Trem ligeiro

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Trem-tram na estação Sangueta do TRAM Metropolitano de Alicante.
O Tranvia do Este, foi um dos sistemas de trem ligeiro em Buenos Aires.

O trem ligeiro ou veículo leve sobre trilhos (VLT) (Português Brasileiro) ou comboio ligeiro (Português Europeu) (inglês: Light rail) é um sistema de transporte que utiliza o mesmo material rodante que o tranvia, mas que inclui segmentos parcial ou totalmente segregados do tráfego, com carris reservados, vias periféricas e em alguns casos túneis no centro da cidade de caraterísticas similares às de um caminho de ferro convencional.[1] Tem uma capacidade média de transporte à escala regional e metropolitana, em geral menor que o trem (comboio) e o metrô (metro) e maior que o tranvia.[2][3][4] O trem ligeiro permite a conexão entre zonas pedonais em núcleos urbanos e zonas rurais, criando para além disso novas potencialidades de desenvolvimento urbano.

Definição de trem ligeiro[editar | editar código-fonte]

O termo é uma tradução não literal do inglês «Light rail» (ou LRT, Light Rail Transit). Foi concebido pela US Urban Mass Transportation Administration (UMTA) (atualmente FTA - Federal Transit Administration) nos Estados Unidos para descrever as transformações que se estavam levando a cabo nesse país e na Europa em matéria tranviária. Na Alemanha, o termo usado é «Stadtbahn», que significa «caminho de ferro urbano». No entanto, a UMTA finalmente adotou o termo trem ligeiro para todos os sistemas modernos, enquanto que aos tradicionais se lhes continua chamando tranvia.[5] Outros países com sistemas deste tipo continuam a utilizar o termo de tranvia.[6]

Categorias do trem ligeiro[editar | editar código-fonte]

O mais difícil é determinar a diferença entre um trem ligeiro e os sistemas de tranvia. Há uma grande quantidade de similitudes entre as tecnologias, muitos dos mesmos veículos podem-se utilizar para ambos, e é comum classificar os tranvias como um subtipo do trem ligeiro e não como um tipo particular de transporte. As três versões gerais são:

Tranvia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Tranvia
  • O tranvia é um meio de transporte de passageiros que circula pela superfície em áreas urbanas, nas próprias ruas, sem separação do resto da via nem canal ou setor reservado.

Trem ligeiro[editar | editar código-fonte]

  • O trem ligeiro ou veículo leve sobre trilhos (VLT) (Português Brasileiro) ou comboio ligeiro (Português Europeu) é um sistema tranviário que circula em grande parte do seu percurso por uma plataforma parcial ou totalmente segregada do tráfego rodoviário e em alguns casos tem prioridade semafórica.

Metrô ligeiro[editar | editar código-fonte]

  • Um derivado do trem ligeiro é também conhecido como metrô ligeiro (Português Brasileiro) ou metro ligeiro (Português Europeu). Estes sistemas caraterizam-se pelos direitos exclusivos da via, sistemas avançados de controlo de trens, maior capacidade e frequência, e as portas ao nível das plataformas. Estes sistemas aproximam-se à capacidade de passageiros dos sistemas de metrô convencional, mas podem ser mais baratos de construir pela habilidade das unidades de fazer curvas apertadas e subir declives mais acentuados que os sistemas de metrô convencional.

Trem-tram[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Trem-tram
  • O trem-tram (Português Brasileiro) ou comboio-tram (Português Europeu) (ou trem-tranvia) é um veículo derivado do tranvia capaz de executar várias rotas. A dupla capacidade de voltagem do comboio-tram permite-lhe o acesso às infraestruturas de ferrocarris e tranvias, pode funcionar dentro das normas ferroviárias e passar a um funcionamento em modo tranvia ao entrar na cidade. Permite no centro da cidade passar a velocidades menores de 70 km/h e na rede ferroviária regional a velocidades máximas de uns 100 km/h.

Vantagens e inconvenientes[editar | editar código-fonte]

A escolha por parte de uma cidade de um sistema de trem ligeiro baseia-se nas suas vantagens e inconvenientes:

Vantagens[editar | editar código-fonte]

  • Os sistemas de trens ligeiros são geralmente mais económicos de construir que o de trens pesados, dado que a infraestrutura é relativamente menos robusta, as unidades mais baratas e no geral não se requerem os túneis usados na maioria dos sistemas de metrô.
  • Permite percorrer curvas apertadas e pendentes escarpadas, o que além do mais reduz o trabalho de construção.
  • Comparado com os autocarros (ônibus), os sistemas de trens ligeiros têm uma capacidade mais alta, contaminam menos, são silenciosos, cómodos e em muitos casos mais rápidos.
  • Comparados com o metrô poupam energia, visto que não necessitam de iluminação de estações (plataformas e corredores) durante o dia e movem menos massa.
  • Podem-se aproveitar velhas redes de caminho de ferro, quer estejam em serviço quer estejam abandonadas. Um exemplo é o moderno Trem da Costa de Buenos Aires ou o TRAM Metropolitano de Alicante (Espanha), no troço de Luceros a Benidorm.
  • Geralmente são mais silenciosos que os ferrocarris ou os metrôs, e a mitigação do ruído é mais fácil de desenhar.
  • Harmonizam com o ambiente urbano se estiverem bem desenhados.

Inconvenientes[editar | editar código-fonte]

  • Ao partilhar em parte a superfície com o tráfego rodoviário, são mais propensos a acidentes que outros tipos de caminho de ferro.
  • Alguns trens têm uma relação carga útil / carga transportada pior que os trens pesados ou os monocarris, devido a que devem ser desenhados para suportar colisões com automóveis.

Sistemas existentes de Trem Ligeiro[editar | editar código-fonte]

Trem-Tram na estação MARQ do TRAM Metropolitano de Alicante.
Tranvia de Vitoria.
Metro ligeiro na Cidade do Cinema, Madrid.

Europa[editar | editar código-fonte]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Em funcionamento[editar | editar código-fonte]
Em construção[editar | editar código-fonte]
Em projeto ou estudo[editar | editar código-fonte]

Espanha[editar | editar código-fonte]

Em funcionamento[editar | editar código-fonte]
Em construção[editar | editar código-fonte]
Em projeto ou estudo[editar | editar código-fonte]
  • Tranvia de León
  • Tranvia de Palma de Maiorca
  • Metro ligeiro da Huerta Sur (Valência)
  • Linha Manacor-Artá, (Maiorca)
  • Tranvia de Baracaldo (Bilbao)
  • Tranvia UPV - Lejona - Urbinaga (Bilbao)
  • Metro de Santander
  • Tranvia de Toledo
  • Metro ligeiro da Corunha
  • Tranvia de Pamplona
  • Trem-Tram Camp de Tarragona
Sem serviço[editar | editar código-fonte]
  • Tranvia de Jaén
  • Tranvia de Vélez-Málaga (Málaga)

América[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

Em funcionamento[editar | editar código-fonte]
Em construção[editar | editar código-fonte]
Em projeto ou estudo[editar | editar código-fonte]
Sem serviço[editar | editar código-fonte]

Ásia[editar | editar código-fonte]

África[editar | editar código-fonte]

Oceânia[editar | editar código-fonte]

Galeria de trens ligeiros[editar | editar código-fonte]

  1. Trem ligeiro «Flexity Swift» entre Colónia e Bona.
  2. Calgary Transit Siemens-Düwag U2, parte do C-Train de Calgary no Canadá.
  3. Trem Tyne e Wear Metro dirigindo-se a South Shields na estação de Kingston Park. Embora nominalmente seja um «trem ligeiro», a alta plataforma e a segregação completa da rua e dos veículos tipo Metro situam este sistema como o modelo superior dos trens ligeiros, incluídos os transvias urbanos de superfície.
  4. O Tranvia de San Diego em San Diego, Califórnia, inaugurado em 1981, é um dos primeiros sistemas de trens ligeiros dos Estados Unidos, aqui no centro de San Diego. E apesar de se chamar transvia (trolley– de trólei em português) usa um pantógrafo para o abastecimento da energia elétrica.
  5. O Stadtbahn Karlsruhe de Karlsruhe, Alemanha, combina linhas pela cidade com troços ferroviários até aos arredores da cidade.
  6. Trem ligeiro da Linha Ouro que pertence ao Metro de Los Angeles em Pasadena, Califórnia
  7. Trem da Costa em Buenos Aires.
  8. Trem Siemens Metropolitan Area Express (MAX) circulando pela Linha Amarela em Portland, Oregão.

Automotoras regionais ligeiras[editar | editar código-fonte]

Automotora ligeira elétrica Stadler GTW no Cantão de Argóvia, Suiça.
Ver também: Automotora

As automotoras regionais ligeiras são unidades de caminho de ferro em versões diesel ou elétricas de unidade múltipla que operam em linhas principais e que em parte do seu traçado saem para carris exclusivos em áreas urbanas. Utilizam-se sobretudo para que os serviços regionais e interurbanos possam entrar nas cidades. Pertencem a uma nova geração de «caminhos de ferro ligeiros» modulares com desenhos aerodinâmicos que se tornaram muito comuns em alguns países europeus.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

VLT[editar | editar código-fonte]

Esta sigla VLT refere-se a um "Veículo Leve sobre Trilhos", que é um pequeno trem urbano e movido a eletricidade. Seu tamanho permite que sua estrutura de trilhos se encaixe no meio urbano existente. O VLT é uma espécie de Metrô de Superfície, ou mesmo um "bonde" moderno tornando-se alternativa de transportes em cidades como Campinas, Maceió e Recife ou entre cidades de médio porte como o Trem do Cariri entre Crato e Juazeiro do Norte, e Arapiraca. Fortaleza e Natal possuíam projetos de VLT para a Copa do Mundo de 2014. Salvador também possui um projeto de VLT, o qual substituirá o atual sistema de trens suburbanos, para se integrar com o sistema de metrô da cidade. Na primeira linha o VLT de Salvador será de São Luís de Paripe até o elevador Lacerda. Posteriormente será do centro até a Lapa, onde se integrará com o metrô. João Pessoa e Macaé possuem um projetos para implantar VLTs. Todavia, as únicas cidades com projeto em fase execução até agora são Brasília, Cuiabá, Rio de Janeiro e Santos.

UMR[editar | editar código-fonte]

Cada conjunto forma aquilo a que se chama de unidade de material rolante (UMR) ou elemento VLT, constituído por um, dois ou três vagões articulados, ligados entre si e inseparáveis, que para aumentar a capacidade podem ser ligados a uma outra UMR. [7] - [8]

VLT vs UMR[editar | editar código-fonte]

Não se deve confundir um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) com uma Unidade de Material Rolante (UMR), pois este é unicamente uma parte constitutiva daquele. Assim um VLT pode ser formado por um ou mais UMR pelo que VLT e UMR não são sinónimos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ligações gerais

Ligações a páginas favoráveis aos trens ligeiros:

Ligações a páginas contrárias aos trens ligeiros (As seguintes ligações são de organizações que se opõem aos trens ligeiros por motivos ideológicos):

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Trem ligeiro


Referências

  1. Dicionário do trem - Consultado a 2009-07-06
  2. Light Rail Transit Association LRTA What is Light Rail? - (em Inglês) - Consultado a 2009-07-06
  3. Dicionário do trem - Consultado a 2009-07-06
  4. American Public Transit Association APTA] Glossary of Transit Terminology - (em Inglês) - Consultado a 2009-07-06
  5. Gregory L. Thompson (2003), Defining an Alternative Future: Birth of the Light Rail Movement in North America, Transportation Research Board, http://trb.org/publications/circulars/ec058/03_01_Thompson.pdf (Em Inglês)
  6. www.lrta.org The History of Tramways and Evolution of Light Rail - (em Inglês) - Consultado a 2009-06-10
  7. Bombardier Flexity Outlook vehicles (em inglês)
  8. FLEXITY Swift - Porto, Portugal (em inglês)
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