Meninazinha d'Oxum

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Maria do Nascimento
Nascimento 18 de agosto de 1937 (80 anos)
Salvador
Cargo Iyalorixá do Casa-Grande de Mesquita

Maria do Nascimento, conhecida como Mãe Meninazinha de Oxum, (18 de agosto de 1937) é uma Iyalorixá do Candomblé.

Foi iniciada em 1960, na Casa-Grande de Mesquita, por sua avó biológica, Iyá Davina.

Sua mãe biológica, Mariazinha de Nanã, teve quinze filhos - todos iniciados na mesma Casa-Grande. Quando engravidou de Meninazinha, o Omolu de Iyá Davina disse que naquela barriga havia uma menina, filha de Oxum, e que seria a herdeira do Axé.

Duas de suas irmãs biológicas foram fundamentalmente importantes no processo de sucessão. A primeira, Waldemira do Nascimento, Mãe Dininha de Oxossi, fora confirmada ekédi em 1950, na mesma Casa-Grande de Mesquita. Era ekédi do Omolu de Iyá Davina.

Mãe Dininha teve duas filhas, que hoje têm papéis importantes no egbé:

Nilce Naira Nascimento, conhecida como Mãe Nilce d'Iyansã, (22 de outubro de 1951) possui o cargo de Yá Egbé do Ilê Omolu Oxum.

Mãe Nilce é responsavél pelo ponto de cultura Obirin Odara (atelie designado a confecção de objetos e vestimentas afro-brasileira), também é sobrinha biológica de Mãe Meninazinha d'Oxum e filha de Mãe Dininha, ekédi de Omolu de Iyá Davina, e Mãe Neide de Oxaguian ekédi. A segunda, Djanira do Nascimento, Mãe Dêja, que foi, até o seu falecimento em 1988, a Iyá Kekerê do Ilê Omolu Oxum. Djanira fora inciada por Tia Pequena para Iyansã, em 1951, na Casa-Grande de Mesquita. Mãe Dêja teve cinco filhos, que hoje, também ocupam papéis importantes no terreiro: Mãe Lucia d'Omolu, Mãe Hilda (ekédi), Ekedi Zeneide, ekedi Solange e Ogan Carlinhos.

Ekédi Solange casou-se com Ogan Jorge, filho de Mãe Noélia d'Iyansã (iniciada no mesmo barco de Mãe Lúcia d'Omolu), por sua vez, filha de Mãe Angelina d'Ogun, iniciada por Bandanguame, no Terreiro do Bate-Folha, em Salvador - o que, mais uma vez, comprova os vínculos criados entre o povo-do-santo no Brasil. De seus doze irmãos, apenas, Waldemar do Nascimento, Pai Mado, é vivo. É um dos ogans mais antigos da casa.

Em 10 de junho de 2010 foi concedido pela ALERJ a Mãe Meninazinha d'Oxum a medalha Tiradentes[1], a maior condecoração do Estado do Rio de Janeiro e uma das mais importantes do Brasil. (DOU, 10/06/2010).

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

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