Meningioma

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Meningioma
Tomografia de meningioma com contraste
Classificação e recursos externos
CID-10 C70, D32
CID-9 225.2
ICD-O: M9530/0
OMIM 607174
DiseasesDB 8008
eMedicine neuro/209 radio/439
MeSH D008579

Meningioma é um tumor das membranas meningeas que envolvem o sistema nervoso central(SNC). Na maioria dos casos são benignos e de crescimento lento. Podem variar muito no tamanho, de poucos milímetros até muitos centímetros. Representam 36.1% dos tumores primários do SNC, menos comum apenas que os gliomas. São mais comuns entre os quarenta e sessenta anos de vida e duas vezes mais frequentes em mulheres.[1]

Causas[editar | editar código-fonte]

De 40 a 80% dos meningiomas estão associados a um cromossomo 22q anormal, um cromossomo normalmente envolvido na supressão do crescimento de tumores. Meningiomas também frequentemente produzem fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGFR) e receptores do factor de crescimento epidérmico (EGFR), o que pode contribuir para o crescimento destes tumores.[1]

Alguns contêm sacos de fluido (cistos), depósitos minerais (calcificações) ou são envolvidos em redes de vasos sanguíneos.

Fatores de risco[editar | editar código-fonte]

Os fatores de risco conhecidos são[2] :

São duas vezes mais comuns em mulheres e crescem mais rápido na gravidez.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

A pressão que fazem dentro do crânio lentamente podem resultar em[3] :

  • Dores de cabeça
  • Vômito
  • Convulsões
  • Visão embaçada
  • Fraqueza nos braços ou pernas
  • Dormência
  • Problemas de fala

Meningiomas pequenos podem não causar nenhum sintoma.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Os meningiomas podem ser detectados através de radiografia de crânio. A TC mostra o tumor como uma massa homogênea densa e bem delimitada. A RMN com contraste demonstra a relação entre o meningioma com as estruturas vascular e neural. E finalmente, a angiografia, demonstra se há a vascularização do tumor.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

As opções de tratamento incluem observação, cirurgia e radiação. Tumores pequenos, em pessoas idosas sem sintomas, podem ser observados por RMs anuais. Como esses tumores são benignos e de crescimento lento, eles podem não causar nenhum problema para o paciente. Entretanto, em pacientes jovens, quando causam sintomas (inclusive convulsões) e estão em lugares críticos, a cirurgia é a melhor opção. Se os tumores estão em regiões de difícil acesso ou pacientes com riscos cirúrgicos, a radioterapia é indicada. Terapia hormonal com antiestrogênio é uma possibilidade alternativa, porém ainda não há resultados comprovados sobre este tratamento. Se houve ressecção completa do tumor, haverá resolução dos déficits neurológicos e recuperação permanente. Porém a recidiva do tumor é comum.

Referências