Mia penso

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Mia Penso (meu pensamento) é um poema de L. L. Zamenhof escrito antes do lançamento do Unua Libro, em 1887.

Edmond Privat em sua obra A Vida de Zamenhof comentou sobre ele da seguinte forma: "Durante seis anos ele permaneceu em silêncio. Foi uma época difícil. Ninguém falou sobre seu trabalho ... Então faleceu os anos mais belos da vida, o aluno, triste e dolorosa." (Edmond Privat, Vivo de Zamenhof, pg. 32).

Mia penso
Sur la kampo for de l' mondo,
antaŭ nokto de somero,
amikino en la rondo
kantas kanton pri l' espero.
Kaj pri vivo detruita
ŝi rakontas kompatante, –
mia vundo refrapita
min doloras resangante.
"Ĉu vi dormas? Ho, sinjoro,
kial tia senmoveco?
Ha, kredeble rememoro
el la kara infaneco?"
Kion diri? Ne ploranta
povis esti parolado
kun fraŭlino ripozanta
post somera promenado!
Mia penso kaj turmento,
kaj doloroj kaj esperoj!
Kiom de mi en silento
al vi iris jam oferoj!
Kion havis mi plej karan –
la junecon – mi ploranta
metis mem sur la altaron
de la devo ordonanta!
Fajron sentas mi interne,
vivi ankaŭ mi deziras, –
io pelas min eterne,
se mi al gajuloj iras...
Se ne plaĉas al la sorto
mia peno kaj laboro –
venu tuj al mi la morto,
en espero – sen doloro!
Meu Pensamento
Sobre o longínquo campo do mundo,
ante a uma noite de verão,
uma amiga na roda
canta uma canção sobre a esperança.
E sobre uma vida destruída
ela canta de modo compadecido, –
minha ferida perdurante
Dói em mim essa sanja.
"Acaso você dorme? Oh, senhor,
porque tal imobilidade?
Ah, possivelmente se recorda
da querida juventude?"
Que dizer? Sem chorar
pudesse ser falado
com uma senhorita repousante
Após um passeio de verão!
Meu pensamento e tormento,
e dores e esperanças!
Quanto de mim em silêncio
a ti já foram em ofertas!
O que tinha mais precioso –
a juventude – chorando
coloquei-me em cima do altar
de dever que ordena!
Internamente sinto um fogo,
Viver também desejo, –
Alguma coisa me arrasta eternamente,
se eu andar alegre...
Se não parecer à sorte
meu esforço e trabalho –
venha a mim já a morte,
em esperança – sem dor!

Versão de J. B. de Mello e Souza[editar | editar código-fonte]

Uma tradução em Português do poema Mia Penso, realizada por J. B. de Mello e Souza, foi publicada na revista Brazila Esperantisto (Esperantista Brasileiro)(ano 9, números 1-2-3, janeiro-março de 1918, pág. 1).

Meu Pensamento

Certa vez ao campo eu fora
Numa noite de luar.
Linda jovem cismadora
Docemente ouvi cantar.

Era um canto de esperança,
De venturas e de amor;
Ressurgia-me a lembrança
De profunda e antiga dor.


— "Que! diz ela. Tu dormias?
Tão calado agora estás...
Que saudades tão sombrias
O meu canto assim te traz?"

...Coração, resiste ainda,
Não te fica bem chorar
Junto de uma jovem linda
Numa noite de luar.

Teus pesares e tormentos
Já se foram, coração;
Deixa escuros pensamentos
Que tão longe, longe vão.

Entristece-te a saudade
De outros tempos: eu bem sei;
Choras hoje a mocidade
Que ao dever sacrifiquei.

Quantas vezes de alegria
Me cercavam; no meu ser
Chama ardente renascia...
...Eu quisera assim viver.

Mas se a dura, ingrata sorte,
Contra mim constante for,
Bem melhor parece a morte
Na esperança... e longe a dor.