Meroé

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Pix.gif Sítios Arqueológicos da Ilha de Meroé *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Sudan Meroe Pyramids 2001.JPG
Pirâmides de faraós núbios em Meroe, Sudão
País Sudão
Tipo Cultural
Critérios ii, iii, iv, v
Referência 1336
Região** África
Coordenadas 16° 55′ N 33° 43′ E
Histórico de inscrição
Inscrição 2011  (35ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.

Meroe (ou Meroé) é o nome de antiga cidade na margem leste do rio Nilo, na Núbia, a região do vale do rio Nilo que actualmente é partilhada pelo Egito e pelo Sudão, a cerca de 300 km a nordeste de Cartum, que foi a capital do Reino de Cuche entre o século VII a.C. e o século IV da nossa era. Durante essa fase, os núbios inventaram uma escrita própria, chamada pelos estudiosos de “escrita meroítica”.

No local onde se encontrava a cidade existem mais de 200 pirâmides em três grupos e é um dos sítios arqueológicos desta região inscritos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 2003, na lista do Património Mundial[1].

Há estudos que dizem que o reino de Meroé era governado por rainhas que recebiam o nome-título de Candace, em que o poder seria passado aos descendentes pela via feminina; este mito foi associado, por alguns estudiosos, com a lenda da rainha de Sabá.

Diodoro Sículo [Nota 1] relata o costume dos reis da Etiópia (identificados no Livro III à cidade de Meroe) de reinarem até receberem ordens dos sacerdotes indicando que eles devem morrer.[2] Este costume perdurou até o reinado de Ergamenes, contemporâneo de Ptolomeu II, um rei com educação grega e estudioso de filosofia, que desprezou o comando dos deuses,[3] enviou seus soldados ao templo dourado dos etíopes e passou os sacerdotes ao fio da espada, abolindo este costume.[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Diodoro Sículo dá como suas fontes o segundo livro de Agatárquides de Cnido, o oitavo livro de Artemidorus de Éfeso e autores egípcios, além de entrevistas que ele fez com sacerdotes egípcios e embaixadores da Etiópia

Referências

  1. «UNESCO». Consultado em 21 de junho de 2014 
  2. Diodoro Sículo, Livro III, 6.1
  3. Diodoro Sículo, Livro III, 6.3
  4. Diodoro Sículo, Livro III, 6.4