Memória de Minhas Putas Tristes

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Memoria de mis putas tristes
Memória das Minhas Putas Tristes (PT)
Memória de Minhas Putas Tristes (BR)
Memoria de mis putas tristes.jpg
Autor(es) Gabriel García Márquez
Idioma castelhano
País  Colômbia
Gênero romance
Editora Mondadori
Lançamento 2004
Páginas 109
ISBN 968-13-4032-9
Edição portuguesa
Tradução Maria do Carmo Abreu
Revisão Fernanda Abreu
Editora Dom Quixote
Lançamento 2005
Formato capa mole
Páginas 125
ISBN 972-20-2802-2
Edição brasileira
Tradução Eric Nepomuceno
Editora Editora Record
Lançamento 2005

Memória de Minhas Putas Tristes (Memoria de mis putas tristes) foi escrito em 2004 por Gabriel García Márquez e publicado em outubro do mesmo ano nos países de língua espanhola. No Brasil, foi publicado pela editora Record em 2005, com tradução de Eric Nepomuceno.

Narra a história de um velho cronista e crítico musical que, em seu aniversário de 90 anos, pretende presentear a si mesmo com uma noite de amor louco com uma jovem virgem. Porém, ao vê-la dormindo, não tem coragem de acordá-la e se apaixona por uma garota adormecida.

A história foi inspirada pelo livro A casa das belas adormecidas do Prêmio Nobel japonês Yasunari Kawabata, conforme atestado por sua epígrafe:

No debía hacer nada de mal gusto, advirtió al anciano Eguchi
la mujer de la posada. No debía poner el dedo en la boca
de la mujer dormida ni intentar nada parecido.

Adaptação cinematográfica[editar | editar código-fonte]

O filme Memória de Minhas Putas Tristes foi filmado em formato de 35 milímetros, com duração de 92 minutos, na cidade de São Francisco de Campeche no México. Sob a direção do dinamarquês Henning Carlsen e roteirizado por Jean-Claude Carrière, foi estrelado por Emilio Echevarría, Olivia Molina, Ángela Molina e Geraldine Chaplin. O filme recebeu o Prêmio Especial do Júri Jovem no Festival de Cinema Espanhol de Málaga.[1] Sua estreia ocorreu em 27 de abril de 2012, na 15ª edição do festival de Málaga, onde foi um dos candidatos a receber o Biznaga de Oro e onde ela finalmente ganhou o prêmio especial do júri jovem de melhor filme.[2][3] Estreou nos cinemas mexicanos em 12 de outubro de 2012.

Polêmica[editar | editar código-fonte]

O filme, uma co-produção de México-Espanha-Dinamarca-Estados Unidos, durante suas filmagens levantou controvérsias (2010), devido a seus tópicos, que supostamente promovem o tráfico de crianças e o comércio sexual. A jornalista Lydia Cacho se opôs ao projeto cinematográfico, alegando que, no romance, a intenção falaciosa do ancião em relação à adolescente promove o abuso sexual de menores. Em resposta, a atriz Paola Medina Espinoza (que interpreta Delgadina) disse:

"Acho que foi uma comunicação ruim. Pessoalmente, tenho muito respeito pelos ativistas, 100%, os admiro muito e me considero parte de sua causa, completamente."

Por sua vez, o diretor defendeu o seguinte:

"Não há nada que você possa chamar de promoção à pedofilia no filme, é tudo uma história de amor, a história de um velho que quer continuar sentindo e se apaixona. A memória é um filme poético, não uma controvérsia."

O Nobel de Literatura colombiano teria pedido expressamente que esta fosse a última adaptação cinematográfica de um de seus romances.[2]

Referências

  1. "Tiene “Memoria de mis putas tristes” buen recibimiento en Málaga". (em castelhano) Provincia. 24 de abril de 2012. Arquivado do original em 7 de setembro de 2012. Consultado em 15 de maio de 2020,
  2. a b «Estrenan en Festival de Málaga "la última" adaptación al cine de un libro de García Márquez». S.A.P., El Mercurio (em castelhano). 23 de abril de 2012. Consultado em 15 de maio de 2020 
  3. Redacción (28 de abril de 2012). «"Los niños salvajes" gana la Biznaga de Oro en Málaga». Telemadrid (em castelhano). Consultado em 15 de maio de 2020 
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