Membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Os Membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Os Membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, também conhecidos como os Cinco Permanentes ou P5, incluem os cinco governos das seguintes nações: China, França, Rússia, Reino Unido e os Estados Unidos. Os membros representam as cinco grandes potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial.[1] Cada um dos membros permanentes possui o poder de veto, que os permite evitar a adoção de qualquer resolução pela organização.

Membros atuais[editar | editar código-fonte]

País Representante
permanente
Representação atual Representação antiga
 China[2] Liu Jieyi[3]  China (1971 - presente) República da China República da China (1945 - 1971)
 França François Delattre[3] França Quinta República Francesa (1958 - presente) França Quarta República Francesa (1946 - 1948)
Predefinição:Bra Vitaly Churkin[3] Rússia Federação Russa (1991 - presente) União das Repúblicas Socialistas Soviéticas União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1946 - 1991)
 Reino Unido Matthew Rycroft[3] Reino Unido Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (1946 - presente)
 Estados Unidos Samantha Power[3] Estados Unidos Estados Unidos da América (1946 - presente)
Os Membros permanentes originais do Conselho de Segurança das Nações Unidas em 1945 (azul escuro) com suas respectivas colônias e outros territórios (azul claro).

Na fundação das Nações Unidas, em 1945, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança foram a República Francesa, a República da China, o Reino Unido, os Estados Unidos e a União Soviética. Houve, desde então, duas modificações nos assentos, apesar de o texto original da Carta das Nações Unidas não ter sido modificado:

Líderes dos Membros permanentes durante uma cimeira em 2000. Em sentido horário: O Presidente chinês Jiang Zemin, o Presidente estadunidense Bill Clinton, o Primeiro-ministro britânico Tony Blair, o Presidente russo Vladimir Putin e o Presidente francês Jacques Chirac.

Adicionalmente, a França reformou seu governo como Quinta República Francesa em 1958, sob a liderança de Charles de Gaulle. A França manteve sua vaga no Conselho de Segurança, já que não houve mudança em seu status ou reconhecimento internacional, apesar de que muitos de seus territórios ultramarinos conquistaram suas independências.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança são as potências vitoriosas da Segunda Guerra Mundial e têm mantido juntas as mais poderosas forças militares do planeta. Estas potências ocupam o topo do Ranking anual de países por gastos militares há décadas; em 2011, elas investiram mais de 1 trilhão de dólares em defesa, equivalendo a mais de 60% dos gastos militares globais (somente os Estados Unidos equivaleram a 40%). O P5 também representa os seis maiores exportadores de armamento (juntamente com a Alemanha)[4] e são as únicas quatro nações oficialmente reconhecidas como "Estados com armas nucleares" pelo Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), apesar de que haja alguns outros Estados com posse de armamentos nucleares.

Poder de veto[editar | editar código-fonte]

O "poder de veto" refere-se ao veto exercido pelos membros permanentes, permitindo-os evitar a adoção de qualquer resolução "substantiva" do Conselho de Segurança. O veto não se aplica a votos procedimentais.

O veto é exercido quando algum membro permanente - um dos "P5" - vota contra uma resolução do Conselho. A abstenção ou ausência do voto por um membro permanente não evita que uma resolução venha a ser adotada.

Expansão[editar | editar código-fonte]

As Nações G4: Brasil, Alemanha, Índia e Japão. Muitos apoiam as candidaturas dos outros membros do grupo ao Conselho de Segurança, porém sofrem oposição de vários outros membros das Nações Unidas.[5]

Há propostas da introdução de novos membros permanentes. Os candidatos comumente mencionados são Brasil, Alemanha, Índia e Japão. Estes países compõem um grupo denominado Nações G4, apoiando mutuamente as candidaturas uns dos outros pela membresia permanente. Reino Unido, França e Rússia apoiam a adesão do G4 ao Conselho de Segurança. Este tipo de reforma têm sido tradicionalmente oposto pelo grupo "União pelo consenso", composto primariamente por rivais regionais e competidores econômicos dos países do G4.[6] O grupo é capitaneado por Itália e Espanha (em oposição à Alemanha); México, Colômbia e Argentina (em oposição ao Brasil); Paquistão (em oposição à Índia); e Coreia do Sul (em oposição ao Japão), além de Turquia, Indonésia e outros. Desde 1992, Itália e outros membros do grupo têm proposto a criação de assentos semi-permanentes ou a expansão do número de assentos não-permanentes.[7]

A maioria dos candidatos principais à membresia permanente são eleitos regularmente ao Conselho de Segurança por seus respectivos grupos: Japão e Brasil foram eleitos a dez biênios, e Alemanha para três. A Índia foi eleita ao Conselho por sete vezes no total, com a mais recente vitória em 2010 após um hiato de aproximadamente vinte anos.

Em 2013, os atuais membros "P5" do Conselho de Segurança, juntamente com o G4, equivalem a oito dos dez maiores orçamentos militares do mundo, de acordo com o SIPRI.

Referências