Memory of Mankind

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Memory of Mankind
Logo
Tipo Cápsula do tempo
Inauguração 2012
Presidente Martin Kunze
Website Website oficial
Geografia
País Áustria
Cidade Hallstatt
Localidade Salzburgo

Memory of Mankind (MOM) é um projeto de preservação fundado em 2012 por Martin Kunze. O objetivo principal é preservar a civilização moderna do esquecimento e da Amnésia coletiva. As informações e conhecimentos são impressos em tablets de cerâmica e depois são enterrados na mina de sal de Hallstatt, Áustria. Mais do que um simples projeto de arquivamento, isso procura criar a “Cápsula do tempo de nossa era”, [1] ao permitir que as pessoas participem enviando texto. Em contraste com arquivos nacionais, o conteúdo do MOM é coletado por qualquer pessoa que fizer parte. É uma história coletiva contada “de baixo para cima”.

Ambições[editar | editar código-fonte]

Várias motivações assinalam o projeto. A ambição primária do MOM é preservar uma imagem de nossa era, criada por participantes numerosos ao redor do planeta. O MOM vai também conter informações que nossa sociedade é obrigada a passar adiante ao futuro: e.g. descrição de repositórios de lixo nuclear. Colaboradores do MOM com NEA e SKB. Apesar da ambição mais óbvia e bem descrita na mídia de que seria a preocupação de preservar nosso conhecimento, esse não é um objetivo prioritário do MOM. Servindo como uma cápsula do tempo, o MOM é tanto: em um período de tempo de um milênio, é a nossa história, e num horizonte de décadas isso é uma cópia de segurança.

Em tempos onde Aquecimento global, nuclear e biológica ameaçam a existência da civilização, salvar o núcleo do conhecimento e cultura adquirida pelos séculos é uma forma de backup. [2] No caso de um colapso, o projeto MOM pode ajudar os sobreviventes à reconstruírem a civilização. Junto disso, uma outra razão é de ordem política: em frente da falta de reação das autoridades sobre o aquecimento global, o projeto MOM é uma lembrança sobre o que pode ocorrer. Civilizações gregas e romanas cujas historias foram reconstruídas com a pequena porcentagem dos textos e artefatos que sobreviveram até nossos dias são exemplos do que inspirou o projeto MOM. Finalmente, é uma hora crítica de nossa civilização digital: de acordo com Kunze, pode não sobrar nada do século 21 no futuro, vendo que a maioria de nossas interações são agora virtuais. O "accuracy versus bullshit" é um dos temas principais do projeto, ao se preocupar com a perda de informação, o projeto só pode salvar um fragmento das informações produzidas até hoje, mas esse fragmento tem que ser representativo. [3]

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

A coleta de conteúdo é inevitavelmente objeto a ser tendencioso. Para evitar isso da melhor forma possível, o conteúdo é dividido em três seções e a quantidade necessária de informação meta é adicionada á qualquer contribuição, para possibilitar que as pessoas que o encontrem no futuro apliquem algum criticismo. O processo de coleta não é centralizado, é algo para todo país/região/entidade. As três seções são:

  • Conteúdo individual: conteúdo enviado por individuais, acompanhados de uma declaração do motivo que esse texto em particular merece ser preservado. Todo conteúdo individual (texto no microfilme de cerâmica ou tablets de texto/imagens) é marcado como "conteúdo pessoal" no geral do index do MOM;
  • Conteúdo geral: conteúdo coletado de forma automática para evitar tendencialismo. e.g.: coletar editoriais diários de jornais ao redor do mundo, perfis de Facebook selecionados de forma aleatória, revistas semanais/mensais de diferentes tópicos (com a "informação meta": numero de leitores; razão para a respectiva revista ter sido selecionada; descrição do grupo alvo);
    • A ferramenta de decifração de linguagem ("dicionário de imagens") é também parte dessa seção.
  • Conteúdo específico: nessa seção o MOM é usado como um "medium". Instruções de fora trazidas ao conteúdo do MOM e usa o armazenamento (microfilme de cerâmica). e.g.: indústria nuclear (informações sobre repositórios de lixo nuclear) . Universidades usam o MOM para prêmios [4]

A mina de sal[editar | editar código-fonte]

A mina de sal de Hallstatt é uma das minas de sal mais antigas explorada pelo homem. A virtude de preservação do sal adicionada á selamento natural que ocorrerá nesse século e a estabilidade relativa do lugar são os critérios principais que o favorece como um cofre para os arquivos do MOM. [5]

Caixas do MOM na mina de sal.

Tablets de cerâmica[editar | editar código-fonte]

Tablets de cerâmica dos Sumérios inspiraram grandemente os tablets do MOM. Essas variantes modernas são feitas de cerâmica: um material que pode guardar informação por muito tempo, resistir a temperaturas superiores a 1200 °C (2200 °F), químicos, água, radiação, magnetismo, pressão e só pode “ser destruído por um martelo”. O objetivo disso é ter o suporte mais durável disponível, capaz de carregar sua mensagem por um grande período de tempo (um milhão de anos). Muitos dos tablets são do tamanho da mão humana, mas Kunze desenvolveu uma fonte microscópica que permite um tablet de cerâmica de 20 cm/2 armazene 5 milhões de caracteres.

Variações das linguagens no decorrer do tempo e até a hipótese de uma inteligência extraterrestre descobrir os arquivos do MOM tem sido antecipadas. De novo, os criadores do MOM buscaram em métodos históricos e desenvolveram a sua própria "Pedra de Roseta", traduzida em várias linguagens de acordo com o conjunto de caracteres, o sistema numérico, um tempo astronômico indicando ‘2013’ (via eventos de transito simultâneos de Mercúrio e Vênus extremamente raros) e milhares de imagens com situações concretas e palavras correspondentes, completado por volumes teóricos de linguagens principais, e.g. frases, gramática, enciclopédias, ortografia. [6]

Tablets de cerâmica em suas caixas

Token e reunião cerimonial[editar | editar código-fonte]

O Token

Um Token será entregado para todos os participantes do MOM. Em sua limitada superfície de 6,5 cm de diâmetro, o Token indica o ponto em nosso planeta com uma precisão de cerca de dez metros: a entrada do arquivo MOM. A frente representa um esboço da Europa, apontando para Hallstatt. O verso mostra a forma do Lago de Hallstatt e a posição da entrada do MOM relativa ao lago. Em adição tem um desenho do mineral de sal (uma estrutura cubica). Devido ao projeto do MOM e do Token, o arquivo só pode ser recuperado por uma sociedade com um entendimento técnico e físico do mundo como o nosso desde o final dos anos 80. Isso permite, que as técnicas para decodificar o conteúdo estejam disponíveis para quem encontre no futuro. Um "Fio de Ariadne" em forma de tablets de cerâmica com indicações matemáticas da direção e profundidade serão colacadas na entrada do túnel, incluindo "gaps", que também são matematicamente indicados, em ordem de evitar um resgate acidental por uma sociedade imatura. Uma instrução para um rito cerimonial e de passagem é adicionado á esse Token: os donos devem se juntar a cada 50 anos para comemorar e decidir se a Humanidade ainda conhece o conteúdo do MOM e se são necessárias extensões. O Token deve ser transmitido aos descendentes dos donos.[7] Ao contrário de outras cápsulas do tempo onde datas de abertura são pré-definidas (não considerando se no ponto um endereço apropriado ainda existe) o Token do MOM define a data de abertura: uma sociedade imatura não seria capaz de interpretar o Token.

Aspecto de crowdfunding[editar | editar código-fonte]

Memory of Mankind se distingue por pedir contribuições de organismos públicos, como os privados (companhias, pessoas comuns). As contribuições podem ser de natureza financeira ou simplesmente conteúdo para armazenamento. Receitas de cozinha como histórias pessoais são assuntos que podem ser armazenados. Em troca de uma contribuição, o contribuidor recebe um Token de cerâmica para o projeto se espalhar.

Custos[editar | editar código-fonte]

MOM é um projeto global: para permitir que os cidadãos de todos os países se representem, os custos dos tablets variam de acordo com a tabela de classificação per capita de renda nacional bruta do Banco Mundial. [8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Links externos[editar | editar código-fonte]