Mieloma múltiplo

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Mieloma múltiplo
Plasmócitos neoplásicos
Classificação e recursos externos
CID-10 C90.0
CID-9 203.0
OMIM 254500
DiseasesDB 8628
MedlinePlus 000583
eMedicine med/1521
MeSH D009101

Mieloma múltiplo é uma neoplasia dos plasmócitos. Corresponde a cerca de 10% do total dos cânceres hematológicos.[1]

Esta doença em geral desenvolve-se a partir de uma condição pré-maligna assintomática chamada de ‘’gamopatia monoclonal de significado indeterminado’’ (GMSI). A GMSI é identificável em cerca de 3% da população acima dos 50 anos. Esta condição evolui para mieloma múltiplo na taxa de cerca de 1% ao ano.[2]

Em alguns pacientes, é identificável uma condição intermediária, também assintomática, porém num estágio pré-maligno mais avançado, denominada mieloma múltiplo smoldering.[3]

O mieloma múltiplo e a GMSI são mais comuns em negros e um pouco mais freqüentes no sexo masculino.

Sinais e Sintomas[editar | editar código-fonte]

Alterações Ósseas[editar | editar código-fonte]

A destruição óssea acentuada ocasionada pelos plasmócitos neoplásicos leva, com freqüência, a dores ósseas, fraturas patológicas, hipercalcemia e anemia.

Infecções[editar | editar código-fonte]

Podem ocorrer infecções recorrentes, em parte devido à produção diminuída de imunoglobulinas normais, contrastando com o excesso do componente monoclonal anormal.

Insuficiência Renal[editar | editar código-fonte]

Ocorre dano aos túbulos renais em decorrência da proteinúria.

Anemia[editar | editar código-fonte]

A anemia pode ser ocasionada tanto pela infiltração neoplásica da medula óssea quanto pela diminuição dos níveis de eritropoetina em decorrência da insuficiência renal.

Sintomas neurológicos[editar | editar código-fonte]

Radiculopatia é a complicação neurológica mais comum. Neuropatia pode se fazer presente por evento adverso da quimioterapia e pode apresentar dor. Se ocorrer incapacidade para as atividades da vida diária, a terapia medicamentosa pode ser descontinuada a critério médico. [carece de fontes?]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento consiste em quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. A Talidomida tem se tornado muito eficiente na remissão deste tipo de neoplasia.

Referências

  1. Kyle RA, Rajkumar SV (2004). «Multiple myeloma». N Eng J Med [S.l.: s.n.] 351: 1860-1873. 
  2. Kyle RA, Therneau TM, Rajkumar SV; et al. (2002). «A long-term study of prognosis of monoclonal gammopathy of undetermined significance». N Eng J Med [S.l.: s.n.] 346: 564-569. 
  3. Kyle RA, Remstein ED, Therneau TM; et al. (2007). «Clinical course and prognosis of smoldering (asymptomatic) multiple myeloma». N Eng J Med [S.l.: s.n.] 346: 564-569. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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