Metrô de Belo Horizonte

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Metrô de Belo Horizonte
TUE33 Charles Tôrres.jpg
Informações
Local Belo Horizonte e Contagem, MG
País  Brasil
Tipo de transporte Estação de Metrô Metroferroviário[1]
Número de linhas 1 em operação, 2 em projeto
Tráfego 210 mil passageiros por dia[2]
Website http://www.metrobh.gov.br
http://www.metrominas.mg.gov.br
Funcionamento
Início de funcionamento 1 de agosto de 1986
Operadora(s) CBTU / Metrô BH
Dados técnicos
Extensão do sistema 28,1 km
Frequência 4 a 10 minutos
Bitola 1600 mm
Velocidade média 40 km/h
Velocidade máxima 80 km/h
Mapa da Rede

Mapa Metrô Belo Horizonte.png

Metrô de Belo Horizonte
Legenda:
em constr. / em func.
Linha 1 
Unknown route-map component "uexBHFq" Unknown route-map component "uBHFq"
 
Linha 2 
Unknown route-map component "exBHFq_purple"
 
Linha 3 
Unknown route-map component "fexBHFq"
 
Diagrama:           
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "uSTR+l"
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "ulBHF"
Unknown route-map component "uSTR+r"
 Minas Shopping
São Gabriel 
Urban station on track Urban station on track
 José Cândido
1.º Maio 
Urban station on track Urban station on track
 Santa Inês
Waldomiro Lobo 
Urban station on track Urban station on track
 Horto Florestal
Floramar 
Urban station on track Urban station on track
 Santa Tereza
Vilarinho 
Urban End station Urban station on track
 Santa Efigénia
 
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "uKRW+l"
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "ulBHF"
Unknown route-map component "uKRWr"
 Central
Lagoinha 
Unknown route-map component "ueBHF-L" + Urban station on track
Unknown route-map component "fexKBHFa-R"
 
 
Urban straight track Unknown route-map component "fexBHF"
 Praça 7
Carlos Prates 
Urban station on track Unknown route-map component "fexBHF"
 Palácio das Artes
Calafate 
Urban station on track Unknown route-map component "fexBHF"
 Tiradentes
 
Urban straight track Unknown route-map component "fexKBHFe"
 Savassi
Nova Suíça 
Unknown route-map component "ueBHF-L" Unknown route-map component "exKBHFa-R purple"
 
Gameleira 
Urban station on track Unknown route-map component "exBHF_purple"
 Amazonas
Vila Oeste 
Urban station on track Unknown route-map component "exBHF_purple"
 Salgado Filho
Cidade Industrial 
Urban station on track Unknown route-map component "exBHF_purple"
 Vista Alegre
Eldorado 
Urban end station, unused through track Unknown route-map component "exBHF_purple"
 Ferrugem
Novo Eldorado 
Unknown route-map component "uexKBHFe" Unknown route-map component "exBHF_purple"
 Mannesmann
 
Unknown route-map component "exKBHFe_purple"
 Barreiro
Fontes:

O Metrô de Belo Horizonte é operado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), através da Superintendência de Trens Urbanos de Belo Horizonte (STU/BH). Possui atualmente somente uma linha - Linha 1 - com 19 estações e 28,2 km de extensão (toda em via dupla), com perspectivas de expansão graças aos recursos garantidos pelo Ministério das Cidades. Além do município de Belo Horizonte, a linha 1 também atende ao vizinho município de Contagem, onde está localizada a Estação Eldorado. Diariamente, cerca de 210 mil pessoas utilizam o Metrô de Belo Horizonte, sendo atualmente o quinto sistema metroferroviário mais movimentado no Brasil[2].

O sistema começou a operar comercialmente em Agosto de 1986, com base em um projeto que previa a implantação de uma rede de transporte sobre trilhos de 37 km, dividida em duas linhas, Eldorado-São Gabriel e Barreiro-Calafate. Inicialmente, apenas o trecho Eldorado-Lagoinha foi implantado. Mais tarde, mais trechos foram entregues, porém fora do cronograma previsto. Somente em 2002 as atuais 19 estações do sistema foram entregues e apenas em 2005 que o Metrô de Belo Horizonte passou à operação plena, ou seja, de Eldorado a Vilarinho. As obras da Linha 2 - Barreiro-Calafate (atualmente Barreiro-Nova Suíça) chegaram a ser iniciadas em 1998, mas foram paralisadas em 2003, e aguardam serem concluídas até a presente data.[3]

Em 2011, a presidente Dilma Rousseff anunciou a liberação de 3,16 bilhões de reais em recursos para a modernização e ampliação do sistema em Belo Horizonte. Tais recursos são provenientes do PAC Transportes, sendo 1 bilhão vindos do governo federal, outros 1,1 bilhão da iniciativa privada e o restante vindos de financiamentos[4]. Os investimentos foram destinados à modernização e ampliação da linha existente (Eldorado-Vilarinho), a retomada da construção da linha 2 (Barreiro-Calafate) e a implantação do ramal subterrâneo Savassi-Lagoinha (Linha 3). Também estão sendo direcionados recursos para a ampliação da frota atual de trens. Após essa modernização, o Metrô de Belo Horizonte deverá transportar cerca de 980 mil passageiros por dia, com 44 quilômetros de extensão, trinta e uma estações e 40 composições de 6 vagões cada[5].

História[editar | editar código-fonte]

1981-2001: Projeto e Implantação[editar | editar código-fonte]

No final dos anos 70, o GEIPOT, órgão de planejamento do Ministério dos Transportes, foi incumbido de desenvolver um projeto para a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) que equacionasse o estrangulamento da capacidade de transporte de cargas ferroviárias que ocorria na região, eliminasse as “passagens de nível” no meio urbano cortado pela via férrea, e melhorasse o transporte ferroviário de passageiros.

Na RMBH encontra-se o entroncamento ferroviário mais importante do País, interligando, sem alternativa, o norte ao sul e o leste ao oeste do Brasil. Por ter que compartilhar uma linha singela os transportes ferroviários de carga e passageiros, as vias deste entroncamento apresentavam uma capacidade limitada de transporte, inferior às demandas existentes. Em face de tais problemas, o GEIPOT desenvolveu um projeto que buscava uma solução conjunta para carga e passageiros, duplicando e segregando as linhas e descartando a ideia anterior, que era a construção de um anel ferroviário contornando a RMBH, de custo de implantação inviável.

O sistema de transporte urbano de passageiros sobre trilhos foi projetado na mesma diretriz do leito ferroviário já existente, reduzindo-se assim, o custo de implantação e equacionando o problema da travessia ferroviária da RMBH. A carga foi mantida em seu leito original, mas com linha exclusiva e retificação de alguns trechos.

O projeto foi desenvolvido com os seguintes objetivos básicos:

  • Implantar um sistema de transporte urbano sobre trilhos com características metroviárias que atendesse à população da área de influência direta e indireta das linhas já existentes da RFFSA.
  • Melhorar as condições operacionais das linhas de carga que cortam a Região Metropolitana, eliminando as passagens de nível e ampliando a capacidade de transporte de 5 milhões de t/ano para 30 milhões na primeira fase e para 60 milhões de t/ano com a duplicação da linha.
  • Racionalizar e modernizar o sistema de transporte urbano da RMBH, proporcionando maior fluidez ao tráfego rodoviário, a reconstituição da malha viária seccionada em nível pelas vias férreas, economia de combustíveis e redução dos índices de poluição sonora e atmosférica.

O projeto original previa, inicialmente, uma ligação entre Betim, a oeste, e o bairro São Gabriel, ao norte de Belo Horizonte, com um ramal para o Barreiro, a sudoeste, totalizando 60 km de plataforma ferroviária em faixa totalmente vedada, transposições inferiores e superiores para veículos e pedestres.

Foram previstas 22 estações, 25 Trens unidades elétricas, oficinas, pátios, terminais de integração intermodal, instalações de apoio, além dos sistemas de energia, supervisão, controle e telecomunicações.

As obras foram iniciadas em 1981, com um cronograma para a conclusão em 1986, do trecho definido como prioritário de 37 km, compreendendo os percursos Eldorado/São Gabriel com 26,5 km de linha dupla, incluindo as linhas do pátio de manutenção do bairro São Gabriel e o ramal Calafate/Barreiro com 10,5 km.

Os recursos para implantação do Metrô deveriam vir do PME (Programa de Mobilização Energética) e financiamento do Governo Francês para aquisições de equipamentos para os sistemas de sinalização, telecomunicação, energia e parte do material rodante, com uma contrapartida do Governo Federal, para execução de obras civis, infra-estrutura, superestrutura, desapropriações e montagem dos trens.

A parcela dos recursos franceses foi recebida dentro do cronograma previsto, mas, em face do encerramento do PME e da falta de definição de novas fontes de investimentos, os recursos do Governo Federal cessaram e os cronogramas de obras foram sucessivamente rolados até 1987, quando as frentes de serviço foram praticamente desmobilizadas, tendo sido possível a operação parcial do trecho Eldorado/Central, com 12,5 km de extensão, sete estações e uma frota de apenas cinco trens. Diversas obras complementares de tratamento dos entornos das estações ficaram por fazer, dificultando o acesso de pedestres ao sistema e a integração com o sistema ônibus.

Somente a partir de 1991, mediante um apoio suprapartidário no Congresso Nacional, foi possível alocar recursos no Orçamento da União, retomar as obras de implantação do Metrô de Belo Horizonte e a montagem dos 20 trens restantes, cujos trabalhos haviam sido paralisados em 1986.

Com a demora na implantação e o crescimento da RMBH, foram modificados os objetivos e projetos inicialmente previstos, adequando-os a uma nova realidade:

  • Foi postergada a implantação do trecho Eldorado-Betim e ramal do Barreiro.
  • Foi priorizada a extensão do Metrô para o vetor norte, em direção à região de Venda Nova, em função do crescimento e das características de deslocamento de sua população.

Foram previstas mais quatro estações no trecho Eldorado/São Gabriel, sendo a de Vila Oeste e Rodoviária no trecho Eldorado-Central e a de José Candido e Minas Shopping, no trecho Horto-São Gabriel. A inclusão destas novas estações se deve à concepção de um projeto mais voltado para o transporte urbano, visando atender melhor as comunidades na área de influência do Metrô.

A partir de Santa Inês, as estações já não seguem mais o padrão arquitetônico definido pelo GEIPOT. As novas estações são mais leves, de menor custo e, sempre que possível, os elevadores estão sendo substituídos por rampas.

Foi acatada a sugestão dos órgãos gestores de transporte da RMBH e da comunidade para alterar o nome de algumas das novas estações, para proporcionar melhor orientação ao usuário. Estas alterações foram: de Estação Entroncamento para Rodoviária; de São Paulo para São Gabriel; de Dona Clara para 1 de Maio e de Heliópolis para Waldomiro Lobo.

Foi detectada a necessidade de se dar um tratamento especial aos acessos de pedestres e integração com o sistema ônibus, sem os quais fica inviabilizada a plena utilização do Metrô.

As novas passarelas de pedestres possuem laterais com grades, eliminando o padrão GEIPOT com o guarda-corpo estrutural todo fechado, são mais leves, com rampas mais suaves e proporcionam maior conforto e segurança aos usuários.

A operação comercial do Metrô de Belo Horizonte teve início em 1º agosto de 1986. Nesta época, entraram em operação seis estações, ligando Eldorado e Lagoinha, com 10,8 km de linha e apenas três trens. Em 1987, foram incorporados ao trecho a estação Central e mais dois trens. A partir de 1994 mais onze trens foram colocados em operação, sendo: um em 1994, cinco em 1995, quatro em 1996 e um em 2000. A frota de 25 trens foi completada em dezembro de 2001.

2001-2007: Plano Diretor de Transporte Sobre Trilhos[editar | editar código-fonte]

Durante o período entre 2001 e 2004, a CBTU contratou o "Plano Diretor de Transporte Sobre Trilhos", com o objetivo de iniciar novas diretrizes de organização e modernização do transporte sobre trilhos na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O projeto foi desenvolvido em parceria com o Banco Mundial e estabeleceu novos rumos e projetos ao sistema de trens urbanos de Belo Horizonte num cenário de 20 anos. O sistema analisou os principais corredores urbanos e as principais demandas de transporte público em Belo Horizonte e estabeleceu a implantação de dois novos ramais para o Metrô. A Linha 2 aproveitaria o ramal Barreiro-Calafate, cujas obras já haviam sido iniciadas, se estendendo por um ramal subterrâneo na diretriz das Avenidas Amazonas, Afonso Pena e a região hospitalar do bairro Santa Efigênia, seguindo em superfície até o bairro Santa Tereza, totalizando um ramal de 19 km de extensão. A Linha 3 faria a ligação das regiões da Pampulha e Savassi, sendo totalmente subterrânea e seguindo a diretriz das avenidas Antônio Carlos e Afonso Pena, totalizando 12,5 km de extensão. Esses dois novos ramais, somados à modernização da linha já existente e sua ampliação até o município de Betim, fariam a reestruturação de todo o sistema de transporte coletivo de Belo Horizonte e região metropolitana, além de desafogar e redistribuir todo o trânsito dos principais corredores da cidade. A demanda do sistema passaria de 160 mil para 1,2 milhão de passageiros por dia, sendo o segundo maior sistema em operação no Brasil, à frente do Metrô do Rio de Janeiro.

Com base nesse plano, o governo federal chegou a reiniciar as obras do Metrô de Belo Horizonte em 2004, elaborando os projetos executivos das linhas 2 e 3 e retomando as obras do ramal Barreiro-Calafate.[6] Entretanto, as obras foram suspensas por falta de recursos e irregularidades constatadas pelo ministério público.

2007-2010: Novos rumos e projetos[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2009, Belo Horizonte foi selecionada para ser uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Um dos compromissos firmados em sua candidatura foi a construção da Linha 3 (Savassi-Pampulha). No entanto, para a ligação do Centro até o Mineirão foi empregado o BRT (Bus Rapid Transit), que foi a modalidade de transporte "selecionada" para fazer a ligação até a Copa de 2014[7].

2011 e presente: O PAC e a MetroMinas[editar | editar código-fonte]

Em 17 de Setembro de 2011 a Presidente da República, Dilma Rousseff, anunciou a liberação de verbas no valor de R$3,16 bilhões para a ampliação, reforma e modernização do sistema.[8] As intervenções consistem na ampliação da Linha 1 até o bairro Novo Eldorado, em Contagem, além da reforma e modernização de toda a Linha 1.[9] Duas novas estações serão construídas: a Novo Eldorado e a Nova Suíça, sendo esta última de integração com a Linha 2.[10] Também estão previstas a implantação dos ramais Calafate-Barreiro da Linha 2 e Savassi-Lagoinha da Linha 3.[8]

Em 21 de setembro de 2012, a PBH anunciou a possível construção da Linha 4, sendo uma extensão operacional da Linha 3/Verde, da região da Savassi até o Belvedere, na região do 6 pistas. Inicialmente, esse trecho seria totalmente coberto pela Linha 3, mas uma mudança no projeto apresentou essa modificação. Ainda não há identificação de cor da linha, apenas um prazo que é o inauguração, que é 2020 (na previsão mais otimista, segundo a prefeitura).

Em Dezembro de 2013, a PBH anunciou que a Linha 4 não seria mais construída, mas o traçado seria assumido operacionalmente como um trecho adicional da Linha 3/Verde. A previsão é que a Linha 3/Verde totalmente construída e operacional, se integre à Linha A do sistema de trens que está sendo construído pelo Governo Estadual, na Estação Águas Claras, na região baixa do bairro Belvedere. A extensão numa primeira etapa (que será construída junto da Linha 3/Verde), consistirá nas estações Sion e Belvedere, ambas nos bairros Sion e Vila do Papagaio. Numa segunda etapa, a extensão será prolongada pela região do ponteio, BH Shopping, até por fim, chegar na região do Águas Claras.

Atualmente, o sistema é administrado pela CBTU, e as novas linhas serão administradas pela CBTU + MetroMinas. A previsão é que após a conclusão das novas linhas e modernização dos sistemas, a administração total das linhas passe para a MetroMinas[11]

2015: Novo metrô e a CAF[editar | editar código-fonte]

Belo Horizonte coloca para funcionar os seus novos metrôs mais modernos feitos pela CAF. O novo metrô tem ar condicionado, câmeras internas e externas, portas mais largas, sinalização nos assentos, melhor comunicação com o maquinista e comunicações entre um vagão e o outro.

O novo metrô leva mais passageiros do que o antigo e faz menos barulho. Foram colocados 10 novos trens de capacidade maior (1300 passageiros por composição, no lugar de 1026 passageiros transportados pelos trens antigos), no total de 35 trens. No entanto, as características do sistema, entre outras coisas com relação à sinalização, não permitem aumentar a frequência do serviço, fazendo com que o metrô de Belo Horizonte permanece com capacidade limitada em relação à demanda potencial oriunda dos vetores oeste e norte da capital e de sua região metropolitana.

Características do sistema[editar | editar código-fonte]

O metrô é formado atualmente pela Linha 1, que corta a cidade de oeste a norte, tangenciando a parte central Belo Horizonte. O sistema possui velocidade comercial dos trens (velocidade média, contando o tempo com os trens parados) de 38 km/h e a velocidade máxima é de 80 km/h. A bitola é de 1600 mm e a alimentação dos trens é feita por catenária, a uma tensão de 3000 VDC. O intervalo nos horários de pico é de 4 minutos, com 24 trens em operação. Aos sábados, o intervalo mínimo é de 8 minutos. O intervalo máximo é de 10 minutos em dias úteis, 12 minutos aos sábados e 14 minutos aos domingos e feriados.[12]

Tabela do sistema[editar | editar código-fonte]

Linha Terminais Inauguração Bitola Comprimento (km) Estações Duração das viagens (min) Funcionamento
1
Azul
Eldorado - Vilarinho 1 de agosto de 1986 1600mm 28,2* (48,7) 19** (25) 44 Diariamente, das 05h15 às 23h00 (Trecho Eldorado-Betim e estação Nova Suíça, transbordo ou entroncamento com a futura Linha 2, em projeto. Estação Novo Eldorado ainda em projeto, sem funcionamento. Trecho de Betim está em estudos, mas foi incluído como expansão futura da Malha[13]).
2
Lilás
Barreiro - Nova Suissa[14] Sem previsão 1600mm 17,5 7 --- Em projeto - Sem previsão***[2]
3
Verde
Lagoinha - Savassi[14] Sem previsão 1600mm 12,5 5 --- Em projeto - Sem previsão*****

(*) Trecho em operação (**) Estações em funcionamento (***) Trecho Barreiro-Nova Suíça (****) Trecho Savassi-Lagoinha (*****) Trecho em estudo. Data suposta para início do projeto e construção.

Linhas do sistema[editar | editar código-fonte]

Estimativa para a primeira etapa[editar | editar código-fonte]

METRORMBH Planned2016 V2.png

Bilhetes e Tarifas[15][editar | editar código-fonte]

Bilhetes magnéticos[editar | editar código-fonte]

Face de leitura de um bilhete.

Os bilhetes comercializados nas estações são fabricados pela empresa argentina Magtik. Em uma das faces, é impressa uma imagem com a descrição do tipo de bilhete, podendo o mesmo tipo ter artes diferentes dependendo da versão comemorativa. A face de leitura é composta por uma tarja preta, que armazena informações sobre a passagem. Ao inserir o bilhete, o equipamento de validação confere a quantidade de passagens restantes, e efetua a devolução para o usuário (em caso passes múltiplos), ou faz o recolhimento, depositando o ticket em um cofre.

A leitura e marcação de bilhetes na roleta é feita por processadores Edmonson.

Bilhete unitário[editar | editar código-fonte]

O Bilhete Unitário é válido para uma viagem por pessoa. Atualmente é o único tipo comercializado nas estações. O valor atual é de R$ 3,40.

Bilhete Ida e Volta[editar | editar código-fonte]

Passagens de Ida e Volta consistem em um único bilhete que é recolhido após dois usos. O valor correspondia a duas tarifas do Bilhete Unitário. Atualmente não é mais comercializado. Após o primeiro uso, a roleta grava o número "1", indicando a existência de uma passagem restante.

Bilhete Múltiplo de 10[editar | editar código-fonte]

Esse bilhete permite que o portador embarque dez vezes, sendo recolhido pela roleta no último uso. Seu valor era promocional, correspondendo a nove vezes o preço do Bilhete Unitário. A partir de primeiro de maio de 2017, deixou de ser comercializado pela CBTU por motivos de problemas frequentes relacionados à conservação e queima desses bilhetes, o que provocava devoluções e trocas por Unitários para restituir as passagens restantes[16]. A cada vez que é usado, a roleta grava um número na face da tarja, indicando o número de passagens remanescentes.

Bilhete para Banheiro[editar | editar código-fonte]

Destinado a um acesso por pessoa ao banheiro. Atualmente é utilizado para acesso ao banheiro apenas na Estação Lagoinha, sendo vendido somente nas bilheterias dessa estação. O valor atual é de R$ 0,50.

Bilhete Vale-Transporte[editar | editar código-fonte]

O Bilhete Vale-Transporte não é adquirido nas estações. Existem dois tipos: Unitário (válido por uma viagem) e Múltiplo (válido por 10 viagens).

Bilhete Passe Livre[editar | editar código-fonte]

O Passe Livre é de uso restrito pelo empregado do Posto de Serviço Bloqueio para embarcar usuários com direito a gratuidade. A gratuidade é concedida às pessoas que comprovem os requisitos mediante apresentação de documento específico no momento do embarque, conforme os casos listados nas estações. Atualmente são beneficiários do embarque gratuito:

  • Idosos com mais de 65 anos (conforme Art. 230, § 2º da Constituição da República);
  • Crianças com idade até 5 anos (inclusive);
  • Policiais Militares e Bombeiros Militares de Minas Gerais uniformizados;
  • Pessoas com deficiência portadoras do cartão benefício BHBus "sem acompanhante";
  • Pessoas com deficiência portadoras do cartão benefício BHBus "com acompanhante", bem como o acompanhante, desde que este tenha seu nome constante no cartão e apresente documento;
  • Oficiais de Justiça e Agentes de Inspeção do Trabalho;
  • Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos uniformizados e que apresentem carteira funcional;
  • Empregados aposentados da CBTU.

Casos não contemplados acima, como Policiais Militares de outros estados, pessoas com deficiência portando cartão benefício de outros municípios, e pessoas sem documentos comprobatórios não possuem direito a gratuidade.

Outros bilhetes restritos[editar | editar código-fonte]

Bilhetes não tarifados possuem utilização regulamentada por normas da CBTU para uso exclusivo pelos empregados orgânicos ou terceirizados.

Valor das tarifas[editar | editar código-fonte]

Após quase 12 anos sem reajustes, a CBTU, em 11 de maio de 2018, realizou o aumento do valor da passagem de R$1,80 para R$3,40[17], no entanto, uma Ação Popular do Deputado Fábio Ramalho resultou, no mesmo dia, em decisão liminar concedida pelo Juiz Mauro Pena Rocha para que o preço retornasse a R$1,80[18]. Apesar disso, a CBTU foi notificada somente na segunda-feira, 14 de maio, fazendo com que a passagem unitária se mantivesse em R$3,40 durante o final de semana. Em outra ação do Ministério Público, o mesmo Juiz concedeu novamente liminar para manter a tarifa a R$1,80[19].

Em 13 de novembro de 2018, o Ministro do STJ Napoleão Nunes Maia Filho derrubou as liminares da Justiça mineira, alegando que cabe à Justiça Federal analisar o caso[20], e no dia 14 de novembro, a CBTU passou novamente a cobrar R$3,40 pela tarifa unitária.

Cartões BHBus e Ótimo[editar | editar código-fonte]

As roletas das estações são equipadas com Validadores de cartões Ótimo e CCIT de cartões BHBus. Assim como nos ônibus, basta aproximar o cartão do equipamento por alguns segundos para permitir o embarque. A cada uso, o valor da tarifa é descontado nos créditos remanescentes e corresponde ao valor do bilhete unitário.

Por esse meio de tarifação é possível conseguir descontos de integração, ou seja, sempre que o passageiro pagar a passagem do metrô e das linhas de ônibus em um intervalo de 1 hora e 30 minutos, a segunda passagem receberá um desconto.

Os Validadores do metrô aceitam tarifação direta de cartões Ótimo do tipo Vale-Transporte, Cidadão (comum) e Cidadão Identificado, bastando aproximar o cartão do aparelho.

Os equipamentos CCIT aceitam tarifação direta de cartões BHBus do tipo Vale-Transporte, Usuário (ao portador), Usuário Identificado e Estudantil. Cartões de gratuidade (Ótimo Senior ou Benefício, BHBus Master ou Benefício) não são utilizados diretamente nesses aparelhos.

  • Todas as Tarifas abaixo são feitas pelo Cartão BHBUS ou Cartão Ótimo
    • Integração Metrô/ônibus Tarifa A (BHTrans): R$ 4,05[nota 1]
    • Integração Metrô/ônibus Tarifa B (TransCon e SETOP): R$ 4,85
    • Integração Metrô/ônibus (SETOP) Tarifa C: R$ 5,80
    • Integração Metrô/ônibus (SETOP) Tarifa D: R$ 6,10
    • Integração Metrô/ônibus (SETOP) Tarifa E: R$ 6,30
    • Integração Metrô/ônibus (SETOP) Tarifa G: R$ 5,60
    • Integração Metrô/ônibus (SETOP) Tarifa H: R$ 4,20
    • Integração Metrô/ônibus (SETOP) Tarifa I: R$ 5,15

Falhas no sistema de bilhetagem[editar | editar código-fonte]

Em algumas ocasiões, o sistema de cobrança pode apresentar algumas falhas com comportamentos diversos, tanto com bilhetes, como com cartões BHBus/Ótimo. É possível identificar os problemas mais comuns pelos visores localizados acima da roleta.

Falhas com bilhetes[editar | editar código-fonte]

Exemplo de bilhete esgotado no dia 20/12, às 07:05, na Estação Vila Oeste (UVO)

Problemas mais comuns estão relacionados a falhas do próprio equipamento ou a má conservação do ticket. Podem ocorrer os seguintes:

  • Devolução do bilhete pela mesma fenda onde foi inserido:
    • Ocorreram danos ou "queima" da tarja de leitura, e a roleta apresenta a mensagem "bilhete defeituoso";
    • Ocorreu a leitura e marcação, mas o ticket retorna. Ao utilizá-lo novamente, a roleta apresenta a mensagem "bilhete esgotado", uma data e um horário. Essas informações correspondem ao momento em que a passagem foi utilizada;
  • Engripamento de bilhetes dentro da roleta. Ocasionado por tickets dobrados, amassados ou molhados.

Falhas com cartões[editar | editar código-fonte]

Também relacionados a complicações nos aparelhos de validação ou conservação dos cartões:

  • Leitor não reconhece cartão. Problemas na antena do equipamento de leitura, ou defeito nos circuitos internos do cartão. Em alguns casos, a leitura é iniciada, mas a comunicação se perde em seguida, e a mensagem "Recoloque cartão" aparece no visor. Se o mesmo cartão apresentar essa falha em outros aparelhos, recomenda-se a troca;
  • Cartão utilizado no equipamento incorreto. A mensagem "cartão fora de padrão" ou similar é exibida.


Horários do metrô[editar | editar código-fonte]

O horário de funcionamento previsto para todas as estações diariamente é a partir das 5:15 até as 23h, entretanto alterações de horário em algumas estações podem ocorrer em função de eventos, como jogos de futebol no Estádio Independência, ou festividades na Praça da Estação.

A consulta também pode ser feita por meio de aplicativos Para iPhones Para Android

Apesar de iniciar o embarque às 5:15, apenas três estações iniciam a operação de bilheteria nesse mesmo horário: Eldorado, São Gabriel e Vilarinho. As bilheterias das outras 16 estações funcionam a partir de 5:40.

Operação até meia-noite[editar | editar código-fonte]

Em 2014, o vereador Joel Moreira Filho apresentou Projeto de Lei que estenderia o horário de funcionamento do metrô até meia-noite[21]. A proposta foi aprovada[22] pela Câmara Municipal de Belo Horizonte em março de 2017, mesmo após o veto do prefeito Alexandre Kalil alegando inconstitucionalidade, já que o município não poderia legislar sobre matéria de transporte intermunicipal. Além disso, a CBTU argumentava que a extensão de horário elevaria as despesas e comprometeria a segurança da manutenção viária.

Em caráter experimental, a empresa realizou em setembro de 2017 a extensão do horário com a finalidade de obter resultados sobre a viabilidade da operação até meia-noite, como segurança, demanda de usuários, manutenção da via, dentre outros[23], no entanto, em função do baixo uso do sistema, a operação estendida foi descontinuada em outubro de 2017.

Frota[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Frota do Metrô de Belo Horizonte

Galeria[editar | editar código-fonte]

Belo Horizonte Metro Interior.JPG CCO METRO Belo Horizonte.jpg PracaEstacaoMonumentoBH.jpg Gameleirametro.JPG
Interior do trem Centro de controle operacional Praça da estação, tendo a estação Central ao fundo Estação Gameleira

Referências

  1. Notação utilizada pela própria CBTU
  2. a b c Companhia Brasileira de Trens Urbanos. «Portal CBTU - Belo Horizonte». Consultado em 23 de Setembro de 2015 
  3. http://www.metrominas.mg.gov.br/docs/Edital%20003/Termo%20de%20Referencia/Edital%20003_Metrominas_TR.pdf Arquivado em 21 de maio de 2014, no Wayback Machine. , página 27
  4. Hoje em Dia (16 de Setembro de 2011). «Presidente Dilma anuncia R$ 3,16 bilhões de reais para obras do Metrô e transporte público de BH» 
  5. «Cópia arquivada». Consultado em 5 de junho de 2013. Arquivado do original em 21 de maio de 2014 
  6. http://www.enerconsult.com.br/pt/servicos/ProjectPage.asp?s=0000%0233%CURM_BOX&p=/pt/servicos/ProjectPage.asp&i=118&tsc=21&ith=0%7C6
  7. Jornal O Tempo. «Metrô de BH: 25 anos de promessas e desperdícios». Consultado em 15 de agosto de 2011 
  8. a b Jornal Estado de Minas. «Dilma garante que metrô de BH vai chegar ao Barreiro e à Savassi». Consultado em 19 de setembro de 2011 
  9. G1. «Dilma anuncia recursos federais para obras no metrô de Belo Horizonte». Consultado em 16 de setembro de 2011 
  10. Super Esportes. «Copa: Dilma anuncia R$ 3,16 bilhões para o metrô de Belo Horizonte». Consultado em 16 de setembro de 2011. Arquivado do original em 3 de dezembro de 2012 
  11. Estatuto do Trem Metropolitano de Belo Horizonte, pág. 2, Art. 8°
  12. G1. «Trem do metrô de BH com centenas de passageiros para entre 2 estações». Consultado em 7 de setembro de 2011 
  13. http://www.metrominas.mg.gov.br/download_edital001_2014.html
  14. a b Mesmo com o Plano Diretor de Transporte sobre Trilhos(PDTT)[ligação inativa] estar dizendo esses dados, temos que ter em mente que é um estudo de 2004, portanto muitas coisas podem mudar, como nova bitola, alimentação por terceiro trilho e outras coisas mais.
  15. CBTU - STU/BH. «Tarifas e Integração». Consultado em 20 de Dezembro de 2017 
  16. BHAZ. «CBTU põe fim à venda de bilhetes múltiplos com desconto no Metrô de BH». Consultado em 20 de Dezembro de 2017 
  17. O Tempo. «CBTU confirma tarifa de R$ 3,40 no metrô a partir desta sexta-feira (11)». Consultado em 13 de Novembro de 2018 
  18. Estado de Minas. «Justiça notifica CBTU e tarifa do metrô de BH volta para R$ 1,80». Consultado em 13 de Novembro de 2018 
  19. G1 MG. «Justiça determina nova suspensão de reajuste da tarifa do metrô de Belo Horizonte». Consultado em 13 de Novembro de 2018 
  20. Estado de Minas. «Tarifa do metrô de Belo Horizonte sobe para R$ 3,40 nesta quarta-feira». Consultado em 13 de Novembro de 2018 
  21. Jornal O Tempo. «Metrô vai ter horário de funcionamento ampliado a partir de segunda». Consultado em 20 de Dezembro de 2017 
  22. Diário Oficial do Município de Belo Horizonte. «Lei Municipal 11.031/2017». Consultado em 20 de Dezembro de 2017 
  23. Jornal Estado de Minas. «Após testes, metrô de BH volta a circular até 23h». Consultado em 20 de Dezembro de 2017 

Notas

  1. R$ 2,70 (Vilas e favelas)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]