Metrô de Fortaleza

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Metrô de Fortaleza
Logo Metrofor.svg
Metrofor-imagem-2.jpg
Informações
Local Fortaleza, Maracanaú, Caucaia, Pacatuba
Tipo de transporte Metroviário
Número de linhas 2(atualmente)
5 (previsão quando da conclusão)
Número de estações 27(atualmente)
53 (previsão quando da conclusão)
Tráfego 23 mil passageiros por dia (Linha Sul)
Chefe executivo Eduardo Hotz
Website http://www.metrofor.ce.gov.br/
Funcionamento
Início de funcionamento 15 de junho de 2012 (4 anos)
Operadora(s) Metrofor logo (cropped).jpg Metrofor
Número de veículos 22
Dados técnicos
Headway 20 minutos
Extensão do sistema 43,6 Km(atualmente)
69,4 Km (previsão quando da conclusão)
Bitola 1000 milímetros
Velocidade máxima 80 km/h
Mapa da rede

Mapa-oficial-todas-as-linhas.jpg

O Metropolitano de Fortaleza, também conhecido popularmente como Metrô de Fortaleza ou Metrofor, é um sistema metropolitano que atua na cidade brasileira de Fortaleza, operado pela empresa de capital social Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor). Fundada em 2 de maio de 1997, a companhia é responsável pela administração, construção e planejamento metroviários em Fortaleza e sua região metropolitana. O sistema é capitaneado pelo Governo do Estado do Ceará e tem como atual presidente Eduardo Hotz. [1]

O Metrô de Fortaleza iniciou suas operações no dia 15 de junho de 2012, em operação assistida. Já a operação comercial se iniciou no dia 1 de outubro de 2014, com cobranças de passagens, esta ficou fixada no mesmo valor vigente no Sistema Integrado de Transportes de Fortaleza (SIT-FOR), sendo naquela época 2,40.[2] Atualmente esta em funcionamento 18 das 20 estações projetadas da Linha Sul, em operação comercial, 9 estações em caráter de trens metropolitanos da Linha Oeste (futuramente a ser convertida em um sistema de metropolitano) é 3 das 10 estações projetas do VLT Parangaba-Mucuripe, funcionando em caráter experimental sem transporte de passageiros. Possuindo uma extensão projetada de 69,4 quilômetros distribuídas em 5 linhas, ligadas por 53 estações, a maior parte em construção ou em projeto. Fazem parte do sistema as linhas Sul (Central-Chico da Silva ↔ Carlitos Benevides, quase concluída, com algumas estações ainda inoperantes), Leste (Central-Chico da Silva ↔ Edson Queiroz, em início de construção), Oeste (Central-Chico da Silva ↔ Caucaia), Parangaba-Mucuripe (Parangaba ↔ Iate, atualmente com 3 estações em fase experimental e 70% em construção) e Maranguape (Jereissate ↔ Maranguape). O sistema foi concebido para integrar-se a dois dos sete terminais rodoviários da cidade, Parangaba e Papicu, e para conectar-se ao terminal de passageiros do Porto do Mucuripe e ao Aeroporto Internacional de Fortaleza. Diariamente, o sistema atualmente transporta 23 mil passageiros.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A primeira concessão para a construção de estradas de ferro no Ceará deu-se com um decreto de 1857, em um empreendimento que deveria construir e explorar uma via férrea a qual, partindo de Camocim e imediações de Granja, seguiria para o Ipu, passando por Sobral. Um projeto arquivado. Outro marco da história ferroviária cearense data de 1968, quando foi apresentado o projeto de uma linha ferroviária ligando Fortaleza à vila de Pacatuba, com um ramal para a cidade de Maranguape. Outro projeto que não saiu do papel. Só dois anos depois, nasceria o projeto da primeira estrada de ferro construída no Ceará, a Via Férrea de Baturité. E, em 13 de março de 1873, chegavam a Fortaleza as primeiras locomotivas, desembarcadas no trapiche do Poço das Dragas (antigo porto). O prédio da estação ainda estava em obras quando recebeu as máquinas à vapor que, sendo arrastadas por tração animal com a afixação de trilhos portáteis, foram transformadas num show de apresentação, ao desfilarem pela Rua da Ponte (Alberto Nepomuceno) e Travessa das Flores (Castro e Silva) até a Praça da Estação. Um novo “espetáculo” aconteceu cinco meses depois, quando a locomotiva “A Fortaleza” rodou cinco vezes - desta vez com os próprios motores - da Estação Central até a parada “Chico Manoel”, no Cruzamento das Trincheiras, atual Liberato Barroso. O primeiro trecho da ferrovia, ligando o Centro ao Distrito de Arronches (Parangaba), ficou pronto em setembro de 1873, quando, com restrições, uma locomotiva e alguns vagões chegaram, pela primeira vez, a Parangaba. Em seguida, foram inauguradas as estações de Mondubim, Maranguape e Maracanaú (1875) e Monguba e Pacatuba (1876). O governo imperial encampou a ferrovia em 1878 e estabeleceu algumas mudanças no projeto original, além de ordenar a construção de uma nova estrada ligando o porto de Camocim até Sobral e o início dos estudos para a construção da nova estação central, que seria inaugurada em 1880.[3] O trem chegou a Baturité dois anos depois, em 1882, ainda sob o reinado de Dom Pedro II. Na mesma época inciava a construção da Estrada de Ferro de Sobral. Em 1919, as obras de expansão das duas ferrovias cearenses viraria frente de trabalho para os flagelados da grande seca que se abateu sobre a região. As duas estradas de ferro, desde de 1915 unificadas na Rede de Viação Cearense (RVC) passaram a ser subordinadas á Inspetoria Federal de Obras contra a Seca (Ifocs). Em 1920, 12.850 operários estavam envolvidos na construção da ferrovia, inclusive velhos e crianças que pouco podiam ajudar no trabalho. Quando as primeiras maquinas a diesel começaram a operar no Ceará, em 1949, A RVC tinha um total de 86 locomotivas a vapor, todas operacionais. Em 1957 a Rede de Viação Cearense passou a ser um das subordinadas da Rede Ferroviária Federal (RRFSA) é em 1975 foi absorvida.

Surgimento[editar | editar código-fonte]

Projeto original do sistema. (clique para ampliar)

Em 25 de setembro de 1987, foi iniciada a construção do consórcio do Trem Metropolitano de Fortaleza, por meio de assinatura do Contrato de Constituição do Consórcio entre RFFSA, CBTU e Governo do Estado do Ceará com interveniência da União através do Ministério dos Transportes.[4] Em 1988 o governo do Estado lançou oficialmente o metrofor, na época o custo inicial previsto era de 290 milhões de dólares, para a reformulação das Linhas Norte (Atual Linha Oeste), e Sul. A construção do projeto dependia da liberação de US$ 180 milhões do governo Japonês e do acordo do brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em 1 de abril de 1993 o contrato do consocio formado entre o Governo e o Ministério dos transportes teve se prazo prorrogado por um ano. O segundo, assinado em 29 de março de 1994, também foi prorrogado por mais um ano. Já o terceiro, em 04 de abril de 1995, prorrogou-se por dois anos, com término previsto para 4 de abril de 1997. Em 3 de abril de 1997 foi lavrada a Ata de Encerramento do Consórcio, tendo sido nomeada comissão, com prazo de sessenta dias, para apresentação do relatório de liquidação. Com a extinção do consórcio, surgiram ideias para concepção de uma companhia de metrôs em Fortaleza. Em 2 de maio de 1997, a companhia cearense de transportes metropolitanos, conhecida como Metrofor, foi criada com o objetivo de assumir e modernizar a operação do transporte dos trens metropolitanos de Fortaleza, até então realizada pela CBTU. O consórcio do Trem Metropolitano de Fortaleza foi extinto em 30 de maio de 1997

1999-2012[editar | editar código-fonte]

Antiga estação Parangaba, preservada abaixo do elevado da Linha Sul do Metrô

Em 1999, iniciou-se a construção da linha Sul, como primeira fase do projeto das novas linhas de metrô da cidade. Seu primeiro trecho subterrâneo começou a ser construído em agosto do mesmo ano. Em 2000 foi erguida a estação São Benedito, a primeira subterrânea na cidade. Em 1 de julho de 2002, a Metrofor assumiu a operação do trem urbano, antes sob controle da CBTU. Em outubro do mesmo ano, houve paralisação das obras. Em março de 2004, houve retomada das obras, apos liberação de R$ 10,9 milhões de verbas do governo federal. Em 2005, houve outra redução no ritmo das obras. O governo federal, então, liberou R$ 22 milhões de R$ 61,5 milhões previstos. Em 2008, devido a construção da Linha Sul do Metrô de Fortaleza, a antiga estação Parangaba teria que sair do local para dar espaço ao metrô. Na época, o então governador Cid Gomes tinha as seguintes opções: fazer uma réplica da estação e transferi-la para outro bairro, custando R$ 214 mil; transladar o prédio para a Praça Central da Parangaba, ao custo de R$ 5,27 milhões; ou construir um memorial no mesmo local, respeitando a estrutura da estação. A solução foi acordada entre Cid e a prefeita de Fortaleza na época, Luizianne Lins: rebaixar a estação por 3,5 metros e elevar a linha do metrô para preservar o equipamento histórico e evitar sua demolição. A obra durou cinco meses, onde foi priorizado a manutenção das estrutura do prédio, bem como seus traços arquitetônicos. O valor de investimento foi de R$ 1.063.324,47. A participação dos moradores do bairro no debate sobre o assunto foi importante para que os executivos acatassem essa decisão. Já em 2010, todas as frentes de serviço passaram a trabalhar simultaneamente. Em abril, um impasse entre a Prefeitura de Fortaleza e vendedores do "Beco da Poeira", reduto de comércio popular localizado no centro da cidade, foi resolvido e as obras de construção da estação José de Alencar foram iniciadas após a demolição do centro de compras. No inicio de 2011 as primeiras estações foram finalizadas. Com a conclusão da linha, os primeiros testes com Trens Urbanos Elétricos foram iniciados em junho. Em abril de 2012, as obras civis da Linha Sul foram concluídas em definitivo. No mesmo ano foram iniciadas as obras da Linha Mucuripe, com frentes de trabalhos nos bairros Papicu, Bairro de Fátima e Parangaba.

2012-Atualmente[editar | editar código-fonte]

Usuários na plataforma de uma das estações da Linha Sul do metrô.

Em 15 de junho, o sistema foi inaugurado em operação assistida, com o trecho Pacatuba - Parangaba da Linha Sul.[5] No dia 28 de setembro, foi inaugurada a segunda etapa, Parangaba-Benfica, juntamente com a primeira estação subterrânea do sistema.[6] O terceiro trecho da linha Sul, Benfica-São Benedito, foi inaugurado no dia 24 de outubro.[7] No dia 28 de julho de 2013 o quarto e último trecho foi entregue com a estação Central-Chico da Silva. Em 14 de agosto de 2014, foi iniciada a construção da Linha Leste com frentes de trabalhos nas estações Central, Colégio Militar é Edson Queiroz. No dia 1 de outubro de 2014, foi dado o início da operação comercial da Linha Sul. No dia 10 de Agosto de 2015 o secretário das Cidades do Ceará, Lúcio Gomes, realizou a primeira reunião de trabalho com a Companhia. Lúcio foi recebido pelo presidente da Metrofor, Eduardo Hotz, e pela equipe de diretores da estatal, que apresentaram os projetos em curso e o cronograma de trabalho para os próximos meses. Entre as ações, foi detalhado o projeto de automatização da Linha Sul do metrô de Fortaleza, cuja contratação foi realizada em julho. A automatização da Linha Sul consiste na implantação do Sistema de Sinalização e Controle de Trens, Tráfego e Energia, fornecido e implantado pela empresa MPE Engenharia e Serviços Ltda, ao valor global de R$ 125,6 milhões, que são compostos por recursos do Governo do Estado (21,79%) e da União (78,21%). A ordem de serviço foi assinada no dia 17 de julho e o prazo de execução é de dois anos e meio. No dia 3 de Setembro de 2015 foram instaladas as primeiras catracas eletrônicas da Linha Sul do metrô na estação Central-Chico da Silva com a presença do então secretário das Cidades, Lúcio Gomes, o presidente da Metrofor, Eduardo Hotz, e por demais diretores da estatal. No dia 27 de setembro de 2016 se deu inicio a fase experimental de parte do trecho 2 da Linha Parangaba-Mucuripe do VLT, com 3,6 quilômetros de extensão, entre as estações Montese e Borges de Melo, passando nas proximidades da Vila União e do Aeroporto.[8] As primeiras composições do VLT só passaram a operar na manhã do dia 26 de setembro de 2016, em um pequeno trecho de 3,6 quilômetros entre as estações Montese é Borges de Melo, com o inicio da operação experimental, que consiste no funcionamento do sistema mais sem o transporte de passageiros, para serem realizados os ajustes necessários para o incio das operações assistida e comercial. [9]

Linhas[editar | editar código-fonte]

O sistema de metrô de Fortaleza conta com cinco linhas: Sul, Oeste, Leste, Mucuripe e Maranguape; as três últimas, em construção. Obs: A extensão da Linha Maranguape ainda não foi divulgada oficialmente pela Metrofor.

Linhas do Metrô de Fortaleza
Linhas Terminais Extensão Estações Inauguração
Fortaleza 2014.svg
Linha Sul Central-Chico da SilvaCarlitos Benevides 24,1 km 20 15 de junho de 2012
Linha Leste TirólEdson Queiroz 12,4 km 11 Obras Paradas
Linha Oeste Central-Chico da Silva ↔ Caucaia 19,5 km 15 Em funcionamento
Linha Parangaba-Mucuripe ParangabaIate 13,4 km 10 Em construção (Trecho em fase experimental: Montese - Borges de Melo)
Linha Maranguape JereissatiMaranguape - 2 Em Estudo


Metrô de Fortaleza
Legenda:
em constr. / em func. 
Linha Sul 
Unknown route-map component "exBHFq_red" Unknown route-map component "BHFq_red"
 BSicon ICTS.svg
Linha Leste 
Unknown route-map component "exBHFq_yellow" Unknown route-map component "BHFq_yellow"
 BSicon exICTS.svg
Linha Oeste 
Unknown route-map component "fexBHFq" Unknown route-map component "fBHFq"
 BSicon TRAIN3.svgBSicon exICTS.svg
Linha Maranguape 
Unknown route-map component "exBHFq_sky" Unknown route-map component "BHFq_sky"
 BSicon exICTS.svg
Linha Parangaba-Mucuripe 
Unknown route-map component "uexBHFq" Unknown route-map component "uBHFq"
 BSicon exTRAM.svg
Diagrama:  
Unknown route-map component "d"
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "fSTRrg"
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "flBHF"
Unknown route-map component "fSTRlg" Unknown route-map component "d"
 Parque Albano
São Miguel 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "d"
 Conjunto Ceará
Antônio Bezerra 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "d"
 Jurema
Padre Andrade 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "d"
 Araturi
Floresta 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "feBHF" Unknown route-map component "feBHF" Unknown route-map component "d"
 Nova Metrópole
Álvaro Weyne 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fKBHFxe" Unknown route-map component "feBHF" Unknown route-map component "d"
 Parque Soledade
Francisco Sá 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fexBHF" Unknown route-map component "fKBHFe" Unknown route-map component "d"
 Caucaia
Tiról 
Unknown route-map component "fexdBHF-L" Unknown route-map component "exdKBHF-Ra_yellow" Unknown route-map component "d"
 
 
Unknown route-map component "dKBHF-La_red" Unknown route-map component "fexdKBHF-Me" Unknown route-map component "exdBHF-R_yellow"
 Central - Chico da Silva
José de Alencar 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 
São Benedito 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Colégio Militar
Benfica 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Luiza Távora
Nunes Valente 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow" Unknown route-map component "uexKBHFa"
 Iate
Leonardo Mota 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow" Unknown route-map component "uexBHF"
 Mucuripe
Padre Cícero 
Unknown route-map component "BHF_red"
Unused waterway turning from left + Unknown route-map component "exSTRlf_yellow" + Unknown route-map component "exlINTl"
Unused waterway turning right + Unknown route-map component "exSTRlg_yellow" + Unknown route-map component "exlINTr"
 Papicu
Antônio Sales 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "uexBHF" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 H.G.F.
Pontes Vieira 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "uexBHF" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Cidade 2000
Porangabussu 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "uexBHF" Unknown route-map component "exSTR_yellow"
 São João do Tauape
Couto Fernandes 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "uexBHF" Unknown route-map component "exSTR_yellow"
 Borges de Melo
Jusc. Kubitschek 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "uexBHF" Unknown route-map component "exSTR_yellow"
 Vila União
 
Unknown route-map component "STR_red" Unknown route-map component "uexBHF" Unknown route-map component "exSTR_yellow"
 Montese
Parangaba 
Unknown route-map component "BHF-L_red" Unknown route-map component "uexKBHF-Re" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Bárbara de Alencar
Vila Pery 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exBHF_yellow"
 Centro de Eventos
Manoel Sátiro 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "exKBHFe_yellow"
 Edson Queiroz
Mondubim 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "KDSTa_red"
 (centro de manutenção)
Esperança 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "BHF_red"
 Carlitos Benevides
Jereissati 
Unknown route-map component "STR_red"
Unknown route-map component "exCONTgq_sky" + Unknown route-map component "BHF_red"
Unknown route-map component "exKBHFeq_sky"
 Maranguape
Aracapé 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "BHF_red"
 Maracanaú
Alto Alegre 
Unknown route-map component "BHF_red" Unknown route-map component "BHF_red"
 Virgílio Távora
 
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "STRlf_red"
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "lBHF_red"
Unknown route-map component "STRrf_red"
 Rachel de Queiroz
Fontes:

Integração de linhas[editar | editar código-fonte]

As estações que fazem integração entre linha são:

  • Central-Chico da Silva faz ligação entre a Linha Leste, Linha Oeste e Linha Sul.
  • Parangaba faz ligação entre Linha Sul e Linha Parangaba-Mucuripe.
  • Papicu faz ligação entre Linha Leste e Linha Parangaba-Mucuripe.
  • Jereissate faz ligação entre Linha Sul e Linha Maranguape.
  • Tiról faz ligação entre Linha Oeste e Linha Leste.

Linhas do sistema[editar | editar código-fonte]

Linha Sul[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Linha Sul do Metrô de Fortaleza

Primeira Linha do sistema a ser inaugurada, sendo também a mais antiga, ligando a capital as municípios de Maracanaú e Pacatuba pertentes a região metropolitana de Fortaleza. Sua historia tem inicio em dezembro de 1998, quando foi assinado o contrato para a concepção do novo sistema de metroviário da Região Metropolitana de Fortaleza, com primeira fase constituída pela construção da Linha Sul. Segundo o ex-presidente da Metrofor, Rômulo dos Santos Fortes, a obra "iniciou em janeiro de 1999, já com restrição orçamentária".[10] Os estudos que demostraram a viabilidade da implementação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) foram feitos pela empresa espanhola Eptisa.[11] Em 2002, quando cessaram os repasses de recursos federais, a obra praticamente parou. Os recursos repassados não foram significativos, e apenas serviram para manter os canteiros e a segurança.[12]

Plataforma da estação Benfica da Linha Sul

Consequentemente, a obra foi paralisada, e a situação só veio mudar com a assinatura de um convênio com o Ministério da Fazenda, em setembro de 2005. O presidente da Metrofor relatou que na "época ainda havia dívida com o FMI e foi assinado um convênio que reduzia o escopo, para adaptar a obra aos recursos disponíveis. Cortamos escopo, tiramos a parte subterrânea, e dos dez trens ficaram só quatro, foi um caos. As empresas não aceitaram e a negociação não andou". A obra retornou em 2006.[12] Houve um desagrado da parte do Ministério das Cidades, pois, segundo o presidente, o Ministério da Fazenda tratou o assunto priorizando a questão financeira, sem se preocupar com a infraestrutura urbana e a mobilidade. Em 2007, no início do segundo governo Lula, o então Ministro das Cidades, Márcio Fortes de Almeida, interveio para trazer de volta os escopos originais, tanto em Fortaleza quanto em outras capitais.[12]

Após 13 anos desde o inicio de obras, em 1999, a Linha Sul teve seu primeiro trecho inaugurado entre as estações Parangaba e Carlitos Benevides, por autoridades locais, em 15 de junho de 2012.[13][14] Este tramo teve em operação de testes no qual o serviço era totalmente gratuito e com horários limitados.[13] Dentre as últimas estações que estavam em obras como a estação Central-Chico da Silva e José de Alencar foram inauguradas em 18 de julho de 2013, com presença da presidente Dilma Rousseff. Pelo menos outras duas estão com obras paradas / inacabadas. O sistema permaneceu em fase de testes até o dia 01 de outubro de 2014 quando se iniciou a fase comercial da linha, com cobranças de passagens e horário estendido. Na primeira fase da etapa comercial a Linha Sul vai operar das 6:30 da manha até as 7:00 da noite, com aumento gradativo do horário e diminuição do tempo de espera. Por falta de equipamentos de sinalização e problemas nas licitações, a linha Sul permaneceu dois anos em testes e hoje funciona com restrições operacionais como intervalo alto e baixo número de trens em circulação.[15] No dia 02 de Julho de 2015 a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) assinou a ordem de serviço para implantação do sistema de telecomunicações da Linha Sul. O resultado da licitação - reconhecendo vitória do Consórcio Comunicação Metrofor. O valor global do contrato é de R$ 28.773.657,58. Esse investimento vai garantir agilidade e precisão na comunicação interna que envolve trens, estações e o Centro de Controle e Operações (CCO).

Linha Oeste[editar | editar código-fonte]

A Linha Oeste interliga o Centro de Fortaleza ao bairro central do município de Caucaia. A linha era administrada inteiramente pela CBTU na época em que todo o seu trajeto era feito por trens urbanos. Em 2010, a Metrofor investiu cerca de R$ 125 milhões com as estações e a reforma de treze trens conhecidos como Pidners. Quatro locomotivas foram modernizadas e 31 carros de passageiros receberam nova fuselagem e sistema de climatização.[16] Além da reforma e aquisição de novos veículos, foram recuperados 17 quilômetros de via permanente e duplicados outros 2,5 quilômetros, reformadas nove estações, e realizado o trabalho de sinalização das passagens de nível. Também foi concluído o viaduto rodoviário Visconde de Cauípe, em Caucaia. Cerca de 13 mil passageiros, que fazem o trajeto Caucaia-Fortaleza diariamente, serão beneficiados a ação.[17] Com as melhorias, mais passageiros estão utilizando a linha. Em 2011, os trens da linha Oeste transportaram mais de 3,46 milhões de passageiros.[16] Ao todo a Linha Oeste é composta por 46 viagens diárias.[17] Provavelmente em extensão à Linha Oeste, está em estudo um ramal metroviário até o Terminal Portuário do Pecém, localizado na região metropolitana de Fortaleza.

Usuários na Plataforma da Estação Montese, pertencente a Linha Mucuripe do Metrô de Fortaleza.

Linha Parangaba-Mucuripe[editar | editar código-fonte]

A Linha Parangaba-Mucuripe será uma das linhas do Metrô de Fortaleza. Em formato de VLT a linha ligara a zona portuária a zona central de Fortaleza passando nas proximidades do Aeroporto Internacional Pinto Martins, lingando duas importantes áreas da cidade: Parangaba e Papicu. O projeto prevê, dentre outras, a construção de três tipologias de estação, sendo uma elevada (Parangaba), a do Papicu (que fará a integração com a Linha Leste do Metrô e o terminal) e outro tipo de padronização para as outras seis estações: Montese, Vila União, Borges de Melo, São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales, Mucuripe e Iate.

Com 13,4 km de extensão sendo 12,0 km em superfície e 1,4 km em elevado, em formato de VLT (Veiculo Leve sobre trilhos), a linha Mucuripe deverá transportar diariamente 90 mil passageiros por dia, ligando de maneira rápida e confortável os mais maiores terminais intermodais da cidade: Parangaba e Papicu, além de oferecer fácil acesso ao Terminal de passageiros do porto do Mucuripe. A linha tem inicio na estação elevada da Parangaba, no qual a mesma segue no sentido leste para a estação já em superfície do montese, a linha segue na direção nordeste passando por baixo da avenida Carlos Jereissati atrás do Aeroporto Pinto Martins, onde se localiza a estação Vila União. Seguindo ainda no mesmo sentido a linha chega as mediações da avenida Borges de Melo, local onde se localiza a estação de mesmo nome, atendendo assim o terminal Rodoviário Engenheiro São João Thomé. A linha continua no mesmo sentindo até a rotatória da avenida Aguanambi onde a mesma devirá para o leste de forma paralela a Via Expressa, seguindo dessa forma pelas estações São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales, Papicu onde e feita integração com o terminal urbano do Papicu e a linha Leste do Metrô, é Mucuripe. A linha segue no sentido norte ainda paralelo a via expressa onde faz uma curva a direita na direção do porto, juntamente com a avenida Vicente de Castro, onde ao lado do morro Santa Teresinha se localiza a estação Iate.[2]

Linha Leste[editar | editar código-fonte]

Plataforma da Linha Mucuripe em construção na Estação Papicu;

A Linha Leste será uma das linhas do Metrô de Fortaleza. A Linha Leste atende à principal região financeira e comercial de Fortaleza, entre as estações Central-Chico da Silva no centro histórico da cidade e Edson Queiroz na avenida Washington Soares. Será uma linha metroviária subterrânea para transporte de passageiros, contando com 12,4 km de via dupla (11,1km subterrâneos, 0,5km de trecho em transição e 0,8km em superfície), 13 estações (12 subterrâneas e 01 em superfície) e demanda prevista de 400.000 passageiros por dia. A integração com as demais linhas se dará pela Estação-Central Chico da Silva com as Linhas Sul e Oeste, pela Estação Tiról com a Linha Oeste e pela Estação Papicu com a Linha Parangaba-Mucuripe e respectivo terminal Urbano de ônibus. O Material Rodante compreenderá 20 TUE’s (trem unidade elétrico), alimentados através de uma rede aérea de 3.000 volts em corrente contínua, com motor de tração do tipo indução, com controle de tração através de inversores estáticos.

As máquinas que vão construir os túneis são chamados de “shield”, ou tuneladoras, também conhecidas no jargão técnico como “tatuzão”. Para conhecer de perto essa tecnologia, o governador do Estado, Cid Gomes, o secretário de Infraestrutura, Adail Fontenele, e o presidente do Metrofor, Rômulo Fortes, visitaram quatro fabricantes desse tipo de equipamento. Eles foram adquiridas pelo Governo do Estado, através da Seinfra, ao preço de R$ 128,2 milhões. Os equipamentos estão sendo fabricados pela empresa norte-americana The Robbins Company, que venceu uma licitação ocorrida em maio de 2012.[18] Os dois primeiros equipamentos, de um total de quatro, para a construção da linha já estão prontos com os testes em fábrica realizado entre maio e junho de 2013. Logo depois, os equipamentos foram embarcados para o Brasil, chegando ao Porto do Pecém no final de julho de 2013.[18] A distancia entre cada estação será de aproximadamente 900 metros. No total são treze estações que compõe a Linha Leste, essas são Central-Chico da Silva, , Luiza Távora, Colégio Militar, Nunes Valente, Leonardo Mota, Papicu, HGF, Cidade 2000, Bárbara de Alencar, CEC, Edson Queiroz. A obra da linha foi iniciada em 2014.[19]

Linha Maranguape[editar | editar código-fonte]

A linha Maranguape ligará a estação Jereissate ao centro de Maranguape, região metropolitana de Fortaleza. A linha contara inicialmente com apenas duas estações, mais tem previsão de possível expansão da linha a ponto de atingir outras áreas de Maranguape.

Integrações[editar | editar código-fonte]

A rede do Metrô de Fortaleza esta totalmente integrada a rede de ônibus urbano de Fortaleza e aos serviços de BRT do Expresso Fortaleza ambos administrados pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (ETUFOR), ao sistema de Bicicletas compartilhadas de Fortaleza o Bicicletar, e ao sistema de carros elétricos compartilhados através do Bilhete Único. Com a integração e possível utilizar os serviços da ETUFOR e da Metrofor com uma tarifa de apenas R$ 2,75. Os passageiros da região metropolitana tem acesso a rede por meio das Linhas Oeste e Sul que passam respectivamente pelos municípios de Caucaia, Maracanaú e Pacatuba. Além disso e possível utilizar o Bilhete Único Metropolitano que permite que o usuário utilize quantos ônibus, metrô, alternativo e VLT quiser em um período de até três horas. para qualquer município da região metropolitana de Fortaleza. São oferecidas integrações gratuitas nas Nos Grandes Terminais Intermodais (GTI) da Parangaba e Papicu.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Com cinco linhas (sendo duas em construção e uma em projeto), a extensão atual da rede não cobre todas as áreas da cidade, mas é complementada pela rede de ônibus urbano operada pela Empresa de Transporte urbano de Fortaleza (ETUFOR), pelo sistema de Bicicletas compartilhadas de Fortaleza, e pelo sistema de carros elétricos compartilhados que atendem os demais bairros da Capital. O Sistema possui atualmente 68,7 quilômetros de extensão em cinco Linhas com 53 estações sendo o terceiro metrô mais extenso do Brasil, atrás apenas do metrô de São Paulo com 78,4 Km e o metrô de Recife com 73,8 Km.

Cento de Controle Operacional (CCO)[editar | editar código-fonte]

Os sistemas de controle do metrô de Fortaleza, são integrados e automatizados em um centro de controle operacional, conhecido como CCO, tendo como funções essenciais a garantia de fornecimento de energia de tração é a regulação do trefego metroviário, para que sejam compridos os intervalos entre trens é viagens diárias programadas para o comprimento das metas de transporte é atendimento as demandas dos usuários. Os sistemas e equipamentos utilizados são de ultima geração, sendo ressaltados no fornecimento de segurança, confiabilidade, preservação ambiental é preservação de energia. O registro de todas as imagens captadas pelas câmeras de vigilâncias localizadas nos trens e nas estações são monitoradas constantemente dentro do CCO, onde há telões para acompanhamento das imagens em tempo real. Nas estações existem postos de comando locais, habilitados para assumirem o comando nos casos de interrupção nas linhas de comunicação que interligam o CCO as instalações fixas das linhas. É um sistema essencial. Ele permite que os trens andem na sua velocidade comercial mais adequada, que atendam à sua programação de trabalho; o sistema ainda permite o menor intervalo possível entre os trens, com a máxima segurança.

Estações[editar | editar código-fonte]

Plataforma da Estação Central-Chico da Silva

Ao todo serão 53 estações distribuídas entres as cinco linhas existentes, todas elas com acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência, sistema de sonorização é multimídia. Cada Linha do sistema tem o seu modelo de estação especifico, dependendo da funcionalidade e localização, podendo ser: elevada, de superfície ou subterrânea. Algumas estações formam grandes terminais de integração intermodal como e o caso das estações Parangaba pertencente as linhas Sul e Mucuripe é Papicu pertencente as linhas Leste e Mucuripe, ambas integrando o metrô, o VLT, o BRT e os ônibus urbanos. As estações subterrâneas são geralmente de estrutura em concreto aparante, sendo em sua maioria com plataformas centrais, com exceção de algumas estações da Linha Leste, no qual as plataformas são sobrepostas. As estações de superfície tem um sua grande maioria plataforma central (com exceção da estação Couto Fernandes, pertencente a Linha Sul), é acesso que dependendo da linha podem ser: sobre, em baixo ou ao mesmo nível da plataforma de embarque e desembarque. Já as estações elevadas são encontradas apenas nas Linhas: Parangaba-Mucuripe, Sul é Oeste, sendo ao todo 4 (Parangaba, Juscelino Kubitschek, Antônio Bezerra é Alvaro Weyne) sendo todas elas com plataformas laterais. A Estação Central-Chico da Silva é o ponto de integração importante para o sistema, pois permite um fácil deslocamento entre as 3 principais linhas: Sul, Oeste e Leste, criando dessa forma a centralização de todo o metrô.

Dados Operacionais[editar | editar código-fonte]

O Sistema possui atualmente 43,6 quilômetros de extensão, distribuído em duas linhas e 27 estações, com projeção futura de 68,7 quilômetros dividido em cinco Linhas com 53 estações. Quando totalmente concluído, o metrô de Fortaleza será o terceiro sistema de metropolitano mais extenso do Brasil. O intervalo entre os trens (headway) do metrô é de aproximadamente 20 minutos na linha sul, tempo considerado exorbitantemente alto para um sistema de alta capacidade em uma metrópole como Fortaleza, mas esse tempo deve se diminuído para seis minutos a medida que o sistema de comunicação da Linha for implantado.[20]

Mapa da rede

Sistemas de Alimentação Elétrica[editar | editar código-fonte]

Rede elétrica aérea alimenta motores dos trens na Linha Sul do metrô de Fortaleza.

Com o objetivo de garantir redundância nos equipamentos vitais da operação, sua concepção contempla subestações auxiliares, com grupos motor gerador, grupos inversores é bancos de baterias em todas as estações. O Sistema de alimentação elétrica especifica a utilização das linhas elétricas em média tensão para a alimentação de todos os sistemas elétricos: rede área de tração, sinalização, telecomunicações, sistemas auxiliares, pátios de estacionamento, oficinas e centro de comando e controle, independente da rede básica em média tensão da concessionaria de energia elétrica da região. Na configuração projetada para o horizonte de 2050, e considerando os cenários de maior carregamento dos estudos de demanda, o sistema de energia elétrica, conta com a potencia instalada de 25 megawatts para a alimentação de tração é de 12 megawatts para a alimentação das cargas auxiliares, totalizando uma potencia de 36 megawatts para a subestação primaria. A tensão do sistema de alimentação de tração e de 3000 volts, tanto para a Linha Sul como pra a Linha Leste.

Material Rodante[editar | editar código-fonte]

Para a linha Sul foram adquiridos 20 TUE’s de 3 carros cada Elettrotreno ETR 200 Metrostar, fabricados pela AnsaldoBreda[21].[22] Os veículos deste sistema possuem uma velocidade comercial de 70 km/h e uma velocidade máxima de 80 km/h. A bitola é de 1000 milímetros e a alimentação dos trens é feita por catenárias utilizando uma tensão de 3000 VCC. As composições começaram a circular em testes em 2010.[23] Sua operação teve inicio em Junho de 2012, juntamente com o inicio das operações da Linha Sul. Para a Linha Oeste foram adquiridos originalmente 6 VLT's diesel de 4 carros da empresa Bom Sinal, sendo o primeiro entregue no início de outubro de 2010.[24] Em 2015 a Linha recebeu novos modelos de VLT´s da companhia Bom Sinal, os novos trens contavam com sistema de Ar-condicionado melhorado, designe mais sofisticado, circuíto interno de TV, telas informativas, bem como sinal sonoro atualizado.

Frota Imagem Linha Ano Fabricante Trens / Carros
ETR 200 - Metrostar Metrofor-imagem-4.jpg Sul 2012 Ansaldo Breda 20/60
VLT Bom Sinal VLT-Metrofor-interior.jpg Oeste 2015 Bom Sinal 6
VLT Bom Sinal VLT-Metrofor-exterior.jpg Mucuripe 2015 Bom Sinal 8

Transmissão de Dados é Radiocomunicações[editar | editar código-fonte]

TUE parado na plataforma de uma das estações da Linha Sul do metrô.

O Sistema de transmissão de dados, assim como os demais sistemas, é de ultima geração e utiliza a tecnologia de 10 Gigabit de Ethernet, com capacidade de roteamento avançada para garantir alta disponibilidade do sistema. O sistema é suportado por dois anéis ópticos redundantes para fins de disponibilidade e confiabilidade. No sistema de transmissão de dados trafegam todas as informações de dados, imagens e voz entre o CCO é as estações. Atendendo ao usuários o sistema auxilia na sonorização de estações, radiocomunicações, circuito fechado de TV, Multimídia, Cronometria, Telefonia, Controle de tráfego centralizado é controle de centralização de energia. O sistema de radiocomunicações é formado por três redes distintas: Operação, manutenção e segurança. Tem como finalidade permiti de forma independente a comunicação em faixas exclusivas entre o controlado de trafego do CCO e os condutores dos trens que estarão trafegando nesse domínio, entre o supervisor de manutenção do CCO e as equipes de manutenção, entre o supervisor de segurança do CCO e as equipes de segurança do sistema e entre as equipes de manutenção e as de segurança. O sistema de telecomunicações é de extrema importancia na transmissão de informações para os passageiros, dentro dos vagões e estações. O subsistema de sonorização, funciona através de caixas de som instaladas dentro das TUEs (trens unidade elétrico) e nas estações do metrô. Através de mensagens gravadas ou alertas ao vivo, será possível comunicar aos usuários a existência de eventual imprevisto, fornecer informações gerais, programação de trens e mensagens institucionais. O Consórcio Comunicação Metrofor é formado pelas empresas ACE Systems Soluções em Tecnologia da Informação LTDA, Hitech Tecnologia e Sistemas S.A e Tecbrás Engenharia S.A. Juntas, as empresas são responsáveis pelo projeto, instalação e montagem de todos os equipamentos relativos ao sistema de telecomunicações do metrô.[25]

Sonorização de estações, CFTV é Sistema multimídia[editar | editar código-fonte]

Painel de LED informativo usado na Linha Sul

O sistema de sonorização da estações provê orientação aos usuários por meio de mensagens e avisos originados no CCO, além de provê musica ambiente para todas as estações. E um elemento muito valioso para a busca de pessoas e na evacuação da estação em caso de emergência como acidentes e incêndios, permitindo a orientação de usuários de forma adequada. O Sistema de CFTV (Circuito fechado de TV), permite a CCO o monitoramento em tempo real da movimentação de usuários nas plataformas, mezaninos e áreas de acessos das estações, permite também a seleção, gravação e armazenamento de imagens de uma ou mais câmeras de qualquer estação. O sistema multimídia tem por finalidade a veiculação de texto previamente gravadas ou digitadas originalmente no CCO, estas mensagens veicularão diretamente para os monitores de TV que estarão localizados nas plataformas, destinados a divulgação da multimídia operacional e comercial, podem ser veiculadas exclusivamente em uma estação, um grupo de estações ou todas as estações simultaneamente, o sistema multimídia permite a veiculação de informações operacionais, tais como: destinos de trens, horário de chegada da próxima composição além de outras informações e mensagens como o horário de funcionamento do metrô de Fortaleza, as integrações como os outros sistemas nos terminais intermodais, videos com informações turísticas, informações de utilidade publica como também publicidades.[26] Os primeiros painéis de LED informativo da Linha Sul foram instalados na primeira semana de Fevereiro de 2016 na estação Benfica, fato curioso pois em geral a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) instala suas novidades primeiros nas Estações Central é José de Alencar depois passando para as demais estações.

Estações do metrô são equipadas com ferramentas para deficientes físicos. Na imagem, cadeirante usando elevador. 

Acessibilidade[editar | editar código-fonte]

Todas as estações foram pensadas para garantir a acessibilidade para todos, contando com os mais diversos recursos para ajudar os usuários portadores de qualquer tipo de deficiência. Entre eles e possível citar o piso tátil, mapas de localização em braile é sistema de sonorização para portadores de deficiência visual; elevadores, passarelas de ligação é acessos exclusivos para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção; painéis explicativos bem localizados é telas nas plataformas para portadores de deficiência auditiva, além de toda a equipe de funcionários bem treinados e especializados para atender aos usuários em qualquer situação.

Meio Ambiente[editar | editar código-fonte]

O Metrô de Fortaleza recebeu parecer favorável da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) ao seu primeiro Relatório de Acompanhamento e Monitoramento Ambientais (Rama), relativo ao ano de 2015. Essa documentação certifica que a operação do metrô não tem causado impactos negativos ao meio ambiente, certificando também as iniciativas de educação ambiental desenvolvidas nas comunidades lindeiras (aquelas que vivem próximas dos trilhos). Um dos itens analisados são as emissões de materiais na atmosfera. No caso da Linha Sul, foi certificado que não há emissões atmosféricas, já que o sistema metroviário é movido à eletricidade. Na Linha Oeste, em que a tração do trem funciona a diesel, foi verificado que os motores têm padrões internacionais, estando as emissões dentro da normalidade. Também foram medidos ruídos e vibrações emitidos pelos dois sistemas, antes e durante a passagem dos trens. De acordo com o relatório, o resultado apontou que ruídos e vibrações estão dentro dos padrões.

Também foi analisado e aprovado o funcionamento do sistema de coleta dos resíduos gerados na operação dos trens. Há lixeiras em todas as estações das linhas Sul e Oeste, com coleta realizada pela Ecofor às terças, quintas e sábados. Os materiais recicláveis são encaminhados a entidades que aproveitam o lixo como matéria-prima. Os demais materiais são transportados até o aterro sanitário de Caucaia na Região Metropolitana de Fortaleza. O parecer da Semace aponta que “no interior do metrô, os resíduos produzidos são praticamente zero". Quanto ao possível impacto da operação do metrô sobre o solo e a bacia hidrográfica, o estudo apontou que não há prejuízos. Segundo a pesquisa, “o metrô não interfere nos recursos hídricos. [...] Considerando que o metrô está inserido em áreas urbanizadas, onde o solo é, em sua maioria, recoberto por revestimento asfáltico, a interferência deste sobre os solos locais, é mínima”.

A análise também destacou as ações sociais voltadas para a preservação do meio ambiente e o bom convívio entre o metrô e as comunidades lindeiras, todas elas inseridas no projeto Metrô & Cidadania. De acordo com o parecer, “no que diz respeito aos Planos de Controle e Monitoramento Ambiental visando à mitigação dos impactos inerentes à atividade quando de sua operação, foram implementadas ações voltadas para a educação ambiental das comunidades próximas, junto às escolas públicas com parcerias firmadas entre diversas instituições a nível estadual e municipal. Foi implantada ainda a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) no Metrofor, enfatizando o gerenciamento de resíduos sólidos”.[27]

Construção e Expansão da rede[editar | editar código-fonte]

Atualmente a Metrofor mantém duas linhas em construção (Leste e Parangaba-Mucuripe), uma em projeto (Maranguape), uma aguardando licitação sem previsão de inicio de obras (Oeste) e uma com adição de duas novas estações (Sul). A Empresa ainda tem planos para ampliação da Linha Leste ligando a estação Edson Queiroz a Messejana e da Linha Oeste ligando a estação Caucaia ao Pecém. Houve também um plano para a construção de um ramal que ligaria a Parangaba a Arena Castelão que deveria ficar pronto antes da copa do mundo de 2014 mas o projeto foi cancelado pois estudos do governo do estado indicara que não haveria usuários suficientes para manter o trecho em funcionamento após o evento.[28]

Linha em obras[editar | editar código-fonte]

Atualmente três linhas estão em obras, totalizando 25,8 Km a mais de extensão para o sistema:

Linhas Terminais Situação Atual
Sul
Sul
Estações Padre Cícero Juscelino Kubitschek Em construção
Leste
Leste
TirólEdson Queiroz Obras Paradas (12,4 Km)
Parangaba-Mucuripe
Parangaba-Mucuripe
ParangabaIate Trecho ParangabaMontese é trecho Borges de MeloIate

Referências

  1. Metrofor. «Gestor da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos». O Povo. Consultado em 23/09/2016. 
  2. Ceará Agora (29 de setembro de 2014). «Inicio da fase comercial da linha Sul». Ceará Agora. Consultado em 01 de outubro de 2016. 
  3. «Metrô de Fortaleza - Antecedentes». 
  4. «Metrô de Fortaleza - Histórico». Governo do Ceará. Consultado em 21 de julho de 2013. 
  5. «Governo do Estado inaugura primeiro trecho da Linha Sul do Metrô de Fortaleza». Consultado em 27 de novembro de 2016. 
  6. «Segunda etapa da Linha Sul do metrô é inaugurado em Fortaleza». Consultado em 27 de novembro de 2016. 
  7. «Metrofor: estação São Benedito é inaugurada nesta quarta-feira». Consultado em 27 de novembro de 2016. 
  8. Leda Gonçalves - Repórter (27/09/2016). «VLT começa a operar de forma experimental, sem passageiros». Diário do Nordeste. Consultado em 28/09/2016. 
  9. «VLT inicia fase de testes, mas só deve receber passageiros em janeiro». Consultado em 28 de setembro de 2016. 
  10. Kézya Diniz (27 de fevereiro de 2012). «“Metrô de Fortaleza corre o risco de não ser usado”, afirma especialista». Política com K. Consultado em 21 de julho de 2013. 
  11. «Projeto Ramaral - Parangaba/Mucuripe (VLT)». Consultado em 21 de julho de 2013. 
  12. a b c «História do Metrô de Fortaleza». Rodovias & Vias. Consultado em 21 de julho de 2013. 
  13. a b «Inauguração do Metrô de Fortaleza». Governo do Estado do Ceará. 15 de junho de 2012. Consultado em 21 de julho de 2013. 
  14. Daniel Aderaldo (16 de junho de 2012). «Após 13 anos de obras, metrô de Fortaleza é inaugurado sem fortalezenses». Portal IG. Consultado em 21 de julho de 2013. 
  15. Domitila Andrade (28 de agosto de 2014). com previsão de fase comercial em outubro 2014.shtml «Fase de testes do Metrô já dura mais de 2 anos sem data para acabar» Verifique |url= (Ajuda). O Povo. Consultado em 11 de setembro de 2014. 
  16. a b «De Fortaleza a Caucaia de trem. Conheça a linha Oeste». Metrofor. Consultado em 21 de julho de 2013. 
  17. a b «Metrô de Fortaleza: Primeiro VLT da Linha Oeste começa circular». Secretaria da Infraestrutura. 13 de junho de 2011. Consultado em 21 de julho de 2013. 
  18. a b «Linha Leste: Licitação das obras civis começa nesta terça-feira (21)». Governo do Estado do Ceará. 20 de maio de 2013. Consultado em 21 de julho de 2013. 
  19. «A linha Leste terá doze estações e irá transportar 400 mil pessoas por dia. A expectativa é que a linha retire milhares de carros particulares dos principais corredores de Fortaleza.». Metrô de Fortaleza. Consultado em 21 de julho de 2013. 
  20. Renato Lobo (6 de maio de 2016). «Metrô de Fortaleza terá intervalo reduzido». viatrolebus. Consultado em 27 de novembro de 2016. 
  21. Ansaldo Breda. «Catálogo do Metrô de Fortaleza». Consultado em 27 de outubro de 2010. 
  22. Ansaldo Breda (8 de julho de 2009). «AnsaldoBreda sigla un contratto per la Metropolitana di Fortaleza METROFOR (em italiano)». Consultado em 27 de outubro de 2010. 
  23. 74% das obras civis do Metrô de Fortaleza estão concluídas página visitada em 23 de fevereiro de 2010.
  24. Intelog (4 de outubro de 2010). «Primeiro VLT da linha Oeste chega a Fortaleza». Consultado em 27 de outubro de 2010. 
  25. Assessoria de Comunicação da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos - Metrofor (2 de Julho de 2015). «Sistema de comunicações do metrô de Fortaleza». Metrofor. Consultado em 5 de Julho de 2015. 
  26. Assessoria de Comunicação da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos - Metrofor (2 de Julho de 2015). «Sistema multimídia do metrô de Fortaleza». Metrofor. Consultado em 5 de Julho de 2015. 
  27. Metrofor (11 de Abril de 2016). «Relatório Ambiental do Metrô de Fortaleza». Acessoria de Comunicação da Metrofor. Consultado em 16 de Abril de 2016. 
  28. Diário do Nordeste (20 de outubro de 2011). «Ramal Parangaba-Castelão e Cancelado». Consultado em 07 de Fevereiro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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