Migração de animais

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Gansos de neve em migração para o Norte no Squaw Creek National Wildlife Refuge, Missouri, EUA

Migração refere-se a um movimento direcional em massa pelo qual os indivíduos se dirigem de um local a outro. O termo descreve desde o movimento de um enxame de gafanhotos até pequenos movimentos de organismos intertidais  indo e vindo duas vezes por dia, seguindo o movimento das marés, em níveis preferenciais de exposição ou imersão nas ondas[1]. As migrações ocorrem quase sempre de regiões com baixa quantidade de recursos para áreas mais produtivas, incluindo para os jovens[2].

As migrações podem ser temporárias, quando a população regressa ao seu biótopo de origem, ou permanentes, quando a população se instala indefinidamente no novo biótipo.

Migrações temporárias são conhecidas em muitas espécies de animais e podem ter periodicidades muito diferentes, desde as migrações diárias, normalmente verticais do plâncton na coluna de água (ver biologia marinha), anuais como as das andorinhas e de outras aves e de muitos animais terrestres, ou plurianuais como as das enguias e de outros peixes. Outros exemplos de migração temporárias: Durante o dia os fitoplâctons, em lagos, encontra-se em zonas mais próximas da superfície da água em função da luz necessária para a fotossíntese; os caranguejos migram segundo os movimentos das marés, pois se alimentam de matéria orgânica que é transportada pelas ondas[3].

Em alguns casos, movem-se por falta de comida, geralmente causada pelo inverno. Pássaros sempre migram de lugares frios para quentes. A mais longa rota de migração conhecida é a da Gaivina do Ártico Sterna paradisaea, também conhecida como andorinha-do-mar ártico[4] que migra do Ártico para o Antártico e retorna todo ano, experimentando somente os verões polares[4].

Baleias, borboletas, vespas e roedores também fazem migrações. A migração periódica dos gafanhotos é um grande fenômeno, retratado desde os tempos bíblicos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • COLIN R. TOWNSEND, MICHAEL BEGON, JOHN L. HARPER (2006). Fundamentos em Ecologia (Porto Alegre: Artmed). p. 204. 
  • COLIN R. TOWNSEND; MICHAEL BEGON, JOHN L. HARPER (2006). Fundamentos em Ecologia (Porto Alegre: Artmed). p. 207. 
  • COLIN R. TOWNSEND; MICHAEL BEGON, JOHN L. HARPER (2006). Fundamentos em Ecologia (Porto Alegre: Artmed). p. 207. 
  • a b COLIN R. TOWNSEND, MICHAEL BEGON, JOHN L. HARPER (2006). Fundamentos em Ecologia (Porto Alegre: Artmed). p. 115.