Medidas ativas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Oleg Kalugin definiu como medidas ativas os esforços de subversão destinados a:
"Criar divisões na comunidade ocidental... particularmente a OTAN, semear discórdia entre aliados, enfraquecer os Estados Unidos... e assim preparar terreno caso a guerra realmente ocorra".

Medida ativa (russo: активные мероприятия) é o termo que descreve o conjunto de ações de guerra política empregado pelos serviços de inteligência soviéticos e russos (Tcheka, OGPU, NKVD, KGB, FSB) para manipular o curso de eventos mundiais, além de coletar informações e produzir avaliação "politicamente correta" disso.[1] Medidas ativas variam de "manipulações da mídia a ações especiais envolvendo vários graus de violência". Começando na década de 1920,[2] foram usadas tanto internamente quanto no exterior. Incluíam desinformação, propaganda, falsificação de documentos oficiais, assassinatos e repressão política, infiltração em igrejas e a perseguição de dissidentes políticos.[1]

Medidas ativas incluíram o estabelecimento e apoio de organizações de fachada internacionais (por exemplo, o Conselho Mundial da Paz); partidos comunistas, socialistas e de oposição estrangeiros; guerras de libertação nacional no Terceiro Mundo; e grupos clandestinos, revolucionários, insurgentes, criminosos e terroristas.[1] As agências de inteligência dos Estados do Bloco do Leste também contribuíram para o programa, fornecendo agentes e inteligência para assassinatos e outros tipos de operações secretas.[1]

O ex-general da KGB Oleg Kalugin, ex-diretor de Inteligência Estrangeira da KGB, definiu a medida ativa como:

O coração e a alma da inteligência soviética: Não coleta de inteligência, mas subversão: medidas ativas para enfraquecer o Ocidente, nas alianças da comunidade ocidental de todos os tipos, particularmente a OTAN, semear discórdia entre aliados, enfraquecer os Estados Unidos aos olhos dos povos da Europa, Ásia, África, América Latina e assim preparar terreno caso a guerra realmente ocorra.[3]

Medidas ativas compunham uma série de cursos especiais ministrados pela Academia de Inteligência Estrangeira da KGB, situada na sede da SVR em Yasenevo, perto de Moscou. O chefe do "departamento de medidas ativas" era Yuri Modin, ex-controlador do círculo de espionagem Cambridge Five.[1]

Medidas ativas continuaram na era pós-soviética na Rússia. Em depoimento antes da audiência do Comitê de Inteligência do Senado sobre a resposta política dos EUA à interferência russa na eleição presidencial nos Estados Unidos em 2016, Victoria Nuland, ex-embaixadora dos EUA na OTAN referiu a si própria como "um alvo rotineiro das medidas ativas russas".[4]

Contra os EUA[editar | editar código-fonte]

Deception, Disinformation, and Strategic Communications:[5] primeira página de jornal que ilustra propaganda da Operação INFEKTION.

Algumas das medidas ativas da URSS contra os EUA foram expostas no Arquivo Mitrokhin:[1]

Apoio a movimentos políticos[editar | editar código-fonte]

Congresso do Conselho Mundial da Paz em Berlim Oriental (1952). Abaixo do desenho da pomba de Picasso a faixa em alemão diz:
"A Alemanha deve ser uma terra de paz."

De acordo com Stanislav Lunev, apenas o GRU gastou mais de US $ 1 bilhão para os movimentos pacifistas contra a Guerra do Vietnã, o que foi uma "campanha de enorme sucesso e retorno".[7] Lunev afirmou que "o GRU e a KGB ajudaram a financiar quase todos os movimentos e organizações antiguerra na América e no exterior".[7]

O Conselho Mundial da Paz foi instituído por ordem do PCUS (Partido Comunista da União Soviética) no final da década de 1940 e, por mais de quarenta anos, realizou campanhas contra a ação militar ocidental, principalmente estadounidense. Muitas organizações controladas ou influenciadas pelos comunistas afiliaram-se a elas. De acordo com Oleg Kalugin:

... a inteligência soviética [era] realmente incomparável. Os programas da KGB - que realizariam todo tipo de congressos, congressos de paz, congressos de jovens, festivais, movimentos de mulheres, movimentos sindicais, campanhas contra mísseis americanos na Europa, campanhas contra armas de nêutrons, alegações de que a AIDS... fora criada pela CIA... todo o tipo de falsificações e material falsificado - eram dirigidos a políticos, à comunidade acadêmica, ao público em geral....[3]

Tem sido amplamente alegado que a União Soviética organizou e financiou movimentos ocidentais de paz; por exemplo, o ex-agente da KGB Sergei Tretyakov afirmou que no início dos anos 1980 a KGB queria impedir que os Estados Unidos implantassem bases de mísseis nucleares e que ela usou o Comitê Soviético pela Paz para organizar e financiar manifestações de paz na Europa Ocidental.[8] [9] [10] (As agências de inteligência ocidentais, no entanto, não encontraram provas disso).[11] [12] Tretyakov fez uma afirmação ainda não confirmada de que "A KGB foi responsável por criar toda a história inverno nuclear para deter os mísseis Pershing II" [8] e, que alimentou desinformação aos grupos pacifistas ocidentais e, assim, influenciando um artigo científico fundamental sobre o tema elaborado por cientistas ocidentais.[13]

Instalando e derrubando governos[editar | editar código-fonte]

No centro, em 1990, o diretor da KGB, Vladimir Kryuchkov (1924-2007).

Após a Segunda Guerra Mundial, as organizações de segurança soviéticas desempenharam um papel fundamental na instalação de governos fantoches comunistas na Europa Oriental, na República Popular da China, na Coreia do Norte e, posteriormente, no Afeganistão. A sua estratégia incluía repressões políticas em massa e o estabelecimento de serviços secretos subordinados em todos os países ocupados.[14] [15]

Algumas das medidas ativas foram realizadas pelos serviços secretos soviéticos contra seus próprios governos ou governantes comunistas. Os historiadores russos Anton Antonov-Ovseyenko e Edvard Radzinsky sugeriram que Josef Stalin foi morto por associados do chefe da NKVD, Lavrenti Beria, com base nas entrevistas de um ex-guarda-costas de Stalin e provas circunstanciais.[16] De acordo com as alegações de Yevgeniya Albats, o chefe da KGB Vladimir Semichastny estava entre os conspiradores contra Nikita Khrushchov em 1964.[17] O diretor da KGB, Iúri Andropov, teria lutado pelo poder com Leonid Brejnev.[18] A tentativa de golpe de Estado na União Soviética em 1991 contra Mikhail Gorbatchov foi organizada pelo diretor da KGB, Vladimir Kryuchkov.[17] O general Viktor Barannikov, então ex-chefe da Segurança do Estado, tornou-se um dos líderes do levante contra Boris Yeltsin durante a crise constitucional russa de 1993.[17]

O atual serviço de inteligência russo, o SVR, supostamente trabalha para minar os governos dos antigos estados-satélites soviéticos, como a Polônia, os países bálticos [19] e a Geórgia.[20] Durante a controvérsia de espionagem entre Geórgia e Rússia de 2006, vários oficiais russos do GRU foram acusados ​​pelas autoridades georgianas de prepararem-se para cometer sabotagem e atos terroristas.

Forças rebeldes fantoches[editar | editar código-fonte]

Operação Trust[editar | editar código-fonte]

De pé (esquerda) Boris Savinkov (1879-1925) perante um tribunal soviético em Outubro de 1924. Atrás dos juízes (direita) sentado encostado na parede, o diretor da OGPU, Viacheslav Menjinsky (1874-1934).

Na Operação Trust (1921-1926), a Direção Política do Estado (OGPU) criou a falsa organização anti-bolchevique, "União Monarquista da Rússia Central". O principal sucesso desta operação foi atrair Boris Savinkov e Sidney Reilly para a União Soviética, onde ambos foram presos e executados.

Revolta dos Basmachi[editar | editar código-fonte]

Durante a revolta dos Basmachi, iniciada em 1916 na Ásia Central, destacamentos militares especiais disfarçaram-se de forças Basmachi e receberam apoio dos serviços de inteligência britânicos e turcos. As operações desses destacamentos facilitaram o colapso do movimento Basmachi e levaram ao assassinato de Enver Paxá.[21]

Pós-guerra e operações de contra-insurgência[editar | editar código-fonte]

Após a Segunda Guerra Mundial, várias organizações partidárias nos Estados Bálticos, Polônia e Ucrânia ocidental (incluindo alguns colaboradores anteriores da Alemanha Nazista) lutaram pela independência de seus países contra as forças soviéticas. Muitos agentes da NKVD foram enviados para infiltrarem-se nos movimentos de independência. Forças rebeldes fantoches também foram criadas pelo NKVD para "atacar" autoridades soviéticas locais a fim de ganhar credibilidade e exfiltrar agentes seniores do NKVD para o Ocidente.[21]

Assassinatos políticos[editar | editar código-fonte]

Svetlana Alliluyeva (1926-2011) filha de Josef Stalin, na cidade de Nova Iorque em 26 de Abril de 1967, após solicitar asilo aos Estados Unidos. A KGB elaborou um plano para assassina-la, que não foi executado.[22] [23]

O mais importante desertor da inteligência do bloco soviético, tenente-general Ion Mihai Pacepa da Securitate, (polícia secreta romena) afirmou ter tido uma conversa com Nicolae Ceaușescu, que lhe contou sobre "dez líderes internacionais que o Kremlin matou ou tentou matar": László Rajk e Imre Nagy (Hungria); Lucrețiu Pătrășcanu e Gheorghe Gheorghiu-Dej (Romênia); Rudolf Slánský e Jan Masaryk, (Tchecoslováquia); o Mohammad Reza Pahlavi (Irã); Muhammad Zia-ul-Haq, (presidente do Paquistão); Palmiro Togliatti (Itália); John F. Kennedy; e Mao Tsé-Tung. Pacepa forneceu algumas outras alegações, como um plano para matar Mao Tsé-Tung com a ajuda de Lin Biao, organizado pela KGB, e alegou que "entre os líderes dos serviços de inteligência satélites de Moscou havia concordância unânime de que a KGB estava envolvida no assassinato do presidente Kennedy."[24]

O segundo presidente do Afeganistão, Hafizullah Amin, foi morto pelo Grupo Alpha da KGB na Operação Shtorm-333. Presidentes da não reconhecida República Chechena da Ichkeria organizada por separatistas chechenos, incluindo Djokhar Dudaiev, Zelimkhan Yandarbiyev, Aslan Maskhadov e Abdul-Halim Sadulayev, foram mortos pelo FSB e por forças afiliadas.

Outros casos amplamente divulgados são os assassinatos do dissidente soviético Leon Trótski e do escritor búlgaro Georgi Markov.

Também houve alegações de que a KGB esteve por trás da tentativa de assassinato do Papa João Paulo II em 1981. A comissão Mitrokhin do senado italiano, presidida pelo senador Paolo Guzzanti (do partido Forza Italia), investigou o Arquivo Mitrokhin de 2003 a Março de 2006. Tal comissão recebeu críticas durante e após a sua existência.[25] Foi encerrada em Março de 2006 sem trazer quaisquer provas às suas várias alegações polêmicas, incluindo a afirmação de que Romano Prodi, ex-primeiro e atual ministro da Itália e ex-Presidente da Comissão Europeia, era o "homem da KGB na Europa". Um dos informantes de Guzzanti, Mario Scaramella, foi preso por difamação e comércio de armas no final de 2006.[26]

Guerrilhas[editar | editar código-fonte]

Apoio a guerrilhas pelo mundo[editar | editar código-fonte]

Cidades alvos de ações do ASALA (Exército Secreto armênio para a Libertação da Armênia).[27]

Os serviços secretos soviéticos foram descritos como "os principais instrutores das guerrilhas em todo o mundo".[7] [28] [29] De acordo com Ion Mihai Pacepa, o general da KGB Aleksandr Sakharovsky declarou certa vez: "No mundo de hoje, quando as armas nucleares tornaram a força militar obsoleta, o terrorismo deveria se tornar a nossa principal arma".[30] Também afirmou que "seqüestro de avião é minha invenção". Apenas em 1969, 82 aviões foram sequestrados em todo o mundo pela OLP (Organização para a Libertação da Palestina) financiada pela KGB.[30]

Ion Mihai Pacepa descreveu a operação "SIG" ("governos sionistas") que foi criada em 1972 para colocar todo o mundo islâmico contra Israel e os Estados Unidos. O chefe da KGB, Iúri Andropov, explicou a Pacepa que:

Um bilhão de adversários poderiam infligir danos muito maiores à América do que alguns milhões. Precisávamos disseminar por todo o mundo islâmico um ódio de estilo nazista aos judeus e, transformar essa arma emocional num banho de sangue terrorista contra Israel e seu principal apoiador, os Estados Unidos.[30]

As seguintes organizações de libertação foram supostamente criadas ou apoiadas pela KGB: Fração do Exército Vermelho, OLP, Guerrilha de Ñancahuazú (criada em 1964 com a ajuda de Che Guevara); Exército de Libertação Nacional (Colômbia) (criado em 1965 com a ajuda de Cuba), Frente Democrática para a Libertação da Palestina (1969) e Exército Secreto armênio para a Libertação da Armênia em 1975.[31]

Legado[editar | editar código-fonte]

A alegada campanha de desinformação da Rússia, o seu envolvimento no Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) e a eleição de Donald Trump para presidente dos EUA e o seu apoio aos movimentos de extrema direita no Ocidente, foram comparados com as medidas ativas da União Soviética no sentido de "perturbar e desacreditar as democracias ocidentais".[32] [33]

Após a anexação da Crimeia em 2014, a mídia controlada pelo Kremlin divulgou desinformação sobre o governo da Ucrânia. Em Julho de 2014, o voo Malaysia Airlines 17 foi abatido por um míssil russo no leste da Ucrânia, matando todos seus 298 passageiros. A mídia controlada pelo Kremlin e trolls online espalharam desinformação, acusando os rebeldes ucranianos pelo abate da aeronave.[34]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

Em inglês
  • The World Was Going Our Way: The KGB and the Battle for the Third World. Autor: Christopher Andrew. Basic Books, 2005, (em inglês) ISBN 9780465003112 Adicionado em 09/06/2019.
  • The Human Factor: Inside the CIA's Dysfunctional Intelligence Culture. Autor: Ishmael Jones. Encounter Books, 2010, (em inglês) ISBN 9781594033827 Adicionado em 09/06/2019.
Em português
  • 1964. O Elo Perdido. O Brasil nos Arquivos do Serviço Secreto Comunista. Autores: Mauro "Abranches" Kraenski & Vladimir Petrilak. Vide, 2017, ISBN 9788595070271 Adicionado em 09/06/2019.

Referências

  1. a b c d e f The Mitrokhin Archive: The KGB in Europe and the West, Volume 2. Autores: Christopher M. Andrew & Vasili Mitrokhin. Penguin, 2000, (em inglês) ISBN 9780140284874 Acessado em 09/06/2019.
  2. Senado dos Estados Unidos - Testemunho do General reformado Keith B. Alexander, 30 de Março de 2017, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  3. a b Inside the KGB - Entrevista de Oleg Kalugin para a CNN (27 de Junho de 2007) arquivada no Wayback Machine, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  4. C-SPAN - Senate Intelligence Committee on the policy response to Russian interference in the 2016 elections: Victoria Nuland testimony. 20 de Junho de 2018, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  5. APPS - Deception, Disinformation, and Strategic Communications: How One Interagency Group Made a Major Differenceby Fletcher Schoen and Christopher J. Lamb. (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  6. MH/CHAOS: The CIA'S Campaign Against the Radical New Left and the Black Panthers. Autor: Frank Rafalko. Naval Institute Press, 2011, (em inglês) ISBN 9781612510705 Acessado em 09/06/2019.
  7. a b c Through the Eyes of the Enemy: Russia's Highest Ranking Military Defector Reveals why Russia is More Dangerous Than Ever. Autores: Stanislav Lunev & Ira Winkler. Regnery Pub., 1998, (em inglês) ISBN 9780895263902 Adicionado em 09/06/2019.
  8. a b Comrade J: The Untold Secrets of Russia's Master Spy in America After the End of the Cold War. Autor: Pete Earley. G.P. Putnam's Sons, 2007, págs. 167-177, (em inglês) ISBN 9780399154393 Adicionado em 09/06/2019.
  9. Web Archive - Opposition to The Bomb: The fear, and occasional political intrigue, behind the ban-the-bomb movements. Bruce Kennedy, CNN, 18 de Abril de 2008, (em inglês) Acessado em 0906/2019.
  10. Archive - "Moscow and the Peace, Offensive". Jeffrey G. Barlow, 14 de Maio de 1982, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  11. CIA - INTERNATIONAL CONNNECTIONS OF US PEACE GROUPS. (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  12. The Defence of the Realm: The Authorized History of MI5. Autor: Christopher M. Andrew Allen Lane, 2009, (em inglês) ISBN 9780713998856 Adicionado em 09/06/2019.
  13. The Atmosphere after a Nuclear War: Twilight at Noon. Paul Crutzen & John Birks, JSTOR, 1982, págs. 114-125, (em inglês) Acessado em 09/06/2014.
  14. Antonov-Ovseenko, Anton, Beria, Moscow, 1999
  15. KGB: The Inside Story of Its Foreign Operations from Lenin to Gorbachev. Autores: Christopher Andrew & Oleg Gordievsky. HarperCollinsPublishers, 1990, (em inglês) Adicionado em 09/06/2019.
  16. Stalin: The First In-Depth Biography Based on Explosive New Documents from Russia's Secret Archives. Autor: Edvard Radzinsky. Anchor Books, 1997, (em inglês) ISBN 9780385479547 Adicionado em 09 /06/2019.
  17. a b c The State Within a State: The KGB and Its Hold on Russia—Past, Present, and Future. Autora: Yevgenia Albats. Farrar Straus Giroux, 1994, (em inglês) Adicionado em 09/06/2019.
  18. Google Livros - Yuri Andropov: a secret passage into the Kremlin. Autores: Vladimir Solovyov & Elena Klepikova. Robert Hale, 1984, (em inglês) Adicionado em 09/06/2019.
  19. Ações dos Serviços Especiais da Federação Russa na ex-União Soviética. - Andrei Soldatov & Irina Dorogan. Novaya Gazeta, 27 de Maio de 2006, (em russo) Acessado em 09/06/2019.
  20. Web Archive - Moscow Accused of Backing Georgian Revolt. Olga Allenova & Vladimir Novikov. 7 de Stembro de 2006, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  21. a b Secret History of the Iraq War. Autor: Yossef Bodansky. HarperCollins, 2005, (em inglês) ISBN 9780060736804 Adicionado em 09/06/2019.
  22. Lana Peters, Stalin’s Daughter, Dies at 85. Douglas Martin. The New York Times, 28 de Novembro de 2011. (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  23. Next Stop Execution: The Autobiography of Oleg Gordievsky. Autor: Oleg Gordievsky.Macmillan, 1995, pág. 251, (em inglês) ISBN 9780333620861 Adicionado em 09/06/2019.
  24. National Review - The Kremlin’s Killing Ways. Ion Mihai Pacepa, 28 de Novembro de 2006, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  25. L'Unità, 01 de Dezembro de 2006. Acessado em 09/06/2019.
  26. The Guardian - Spy expert at centre of storm. Barbara McMahon, 2 de Dezembro de 2006, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  27. Global Terrorrism Database (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  28. Web Archive - Viktor Suvorov. Inside soviet military intelligence. Viktor Suvorov. Macmillan, 1984, (em inglês) ISBN 9780026155106 Acessado em 09/06/2019.
  29. Web Archive - The Inside Story of the Soviet Special Forces. Viktor Suvorov. Hamish Hamilton, 1987, (em inglês) ISBN 9780241119617 Acessado em 09/06/2019.
  30. a b c National Review - Russian Footprints. Ion Mihai Pacepa, 24 de Agosto de 2006, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  31. New Concepts - From Russia With Terror. Jamie Glazov,01 de Março de 2004, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  32. The motherlands calls: Russian propaganda is state-of-the-art again. The Economist, 10 de Dezembro de 2016, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  33. Russia Is Already Winning. Molly K. McKew. Politico, 18 de Janeiro de 2017, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  34. Russian disinformation distorts American and European democracy. The Economist, 22 de Fevereiro de 2018, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Web Archive - RUSSIA Soviet Active Measures: Deception, Disinformation, and Propaganda. Bibliografia, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  • Web Archive - Crash Course in KGB/SVR/FSB Disinformation and Active Measures. – The Centre for Counterintelligence and Security Studies, USA, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  • Web Archive - Identifying Misinformation by US State Department, (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  • Web Archive Disinforming the Public by Ladislav Bittman. (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  • Intellit - Soviet Active Measures in the "Post-Cold War" Era 1988–1991 – by US Information Agency. (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  • Web Citation - Russian Secret Services Links With Al-Qaeda (AIA information agency) (em inglês) Acessado em 09/06/2019.
  • Psy War - Soviet Active Measures in the West and the Developing World. (em inglês) Acessado em 09/06/2019.