Microfone

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O microfone é um transdutor que converte o som em sinais elétricos. Microfones são usados em muitas aplicações como telefones, gravadores, aparelhos auditivos, shows e na transmissão de rádio e televisão.

História[editar | editar código-fonte]

Modelo clássico de microfone dos anos 50

O antecessor do microfone foi o megafone, que amplia a voz utilizando apenas o ar como meio de transmissão, e cuja origem remonta da Grécia antiga.[1] Os primeiros experimentos registrados utilizando fios como meios de transmissão da voz remontam de 1665, registrados por Robert Hooke.[2]

Telefones primordiais foram desenvolvidos nos anos 1800 independentemente por Johann Philipp Reis e Alexander Graham Bell.[3] O primeiro microfone prático foi desenvolvido independentemente por David Edward Hughes, Emile Berliner, e Thomas Edison.[4][5][6] [7]

Princípio de operação[editar | editar código-fonte]

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O microfone converte vibrações mecânicas na gama audível (em freqüências de 20Hz a 20kHz - seja no ar, água ou num material sólido) em um sinal elétrico. Na maioria dos microfones em uso as ondas sonoras são convertidas em vibrações mecânicas através de um diafragma fino e flexível e em seguida convertidas em sinal elétrico através de bobina móvel ou por carga e descarga de um condensador. No caso de microfones de condensador estes necessitam de uma tensão de alimentação contínua, chamada de phantom power, que é de facto uma tensão de polarização.

Directividade[editar | editar código-fonte]

Em relação ao tipo de transdução acústica há dois tipos de microfone: microfones de pressão (geralmente de pior qualidade[carece de fontes?]) e microfones de gradiente de pressão (microfones com propriedades direccionais). Os microfones de gradiente de pressão apresentam um fenómeno chamado efeito de proximidade que resulta num aumento acentuado da amplitude das frequências graves na proximidade da fonte sonora. Os famosos microfones da RCA de meados do século XX, eram designados como microfones de velocidade, mas na realidade estes microfones são gradiente de pressão pois apresentam uma directividade figura 8. De facto, os microfones figura 8 (ou puros gradientes de pressão) seguiriam as variações da velocidade das partículas se o diafragma do microfone não tivesse massa, mas como o microfone possui massa, é necessária uma diferença de pressão para o fazer vibrar.

Sendo assim, os microfones podem ser classificados quanto a directividade da seguinte forma:

  • Omnidirecionais - Captam o som da fonte não importando a direção em que este chegue a sua cápsula.
  • Bi-direcionais - Captam o som igualmente no eixo da cápsula (0º e 180º), rejeitando o som que chega a 90º e a 270º.
  • Cardióides - Captam com maior eficácia os sons emitidos na sua frente. À medida que a fonte sonora se desloca do eixo central do microfone, sua captação é reduzida. Desta forma, sons vindos de trás não são captados ou são captados com pequena intensidade.
  • Super e Hiper-Cardióides - Captam além dos sons emitidos na sua frente, parte dos sons emitidos na parte de trás. Isto é bastante útil para aumentar o ganho do som, sem que haja microfonia.
Omnipattern.svg Bidirectionalpattern.svg Cardioidpattern.svg Hypercardioidpattern.svg Shotgunpattern.svg
Omnidireccional

Bi-direcionais

Cardióide Hipercardióide Shotgun

Efeito de proximidade[editar | editar código-fonte]

Exemplo de microfone.

O efeito de proximidade ocorre com microfones que operam através da detecção do gradiente de pressão do ar, resultando em um grave acentuado quando o aparelho é aproximado da fonte de pressão, onde o gradiente é mais intenso, uma vez que as variações na pressão são mais intensas quanto menor a distância da fonte.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Montgomery, Henry C (1959). «Amplification and High Fidelity in the Greek Theater». The Classical Journal. 54 (6): 242–245. JSTOR 3294133 
  2. McVeigh, Daniel (2000). «An Early History of the Telephone: 1664–1866: Robert Hooke's Acoustic Experiments and Acoustic Inventions». Cópia arquivada em 3 de setembro de 2003 
  3. MacLeod, Elizabeth 1999 Alexander Graham Bell: an inventive life. Kids Can Press, Toronto
  4. Paul J. Nahin (2002). Oliver Heaviside: The Life, Work, and Times of an Electrical Genius of the Victorian Age. [S.l.]: JHU Press. p. 67. ISBN 9780801869099 
  5. Bob Estreich. «David Edward Hughes» 
  6. Huurdeman, Anton (2003). The Worldwide History of Telecommunications. [S.l.]: John Wiley & Sons 
  7. «David Hughes». Consultado em 17 de dezembro de 2012 
  8. Geoff Martin. «Proximity Effect». Introduction to Sound Recording (em inglês). Arquivado do original em 16 de Outubro de 2007 
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