Miguel Serrano (escritor chileno)

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Miguel Serrano como embaixador na India, 1957

Miguel Serrano Fernández (Santiago, 10 de setembro de 1917 — Santiago, 28 de fevereiro de 2009) foi um escritor, diplomata e um dos líderes do movimento nazista chileno, tendo, inclusive, desenvolvido diversos materiais nesta temática. Em 1953, foi nomeado representante chileno na Índia; onde desenvolveu pesquisas e buscas espirituais, estudou acerca do Monte Kailash, lugar de grande importância tanto para os hindus como para os budistas; desenvolveu amizades com Dalai Lama,[2] Indira Gandhi e outras importantes figuras. Futuramente, também exerceu o cargo de embaixador na Iugoslávia e na Áustria. Após este período de trabalho político internacional, Serrano focaria no estudo daquilo que ficou conhecido com hitlerismo-esotérico e, seria neste momento que escreveria grande parte de suas mais importantes obras e cultivaria relações próximas com Hermann Hesse e mais para frente, Carl Gustav Jung.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Miguel Joaquín Diego del Carmen Serrano Fernández nasceu em 10 de Setembro de 1917, em Santiago, Chile. Viveu com seus pais por pouco tempo, pois logo no começo de sua infância, em 1926, se tornaria orfão e teria de ficar sob os cuidados de sua avó paterna, junto com seus três outros irmãos. Serrano viveu sob certa instabilidade neste período, viajou e se mudou com certa frequência até que, em 1930, se fixaria novamente em Santiago, para estudar primeiramente no Instituto de Humanidades Luis Campino e, mais tarde, no Internado Nacional Barros Arana.

No período em que se passou, após ingressar e se estabelecer no colégio, Serrano passaria a ter influência do movimento de poetas do meio da esquerda política, do qual seu tio, Vicente Huidobro, fazia parte. Apesar de não tentar filiação, Miguel passou a receber instrução da Frente Popular Marxista, mas não durou por muito tempo. Após a rápida disseminação da ideologia, da intensificação do estudo e da leitura, Miguel se desvinculou dela. Essa passagem e mudança política de Serrano seria marcada por alguns episódios importantes, principalmente pelo "Massacre do Seguro Operário", em 1938, que deixou, como consequência, a morte de 60 jovens nacional-socialistas; situação em que Serrano aproveitara para esboçar críticas favoráveis à posição dos jovens do MNSCH (movimento nacional-socialista do Chile). Um ano após, em 1939, Serrano seria acusado pela primeira de vez, de ser supostamente fascista. Ainda neste mesmo ano, Miguel Serrano se envolveria, publicamente, com o nazismo chileno; integrando grupos de divulgação literária.

A primeira grande obra - compartilhada - de Serrano, foi publicada em 1938, com o título de: "Antología del verdadero cuento en Chile", a qual teve participação de outros autores chilenos de sua geração: Pedro Carrilo, Adrián Jiménez, Juan Tejeda, Eduardo Anguita, etc. Esta obra ainda representa o período poético de Serrano, que teve por finalidade, dentre outras coisas, esboçar uma espécie de manifesto aos leitores e escritores da geração de 38.

Sua primeira obra individual, "Um discurso da América do Sul", de 1939, evidenciava a necessidade de se construir uma identidade nacional no mundo, especificamente nos países da América.

No contexto de Segunda Guerra Mundial, Miguel Serrano preferiu manter uma política "pacífica", defendia um discurso de neutralidade diante do conflito bélico mundial. Por outro lado, declarava apoio público à Alemanha nazista e ao Eixo, de forma geral. Ele deixava todas as suas posições evidenciadas na revista "La Nueva Edad", que funcionou até a publicação de nº 36, em 1943, quando o Chile romperia, definitivamente, todas as relações diplomáticas com os países do Eixo. Neste situação, de apoio declarado ao hitlerismo, Serrano ficou dentro da "lista negra", veículo que os aliados da Guerra fizeram circular pelo Chile, diante da forte tensão política que o país se encontrava. Seu nome permaneceu nela mesmo após o fim da guerra.

Período de Embaixada (Índia - Iugoslávia - Áustria)

Miguel Serrano parte para a Índia, em 1953, como representante Chileno do governo de Carlos Ibáñez, onde permanece até 1962. Nos seus primeiros anos, se concentra apenas na venda e divulgação do Salitre Chileno, propõe criação de agências que vendam os produtos de seu país de origem, ou seja, se foca em questões comerciais. Será ele que, posteriormente, em 1956, firmará um convênio comercial entre o Chile e a Índia. (O primeiro acordo comercial que a Índia estabelecera com um país latino-americano)

Durante sua estadia na Índia, Serrano desenvolveu boas relações com os líderes de governo e com as demais figuras que caracterizavam o cenário hindu do país. Em 1957, escreveu um artigo póstumo pela morte de seu conhecido próximo, Devadas Gandhi, filho de Mahatma. E, com a ajuda de Indria Gandhi, uma das políticas do país, elabora uma de suas principais obras.

Dentre os países em que Serrano trabalhou, a Índia foi o que mais explorou e estudou. Em 1958, conheceu a obra "The Artic Home in the Vedas.", a qual o faz ficar envolvido e entusiasmado com o estudo da tradição védica e das demais ramificações da filosofia hindu. Seria nesta temática; de um "novo universo", de templos e rios sagrados, com uma busca e fascínio pelo monte Kailash, que Serrano desenvolveria diversas obras: "A serpente do Paraíso" (1963), "Os mistérios (1960) e "As visitas da Rainha de Sabá", uma dos seus mais célebres estudos, o qual teve o prólogo produzido por C. G. Jung, que explorou os seus sentidos oníricos e a descreveu como "um sonho dentro de outros sonhos".

Seria ainda no ano de 1960, que Serrano passaria novamente a se encontrar com o escritor alemão, Hermann Hesse, com quem já partilhava uma amizade duradoura. Fora com ele, e com Jung, inclusive, que Miguel produziu o livro "O círculo Hermético: de Hermann Hesse a C. G. Jung", que descreve a amizade e episódios vividos entre os três.

Em 1962, encerrou definitivamente, sua jornada como embaixador na Índia e iniciou seu trajeto na Iugoslávia, onde permanecendo até 1967, pôde publicar diversas de suas obras em variadas línguas e iniciar novas, como "A flor inexistente", que foi feita em menos de um mês e contou com suas vivências na Índia.

Parte para Viena, capital da Áustria, em 1967. No ano seguinte, começaria a escrever "Ellela, el libro de amor magico", onde desenvolve uma busca espiritual baseada no tantrismo e nas concepções que formou pelas suas experiências nas meditações e demais descobertas, na Índia.

No período que ficou em Viena, Serrano se instalou na Casa Camuzzi, antiga residência de seu amigo Hermann Hesse. Por volta de 1970, ele conheceria o poeta norte-americano Ezra Pound, com quem estenderia uma amizade, por meio de entrevistas e estudos. A relação deles, entretanto, não duraria por muito tempo, visto que Pound morreria em 1972; por consequência disso, Serrano publicaria diversos artigos o enaltecendo e criaria, na Espanha, um monumento em sua homenagem.

Hitlerismo esotérico

Após o longo período que trabalhou internacionalmente; viajando pelo mundo e estudando as particularidades e essência dos mais variados povos e regiões, Miguel Serrano retornaria novamente para o Chile, iniciando assim, seu período de estudo acerca do "hitlerismo esotérico". Mesmo que, até -1987- Serrano ainda manteria um número de viagens acentuados, os quais provocados por conflitos políticos.

Serrano sempre deixou explícita sua posição de apoio à Alemanha Nazista, à política e à estética do nacional-socialismo. Demonstrou apoio aos jovens membros do movimento nacional-socialista do Chile durante o massacre do Seguro Obrero, escreveu diversos artigos de reconhecimento e condecoração ao próprio Hitler e, como consequência, seu nome ficou na "lista negra" por anos.

Consequentemente, depois de concentrar suas experiências espirituais (principalmente com o hinduísmo, na Índia) adquiridas mundo a fora, suas amizades riquíssimas que cultivou com poetas, mestres espirituais, políticos e artistas, Miguel Serrano teria disposição e influências o suficiente para desenvolver sua "trilogia" de temática esotérica mais importante: "Adolf Hitler, el último avatara, Manú: por el hombre que vendrá e El cordon Dorado. Neste período, Serrano formularia uma temática nova, recentemente posta em prática. Divinizaria a imagem de Adolf Hitler e da raça ariana, defenderia a necessidade de um espaço próprio e específico para o desenvolvimento saudável de determinadas raças e, relacionaria a origem dos povos germânicos com o mito hiperbóreo e do desaparecimento de Atlântida.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. http://www.miguelserrano.cl/site/
  2. «Dalai Lama - Wikipédia». Wikipédia.