol. 21 (2): 172–9. PMID 18949769. doi:10.1002/ajhb.20839 
  61. Eaton SB, Eaton SB, Konner MJ (abril de 1997). «Paleolithic nutrition revisited: a twelve-year retrospective on its nature and implications». Eur J Clin Nutr. 51 (4): 207–16. PMID 9104571. doi:10.1038/sj.ejcn.1600389 
  62. Eaton SB, Konner M (janeiro de 1985). «Paleolithic nutrition. A consideration of its nature and current implications». N. Engl. J. Med. 312 (5): 283–9. PMID 2981409. doi:10.1056/NEJM198501313120505 
  63. Woolf LI, McBean MS, Woolf FM, Cahalane SF (maio de 1975). «Phenylketonuria as a balanced polymorphism: the nature of the heterozygote advantage». Annals of Human Genetics. 38 (4): 461–9. PMID 1190737. doi:10.1111/j.1469-1809.1975.tb00635.x 
  64. Humphrey, Nicholas (2002). «19. Great Expectations: The Evolutionary Psychology of Faith-Healing and the Placebo Effect» (PDF). The mind made flesh: essays from the frontiers of psychology and evolution. Oxford [Oxfordshire]: Oxford University Press. pp. 255–85. ISBN 0-19-280227-5 
  65. Karasik, D. (novembro de 2008). «Osteoporosis: an evolutionary perspective». Human Genetics. 124 (4): 349–356. ISSN 0340-6717. PMID 18781328. doi:10.1007/s00439-008-0559-8 
  66. Williams TN (agosto de 2006). «Human red blood cell polymorphisms and malaria». Current Opinion in Microbiology. 9 (4): 388–94. PMID 16815736. doi:10.1016/j.mib.2006.06.009 
  67. Ayi K, Turrini F, Piga A, Arese P (novembro de 2004). «Enhanced phagocytosis of ring-parasitized mutant erythrocytes: a common mechanism that may explain protection against falciparum malaria in sickle trait and beta-thalassemia trait». Blood. 104 (10): 3364–71. PMID 15280204. doi:10.1182/blood-2003-11-3820 
  68. Williams TN; Mwangi TW; Wambua S; et al. (julho de 2005). «Sickle cell trait and the risk of Plasmodium falciparum malaria and other childhood diseases». J. Infect. Dis. 192 (1): 178–86. PMC 3545189Acessível livremente. PMID 15942909. doi:10.1086/430744 
  69. Hart BL (1988). «Biological basis of the behavior of sick animals». Neurosci Biobehav Rev. 12 (2): 123–37. PMID 3050629. doi:10.1016/S0149-7634(88)80004-6 
  70. Eaton SB; Pike MC; Short RV; et al. (setembro de 1994). «Women's reproductive cancers in evolutionary context». Q Rev Biol. 69 (3): 353–67. PMID 7972680. doi:10.1086/418650 
  71. Nesse, R., & Williams, G. (1996) Why We Get Sick. NY: Vintage.
  72. Gaulin, Steven J. C. and Donald H. McBurney. Evolutionary psychology. Prentice Hall. 2003. ISBN 978-0-13-111529-3, Chapter 1, p 1-24.
  73. Buss, D.M. (2011). Evolutionary Psychology.
  74. Gaulin & McBurney (2004), Evolutionary Psychology
  75. Workman & Reader (2004), Evolutionary Psychology
  76. Nesse R (1997). «An evolutionary perspective on panic disorder and agoraphobia». In: Baron-Cohen S. The maladapted mind: classic readings in evolutionary psychopathology. East Sussex: Psychology Press. pp. 73–84. ISBN 0-86377-460-1. Consultado em 21 de janeiro de 2011 
  77. Grinde B (junho de 2005). «An approach to the prevention of anxiety-related disorders based on evolutionary medicine». Prev Med. 40 (6): 904–9. PMID 15850894. doi:10.1016/j.ypmed.2004.08.001 
  78. Nesse RM (janeiro de 2000). «Is depression an adaptation?». Arch. Gen. Psychiatry. 57 (1): 14–20. PMID 10632228. doi:10.1001/archpsyc.57.1.14 [ligação inativa]
  79. Nesse RM, Berridge KC (outubro de 1997). «Psychoactive drug use in evolutionary perspective». Science. 278 (5335): 63–6. PMID 9311928. doi:10.1126/science.278.5335.63 
  80. Crow TJ (julho de 1995). «A Darwinian approach to the origins of psychosis». Br J Psychiatry. 167 (1): 12–25. PMID 7551604. doi:10.1192/bjp.167.1.12 
  81. Brüne M (março de 2004). «Schizophrenia-an evolutionary enigma?». Neurosci Biobehav Rev. 28 (1): 41–53. PMID 15036932. doi:10.1016/j.neubiorev.2003.10.002 
  82. Nesse RM (setembro de 2004). «Natural selection and the elusiveness of happiness». Philosophical Transactions of the Royal Society B. 359 (1449): 1333–47. PMC 1693419Acessível livremente. PMID 15347525. doi:10.1098/rstb.2004.1511 
Livros da Wikipédia