Metaética

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Metaética é o ramo da ética que estuda a natureza das propriedades, afirmações, julgamentos e atitudes éticas. É um dos quatro ramos tradicionais da ética (os outros são ética descritiva, ética normativa e ética aplicada).

A ética normativa, por exemplo, pergunta "o que devo fazer?", enquanto a metaética pergunta "o que é o bem?" e "como posso diferenciar o certo do errado?", tentando entender a natureza das propriedades e julgamentos éticos.

Alguns teóricos defendem que é necessária alguma forma de moralidade metafísica para que possamos julgar a moral existente; outros argumentam que é necessário um estudo prévio das diferentes formas de moral vigentes para, então, ser possível se formular uma moral metafísica.

Questões da metaética[editar | editar código-fonte]

Segundo Richard Garner e Bernard Rosen,[1], existem três tipos de problemas metaéticos, ou três questões gerais:

  1. Qual o significado dos termos e juízos morais?
  2. Qual a natureza dos juízos morais?
  3. Como os juízos morais podem ser apoiados e defendidos?

Uma questão do primeiro tipo envolve questões como: "O que as palavras 'bom', 'mal', 'certo' e 'errado' significam?". A segunda categoria inclui questões como se os julgamentos morais são universais ou relativos, ou se existe algum tipo de pluralismo valorativo. Questões do terceiro tipo perguntam, por exemplo, como nós podemos saber se algo é certo ou errado. Garner e Rosen dizem que as respostas destas três perguntas básicas "não são dissociáveis e, algumas vezes, a resposta de uma implica fortemente na resposta de outra".

Referências

  1. Garner, Richard T.; Bernard Rosen (1967). Moral Philosophy: A Systematic Introduction to Normative Ethics and Meta-ethics. New York: Macmillan. pp. 215. LOC card number 67-18887.
Ícone de esboço Este artigo sobre filosofia/um(a) filósofo(a) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.