Membrana extraembrionária
As membranas extra-embrionárias são quatro membranas que auxiliam o desenvolvimento do embrião de um animal. Estas membranas ocorrem numa variedade de animais, desde humanos a insetos. Têm origem no zigoto, mas não são considerados parte do embrião. Normalmente desempenham papéis na nutrição, hematose e remoção de resíduos.[1]
Em amniotas
[editar | editar código]Existem quatro membranas extraembrionárias padrão nos amniotas, nomeadamente, répteis (incluindo aves) e mamíferos:
- o saco vitelínico que envolve a gema
- o âmnio que envolve e amortece o embrião
- o alantoide que entre as aves armazena resíduos embrionários e auxilia na troca de dióxido de carbono com oxigénio, bem como na reabsorção de cálcio da casca, e
- o córion que envolve todos estes e, nas aves, funde-se sucessivamente com o alantoide nas fases finais do desenvolvimento do ovo para formar um órgão respiratório e excretor combinado denominado corioalantoide.[2]
Nos humanos e noutros mamíferos, são mais comummente chamadas de membranas fetais.
Em insetos
[editar | editar código]As membranas extraembrionárias nos insetos incluem uma membrana serosa (serosa) originária de células do blastoderma, um âmnio ou cavidade amniótica cuja expressão é controlada pelo gene Zerknüllt e um saco vitelínico. [3]
Referências
- ↑ William K. Purves; Gordon H. Orians; H. Craig Heller (2003). Life: The Science of Biology. [S.l.]: W. H. Freeman. p. 423. ISBN 978-0-7167-9856-9
- ↑ Noble S. Proctor; Patrick J. Lynch (1993). Manual of Ornithology: Avian Structure & Function. [S.l.]: Yale University Press. p. 234. ISBN 0-300-05746-6
- ↑ Schmitt-Ott, Urs; Kwan, Chun Wai (11 de fevereiro de 2016). «Morphogenetic functions of extraembryonic membranes in insects». Current Opinion in Insect Science. 13: 86–92. PMID 27436557. doi:10.1016/j.cois.2016.01.009