Metrô de Fortaleza

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Metropolitano de Fortaleza
Metrô de Fortaleza
Logo Metrofor.svg
Informações
Proprietário Governo do Estado do Ceará
Local Caucaia, Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba, CE
País  Brasil
Tipo de transporte Estação de Metrô Metrô
Número de linhas 3(atualmente)[1]
4 (previsão quando da conclusão)
Número de estações 36(atualmente)[1]
52 (previsão quando da conclusão)
Tráfego 23,3 mil passageiros por dia[2]
Chefe executivo Eduardo Hotz
Website http://www.metrofor.ce.gov.br/
Funcionamento
Início de funcionamento 15 de junho de 2012 (6 anos)
Operadora(s) Metrofor logo (cropped).jpg Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos
Número de veículos 25
Dados técnicos
Headway 17 minutos
Extensão do sistema 54,5 Km(atualmente)
69,4 Km (previsão quando conclusão)
Bitola 1000 milímetros
Velocidade máxima 80 km/h
Mapa da Rede

Mapa Metrô de Fortaleza 2017.png

O Metropolitano de Fortaleza, também conhecido popularmente como Metrô de Fortaleza ou Metrofor é um sistema de transporte metropolitano que opera na Região Metropolitana de Fortaleza, estado do Ceará, Brasil. É operado pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, empresa de capital social, capitaneada pelo Governo do Estado do Ceará e tem como atual presidente Eduardo Fontes Hotz.[3] Fundada em 2 de maio de 1997, a companhia é responsável pela administração, construção e planejamento metroviários no estado do Ceará, estando presente nos sistemas de Sobral e do Cariri, tendo sua principal atuação no Metrô de Fortaleza.

Segundo dados divulgados em dezembro de 2016, o sistema é o sexto maior em extensão do Brasil dentre as 12 regiões metropolitanas brasileiras que contam com transporte de passageiros sobre trilhos, apresentando no período 43,6 quilômetros (Numero esse já superado devido a adição de 10,9 novos quilômetros com a entrega da primeira e segunda etapa da linha Parangaba-Mucuripe do VLT[4][5]) ficando atrás de São Paulo (334,9 km), Rio de Janeiro (262,1 km), Recife (71,4 km), Porto Alegre (43,9 km) e Natal (56,2 km). As linhas da RMF representam 4,3% da malha total de metrôs e trens do Brasil que, em 2015, era de 1.062 km de extensão.[1] Mesmo sendo o sexto maior em extensão o metrô de Fortaleza e o quinto que menos transporta usuários no país, tendo sindo transportados 6,5 milhões de pessoas em 2015, uma media diária de 23,3 mil passageiros em suas duas linhas em operação naquele ano. Este quantitativo, aumentou 86,8% desde 2011. Nos dias úteis, na média anual, houve uma elevação de 712,1% se comparado a 2011.[2] Dados obtidos na Linha Sul mostram que o ano de 2016 terminou com quase 800 mil passageiros a mais, em relação ao ano anterior. De janeiro a dezembro de 2015, foram transportadas 4,6 milhões de pessoas. Em 2016, esse número saltou para 5,4 milhões. O crescimento é de 17%, ou 798,9 mil passageiros a mais. A Linha Oeste, também registrou aumento de passageiros, saltando de 1,7 milhão em 2015 para 1,8 milhão em 2016. Nesse caso, o aumento foi de 97,4 mil passageiros, ou 5,4% do total.[6] Mantendo o aumento constante, a Linha Sul registrou aumento de 19,8% no número de passageiros transportados em 2017, em relação ao ano de 2016. O índice considera o total de usuários do metrô de janeiro a dezembro. No total, foram 6,5 milhões de pessoas atendidas no ano passado, em comparação ao valor apresentado em 2016.[7][8][9][10]

O Metrô de Fortaleza iniciou suas operações no dia 15 de junho de 2012, com a inauguração da Linha Sul, em operação assistida. Já a operação comercial se iniciou no dia 1 de outubro de 2014, com cobranças de passagens, ficando fixada no mesmo valor vigente no Sistema Integrado de Transportes de Fortaleza (SIT-FOR), naquela período R$ 2,40.[11]

Atualmente está em funcionamento 19 das 20 estações projetadas da Linha Sul, em operação comercial, 9 estações em caráter de trens metropolitanos da Linha Oeste (futuramente a ser convertida em um sistema de metropolitano) e 8 das 10 estações projetadas do VLT Parangaba-Mucuripe, funcionando em operação assistida com transporte de passageiros no período de 6 da manhã até o meio dia sem cobranças de passagens.

Possui uma extensão projetada de 69,4 quilômetros distribuídas em 4 linhas, ligadas por 52 estações, a maior parte em construção ou em projeto. Fazem parte do sistema as linhas Leste (Tirol-Moura Brasil ↔ Edson Queiroz, em construção), Linha Oeste (Central-Chico da Silva ↔ Caucaia) Linha Sul (Central-Chico da Silva ↔ Carlitos Benevides, com duas estações adicionas ao projeto em construção) e a Linha Parangaba/Mucuripe (VLT) (Parangaba ↔ Iate, atualmente com 8 estações em funcionamento e mais 2 em construção). O sistema foi concebido para integrar-se a dois dos sete terminais rodoviários da cidade, Parangaba e Papicu, e para futuramente conectar-se ao terminal de passageiros do Porto do Mucuripe e ao Aeroporto Internacional de Fortaleza.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Antiga estação Central Professor João Felipe, ponto de conexão entre as estradas de ferro cearenses, e futuramente das linhas de trens urbanos até a desativação em 2014.

A primeira concessão para a construção de estradas de ferro no Ceará deu-se com um decreto de 1857, em um empreendimento que deveria construir e explorar uma via férrea a qual, partindo de Camocim e imediações de Granja, seguiria para o Ipu, passando por Sobral. Um projeto arquivado. Outro marco da história ferroviária cearense data de 1968, quando foi apresentado o projeto de uma linha ferroviária ligando Fortaleza à vila de Pacatuba, com um ramal para a cidade de Maranguape. Outro projeto que não saiu do papel. Só dois anos depois, nasceria o projeto da primeira estrada de ferro construída no Ceará, a Via Férrea de Baturité. E, em 13 de março de 1873, chegavam a Fortaleza as primeiras locomotivas, desembarcadas no trapiche do Poço das Dragas (antigo porto). O prédio da estação ainda estava em obras quando recebeu as máquinas a vapor que, sendo arrastadas por tração animal com a afixação de trilhos portáteis, foram transformadas num show de apresentação, ao desfilarem pela Rua da Ponte (Alberto Nepomuceno) e Travessa das Flores (Castro e Silva) até a Praça da Estação. Um novo “espetáculo” aconteceu cinco meses depois, quando a locomotiva “A Fortaleza” rodou cinco vezes - desta vez com os próprios motores - da Estação Central[12] até a parada “Chico Manoel”, no Cruzamento das Trincheiras, atual Liberato Barroso.

O primeiro trecho da ferrovia, ligando o Centro ao Distrito de Arronches (Parangaba), ficou pronto em setembro de 1873, quando, com restrições, uma locomotiva e alguns vagões chegaram, pela primeira vez, a Parangaba. Em seguida, foram inauguradas as estações de Mondubim, Maranguape e Maracanaú (1875) e Monguba e Pacatuba (1876). O governo imperial encampou a ferrovia em 1878 e estabeleceu algumas mudanças no projeto original, além de ordenar a construção de uma nova estrada ligando o porto de Camocim até Sobral e o início dos estudos para a construção da nova estação central, que seria inaugurada em 1880.[13] O trem chegou a Baturité dois anos depois, em 1882, ainda sob o reinado de Dom Pedro II. Na mesma época inciava a construção da Estrada de Ferro de Sobral. Em 1919, as obras de expansão das duas ferrovias cearenses viraria frente de trabalho para os flagelados da grande seca que se abateu sobre a região. As duas estradas de ferro, desde de 1915 unificadas na Rede de Viação Cearense (RVC) passaram a ser subordinadas á Inspetoria Federal de Obras contra a Seca (Ifocs). Em 1920, 12.850 operários estavam envolvidos na construção da ferrovia, inclusive velhos e crianças que pouco podiam ajudar no trabalho. Quando as primeiras maquinas a diesel começaram a operar no Ceará, em 1949, a RVC tinha um total de 86 locomotivas a vapor, todas operacionais. Em 1957 a Rede de Viação Cearense passou a ser um das subordinadas da Rede Ferroviária Federal (RRFSA) e em 1975 foi absorvida.[14]

Surgimento[editar | editar código-fonte]

Projeto original do sistema.

Em 25 de setembro de 1987, foi iniciada a construção do consórcio do Trem Metropolitano de Fortaleza, por meio de assinatura do Contrato de Constituição do Consórcio entre RFFSA, CBTU e Governo do Estado do Ceará com interveniência da União através do Ministério dos Transportes.[15] Em 1988 o governo do Estado lançou oficialmente o metrofor, na época o custo inicial previsto era de 290 milhões de dólares, para a reformulação das Linhas Norte (Atual Linha Oeste), e Sul. A construção do projeto dependia da liberação de US$ 180 milhões do governo Japonês e do acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em 1 de abril de 1993 o contrato do consórcio formado entre o Governo e o Ministério dos Transportes teve o prazo prorrogado por um ano. O segundo, assinado em 29 de março de 1994, também foi prorrogado por mais um ano. Já o terceiro, em 04 de abril de 1995, prorrogou-se por dois anos, com término previsto para 4 de abril de 1997. Em 3 de abril de 1997 foi lavrada a Ata de Encerramento do Consórcio, tendo sido nomeada comissão, com prazo de sessenta dias, para apresentação do relatório de liquidação. Com a extinção do consórcio, surgiram ideias para concepção de uma companhia de metrôs em Fortaleza. Em 2 de maio de 1997, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, conhecida como Metrofor, foi criada com o objetivo de assumir e modernizar a operação do transporte dos trens metropolitanos de Fortaleza, até então realizada pela CBTU. O consórcio do Trem Metropolitano de Fortaleza foi extinto em 30 de maio de 1997.

1999–2012[editar | editar código-fonte]

Antiga estação Parangaba, preservada abaixo do elevado da Linha Sul do Metrô

Em 24 de agosto de 1999, iniciou-se pelo bairro Benfica a construção da linha Sul, como primeira fase do projeto das novas linhas de metrô da cidade que tinha como previsão de entrega o final de 2002. Em 2000 foi erguida a estação São Benedito, a primeira subterrânea construída na cidade. Em 1 de julho de 2002, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos assumiu a operação do trem urbano, até então sob controle da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Em outubro do mesmo ano, houve paralisação das obras. Em março de 2004, houve retomada das obras, apos liberação de R$ 10,9 milhões de verbas do governo federal. Em 2005, houve outra redução no ritmo das obras. O governo federal, então, liberou R$ 22 milhões de R$ 61,5 milhões previstos.

Em 2008, a antiga estrutura da estação Parangaba com mais de 100 anos de história estava no caminho do traçado da linha sul, e teria que sair do local para dar espaço ao metrô. Na época, o então governador Cid Gomes tinha as seguintes opções: fazer uma réplica da estação e transferi-la para outro bairro, custando R$ 214 mil; transladar o prédio para a Praça Central da Parangaba, ao custo de R$ 5,27 milhões; ou construir um memorial no mesmo local, respeitando a estrutura da estação. A solução foi acordada entre Cid e a prefeita de Fortaleza na época, Luizianne Lins: rebaixar a estação por 3,5 metros e elevar a linha do metrô para preservar o equipamento histórico e evitar sua demolição. A obra durou cinco meses, onde foi priorizado a manutenção das estrutura do prédio, bem como seus traços arquitetônicos. O valor de investimento foi de R$ 1.063.324,47. A participação dos moradores do bairro no debate sobre o assunto foi importante para que os executivos acatassem essa decisão.

Já em 2010, todas as frentes de serviço passaram a trabalhar simultaneamente. Em abril, um impasse entre a Prefeitura de Fortaleza e vendedores do "Beco da Poeira", reduto de comércio popular localizado no centro da cidade, foi resolvido e as obras de construção da estação José de Alencar foram iniciadas após a demolição do centro de compras. No inicio de 2011 as primeiras estações foram finalizadas. Com a conclusão da linha, os primeiros testes com Trens Urbanos Elétricos foram iniciados em junho. Em abril de 2012, as obras civis da Linha Sul foram concluídas em definitivo. No mesmo ano foram iniciadas as obras da Linha Parangaba/Mucuripe, com frentes de trabalhos nos bairros Papicu, Bairro de Fátima e Parangaba.

2012–atualmente[editar | editar código-fonte]

Plataforma da estação São Benedito da Linha Sul do metrô de Fortaleza.

Em 15 de junho, o sistema foi inaugurado em operação assistida, com o trecho Pacatuba - Parangaba da Linha Sul.[16] No dia 28 de setembro, foi inaugurada a segunda etapa, Parangaba-Benfica, juntamente com a primeira estação subterrânea em funcionamento do sistema.[17] O terceiro trecho da linha Sul, Benfica-São Benedito, foi inaugurado no dia 24 de outubro.[18] No dia 28 de julho de 2013 o quarto e último trecho foi entregue com as estações José de Alencar e Central-Chico da Silva pela então presidente da República Dilma Rousseff.[19] Em 14 de agosto de 2014, foi iniciada a construção da Linha Leste com frentes de trabalhos nas estações Central, Colégio Militar e Edson Queiroz. No dia 1 de outubro de 2014, foi dado o início da operação comercial da Linha Sul.[20]

No dia 10 de Agosto de 2015 o secretário das Cidades do Ceará, Lúcio Gomes, realizou a primeira reunião de trabalho com a Companhia. Lúcio foi recebido pelo presidente da Metrofor, Eduardo Hotz, e pela equipe de diretores da estatal, que apresentaram os projetos em curso e o cronograma de trabalho para os próximos meses. Entre as ações, foi detalhado o projeto de automatização da Linha Sul do metrô de Fortaleza, cuja contratação foi realizada em julho. A automatização da Linha Sul consiste na implantação do Sistema de Sinalização e Controle de Trens, Tráfego e Energia, fornecido e implantado pela empresa MPE Engenharia e Serviços Ltda, ao valor global de R$ 125,6 milhões, que são compostos por recursos do Governo do Estado (21,79%) e da União (78,21%). A ordem de serviço foi assinada no dia 17 de julho e o prazo de execução era de dois anos e meio,[21] prazo esse que não foi respeitado. No dia 3 de Setembro de 2015 foram instaladas as primeiras catracas eletrônicas da Linha Sul do metrô na estação Central-Chico da Silva com a presença do então secretário das Cidades, Lúcio Gomes, o presidente da Metrofor, Eduardo Hotz, e por demais diretores da estatal.[22]

Elevados da Linha Sul do Metrô (esquerda) e do VLT (direita) no bairro Parangaba, vistas da estrutura principal da estação Parangaba. É possível ver a direita um VLT no sentido Mucuripe.

No dia 27 de setembro de 2016 se deu inicio a fase experimental de parte do trecho 2 da Linha Parangaba-Mucuripe do VLT, com 3,6 quilômetros de extensão, passando nas proximidades da Vila União e do Aeroporto.[23] As primeiras composições do VLT só passaram a operar na manhã do dia 26 de setembro de 2016, no pequeno trecho citado entre as estações Montese e Borges de Melo, com o inicio da operação experimental, que consiste no funcionamento do sistema mais sem o transporte de passageiros, para serem realizados os ajustes necessários para o início das operações assistida e comercial.[24]

No mês seguinte completava-se três anos de assinatura do maior edital regido pela Lei de Licitações do estado do Ceará, que foi vencido por um consórcio formado pela espanhola Acciona e pela paulista Cetenco, que assumiram a construção da Linha Leste do metrô de Fortaleza por R$ 2,3 bilhões, mas até aquele período apenas 1% das obras haviam sido concluídas. O governo estadual adquiriu para a obra, 4 “tatuzões” para a escavação dos túneis. Geralmente, estes equipamentos são alugados e  não comprados visto que depois que a obra acaba, eles ficam inutilizados. A ideia, segundo auxiliares do ex-governador Cid Gomes, era que a construção do metrô fosse política permanente do governo do estado. Ter tuneladoras (nome formal dos “tatuzões”) significaria facilitar a ampliação contínua das linhas do transporte coletivo pela cidade, mas devido a paralisação das obras os equipamentos ficaram parados ficando expostos aos agentes do tempo sem nenhuma previsão de quando começariam a ser operados.[25] A demora para a retomada das obras fez com que a Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) liberasse o trecho da avenida Santos Dumont interditado para a implantação do canteiro de obras de construção da estação Colégio Militar, o canteiro então ficou restrito a praça localizada em frente à Igreja do Cristo Rei até que as obras fossem enfim retomadas.[26]

Plataformas da estação elevada Juscelino Kubitschek da Linha Sul do metrô.

Ao final do primeiro mês de 2017 a Secretaria das Cidades do Ceará enviou para a Secretaria de Planejamento e Gestão o edital para a realização de Parceria Público-privada (PPP) para a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos. O edital solicitava manifestação de interessados em operar e manter as linhas Sul e Parangaba-Mucuripe, em Fortaleza, e os sistemas do Cariri e Sobral. O primeiro edital do processo de entrega do gerenciamento da CCTM à iniciativa privada via PPP faz parte de um programa do Governo do Estado do Ceará. Segundo o governo, o objetivo do programa é "atrair parceiros para impulsionar obras e projetos do Ceará, reforçando a união entre o poder público e a iniciativa privada, e tornando o Estado cada vez mais desenvolvido e competitivo". Os processos encaminhados à Seplag envolvem inicialmente a análise da atratividade, segmentação e recomendação para os principais ativos, estratégia de outorga e identificação de investidores. A CCTM que atual na Grande Fortaleza sob o nome de Metrofor possui um outro projeto, intitulado PPP 2, que trata da construção e operação das Linhas Leste e Oeste, A proposta já possui manifestação de interesse e atualmente está sendo elaborado o edital e seguirá os mesmos trâmites de publicação da PPP1.[27][28][29]

O ano de envio do edital trouxe outras novidades para o sistema de metropolitanos de Fortaleza como a inauguração, no dia 15 de maio, da 19ª estação da Linha Sul: Juscelino Kubitschek, localizada na Avenida João Pessoa, no encontro com rua Alagoas, no bairro Damas. Acompanhado por lideranças políticas e imprensa, o governador do estado do Ceará, Camilo Santana realizou, no início da manhã, o trajeto de metrô partindo da Estação José de Alencar, no Centro, até a Estação Juscelino Kubitschek, onde participou da solenidade de inauguração do equipamento.[30]

Houve também a entrega para a população do trecho entre as estações Borges de Melo e Parangaba (Trecho 2) do VLT Parangaba-Mucuripe em Julho de 2017, que estava em fase experimental, compreendendo quatro estações e contemplando os bairros Parangaba, Bairro de Fátima, Vila União, Itaoca e Montese. Na Operação Assistida, foram utilizados três trens, sendo um reserva. Ao chegar na estação da Parangaba do VLT, “o passageiro terá acesso, também, à Linha Sul do metrô e ao terminal de ônibus urbano, ambos na Parangaba, possibilitando a integração”, lembrou o presidente do Metrô de Fortaleza (Metrofor), Eduardo Hotz, também presente na solenidade de inauguração.[31]

Construção e expansão da rede[editar | editar código-fonte]

Atualmente a Metrofor mantém duas linhas em construção (Leste e Parangaba-Mucuripe), uma aguardando licitação sem previsão de inicio de obras (Oeste) e uma com adição de uma nova estação (Sul). A Empresa ainda tem planos para ampliação da Linha Leste ligando a estação Edson Queiroz a Messejana e da Linha Oeste ligando a estação Caucaia ao Pecém.[32]

Atualmente três linhas estão em obras, totalizando 25,8 Km a mais de extensão para o sistema:

Linhas Trecho Estações Situação Atual
Linha Sul - Padre Cícero Obras em andamento
Linha Leste Trecho 1: TirólPapicu Tiról, Chico da Silva, Colégio Militar, Nunes Valente, Papicu Obras em andamento (7,3 Km)
Linha Leste Trecho 1: TirólPapicu , Luiza Távora, Leonardo Mota Sem previsão
Linha Leste Trecho 2: PapicuEdson Queiroz HGF, Cidade 20000, Bárbara de Alencar, Centro de Eventos, Edson Queiroz Sem previsão
Linha Parangaba-Mucuripe Trecho 2: PapicuIate Mucuripe, Iate Obras em andamento (Previsão para o primeiro semestre de 2019)

Projetos cancelados ou temporariamente suspensos[editar | editar código-fonte]

Durante a historia da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos diversos projetos de estações e linhas foram apesentados. Um exemplo foi o plano para a construção de um ramal que ligaria a Parangaba a Arena Castelão que deveria ficar pronto antes da copa do mundo de 2014 mas o projeto foi cancelado pois estudos do governo do estado indicara que não haveria usuários suficientes para manter o trecho em funcionamento após o evento.[33]

Outro caso conhecido e o da Linha Maranguape que ligaria a estação Jereissati da Linha Sul, ao centro de Maranguape, município da região metropolitana de Fortaleza. Segundo apresentado a linha contaria inicialmente com apenas duas estações e já teria previsão de uma possível expansão a ponto de atingir outras áreas de Maranguape.[34] A linha foi colocada em diversos mapas do sistema, sendo apresentada como quase certa a população, mas o tempo foi passando e nenhum projeto, estudo ou mesmo nota por parte da Metrofor foi mostrado. Enfim em maio de 2017 a linha foi removida dos mapas da companhia sem nenhuma explicação por parte da mesma, se tornando assim um grande mistério.

Linhas[editar | editar código-fonte]

O sistema de metrô de Fortaleza conta atualmente com três linhas: Oeste, Sul, Parangaba-Mucuripe (Entregue parcialmente entre as estações Parangaba e Papicu) e mais uma com obras paradas aguardando financiamento do BNDES: Leste.

As estações que fazem integração entre linha são:

  • Central-Chico da Silva fará ligação entre a Linha Leste, Linha Oeste e Linha Sul.
  • Parangaba faz ligação entre Linha Sul e VLT Parangaba-Mucuripe.
  • Papicu fará ligação entre Linha Leste e VLT Parangaba-Mucuripe.
  • Tirol-Moura Brasil fará ligação entre Linha Oeste e Linha Leste.
Linhas do Metrô de Fortaleza
Linhas Terminais Extensão Estações Inauguração
Mapa Metrô de Fortaleza 2017.png
Linha Sul Central-Chico da SilvaCarlito Benevides 24,1 km 19
(Resta apenas concluir a estação Padre Cicero)
15 de junho de 2012
Linha Oeste Central-Chico da SilvaCaucaia 19,5 km 10
(15 quando convertido a metrô)
Em funcionamento como VLT
Linha Leste Tirol-Moura BrasilEdson Queiroz 12,4 km 11 Obras aguardando financiamento do BNDES
VLT Parangaba-Mucuripe ParangabaIate 10,9 Km
(13,4 km quando concluído)
8
(10 quando concluído)
06 de Julho de 2018 (Resta concluir o trecho entre as estações Papicu e Iate)


Metrô de Fortaleza
Legenda:
em constr. / em func. 
Linha Sul (Metrô
Unknown route-map component "exBHFq_red" Unknown route-map component "BHFq_red"
 BSicon ICTS.svg
Linha Oeste (VLT
Unknown route-map component "fexBHFq" Unknown route-map component "fBHFq"
 Estação de VLT
Linha Leste (Metrô
Unknown route-map component "exBHFq_yellow" Unknown route-map component "BHFq_yellow"
 BSicon exICTS.svg
Linha P.-M. (VLT
Unknown route-map component "exBHFq_violet" Unknown route-map component "BHFq_violet"
 Estação de VLT
Diagrama:  
Unknown route-map component "d"
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "fSTR+l"
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "flBHF"
Unknown route-map component "fSTR+r" Unknown route-map component "d"
 Parque Albano
São Miguel 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "d"
 Conjunto Ceará
Antônio Bezerra 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "d"
 Jurema
Padre Andrade 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "d"
 Araturi
Floresta 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "feBHF" Unknown route-map component "feBHF" Unknown route-map component "d"
 Nova Metrópole
Álvaro Weyne 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fKBHFxe" Unknown route-map component "feBHF" Unknown route-map component "d"
 Parque Soledade
Francisco Sá 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fexBHF" Unknown route-map component "fKBHFe" Unknown route-map component "d"
 Caucaia
Tiról 
Unknown route-map component "fexdBHF-L" Unknown route-map component "exdKBHFa-R yellow" Unknown route-map component "d"
 
 
Unknown route-map component "dKBHFa-L red" Unknown route-map component "fexdKBHFe-M" Unknown route-map component "exdBHF-R_yellow"
 Central - Chico da Silva
José de Alencar 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 
São Benedito 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Colégio Militar
Benfica 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Luiza Távora
Nunes Valente 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow" Unknown route-map component "exKBHFa_violet"
 Iate
Leonardo Mota 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow" Unknown route-map component "exBHF_violet"
 Mucuripe
Padre Cícero 
Unknown route-map component "BHF_red"
Unknown route-map component "STR+l violet" + Unknown route-map component "exSTRl yellow" + Unknown route-map component "lINT~L"
Unknown route-map component "exSTRr violet" + Unknown route-map component "exSTR+r yellow" + Unknown route-map component "lINT~R"
 Papicu
Antônio Sales 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "BHF_violet" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 H.G.F.
Pontes Vieira 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "BHF_violet" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Cidade 2000
Porangabussu 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "BHF_violet" Unknown route-map component "exSTR_yellow"
 São João do Tauape
Couto Fernandes 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "BHF_violet" Unknown route-map component "exSTR_yellow"
 Borges de Melo
Jusc. Kubitschek 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "BHF_violet" Unknown route-map component "exSTR_yellow"
 Vila União
 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "BHF_violet" Unknown route-map component "exSTR_yellow"
 Montese
Parangaba 
Unknown route-map component "BHF-L_red" Unknown route-map component "KBHFe-R violet " Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Bárbara de Alencar
Vila Pery 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Centro de Eventos
Manoel Sátiro 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exKBHFe_yellow"
 Edson Queiroz
Mondubim 
Unknown route-map component "BHF_red"
 
Esperança 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "KDSTa_red"
 (centro de manutenção)
Aracapé 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "BHF_red"
 Carlito Benevides
Alto Alegre 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "BHF_red"
 Jereissati
Rachel de Queiroz 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "BHF_red"
 Maracanaú
 
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "STRl red"
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "lBHF_red"
Unknown route-map component "STRr red"
 Virgílio Távora
Fontes:

Linha Sul[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Linha Sul do Metrô de Fortaleza

A Linha Sul do Metrô de Fortaleza, foi a primeira a ser inaugurada do sistema. É atualmente a maior via de transporte de passageiros sobre trilhos em operação no Ceará, tanto em extensão (24,1 km), como em número de estações (19) e de passageiros (28 mil/dia). A Linha Sul Funciona de 5h30 até 23h30h, de segunda-feira a sábado.[35]

Cada composição de trens em operação nesta linha tem capacidade de transporte de 890 pessoas. Por dia, são feitas 126 viagens, interligando Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba. Nas estações, o tempo de parada do metrô é apenas o suficiente para desembarque e embarque de passageiros, sendo de 1 minuto ou menos. A velocidade média dos trens é de aproximadamente 40 Km/h, chegando a 70 Km/h entre as estações (velocidade máxima). A frota operacional da Linha Sul atualmente é de 10 trens elétricos, que circulam agrupados em dois, formando 5 composições de 2 trens.[36]

LinhaSul.png

Sua historia tem inicio em dezembro de 1998, quando foi assinado o contrato para a concepção do novo sistema de metroviário da Região Metropolitana de Fortaleza, com primeira fase constituída pela construção da Linha Sul. Segundo o ex-presidente da Metrofor, Rômulo dos Santos Fortes, a obra "iniciou em janeiro de 1999, já com restrição orçamentária".[37] Os estudos que demostraram a viabilidade da implementação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) foram feitos pela empresa espanhola Eptisa.[38] Em 2002, quando cessaram os repasses de recursos federais, a obra praticamente parou. Os recursos repassados não foram significativos, e apenas serviram para manter os canteiros e a segurança.[39]

Plataforma da estação Benfica da Linha Sul

Consequentemente, a obra foi paralisada, e a situação só veio mudar com a assinatura de um convênio com o Ministério da Fazenda, em setembro de 2005. O presidente da Metrofor relatou que na "época ainda havia dívida com o FMI e foi assinado um convênio que reduzia o escopo, para adaptar a obra aos recursos disponíveis. Cortamos escopo, tiramos a parte subterrânea, e dos dez trens ficaram só quatro, foi um caos. As empresas não aceitaram e a negociação não andou". A obra retornou em 2006.[39] Houve um desagrado da parte do Ministério das Cidades, pois, segundo o presidente, o Ministério da Fazenda tratou o assunto priorizando a questão financeira, sem se preocupar com a infraestrutura urbana e a mobilidade. Em 2007, no início do segundo governo Lula, o então Ministro das Cidades, Márcio Fortes de Almeida, interveio para trazer de volta os escopos originais, tanto em Fortaleza quanto em outras capitais.[39]

Após 13 anos desde o inicio de obras, em 1999, a Linha Sul teve seu primeiro trecho inaugurado entre as estações Parangaba e Carlitos Benevides, por autoridades locais, em 15 de junho de 2012.[40][41] Durante este tramo a linha esteve em operação de testes no qual o serviço era totalmente gratuito e com horários limitados.[40] Dentre as últimas estações que estavam em obras como a estação Central-Chico da Silva e José de Alencar foram inauguradas em 18 de julho de 2013, com presença da presidente Dilma Rousseff.[19][42][43] O sistema permaneceu em fase de testes até o dia 01 de outubro de 2014 quando se iniciou a fase comercial da linha, com cobranças de passagens e horário estendido. Na primeira fase da etapa comercial a Linha Sul opera das 6:30 da manhã até as 7:00 da noite, com aumento gradativo do horário e diminuição do tempo de espera. Por falta de equipamentos de sinalização e problemas nas licitações, a linha Sul permaneceu dois anos em testes e hoje funciona com restrições operacionais como intervalo alto e baixo número de trens em circulação.[44] No dia 02 de Julho de 2015 a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) assinou a ordem de serviço para implantação do sistema de telecomunicações da Linha Sul. O resultado da licitação - reconhecendo vitória do Consórcio Comunicação Metrofor. O valor global do contrato é de R$ 28.773.657,58. Esse investimento vai garantir agilidade e precisão na comunicação interna que envolve trens, estações e o Centro de Controle e Operações (CCO).

No dia 2 de março de 2017 a Cia Cearense de Transportes Metropolitanos aumentou o horário de funcionamento da Linha Sul do Metrô de Fortaleza. A partir daquele dia, estações e trens começaram a funcionar uma hora mais cedo. As estações passaram a abrir às 5h20 e os trens começam a circular a partir das 5h30, com partida simultânea nas duas extremidades da linha (estações Central-Chico da Silva, no Centro, e Carlito Benevides, em Pacatuba). Com essa medida, a Linha Sul aumentou a quantidade de horas em operação, de 12 horas e 30 minutos, para 13 horas e 30 minutos, diariamente. O intervalo de espera pelo próximo metrô, em todas as estações, continua em aproximadamente 17 minutos. Segundo o diretor-presidente da Cia Cearense de Transportes Metropolitanos, Eduardo Hotz, a ampliação do horário de funcionamento faz parte de um conjunto de investimentos para melhorar o funcionamento do sistema.“Como resultado de um processo de melhoria das condições operacionais, temos a expectativa para os próximos meses de novas ampliações de horário, além de todos os outros investimentos que estão acontecendo”, explica Eduardo.[45]

Linha Oeste[editar | editar código-fonte]

A Linha Oeste tem extensão de 19,5 km de extensão, 10 estações e transporta em média 8 mil passageiros por dia, funcionando de segunda a sábado, de 5h30 às 20h40h.[46] Entre 2007 e 2010, esta linha passou por uma remodelação, ganhando novos trens e estações reformadas. A via interliga Fortaleza e Caucaia, com estações no Centro das duas cidades. Os trens circulam numa velocidade média de 30 Km/h, chegando até a 50 Km/h, e tem capacidade de transporte de 756 pessoas. Nas estações, o tempo de parada é de aproximadamente 1 minuto. Os trens da Linha Oeste são Veículos Leve sobre Trilhos (VLTs), movidos a óleo diesel.[36]

Estações Linha Oeste CCTM.png
Plataforma da estação Caucaia, atualmente em formato de VLT.

A origem da linha Oeste vem por meio do trecho da estrada de ferro de Sobral que ligava Sobral a Ipu. Em 1909, toda a estrada de ferro de Sobral (Camocim-Ipu) foi juntado com a estrada de ferro de Baturité para se criar a Rede de Viação Cearense, imediatamente arrendada à South American Railway. Em 1915, a RVC passa à administração federal. A linha da antiga estrada de ferro de Sobral chega a seu ponto máximo em Oiticica, na divisa com o Piauí, em 1932, dezoito anos antes de Sobral ser unida a Fortaleza pela estrada de ferro de Itapipoca (1950). Esses dois trechos passam então a constituir a linha Norte. Em 1957 passa a ser uma das subsidiárias formadoras da RFFSA e em 1975 é absorvida operacionalmente por esta. Em 1996 é arrendada juntamente com a malha ferroviária do Nordeste à Cia. Ferroviária do Nordeste (RFN). Trens de passageiros percorreram a linha Norte até o dia 12 de dezembro de 1988, sobrando depois disso apenas cargueiros e trens metropolitanos no trecho Fortaleza-Boqueirão.[47]

A linha era administrada inteiramente pela CBTU na época em que todo o seu trajeto era feito por trens urbanos. Em 2010, a Metrofor investiu cerca de R$ 125 milhões com as estações e a reforma de treze trens conhecidos como Pidners. Quatro locomotivas foram modernizadas e 31 carros de passageiros receberam nova fuselagem e sistema de climatização.[48] Além da reforma e aquisição de novos veículos, foram recuperados 17 quilômetros de via permanente e duplicados outros 2,5 quilômetros, reformadas nove estações, e realizado o trabalho de sinalização das passagens de nível. Também foi concluído o viaduto rodoviário Visconde de Cauípe, em Caucaia. Cerca de 13 mil passageiros, que fazem o trajeto Caucaia-Fortaleza diariamente, serão beneficiados a ação.[49] Com as melhorias, mais passageiros estão utilizando a linha. Em 2011, os trens da linha Oeste transportaram mais de 3,46 milhões de passageiros.[48] Ao todo a Linha Oeste é composta por 46 viagens diárias.[49] Provavelmente em extensão à Linha Oeste, está em estudo um ramal metroviário até o Terminal Portuário do Pecém, localizado na região metropolitana de Fortaleza.

Linha Leste[editar | editar código-fonte]

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A Linha Leste será uma das futuras linhas do sistema, a primeira com grande parte de seu traçado subterrâneo. As obras da linha foram iniciadas em 2013.[50] A proposta inicial era a construção de uma linha com 13 estações, mas devido a impasses e problemas com liberação de recursos o projeto teve que ser divido em duas fases de construção.

A primeira fase do novo projeto do Metrô de Fortaleza, terá 7,3 km de extensão e irá ligar o Centro de Fortaleza ao Papicu. Serão executadas uma estação de superfície (Tirol-Moura Brasil) e outras quatro subterrâneas (Chico da Silva, Colégio Militar, Nunes Valente e Papicu). A ideia é garantir a integração da Linha Leste com as linhas Sul e Oeste, no Centro, e com o VLT Parangaba-Mucuripe, além do terminal de ônibus, no Papicu. A previsão é de que obra seja concluída em quatro anos, a partir da assinatura da ordem de serviço. A Fase 1 da Linha Leste do Metrô de Fortaleza terá capacidade para transportar até 150 mil passageiros por dia. O tempo de viagem entre o Centro e o Papicu será de 15 minutos.[36]

Uma segunda uma adicionara mais 3 estações no primeiro trecho (Sé, Luiza Távora e Leonardo Mota) e outras 5 no segundo trecho (HGF, Cidade 2000, Bárbara de Alencar, Centro de Eventos e Edson Queiroz) entre as estações Papicu e Edson Queiroz.[51]

A linha quando completamente concluída, atenderá as principais regiões financeiras e comerciais de Fortaleza, entre as estações Central-Chico da Silva no centro histórico da cidade e Edson Queiroz na avenida Washington Soares.

Estações Linha Leste CCTM.png

O Material Rodante compreenderá 20 TUE’s (trem unidade elétrico), alimentados através de uma rede aérea de 3.000 volts em corrente contínua, com motor de tração do tipo indução, com controle de tração através de inversores estáticos.

As máquinas que vão construir os túneis são chamados de “shield”, ou tuneladoras, também conhecidas no jargão técnico como “tatuzão”. Para conhecer de perto essa tecnologia, o governador do Estado, Cid Gomes, o secretário de Infraestrutura, Adail Fontenele, e o presidente do Metrofor, Rômulo Fortes, visitaram quatro fabricantes desse tipo de equipamento. Eles foram adquiridas pelo Governo do Estado, através da Seinfra, ao preço de R$ 128,2 milhões. Os equipamentos estão sendo fabricados pela empresa norte-americana The Robbins Company, que venceu uma licitação ocorrida em maio de 2012.[52] Os dois primeiros equipamentos, de um total de quatro, para a construção da linha já estão prontos com os testes em fábrica realizado entre maio e junho de 2013. Logo depois, os equipamentos foram embarcados para o Brasil, chegando ao Porto do Pecém no final de julho de 2013.[52] A distancia entre cada estação será de aproximadamente 900 metros. No total são treze estações que compõe a Linha Leste, essas são Central-Chico da Silva, , Luiza Távora, Colégio Militar, Nunes Valente, Leonardo Mota, Papicu, HGF, Cidade 2000, Bárbara de Alencar, CEC, Edson Queiroz.

A linha se encontra atualmente com obras paradas e com apenas 1% de evolução[53] desde de 2015 em virtude de reformulação do consórcio Cetenco-Acciona, executor original da obra. Para retomar o serviços, segundo a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), o Governo do Estado tem trabalhado com o Governo Federal para garantir liberação dos recursos da licitação.[54][55][56] O estado do Ceará possui R$ 1 bilhão de financiamento para o metrô junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES). Além deste valor há mais R$ 1 bilhão, parte do Orçamento Geral da União (OGU). O BNDES condicionou a liberação de sua parte na obra se o Governo Federal liberar os recursos do OGU. Como a União não libera sua parte, está feito o imbróglio, que já se arrasta há tempos. O governador do Ceará, o petista Camilo Santana, tem lutado para liberar a verba do Orçamento da União.[57] Em julho deste ano chegou a apesentar a linha Leste do Metrô ao presidente do China Development Bank (CDB), Hu Huaibang, que visitou Fortaleza.[58]

Sem o repasse de verbas a Seinfra iniciou as montagens de quatro máquinas tuneladoras, conhecidas popularmente como “tatuzões”, que serão usadas na construção dos túneis da Linha Leste. Estas máquinas chegaram ao estado em 2013 e estavam até então sem qualquer uso. A previsão do governo é que dois dos tatuzões fiquem prontos para entrar em operação até março de 2018, e os demais, seis meses depois. Em nota, a Seinfra informa que o objetivo da montagem é realizar “uma manutenção preventiva da forma mais adequada e econômica para o Estado”, além de “preservar a integridade dos equipamentos e a extensão da garantia”. Sem a previsão da liberação dos recursos, no entanto, as obras da Linha Leste continuarão paralisadas e sem qualquer perspectiva de retomada.[59][60]

Sem data para retorno de obras, canteiros das obras foram desfeitos, localizados na Praça da Bandeira, conhecida como Praça do Cristo Rei, e na avenida Washington Soares, em frente ao Fórum Clóvis Beviláqua, os canteiros foram desinstalados e os locais devolvidos à Cidade no o início de dezembro de 2017. Os dois espaços permanecerão acessíveis à população até que as obras sejam reiniciadas. Paralisadas há dois anos, não há previsão de quando as obras serão retomadas nem como será a intervenção nos locais.[61][62][63][64][65]

Linha Parangaba-Mucuripe[editar | editar código-fonte]

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Linha Parangaba-Mucuripe, é uma das linhas do Metrô de Fortaleza em formato de VLT (Veiculo Leve Sobre Trilhos) tendo sua inauguração oficial realizada no dia 06 de Julho de 2018 com a adição de mais quatro estações as quatro já existentes totalizando oito entre a Parangaba e o Papicu.[66] Quando 100% concluída a linha ligara a zona portuária a zona central de Fortaleza passando nas proximidades do Aeroporto Internacional Pinto Martins, ligando duas importantes áreas da cidade: Parangaba e Papicu. O projeto prevê, dentre outras, a construção de três tipologias de estação, sendo uma elevada (Parangaba), a do Papicu (que fará a integração com a Linha Leste do Metrô e o terminal) e outro tipo de padronização para as outras seis estações: Montese, Vila União, Borges de Melo, São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales, Mucuripe e Iate.[67]

Estações Linha 4-Roxa VLT.png

Com 13,4 km de extensão sendo 12,0 km em superfície e 1,4 km em elevado, em formato de VLT (Veiculo Leve sobre trilhos), a linha Mucuripe deverá transportar diariamente 90 mil passageiros por dia, ligando de maneira rápida e confortável a dois dos maiores e mais importantes terminais intermodais da cidade: Parangaba e Papicu, além de futuramente oferecer fácil acesso ao Terminal de passageiros do porto do Mucuripe.

Plataforma destinada ao VLT na estação Parangaba.

A linha tem inicio na estação elevada da Parangaba, no qual a mesma segue no sentido leste para a estação já em superfície do Montese, a linha segue na direção nordeste passando por baixo da avenida Carlos Jereissati atrás do Aeroporto Pinto Martins, onde se localiza a estação Vila União. Seguindo ainda no mesmo sentido a linha chega as mediações da avenida Borges de Melo, local onde se localiza a estação de mesmo nome, atendendo assim as proximidades do terminal Rodoviário Engenheiro São João Thomé. A linha continua no mesmo sentindo até a rotatória da avenida Aguanambi onde a mesma devirá para o leste de forma paralela a Via Expressa, seguindo dessa forma pelas estações São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales, Papicu (Onde e feita integração com o terminal urbano do Papicu e a linha Leste do Metrô), e Mucuripe. A linha segue no sentido norte ainda paralelo a via expressa onde faz uma curva a direita na direção do porto, juntamente com a avenida Vicente de Castro, onde ao lado do morro Santa Teresinha se localiza a estação Iate.

Na manhã do dia 25 de julho de 2017 se deu início a Operação Assistida no trecho entre as estações Borges de Melo e Parangaba, com a presença do governador do estado do Ceará, Camilo Santana e do Vice-Prefeito de Fortaleza, Morone Torgan. Nesta fase, os usuários podem utilizar o modal de forma gratuita, de segunda a sexta-feira, das 6 da manhã ao meio dia. A Operação Assistida vai permitir os ajustes finais do equipamento, incluindo a mensuração do valor do bilhete. O trecho - de cinco quilômetros de extensão - é o primeiro dos três trechos que compõem os 13,5 quilômetros do VLT, interligando o Mucuripe à Parangaba. A Operação Assistida também dará condições à população para ambientar-se com o novo serviço.[68][69][31] Com quatro meses de operação assistida, a Linha Parangaba-Mucuripe transportou gratuitamente mais de 55 mil pessoas, a marca foi alcançada no dia 29 de novembro de 2017.[70]

Em 06 de Julho de 2018 ocorreu a inauguração oficial com a entrega de mais quatro estações além das quatro já existentes, de dez previstas, da linha Parangaba-Mucuripe. Com a inauguração, passageiros podem se deslocar, gratuitamente, na Cidade, em um trajeto de 10,9 quilômetros. Com 82% da obra finalizada, o projeto ainda aguarda a conclusão das estações Mucuripe e Iate, totalizando os 13,2 km de extensão e custo de R$ 700 milhões. Ao longo do percurso, os trabalhos permanecem para finalizar a linha até o fim deste ano, prospecta o secretário estadual da Infraestrutura (Seinfra), Lúcio Gomes.[71][72][73][74]

Integrações intermodais[editar | editar código-fonte]

A rede do Metrô de Fortaleza tem previsão para ser totalmente integrada a rede de ônibus urbano de Fortaleza e aos serviços de BRT do Expresso Fortaleza ambos administrados pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (ETUFOR); ao sistema de Bicicletas compartilhadas de Fortaleza, o Bicicletar;[75] e ao sistema de carros elétricos compartilhados, o VAMO[76] através do Bilhete Único Fortaleza[77] e do Bilhete Único Metropolitano. Com a futura integração e possível utilizar os serviços da ETUFOR e da Metrofor com uma tarifa especulada em R$ 3,40; com base no atual valor das tarifas do sistema urbano da capital.[78][79][80][81][82][83][84][85] Serão oferecidas integrações gratuitas nos Terminais Intermodais da Parangaba e Papicu.[86]

Os passageiros da região metropolitana tem acesso a rede por meio das Linhas Oeste e Sul que passam respectivamente pelos municípios de Caucaia, Maracanaú e Pacatuba. Além disso em breve será possível utilizar no metrô o Bilhete Único Metropolitano que permite que o usuário da RMF em até 3 horas se integrar com o sistema de ônibus de Fortaleza. Na Capital, por um período de 2 horas, o passageiro vai poder pegar quantos ônibus precisar, para qualquer ponto de Fortaleza, pagando apenas uma passagem integrada. Na volta, o passageiro vai poder embarcar em qualquer ônibus de Fortaleza e terá até 3 horas, contadas de quando usou o seu cartão Bilhete Único Metropolitano no primeiro ônibus do sistema urbano de Fortaleza, para integrar com o ônibus metropolitano.[87][88][89][90][91][92]

Tarifas[editar | editar código-fonte]

Tipo Tarifa Descrição Referencia
Linha Sul
Cartão Pré-Pago R$3,20 Utilizado para pagamento de passagem inteira e habilitado para acúmulo de tarifas. Este cartão pode ser adquirido e recarregado em qualquer uma das bilheterias e fica de posse do usuário. [93]
Cartão Estudante R$1,70 Utilizado para pagamento de meia-passagem e habilitado para acúmulo de tarifas. Emitido após cadastro na Cia Cearense de Transportes Metropolitanos. Este cartão pode ser recarregado em qualquer uma das bilheterias e fica de posse do usuário. Cartão identificado, de uso pessoal e intransferível. [93]
Cartão Unitário R$3,20 Utilizado para embarque imediato de passageiros que compram apenas uma passagem. Cartão recolhido pela catraca eletrônica no momento do embarque. [93]
Linha Oeste
Tarifa Unitária R$1,00 Catracas liberadas após pagamento da tarifa direto na bilheteria. [93]
Tarifa Unitária Estudante R$0,50 Catracas liberadas após pagamento da tarifa direto na bilheteria. (Necessária apresentação de carteirinha estudantil) [93]
Linha Parangaba-Mucuripe
Sem cobrança de tarifa R$0,00 Acesso liberado as estações [93]

Obs:

  • No momento ainda não esta em funcionamento nas linhas do metrô uma integração efetiva entre elas nem entre os ônibus, obrigando o passageiro a sempre pagar uma nova tarifa quando mudar de linha ou sistema.
  • A primeira integração gratuita por meio de transbordo ocorrera na estação Parangaba quando a linha Parangaba-Mucuripe entrar em fase comercial, no momento os usuários saindo da linha Sul podem acessar o VLT de forma gratuita enquanto este estiver em operação assistida, o mesmo não ocorre no sentido oposto.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Com quatro linhas (sendo uma aguardando liberação de recursos[94] e outra restando duas estações para a conclusão), a extensão atual da rede não cobre todas as áreas da cidade, mas é complementada pela rede de ônibus urbano operada pela Empresa de Transporte urbano de Fortaleza (ETUFOR), pelo sistema de Bicicletas compartilhadas de Fortaleza, e pelo sistema de carros elétricos compartilhados que atendem os demais bairros da Capital.

Cento de Controle Operacional (CCO)[editar | editar código-fonte]

Os sistemas de controle do metrô de Fortaleza, são integrados e automatizados em um centro de controle operacional conhecido como CCO. O centro tem como funções essenciais a garantia de fornecimento de energia de tração e a regulação do tráfego metroviário, para que sejam compridos os intervalos entre trens e viagens diárias programadas para o comprimento das metas de transporte e atendimento as demandas dos usuários. Os sistemas e equipamentos utilizados são de ultima geração, sendo ressaltados no fornecimento de segurança, confiabilidade, preservação ambiental é preservação de energia. O registro de todas as imagens captadas pelas câmeras de vigilâncias localizadas nos trens e nas estações são monitoradas constantemente dentro do CCO, onde há telões para acompanhamento das imagens em tempo real. Nas estações existem postos de comando locais, habilitados para assumirem o comando nos casos de interrupção nas linhas de comunicação que interligam o CCO as instalações fixas das linhas. É um sistema essencial. Ele permite que os trens andem na sua velocidade comercial mais adequada, que atendam à sua programação de trabalho; o sistema ainda permite o menor intervalo possível entre os trens, com a máxima segurança.[95]

Estações[editar | editar código-fonte]

Plataformas da estação elevada da Parangaba da linha sul do metrô.

Ao todo serão 52 estações distribuídas entres as quatro linhas existentes, todas elas com acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência, sistema de sonorização e multimídia. Cada linha do sistema tem o seu modelo de estação especifico, dependendo da funcionalidade e localização, podendo ser: elevada, de superfície ou subterrânea. Algumas estações formam terminais de integração intermodal como e o caso das estações Parangaba pertencente as linhas Sul e Parangaba-Mucuripe, e Papicu pertencente a futura linha Leste e Parangaba-Mucuripe, ambas integrando o metrô, o VLT, o BRT e os ônibus urbanos.

As estações subterrâneas são geralmente de estrutura em concreto aparente, sendo em sua maioria com plataformas centrais, com exceção de algumas futuras estações da Linha Leste, no qual as plataformas são sobrepostas. As estações de superfície tem um sua grande maioria plataforma central (com exceção da estação Couto Fernandes, pertencente a Linha Sul), e acesso que dependendo da linha podem ser: sobre, em baixo ou ao mesmo nível da plataforma de embarque e desembarque. Já as estações elevadas são encontradas apenas nas Linhas: Parangaba-Mucuripe e Sul, sendo atualmente as estações Parangaba e Juscelino Kubitschek sendo elas com plataformas laterais. A estação Central-Chico da Silva será um ponto de integração importante para o sistema quando completamente concluído, pois permitirá um fácil deslocamento entre as 3 principais linhas: Sul, Oeste e Leste, criando dessa forma a centralização de todo o metrô.

Dados operacionais[editar | editar código-fonte]

O Sistema possui atualmente 54,5 quilômetros de extensão em funcionamento (Linha Sul - 24,1 Km sendo 18 km em superfície, 3,9 km em subterrâneo (na área central) e 2,2 km em via elevada; Linha Oeste - 19,5 km VLT Parangaba/Mucuripe - 10,9 km sendo 9,5 km em superfície e 1,4 km em elevado), distribuído em três linhas e 36 estações, com projeção futura de 68,7 quilômetros dividido em quatro Linhas com 52 estações. Atualmente o metrô de Fortaleza e o sexto sistema mais extenso do Brasil. O intervalo entre os trens (headway) do metrô é de aproximadamente 17 minutos na linha sul, tempo considerado exorbitante para um sistema de alta capacidade em uma metrópole como Fortaleza, mas esse tempo deve ser diminuído consideravelmente a medida que o sistema de comunicação da Linha for implantado.[96]

Movimento das estações[editar | editar código-fonte]

O movimento nas estações do metrô e maior em horários considerados de pico, a maior concentração de usuários se encontra em estações consideras estratégicas, das quais se pode citar: José de Alencar, Benfica, Parangaba e Maracanaú. Durante o período da manhã e possível observar um maior movimento de passageiros com destino ao centro da capital, já durante a noite o inverso pode ser notado.

Sistemas de alimentação elétrica[editar | editar código-fonte]

Com o objetivo de garantir redundância nos equipamentos vitais da operação, sua concepção contempla subestações auxiliares, com grupos motor gerador, grupos inversores é bancos de baterias em todas as estações. O Sistema de alimentação elétrica especifica a utilização das linhas elétricas em média tensão para a alimentação de todos os sistemas elétricos: rede área de tração, sinalização, telecomunicações, sistemas auxiliares, pátios de estacionamento, oficinas e centro de comando e controle, independente da rede básica em média tensão da concessionaria de energia elétrica da região. Na configuração projetada para o horizonte de 2050, e considerando os cenários de maior carregamento dos estudos de demanda, o sistema de energia elétrica, conta com a potencia instalada de 25 megawatts para a alimentação de tração é de 12 megawatts para a alimentação das cargas auxiliares, totalizando uma potencia de 36 megawatts para a subestação primaria. A tensão do sistema de alimentação de tração e de 3000 volts, tanto para a Linha Sul como pra a Linha Leste.

Material rodante[editar | editar código-fonte]

Para a linha Sul foram adquiridos 20 TUE’s de 3 carros cada, modelo Elettrotreno ETR 200, fabricados pela AnsaldoBreda.[97][98] Os veículos deste sistema possuem uma velocidade comercial de 70 km/h e uma velocidade máxima de 80 km/h. A bitola é de 1000 milímetros e a alimentação dos trens é feita por catenárias utilizando uma tensão de 3000 VCC. As composições começaram a circular em testes em 2010.[99] Sua operação teve inicio em Junho de 2012, juntamente com o inicio das operações da Linha Sul.

Para a Linha Oeste foram adquiridos originalmente 6 VLT's diesel de 4 carros TUDH BS Mobile 4, da empresa Bom Sinal, sendo o primeiro entregue no início de outubro de 2010[100].

Em 2015, a Linha Parangaba-Mucuripe recebeu 14 novos VLT´s TUDH BS Mobile 4, da companhia Bom Sinal. Esses novos trens contavam com sistema de Ar-condicionado melhorado, designe mais sofisticado, circuíto interno de TV, telas informativas, bem como sinal sonoro atualizado.

Frota Imagem Linha Ano Fabricante Trens / Carros
TUE Elettrotreno ETR 200 Sul 2012 Ansaldo Breda 20/60
TUDH BS Mobile 4 Oeste 2015 Bom Sinal 6/24
TUDH BS Mobile 4 Parangaba-Mucuripe 2015 Bom Sinal 14/56

Transmissão de dados e radiocomunicações[editar | editar código-fonte]

O Sistema de transmissão de dados, assim como os demais sistemas, é de ultima geração e utiliza a tecnologia de 10 Gigabit de Ethernet, com capacidade de roteamento avançada para garantir alta disponibilidade do sistema. O sistema é suportado por dois anéis ópticos redundantes para fins de disponibilidade e confiabilidade. No sistema de transmissão de dados trafegam todas as informações de dados, imagens e voz entre o CCO e as estações. Atendendo ao usuários o sistema auxilia na sonorização de estações, radiocomunicações, circuito fechado de TV, Multimídia, Cronometria, Telefonia, Controle de tráfego centralizado é controle de centralização de energia. O sistema de radiocomunicações é formado por três redes distintas: Operação, manutenção e segurança. Tem como finalidade permiti de forma independente a comunicação em faixas exclusivas entre o controlado de trafego do CCO e os condutores dos trens que estarão trafegando nesse domínio, entre o supervisor de manutenção do CCO e as equipes de manutenção, entre o supervisor de segurança do CCO e as equipes de segurança do sistema e entre as equipes de manutenção e as de segurança. O sistema de telecomunicações é de extrema importancia na transmissão de informações para os passageiros, dentro dos vagões e estações. O subsistema de sonorização, funciona através de caixas de som instaladas dentro das TUEs (trens unidade elétrico) e nas estações do metrô. Através de mensagens gravadas ou alertas ao vivo, será possível comunicar aos usuários a existência de eventual imprevisto, fornecer informações gerais, programação de trens e mensagens institucionais. O Consórcio Comunicação Metrofor é formado pelas empresas ACE Systems Soluções em Tecnologia da Informação LTDA, Hitech Tecnologia e Sistemas S.A e Tecbrás Engenharia S.A. Juntas, as empresas são responsáveis pelo projeto, instalação e montagem de todos os equipamentos relativos ao sistema de telecomunicações do metrô.[101][102][103]

Sonorização de estações, CFTV e sistema multimídia[editar | editar código-fonte]

Painel de LED informativo usado na Linha Sul.

O sistema de sonorização da estações provê orientação aos usuários por meio de mensagens e avisos originados no CCO, além de provê musica ambiente para todas as estações. É um elemento muito valioso para a busca de pessoas e na evacuação da estação em caso de emergência como acidentes e incêndios, permitindo a orientação de usuários de forma adequada. O Sistema de CFTV (Circuito fechado de TV), permite a CCO o monitoramento em tempo real da movimentação de usuários nas plataformas, mezaninos e áreas de acessos das estações, permite também a seleção, gravação e armazenamento de imagens de uma ou mais câmeras de qualquer estação. O sistema multimídia tem por finalidade a veiculação de texto previamente gravadas ou digitadas originalmente no CCO, estas mensagens veicularão diretamente para os monitores de TV que estarão localizados nas plataformas, destinados a divulgação da multimídia operacional e comercial, podem ser veiculadas exclusivamente em uma estação, um grupo de estações ou todas as estações simultaneamente, o sistema multimídia permite a veiculação de informações operacionais, tais como: destinos de trens, horário de chegada da próxima composição além de outras informações e mensagens como o horário de funcionamento do metrô de Fortaleza, as integrações como os outros sistemas nos terminais intermodais, videos com informações turísticas, informações de utilidade publica como também publicidades.[104] Os primeiros painéis de LED informativo da Linha Sul foram instalados na primeira semana de Fevereiro de 2016 na estação Benfica, fato curioso pois em geral a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) instala suas novidades primeiros nas Estações Chico da Silva e José de Alencar depois passando para as demais estações.

Acessibilidade[editar | editar código-fonte]

Túnel de ligação entre as plataformas da estação Couto Fernandes. É possível notar o piso pododátilo e os elevadores como opções de acessibilidade nas estações do metrô.

Todas as estações e trens das linhas operadas pela Cia Cearense de Transportes Metropolitanos dispõem de itens de acessibilidade para viabilizar o embarque de pessoas com deficiência. Entre eles e possível citar o piso podotátil, mapas de localização em braile é sistema de sonorização para portadores de deficiência visual; elevadores, passarelas de ligação e plataformas elevatórias para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção; painéis explicativos bem localizados nas plataformas para portadores de deficiência auditiva, além de toda a equipe de funcionários bem treinados e especializados para atender aos usuários em qualquer situação. Os Trens de Unidade Elétrica (TUE) e os Veículos Leve sobre Trilhos (VLT) utilizados para o transporte de passageiros possuem espaços reservados para cadeira de rodas, com recuo necessário o engate para cinto de segurança.[105]

A Metrofor dispõe de três plataformas elevatórias que ajudam no acesso de pessoas com deficiência às regiões de embarque do Metrô de Fortaleza. São máquinas que elevam cadeira de rodas ou carrinho de bebê, possibilitando subir ou descer escadas. Dois desses equipamentos estão em funcionamento permanente na estação de Maracanaú, em substituição dos elevadores, que não puderam ser construídos nesta estação devido a restrições técnicas do projeto. Outra plataforma elevatória fica na estação Parangaba. As plataformas elevatórias não são necessárias em outras estações do metrô porque, em todas as paradas, os elevadores fazem a subida e descida das pessoas com deficiência ou das mães e pais com carrinho de bebê, sendo a estação de Maracanaú uma exceção. Na Parangaba, a plataforma tem sido utilizada porque o elevador da unidade está sendo reconfigurado, para atender também à estação do Ramal Parangaba-Mucuripe, que já está em funcionamento no horário de 6h às 12h.

Existem dois tipos de plataforma elevatória: fixas e móveis, a primeira usando energia elétrica e a segunda funcionando com uma bateria. A fixa suporta até 150 kg e a móvel leva até 200 kg. A fixa é instalada na parede da escada da estação. O equipamento é ligado com uma chave acionada pelo agente do metrô. A máquina abaixa o piso onde será colocado o passageiro, que então é afivelado sobre a plataforma. O funcionário aciona o botão que move o aparelho para cima ou para baixo. A plataforma móvel, em sua estrutura inferior, apresenta uma esteira que se encaixa nos degraus da escada. Quando o equipamento é ligado, essa esteira se move, subindo ou descendo a escada.[106]

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

O Metrô de Fortaleza recebeu parecer favorável da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) ao seu primeiro Relatório de Acompanhamento e Monitoramento Ambientais (Rama), relativo ao ano de 2015. Essa documentação certifica que a operação do metrô não tem causado impactos negativos ao meio ambiente, certificando também as iniciativas de educação ambiental desenvolvidas nas comunidades lindeiras (aquelas que vivem próximas dos trilhos). Um dos itens analisados são as emissões de materiais na atmosfera. No caso da Linha Sul, foi certificado que não há emissões atmosféricas, já que o sistema metroviário é movido à eletricidade. Na Linha Oeste, em que a tração do trem funciona a diesel, foi verificado que os motores têm padrões internacionais, estando as emissões dentro da normalidade. Também foram medidos ruídos e vibrações emitidos pelos dois sistemas, antes e durante a passagem dos trens. De acordo com o relatório, o resultado apontou que ruídos e vibrações estão dentro dos padrões.

Também foi analisado e aprovado o funcionamento do sistema de coleta dos resíduos gerados na operação dos trens. Há lixeiras em todas as estações das linhas Sul e Oeste, com coleta realizada pela Ecofor às terças, quintas e sábados. Os materiais recicláveis são encaminhados a entidades que aproveitam o lixo como matéria-prima. Os demais materiais são transportados até o aterro sanitário de Caucaia na Região Metropolitana de Fortaleza. O parecer da Semace aponta que “no interior do metrô, os resíduos produzidos são praticamente zero". Quanto ao possível impacto da operação do metrô sobre o solo e a bacia hidrográfica, o estudo apontou que não há prejuízos. Segundo a pesquisa, “o metrô não interfere nos recursos hídricos. [...] Considerando que o metrô está inserido em áreas urbanizadas, onde o solo é, em sua maioria, recoberto por revestimento asfáltico, a interferência deste sobre os solos locais, é mínima”.

A análise também destacou as ações sociais voltadas para a preservação do meio ambiente e o bom convívio entre o metrô e as comunidades lindeiras, todas elas inseridas no projeto Metrô & Cidadania. De acordo com o parecer, “no que diz respeito aos Planos de Controle e Monitoramento Ambiental visando à mitigação dos impactos inerentes à atividade quando de sua operação, foram implementadas ações voltadas para a educação ambiental das comunidades próximas, junto às escolas públicas com parcerias firmadas entre diversas instituições a nível estadual e municipal. Foi implantada ainda a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) no Metrofor, enfatizando o gerenciamento de resíduos sólidos”.[107]

Em fevereiro de 2017 o relatório de ações ambientais apresentado pela Metrofor, relativo às linhas Sul e Oeste do Metrô de Fortaleza foi aprovado pela Semace. O Rama 2016 traz detalhes de todas as ações ambientais realizadas no ano de 2016, envolvendo as palestras nas escolas, ações de controle do Aedes Aegypti, retirada de lixo das regiões da via férrea e parcerias com entidades de catadores para melhor destinação dos resíduos sólidos. Na análise do Rama, a Semace também estuda o impacto ambiental gerado pela operação do sistema metroviário, considerando o tipo de solo e a presença de águas superficiais e subterrâneas, a geração de resíduos sólidos e efluentes líquidos, emissões atmosféricas e emissões sonoras. Com base nesses itens, a Semace concluiu que a Cia Cearense de Transportes Metropolitanos atendeu majoritariamente às exigências para aprovação do relatório ambiental, e considerou “louvável” a parceria com a Cooperativa Nordestina de Catadores COMVIDA, firmada no ano passado, para uma melhor destinação dos resíduos sólidos.[108]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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